quarta-feira, 30 de novembro de 2022

RELATÓRIO INFECÇÃO POR VIH EM PORTUGAL - 2022


RELATÓRIO INFECÇÃO POR VIH EM PORTUGAL - 2022


Foi hoje apresentado o relatório por VIH em Portugal, 2022, cujo link se disponibiliza abaixo à imagem.
Como resumo, transcrevemos:

"Dos resultados e conclusões apresentados no documento, destaca-se o seguinte: 

  • Em Portugal, segundo os dados recolhidos a 31 de outubro de 2022, foram notificados 1 803 casos de infeção por VIH no biénio 2020-2021, 870 dos quais em 2020 e 933 em 2021;
  • Redução de 44% no número de novos casos de infeção por VIH e de 66% em novos casos de SIDA entre 2012 e 2021; 
  • A maioria (71,8%) dos novos casos de infeção em adolescentes e adultos (≥ 15 anos) registou-se em homens (2,5 casos por cada caso em mulheres) e a mediana das idades à data do diagnóstico foi de 39 anos. Em 63,6% dos novos casos as pessoas tinham entre 25 e 49 anos e em 27,6% tinham idade igual ou superior a 50 anos. No período em análise foram notificados 4 casos de infeção VIH em crianças (2 em 2020 e 2 em 2021); 
  • Embora a transmissão heterossexual se mantenha como a mais frequente (51,8%), os casos em homens que têm sexo com homens (HSH) corresponderam à maioria dos novos diagnósticos em homens (56,0%). A taxa de novos diagnósticos de VIH foi mais elevada nos residentes na Área Metropolitana de Lisboa, seguida da região do Algarve;
  • Relativamente aos óbitos, foram comunicados 298 óbitos em pessoas que viviam com VIH (148 em 2020 e 150 em 2021). Em 24,5% dos óbitos o tempo decorrido desde o diagnóstico foi superior a 20 anos; 
  • Analisando os dados acumulados, desde 1983 até 31 de dezembro de 2021, foram identificados em Portugal 64 257 casos de infeção por VIH, dos quais 23 399 atingiram o estádio de SIDA e ocorreram 15 555 óbitos; 
  • Analisando os dados acumulados, desde 1983 até 31 de dezembro de 2021, foram identificados em Portugal 64 257 casos de infeção por VIH, dos quais 23 399 atingiram o estádio de SIDA e ocorreram 15 555 óbitos. 

Link:

https://www.insa.min-saude.pt/wp-content/uploads/2022/11/RelatorioVIH_2022.pdf 

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.11.30

RECUPERAÇÃO DE PONTOS DETIDOS PELOS ENFERMEIROS

RECUPERAÇÃO DE PONTOS DETIDOS PELOS ENFERMEIROS


Documento da ACSS sobre recuperação de pontos detidos pelos Enfermeiros com base no Decreto-Lei (D.L.) nº. 80-B/2022 de 28 Novembro. 

Abaixo desta imagem, está o link de acesso ao documento todo.

Link:

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.11.30

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

DECRETO-LEI 80-B/2022 DE 28 DE NOVEMBRO - CONTAGEM DE PONTOS ENFERMEIROS

DECRETO-LEI 80-B/2022 DE 28 DE NOVEMBRO
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
CONTAGEM DE POSTOS - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO - ENFERMEIROS

Link:

Foi hoje publicado no Diário da República, pelo Decreto-Lei nº 80-B/2022 de 28 de Novembro, da Presidência do Conselho de Ministros, o diploma que estabelece os termos da contagem de pontos em sede de avaliação de desempenho dos trabalhadores enfermeiros à data da transição para as categorias de enfermagem e especial de enfermagem.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.11.28

sábado, 19 de novembro de 2022

A RECONSTRUÇÃO DO SNS? SIM, COM A VALORIZAÇÃO DOS SEUS RECURSOS HUMANOS!

A RECONSTRUÇÃO DO SNS? SIM, COM A VALORIZAÇÃO
DOS SEUS RECURSOS HUMANOS!


Link:

A Saúde é um dos mais importantes “pilares” de uma democracia e de um país, a par da Justiça, da Educação e da Segurança Social, e estruturante para esse mesmo País e Sociedade.

Em Portugal tem-se verificado, nos últimos anos, um declínio da qualidade dos Serviços Públicos. A Saúde não foge, infelizmente, a esta realidade, não pela falta de qualidade dos seus Profissionais, mas sim, pela falta de investimento e fixação dos melhores. Não tem havido resposta adequada aos desafios que se colocam, com as necessidades presentes, face a uma exigência imposta pela Sociedade, uma vez que os Cidadãos têm maior esperança média de vida e vivem mais anos, com as comorbilidades inerentes ao avanço da idade. E por isso, a procura e a necessidade de prestação de Cuidados de Saúde é mais longa, cara e permanente.

Perante a falta de resposta capaz, aos inúmeros desafios, problemas e necessidades, criou agora o Governo mais um organismo para a “gestão operacional” da Saúde – “Direcção Executiva”. Será um Ministério dentro de outro Ministério? Pergunto: Mas será/seria mesmo necessário? E a Direcção-Geral da Saúde (DGS)? E a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS)? E já agora, as duas Secretarias de Estado da Saúde? E as ARS (são 5. Uma por cada região)? É só organismos, não sei bem se com duplicação de serviços, burocracia, centralismo e “lugares a oferecer/preencher”.

Perante tudo isto, estes organismos todos e agora com a Direcção Executiva, as respostas aos Cidadãos vão efectivamente melhorar? Vai haver diminuição das listas de espera para consultas da especialidade e cirurgias? As grávidas agora, vão ter serviços de obstetrícia/maternidades/blocos de partos, com respostas rápidas e seguras, na sua área de residência? A restruturação/reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), que é a porta de entrada no SNS, vai agora acontecer? Vai haver maior investimento e financiamento dos CSP? E no que diz respeito ao mais importante património do Ministério da Saúde, que são os seus Profissionais, vão ser reconhecidos, valorizados e criadas condições, carreiras e remunerações condizentes com a responsabilidade que têm todos os dias em mãos, que é cuidar de pessoas doentes e por isso assegurar com dignidade, o direito à vida e a serem bem tratadas? Ou este reconhecimento e valorização será só para “alguns”?

Pois, parece-nos que não! Acabaram de haver negociações com os Sindicatos dos Enfermeiros, para terminar os acordos ainda pendentes, da anterior equipa Ministerial. Foram dados passos importantes de situações injustas e “penduradas”, que permaneciam há já muito tempo. Mas a realidade é que apenas foi reposto, em parte, o que nos tiraram. O que já era nosso. Conquistado com muito esforço, trabalho e dedicação.

Contudo, encontrou agora, a actual tutela, um expediente, de não contabilização retroactiva a 2018, mas sim, só a Janeiro de 2022, o direito de contagem de tempo/remuneração. Daqui decorre um grande prejuízo para os Enfermeiros, mais uma vez! Lamenta-se este posicionamento, até porque, é precisamente neste intervalo de tempo, que acontece a “Pandemia Covid-19”. E precisamente, neste período, os ENFERMEIROS, com todo o seu altruísmo, dedicação, profissionalismo, responsabilidade e espírito de missão, deram tudo, mas mesmo tudo, o que tinham e o que não tinham, em favor dos Cidadãos, das Famílias dos Serviços e do País, para que “ninguém ficasse sozinho”. E o actual Ministro da Saúde e o Governo não reconhecem isso, e penalizam os Enfermeiros. Parece-nos que a contagem de retroactivos a 2018, mais que uma questão legal, é uma obrigação moral! Quanto à legal, estou convencido que os Tribunais irão repor esta injustiça e fazer jurisprudência sobre este “roubo”. Como diz a Sra. Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco, “quem merece pão não pode ser saciado com migalhas”. Mas permitam-me colocar aqui uma questão noutra vertente: Todos os Sindicatos foram suficientemente firmes, para não aceitarem esta desonestidade? Para a aceitarem, estava em causa, alguma outra questão mais importante?

As questões tratadas nestas mesas negociais e que agora chegam ao seu epílogo, são apenas uma parte, das muitas questões que os Enfermeiros querem ver tratadas e resolvidas, também para bem do SNS, a saber:

- Pagamento do Internato da Especialidade; Reconhecimento como “Profissão de Desgaste Rápido”; Antecipação da Idade de Reforma;
- Incentivos concretos e objectivos para manter os melhores Enfermeiros no SNS. Mas também, fixar os mais novos e evitar a emigração que se tem verificado;
- A dignidade profissional pelo adequado e justo vencimento/remuneração;

Estamos a chegar ao Inverno, e não sabendo do que aí virá, é momento para perguntar, tal como fez a Srª. Bastonária, por onde anda e “há ou não há um compromisso social entre País, as Pessoas e os Enfermeiros”?

NOTAS SOLTAS:
No passado dia 14 de Novembro, comemorou-se o “Dia Mundial da Diabetes”.

Esta data é muito importante, para (re)lembrar esta doença metabólica, crónica e evolutiva, e alertar para a necessidade de prevenção e seguimento em consulta de vigilância, nomeadamente nos Cuidados de Saúde Primários.

Face a todo o empenho, dedicação e trabalho que a Enfermagem e a Medicina Familiar desenvolvem, nas consultas dos Centros de Saúde, há claramente ganhos em Saúde, melhor qualidade de vida e diminuição das amputações aos doentes. A evolução que se regista a nível farmacêutico e de medicamentos, permite também um apoio considerável no tratamento dos doentes portadores de “diabetes mellitus”. Os hábitos de vida saudáveis, a alimentação e a prática de actividades físicas e desportivas, dão um contributo importante na prevenção desta “doença crónica”.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, a incidência da “diabetes” em Portugal está a aumentar e estima-se que atinja “cerca de 13% da População Adulta Portuguesa. No mundo estima-se que 400 milhões de pessoas sofram desta doença e ocorram 1,6 milhões de mortes por ano.”

A Prevenção, como em tudo, pode evitar complicações desta doença.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.11.18

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

MOMENTOS DE ESTRATÉGIA, INTELIGÊNCIA E AFIRMAÇÃO

MOMENTOS DE ESTRATÉGIA, INTELIGÊNCIA
 E AFIRMAÇÃO






A ingratidão dos Inquilinos da Av. João Crisóstomo – Ministério da Saúde – com os Enfermeiros, é enorme!

Após algum trabalho de insistência e o início de um “fervilhar”, por parte dos Sindicatos dos Enfermeiros, começaram a chegar às suas sedes, cartas vindas do Ministério da Saúde, agendando reuniões com estes, a fim de serem retomadas as negociações. Na 4ª. feira foram retomadas as negociações. Mas a expectativa não era grande. O que se veio a confirmar!

Estas negociações têm sido infindáveis! Se é certo que do lado dos Enfermeiros, são muitos Sindicatos da Classe, que não facilita a representação, do lado do Ministério da Saúde, a agenda e a ordem de trabalhos é sempre limitada e exígua, o que implica e tem por consequências, muita conversa e muito tempo perdido, muitas reuniões e muito pouca evolução com acordos fechados. Presume-se até, que muitas destas negociações, decorrem de acordos mau negociados, mau fechados e de posições de força e unilaterais assumidas por parte dos vários representantes do Ministério e do Governo, como é o momento actual.

Na actual negociação, entre outros assuntos, está em causa contagem de pontos para progressão e, nomeadamente de intervalos temporais de retroactividade (a 2018, enquanto o Ministério impõe a 2022. Questões técnicas que aqui seriam longas a explicar). Lamenta-se este posicionamento! E não se percebem as dificuldades que são criadas, sempre, aos Enfermeiros e que penalizam vários milhares! Porque, efectivamente, os Enfermeiros trabalharam também, neste período! Parece-nos que, para além de uma questão legal, é uma obrigação moral, este reconhecimento.

Parece até, que este mesmo Governo, já se esqueceu, que durante vários anos da “Pandemia Covid-19 e vacinação”, entre outros Profissionais de Saúde, os Enfermeiros não viraram costas à luta, asseguraram sempre, com risco e sacrifício das próprias vidas e Famílias, com espírito de missão, o funcionamento dos serviços, quer nos Hospitais, quer nos Centros de Saúde, visitações e tratamentos domiciliários e cuidados continuados. Foi alcançada uma elevadíssima taxa de vacinação/cobertura contra a COVID-19, sem mácula e total entrega e espírito de missão, afirmado várias vezes pelo Vice-Almirante Gouveia e Melo. Hoje continua-se no terreno, com as mesmas dificuldades e falta de Enfermeiros, na vacinação sazonal da Gripe, mais, o reforço contra a COVID-19. Os Enfermeiros, quando se trata de cuidar dos Cidadãos, dizem sempre presente e nunca deixam “ninguém sozinho”, muitas vezes, até para lhes fecharem os olhos, quando todos os outros já se foram embora! Mas… apesar de tudo… continuamos a assistir a uma carreira mal estruturada, de difícil progressão, com remunerações baixas e com uma sangria/fuga para o estrangeiro, de inúmeros Enfermeiros, que hoje, já fazem falta a Portugal!

Mesmo assim, depois deste período de dádiva dos Enfermeiros, de todos os contributos e parcerias leais, são permanentemente “construídas” dificuldades e encontrados expedientes de minudências para se colocarem barreiras, por forma, a esgotar a paciência, tempo e energia, arrastando e dificultando as negociações, ano após ano, com claro prejuízo, sempre para os Enfermeiros. E os Sindicatos, refugiados em agendas e calendários próprios e, alguns submissos aos interesses das suas centrais sindicais, ainda não tiveram a inteligência, a sagacidade e a audácia de exigirem e se apresentarem todos numa única mesa negocial e não repartidos em várias mesas e reuniões, umas públicas, outras privadas e até secretas.

Agravando tudo isto, a maior parte das negociações são realizadas em períodos que, quando chegam a bom termo, são sempre consideradas para Orçamentos de Estado, dos anos seguintes. Apesar de todo o trabalho, que deve ser respeitado, já feito pelos Sindicatos, parece-me ser reuniões calendarizadas, de forma estratégica, para que, o agora acordado e negociado, não vá a tempo de ser considerado, eventualmente, no Orçamento de Estado/2023. Uma desonestidade!

Face à irredutibilidade/imposição do Governo, porque do actual Ministro da Saúde já sabemos o que esperar e do Primeiro-Ministro, também, os Sindicatos vão-se ficar? O que falta aos Enfermeiros, neste “caldo” em que vivemos, para demonstrar a nossa força e união Sindical, também já afirmada em manifestação à frente da Assembleia da República? Os Enfermeiros, vão continuar a tolerar horas extraordinárias para além do legal (150 horas) e horários, muitas vezes ilegais, também? Estarão os Enfermeiros Portugueses dispostos a perder a sua identidade, capacidade de mobilização e luta, de reivindicação e de afirmação? Espero que não!

O momento é de preparação estratégica para a luta imediata, se nada de novo, sério e garantido, fôr conseguido! Até porque há muitas outras questões por resolver: Profissão de desgaste rápido; Idade da reforma.

Notas soltas:
1- Este Ministério da Saúde, que não trata todos por igual e dificulta sempre a vida dos Enfermeiros, é o mesmo que possibilita que serviço/os de Hospital, utilize resguardos para cães, nos doentes internados;

2- Quando a inflação atinge 10,2% e os produtos essenciais sobem exponencialmente, continua o Governo, através das televisões coniventes, afirmar que há crescimento económico! Efectivamente há crescimento, mas é da inflação e das dificuldades dos Cidadãos!

3- Apesar da austeridade, que é para todos, os políticos já pedem a reposição dos 5% do vencimento, suspensos na “Pandemia”. E aos Enfermeiros quer o Governo escamotear contagem de anos de trabalho, na contagem de pontos para progredirem! Enfim…

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.11.03

terça-feira, 25 de outubro de 2022

SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO

SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO

"Patético ver as direções das organizações sindicais socialistas da Função Pública se vergarem ao “diktat”do Governo socialista que agrava a situação dos Quadros, consolida o Estado Medíocre,recusa o valor do Conhecimento,desincentiva a Produtividade e destrói a Classe Média!"
Dr. Alberto João Jardim





MOMENTOS DE ESTRATÉGIA, INTELIGÊNCIA, AFIRMAÇÃO E DE LUTA

A ingratidão dos Inquilinos da Av. João Crisóstomo – Ministério da Saúde – com os Enfermeiros, é enorme!

Após algum trabalho de insistência e o início de um fervilhar, por parte dos Sindicatos dos Enfermeiros, começaram a chegar às suas sedes, cartas vindas do Ministério da Saúde, agendando reuniões para o dia 2 de Novembro, a fim de serem retomadas as negociações. Entretanto anteciparam estas reuniões para 26 de Outubro.

Apesar de todo o trabalho, que deve ser respeitado, já feito pelos Sindicatos, parece-me serem reuniões calendarizadas, de forma estratégica, para que, o agora acordado e negociado, não vá a tempo de ser considerado no Orçamento de Estado (OE)/2023.

Se assim fôr/acontecer, os Sindicatos vão-se ficar? E os Enfermeiros, vão continuar a tolerar horas extraordinárias para além do legal (150 horas) e horários, muitas vezes ilegais, também? Estarão os Enfermeiros Portugueses dispostos a perder a sua identidade, capacidade de mobilização e luta, de reivindicação e de afirmação? Espero que não!

Do actual Ministro da Saúde, já nós sabemos o que esperar! Do Primeiro-Ministro, também! 

O que falta aos Enfermeiros, neste “caldo” em que vivemos, para demonstrar a nossa força e união Sindical, também vivida e já afirmada em manifestação à frente da Assembleia da República?

O momento é de preparação, estratégica, para a luta imediata, se nada de novo, sério e garantido, fôr conseguido, acordado e assinado!

Eu estarei lá!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.10.25

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

MOMENTOS E FACTOS…

MOMENTOS E FACTOS…




1 – DESAFIOS PARA O SNS

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) encontra-se novamente no “olho/buraco do furação”. Saiu uma Ministra da Saúde indesejada, conflituosa e incompetente e chegou outro Ministro demagogo e com conflitos de interesse!

Com o Inverno a chegar, novamente no terreno, a vacinação em duplicado (vacina da gripe sazonal e reforço da dose de Covid-19) a acontecer. Os recursos continuam os mesmos, escassos e deficitários.

Para agilizar a gestão e eventualmente, reparar, a incompetência política dos Ministros da Saúde, cria-se um “novo Ministério”, dentro do Ministério da Saúde e dá-se o nome de Direcção-Executiva do SNS, nomeando-se um gestor, com provas dadas, mas também político e ex-Secretário de Estado da Saúde, para a sua liderança, que entretanto, só estará em plenas funções em Janeiro/2023.

Os Sindicatos dos Enfermeiros e dos Médicos já pediram audiências ao Ministro da Saúde para afirmação de compromissos assumidos pela anterior Ministra e continuação das negociações. No entanto, até ao momento, o Ministro da Saúde disse que iria retomar estas negociações e assumir o anteriormente acordado, mas mais nada se passou. A agitação laboral e sindical começa a fervilhar.

A reestruturação do SNS e particularmente dos Cuidados de Saúde Primários urgem. Ficará para a Direcção-Executiva, a fazer? Será o ano de 2023, o ano da reestruturação? Haverá resposta, aos inúmeros cidadãos sem Médico e Enfermeiro de Família, para lhes assegurar esse direito?

Quanto aos Enfermeiros, será o ano de correcção das injustiças salariais e de avaliação de desempenho, há anos prometida, mas sempre adiada? Será o Professor Doutor Fernando Araújo o primeiro sacrificado pela incompetência e inoperância política do Ministro da Saúde?

2 – PORTUGUESES EM POBREZA

Os Portugueses estão a atravessar mais um momento difícil e a ficarem mais pobres. A carga fiscal é enorme. A inflação é galopante. As reformas são baixas e penalizam os mais desfavorecidos. O Governo corta/vai cortar, segundo muitas vozes, mais de um milhão de euros nas reformas no próximo ano, que se vai repercutir em anos seguintes, para cálculo dos aumentos.

Os combustíveis sobem, a electricidade e o gás seguem o “mesmo caminho”. E o Inverno está a chegar.

Há mais 1,9 milhões de pessoas que “chegam/estão” no limiar de pobreza, percebendo-se que o limiar de pobreza acontece quando os rendimentos mensais ficam abaixo dos 554 euros.

Segundo o estudo da Pordata, no âmbito da União Europeia (EU), somos o segundo país que temos mais pessoas a viver em más condições materiais. A pobreza atinge 18,4% da população. Segundo este mesmo estudo, Portugal ocupa lugar no primeiro terço dos piores países no seio dos 26 da EU – décimo lugar, após as transferências sociais e é o décimo terceiro país mais pobre da mesma EU.

Sem apoios sociais, Portugal teria 4,5 milhões de Portugueses em situação de pobreza. O aumento de pobreza foi de 12,5% em Portugal, pelo impacto da pandemia e da quebra do turismo. Isto são números assustadores e alarmantes!

3 – OS CASOS DO GOVERNO… GERADOS PELA MAIORIA ABSOLUTA?

O actual Governo do PS, em maioria absoluta, tem na pluralidade dos seus “protagonistas”, “viagem em funções” dos anteriores Governos do PS. Apesar de tudo é um Governo novo, com os seus membros e vícios “velhos”.

Estes Membros do Governo têm facilitado inúmeros casos de escândalos e incompatibilidades, que todos conhecemos, apesar de certa maneira, não muito explorados pela Comunicação Social e desvalorizados pelo Presidente da República.

Vejamos:

  • Ministro da Saúde – Dr. Manuel Pizarro – tem uma empresa de consultadoria na área da Saúde – “Manuel Pizarro-Consultadoria, Ldª.” 
    • Quando confrontado com esta realidade, afirmou estar a dissolver a presente empresa. Não sei se só começou a dissolver a empresa quando foi confrontado publicamente com o caso, mas é uma incompatibilidade, à luz da lei, para o cargo que ocupa e nestas circunstâncias, a sanção prescrita é a demissão;
    • Outras das questões é pelo facto de ser marido da Bastonária da Ordem dos Nutricionistas, e neste caso haver conflito de interesses, pelo que delegou competências no Secretário de Estado. Mas, nós comuns cidadãos, sabemos como é…
  • Ministro das Infraestruturas – Dr. Pedro Nuno Santos – 
    • Todos se lembram da polémica que foi com o anúncio do novo aeroporto e os pedidos de desculpas e a humilhação pública, nos termos em que aconteceu. Reunião entre Presidente da República, Primeiro-Ministro e o Ministro em causa. Mas continua no Governo. 
    • Nova polémica com contratos do Estado com a Empresa do Pai/Família em que esta empresa beneficiou de um concurso por ajuste direto.

  • Ministra da Coesão Territorial – Drª. Ana Abrunhosa – 
    • Vê-se envolvida na polémica, ao que foi veiculado pela Comunicação Social, devido ao marido ter recebido na sua empresa fundos da EU, área tutelada pela Ministra, sua Esposa. A Ministra Ana Abrunhosa alega, ter dois pareceres da PGR e do Governo, que se pronunciam em seu favor;
  • Há também dois Secretários de Estado, com situações, ao que parece, de incompatibilidade, também;
  • TAP – A CEO da TAP, Christine Ourmiéres-Widener, 
    • vê-se envolvida em duas polémicas: a renovação da frota de 50 ou 79 carros de alta cilindrada “BMW” para administradores, para renovação da frota que já detém da “Peugeot”. 
    • A outra polémica prende-se com a contratação de uma “amiga” para “Directora de Melhoria Contínua”, e segundo notícias, viria a receber 15 mil euros mensais, valor este que a TAP diz não corresponder à verdade e ser bem inferior.
Mas sabemos que a TAP vive momentos difíceis com uma dívida astronómica!

Por muito menos em governos anteriores, aconteciam demissões, ou o Presidente da República, depois de tantas confusões e baralhadas, com esta falta de credibilidade, demitia o Governo. Hoje tudo se passa, como se nada disto fosse o quotidiano, e o comum cidadão sofre uma carga fiscal brutal, a classe média tende a desaparecer, as empresas asfixiadas, as Famílias cada vez com menos rendimentos e mais despesas, sendo que impostos e contribuições pesam na ordem dos 40 a 42% nos custos do trabalho. Enfim... a vida não está fácil, mas boa para os políticos!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.10.21

ACREDITEM!

 ACREDITEM!




Acreditem… hoje sinto vergonha em nome deste POVO Nobre, Trabalhador e Soberano, que é Português!

Sinto vergonha, porque depois de Portugal receber ao longo de anos e anos, fundos estruturais da EU, está pobre, com uma dívida soberana enormíssima e, pior que isso, o futuro não se apresenta risonho.

Sinto vergonha, porque este Governo nos sobrecarrega com uma carga fiscal enormíssima, a inflação come todos e quaisquer aumentos que possam ser dados, e traz perda de poder de compra aos Cidadãos.

Sinto vergonha, porque em muitos casos de idosos, com uma vida de trabalho e de sacrifícios, com reformas baixíssimas, chega-se a uma altura, em que falta dinheiro e sobre mês, como escreveu Manuel Franco Pita, no seu livro “Como és linda…Ana”.

Sinto vergonha, pelo facto do Governo se vangloriar com a “dádiva” de 125€, a uma parte de Cidadãos Portugueses, retirando-lhes um milhão de euros a partir do próximo ano, nas reformas.

Sinto vergonha, pelo facto do Governo “dar” 125€ a uma parte dos Cidadãos, num País como Portugal, onde há 4,5 milhões de pobres ou a tocar o limiar da pobreza (rendimentos abaixo de 554€/mensais), em 10 milhões de habitantes.

Sinto vergonha, porque depois vemos do outro lado da barricada, políticos que, segundo suspeitas, se “abotoam” ao que parece, com dinheiros públicos e não se passa nada!!!

Triste fado este de ser Português… que até o Ronaldo não está a viver os melhores dias… no futebol!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária 
2022.10.21

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFERMAGEM DE CUIDADOS SAÚDE PRIMÁRIOS

CONGRESSO INTERNACIONAL DE ENFERMAGEM 

DE CUIDADOS SAÚDE PRIMÁRIOS


Link:

https://www.ordemenfermeiros.pt/eventos/conteudos/congresso-internacional-de-enfermagem-em-cuidados-de-sa%C3%BAde-prim%C3%A1rios/

Congresso que decorre nos próximos dias 28 e 29 de Outubro, no Porto, no Auditório Principal do IPO.

Inscrições gratuitas mas obrigatórias no Balcão Único da Ordem dos Enfermeiros


Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2022.10.19

domingo, 16 de outubro de 2022

O QUE FORAM AS “1AS. CONVERSAS DE OUTONO”?

O QUE FORAM AS “1AS. CONVERSAS DE OUTONO”?



As “1ªs. Conversas de Outono-Depois da Pandemia”, foram uma linda viagem que percorremos no dia 14 de Outubro de 2022.

Falamos e questionamos as estatísticas, a Europa e o Mundo da Guerra, da Incerteza, da Injustiça e das Doenças/Pandemia/Covid-19.



Falamos de sentimentos, afectos, o sentir e o sorrir. Falamos do cérebro, da violência dos nossos dias, nas várias formas. Falamos do cuidar, tratar, consultar e das realidades económicas, questionando a economia, das realidades sociais à espera nas respostas, tentando perceber as (re)construções relacionais e sociais.




Falamos de Saúde e de Doença, o envelhecimento populacional, questionando o sistema e as suas respostas, onde também, a emoção marcou presença, quando amamos o que fazemos!




Fizemos um percurso geográfico enorme, da ancestralidade e formas societais, à actualidade e tentamos visitar o futuro para as pessoas, para a economia, para as empresas e para as cidades saudáveis.




Terminamos uma longa viagem, a viajar dentro de casa na “casa viagem”. Faltava mesmo, em cada um de nós fazer esta viagem reflectida. Voltávamos a fazer esta longa viagem do dia 14 de Outubro.



Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.10.16

domingo, 9 de outubro de 2022

DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS IDOSAS

 DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS IDOSAS


No passado dia 1 de Outubro, comemorou-se o “Dia Internacional das Pessoas Idosas”.

Esta comemoração é uma das mais importantes, enquanto Sociedade, enquanto lembrarmos e respeitarmos os nossos progenitores e enquanto soubermos que são autênticas bibliotecas vivas de toda uma sabedoria popular, científica e de experiência de vida, enquanto pilar e constructo societal de um País.

Contudo, nesta Sociedade egoísta, “moderna e evoluída”, se é importante a lembrança e a comemoração deste dia, deveria sê-lo, também, lembrado ao longo de todo o ano.

Como Cidadão atento e Enfermeiro, parece-me que o Idoso, hoje, não recebe o respeito, condições e “investimento” para o seu bem-estar, que merece. Vejamos:

  • Muitos destes Idosos, ao fim de uma vida de árduo trabalho, recebem duzentos e poucos e trezentos e poucos euros mensais de reforma, enquanto gente, em idade activa, acomoda-se ao “rendimento social de inserção” e recebe muitas dezenas de euros, sem trabalhar e sem dar retorno à Sociedade, que desconta muitos impostos, para lhes pagar; 
  • Muitos destes Idosos, vivem muitas vezes “esquecidos” em lares, às vezes sem condições, sem equipa de saúde (viu-se na pandemia covid), nem respeito pela dignidade humana. Veja-se o caso da Idosa coberta por formigas, que foi notícia nacional, estes dias. Ou então quando, em momentos de surtos de gripes ou outros, ficam durante horas e dias em macas nas urgências dos Hospitais. Para não falar em Idosos “amontoados” em beliches de lares ilegais. 
  • Quantos destes Idosos, quando doentes e internados em hospitais, são deixados “esquecidos” no internamento, já com alta clínica, em épocas de Natal e principalmente em passagens de ano; 
  • Quantos destes Idosos, em função das suas comorbilidades, esperam meses e anos para consultas e cirurgias de especialidades, e na falta de resposta, têm de recorrer ao privado, onde gastam algumas vezes, as economias amealhadas, de uma vida; 
  • Quantos destes Idosos, apesar das suas parcas reformas, tiveram que receber outra vez, em suas casas, filhos noras e netos, porque a crise, o desemprego e o custo de vida, impossibilitou a independência financeira destes descendentes. E agora comparticipam nas despesas domésticas dos filhos e educação dos netos. Há uma inversão do que deveria ser socialmente, aceitável! 
  • Quantos destes Idosos, não recebem um gesto de educação, respeito civilizacional dos mais novos, cedendo-lhes os lugares sentados nos transportes públicos; 
  • Quantos destes Idosos, deixam nas farmácias, grande parte ou até a totalidade das suas parcas reformas, em contas avultadas, onde não sobra dinheiro para a alimentação/refeições dignas, mas sobra muito mês pela frente;
Poderíamos desfiar aqui um rosário de situações, sem fim, sobre o que sofrem e do que são privados os Idosos, neste nosso Portugal. Mas além-fronteiras também, martirizados pela guerra e deslocalização.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é também dar-lhe afecto e carinho ao longo de todo o ano. É possibilitar acessibilidade aos cuidados de saúde, sejam eles hospitalares/diferenciados, sejam eles nos Cuidados Primários, domicílios e essencialmente nos lares/ERPI’s, etc.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é isentar os Idosos de taxas, comissões bancárias onde são depositadas as reformas. É facilitar e isentar os custos avassaladores de canais de televisão, onde já não podem ver nem o futebol, nem a fórmula 1, ou outros desportos, de forma gratuita. É isentar de forma transversal e totalmente a contribuição audiovisual (taxa de radiodifusão), etc.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é criar efectivamente políticas de protecção aos Idosos e às Famílias, e não discursos de ocasião de quem tem poder efectivo para mudar este estado de coisas, efémeros e vazios, de quem anuncia míseros descontos e isenções.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é criar condições políticas para dar melhor qualidade de vida aos anos e esperança de vida que fomos ganhando.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é prevenir que neste Inverno que está a chegar, não falte gás (a preços acessíveis) para aquecerem as suas casas, para cozinharem as suas refeições, para tomarem banho com o conforto da água quente.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é possibilitar-lhes um envelhecimento com qualidade de vida, com actividades ao ar livre, ao convívio e à socialização, a momentos de leitura, de obis e actividade física adequada e adaptada às suas condições fisiológicas. E perante tudo isto, a alimentação adequada, variada e com ingesta de alimentos e produtos alinhados com a idade e necessidades nutricionais específicas em doses diárias.

Comemorar o “Dia Internacional das Pessoas Idosas” é respeitar o “património” que nos deixam, nas suas diferentes formas, e reconhecer quem “tanto fez” na conquista da democracia, da liberdade, na afirmação de um Povo e de um País, e não deixar que o “tanto faz” se apodere do respeito e dignidade humana que os Idosos merecem!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.10.05

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

MINHA COMUNICAÇÃO NA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DE VIANA DO CASTELO

MINHA COMUNICAÇÃO NA ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE 
DE VIANA DO CASTELO - JORNADA CLE





 


Momento da minha comunicação na Jornada do CLE e abertura do Ano Escolar, tendo como tema de fundo - "CUIDAR EM CONTEXTO(S) DE CRISE(S) - da Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo - 2022.09.28

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.09.29

sexta-feira, 23 de setembro de 2022

43º. ANIVERSÁRIO DO SNS – A HORA DA VERDADE A CHEGAR!

43º. ANIVERSÁRIO DO SNS – A HORA DA VERDADE A CHEGAR!







No passado dia 15 de Setembro, o SNS comemorou o seu 43º. Aniversário.

Sucessivamente, estes aniversários, vão demonstrando que este Serviço Nacional de Saúde, que vem envelhecendo com a Democracia Portuguesa, com todos os seus altos e baixos, é uma pérola de Portugal, onde muitos o “amam”, outros tantos o defendem, mas muitos, pouco nele investem, nomeadamente os Governos do PS e do Dr. António Costa.

Por muito que entendam que o SNS é muito importante para dar respostas de cuidados de Saúde aos Cidadãos, o que é certo, é que os Governos sucessivos, principalmente os do Partido Socialista, o tem feito definhar, não investindo e fazendo-o encolher a nível de oferta de cuidados, de serviços e de recursos humanos, principalmente, Enfermeiros e Médicos.

A realidade inequívoca mostra que Portugal já inverteu a pirâmide etária da População. Temos uma população envelhecida. Como tal, implica maior necessidade e procura/oferta de cuidados de saúde, devido às comorbilidades e porque também a esperança de vida aumentou.

Neste últimos governos Socialistas já vão em 3 Ministros da Saúde. Não há um fio condutor de investimento, modernização de centros de saúde e hospitais e de fixação de profissionais, com carreiras valorizadas e remunerações atractivas. Tem-se assistido no SNS a uma “sangria” de Enfermeiros e Médicos.

Quando estes governantes falam em reorganizar o SNS, está sempre na mente deles, o encerramento de Serviços e de Unidades, criando distâncias de muitos quilómetros de resposta aos cidadãos, falhando também aqui a política de futuro, de apoio às Famílias e de fixação e desenvolvimento do interior do País. Veja-se o último estudo sobre a reorganização das maternidades e serviços de obstetrícia e blocos de partos. Situação que já se viveu com o Ministro da Saúde do PS de então – Dr. Correia de Campos – com encerramento de Maternidades. O País só empobreceu com isso!

O certo é que, enquanto os Governos do PS encerram valências e Unidades no SNS, dificultando e distanciando a resposta aos Cidadãos, estão logo os privados, com visão de lucro, a abrir nestes mesmos espaços geográficos, as valências de resposta que o sector público/SNS, encerrou. Paradoxo desta realidade, quando vemos e sentimos o Partido Socialista, seus dirigentes e o Dr. António Costa dizer que defendem o SNS e a oferta pública de cuidados de saúde às Populações, depois vemos fazer precisamente o contrário, com encerramentos de serviços públicos, em favor dos grandes grupos de Saúde Privados! Portanto, eles gostam e são amigos dos “Privados” e não do SNS!

Vem agora um novo Ministro da Saúde de seu nome Técnico, Dr. Manuel Pizarro. Com ele, embora herança da anterior Ministra, um novo serviço no SNS (Direcção Executiva), que até vai ter um CEO! Não vamos tecer críticas nem avaliações precipitadas. Podemos dizer sim, é que cada vez que o tempo passa, mais próximos estamos chegados à hora da verdade de vida ou de morte do SNS! Mas esta Direcção Executiva vem substituir a Direcção-Geral? Provavelmente não! Vem sim, criar mais um “Ministério” dentro de outro, com dirigentes bem pagos, gabinetes, viaturas de alta cilindrada, motoristas e secretárias…

Numa outra dimensão e quanto a outras questões, a ingratidão dos inquilinos da Av. João Crisóstomo – Ministério da Saúde – com os Enfermeiros é enorme! Ao fim de cada ano civil o volume de horas extraordinárias, consumidas mas não pagas, pelos Enfermeiros, para assegurar o funcionamento dos Serviços, devido à falta destes Profissionais, é enorme! Mas a realidade é que na grande parte destas horas nem sequer são pagas e muito menos compensadas. E isto é ciclo, ano após ano. Depois, apesar de raras excepções, não há gestor de Serviço e/ou Direcção de Enfermagem que se imponha a obrigar os recursos humanos da sua instituição a pagar este volume de horas, de trabalho já feito e realizado! Muito menos as ARS’s e os Ministros a obrigarem-se a pagar este trabalho feito. Querem é trabalho feito a custo zero, nem que seja desta forma abusadora e ilegal. Nem sequer nas fases negociadoras de carreiras e contagem de pontos para progressão, compensam e agilizam este processo, fazendo-se de alguma forma, justiça!

Impõe-se uma pergunta simples: Que mais Classes Profissionais toleram esta usurpação de rendimentos e falta de pagamentos? A resposta é simples: NENHUMA! Assim, a conclusão também é fácil! Estamos assim, porque os Enfermeiros permitem e se sujeitam. Por isso, é que todas as outras Classes Profissionais estão bem melhores que os Enfermeiros e têm capacidade de reivindicação!

Mas também outra pergunta se impõe: Serão as exigências dos Enfermeiros que fazem cair os Ministros da Saúde? Porque já foi assim, com Adalberto Campos Fernandes e com Marta Temido. Quando as negociações estavam bem evoluídas… demite-se ou é demitido o Ministro! Estranha coincidência! Será as “Finanças” a mandar na Saúde?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.09.21

sábado, 17 de setembro de 2022

O SNS comemora hoje o seu 43°. Aniversário.

O SNS comemora hoje o seu 43°. Aniversário.

A 15 de Setembro/2022, O SNS comemora hoje o seu 43°. Aniversário. 

PARABÉNS!

Eu ACREDITO no SNS, não pelos Políticos que o gerem, mas Pelos SEUS PROFISSIONAIS, que todos os dias vestem esta camisola, para tratar e cuidar de Pessoas/Cidadãos doentes.

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.09.15

sábado, 10 de setembro de 2022

UMA LIÇÃO PARA PERCEBER O SOCIALISMO

UMA LIÇÃO PARA PERCEBER O SOCIALISMO


"Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente reprovava um aluno, mas tinha reprovado, uma vez, uma turma inteira. 

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário

e "justo". 

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta turma. 

Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames." 

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". 

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. 

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... 

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores. 

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado! 

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. 

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da média das notas. 

Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. 

O resultado, a segunda média dos testes foi 10. 

Ninguém gostou. 

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. 

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, à procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma. 

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. 

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros. 

Portanto, todos os alunos chumbaram... 

Para sua total surpresa. 

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. 

Preguiça e mágoas foi o seu resultado. 

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. 

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós."

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável." 

O pensamento abaixo foi escrito em 1931. 

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. 

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos. 

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. 

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. 

"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." 

Adrian Rogers, 1931

A minha esperança é que não aconteça, agora, com o novo Ministro da Saúde. 

Humberto Domingues 

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.09.10

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

MARTA TEMIDO DEMITE-SE E DEIXA MINISTÉRIO DA SAÚDE EM “ESCOMBROS”

MARTA TEMIDO DEMITE-SE E DEIXA MINISTÉRIO DA SAÚDE EM “ESCOMBROS”




Link do artigo:

https://observador.pt/opiniao/marta-temido-demite-se-e-deixa-ministerio-da-saude-em-escombros/ 

Finalmente, uma boa notícia do Ministério da Saúde, a Srª. Ministra da Saúde, Marta Temido, demitiu-se!

Depois dos estragos que provocou a vários níveis, demitiu-se! Agora já tem mais tempo para ouvir o hino da CGTP! Porque o preconceito ideológico, os estados d’alma, o hino da CGTP e a teimosia da Srª. Ministra associada, lançou o SNS no caos, na confusão e cada vez mais difícil governabilidade e gestão deste nosso SNS.

O seu percurso no Ministério da Saúde foi sempre cheio de polémicas, cheio de casos, de uma incapacidade tremenda de gerir, entre os quais, gerir conflitos, que em vez de gerir, criava mais conflitos e por isso, teve um fundo negro, ao longo destes anos, desde 2018. Demite-se de Ministra da Saúde e deixa o Ministério em “escombros”.

Convém recordar, porque isso são factos e jamais é para esquecer, que apelidou os Enfermeiros de “criminosos e infractores”! A infelicidade e a injustiça destas palavras, e a pressão política foi tanta, que se viu forçada a dirigir um pedido de desculpas à Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

Mas as polémicas não ficaram por aqui. Para além dos conflitos no seu Gabinete e dentro do partido que o Dr. António Costa sempre tentou gerir e diluir, marcaram este Ministério:

- A “Sindicância” à Ordem dos Enfermeiros. Também não esquecemos, porque foi injusta, autoritária e discriminatória;

- A possível falta de resiliência e o pedido aos Médicos;

- Conflito com a Secretária de Estado Jamila Madeira, que a levou a sair do Governo;

- A questão das “PPP” nos Hospitais, particularmente no de Braga;

- As deselegâncias e descortesia, porque a Doutora Marta Temido, enquanto Ministra da Saúde, nunca soube estar, desconhecendo etiqueta, com os Ministros da Saúde do PS que a antecederam;

- O conflito entre Ministério da Saúde/ADSE e os Grupos de Saúde Privados;

- Num desespero final e ao que a “Comunicação Social” relatou, viu-se a própria Ministra forçada a telefonar a vários directores de serviço de obstetrícia para cancelar as férias a alguns médicos. Ao que a Ministra chega! E o lóbi médico, destituiu-a!

Escrevi várias vezes que a Srª. Doutora Marta Temido não tinha nem “estofo” nem património, nem estatuto político, para gerir tão importante pasta ministerial como a da Saúde. E a verdade está aí! Sai do Ministério pela porta pequena e deixa este, em “escombros”. Arruinou a gestão, quebrou pontes de diálogo e de trabalho e queixou-se sempre dos outros. Até atribuiu culpas das falhas actuais do SNS, às decisões dos anos 80!

Lembrar que já no passado, a sua Presidência da ACSS tinha sido envolvida em polémica com a “gestão e manipulação” das várias listas de espera para consultas e cirurgias das diferentes especialidades.

Mas o mais surpreendente, é que após apresentação da demissão e esta aceite, permaneça no cargo por um longo tempo e ainda, segundo o Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, seja a Ministra demissionária a indicar o nome para a Direcção Executiva do SNS!!! Faz algum sentido? Como vai o próximo Ministro da Saúde aceitar esta Direcção? Esta Direcção que diretrizes e políticas de saúde vai seguir e implementar, neste quadro? Em confronto com o novo Ministro? E que tem a dizer o Sr. Presidente da República sobre este assunto? Isto só mesmo no reino do Dr. António Costa e nas suas ilusões das “vacas voadoras”!

Convém ser justo e lembrar que durante a “Pandemia” quem se entregou ao trabalho, vestiu por completo a camisola do SNS e não abandonou nem os doentes, nem os Serviços, foram os seus Profissionais. Estes sim, estiveram sempre ao serviço e com espírito de missão, dedicação e sacrifício, com dedicação “exclusiva” aos doentes e seus familiares.

A Doutora Marta Temido deixa de ser Ministra. Já tardava a sua saída, não deixando saudades nenhumas e fica em “escombros e uma casa a arder” o Ministério que ocupou desde 2018!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.09.04

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Ias. Conversas de Outono - Depois da Pandemia"

Ias. Conversas de Outono - Depois da Pandemia" 




Aí estão as "Ias. Conversas de Outono - Depois da Pandemia" a 14 de Outubro, uma organização da UCC de Viana do Castelo, em parceria com a Câmara Municipal de Viana do Castelo

Consultem o programa provisório.

Inscrições gratuitas, mas obrigatórias - ver cartaz

Humberto Domingues
Enf- Espec. Saúde Comunitária
2022.09.07

terça-feira, 30 de agosto de 2022

MARTA TEMIDO DEMITE-SE E DEIXA MINISTÉRIO DA SAÚDE EM “ESCOMBROS”

MARTA TEMIDO DEMITE-SE E DEIXA MINISTÉRIO DA SAÚDE EM “ESCOMBROS”


Finalmente, uma boa notícia do Ministério da Saúde, a Srª. Ministra da Saúde, Marta Temido, demitiu-se!

Depois dos estragos que provocou a vários níveis, demitiu-se! Agora já tem mais tempo para ouvir o hino da CGTP!

O seu percurso no Ministério da Saúde foi sempre cheio de polémicas, cheio de casos, de uma incapacidade tremenda de gerir tudo, entre os quais, gerir conflitos, que em vez de gerir, criava mais conflitos e por isso, teve um fundo negro, ao longo destes anos, desde 2018. Demite-se de Ministra da Saúde e deixa o Ministério em “escombros”.

Convém recordar, porque isso são factos e jamais é para esquecer, que apelidou os Enfermeiros de “criminosos e infractores”! A infelicidade e a injustiça destas palavras, e a pressão política foi tanta, que se viu forçada a dirigir um pedido de desculpas à Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.

Mas as polémicas não ficaram por aqui. Para além dos conflitos no seu Gabinete e dentro do partido que o Dr. António Costa sempre tentou gerir e diluir, marcaram este Ministério:

- A “Sindicância” à Ordem dos Enfermeiros. Também não esquecemos, porque foi injusta, autoritária e discriminatória;

- A possível falta de resiliência e o pedido aos Médicos;

- Conflito com a Secretária de Estado Jamila Madeira, que a levou a sair do Governo;

- A questão das “PPP” nos Hospitais, particularmente no de Braga;

- As deselegâncias e descortesia, porque a Doutora Marta Temido, enquanto Ministra da Saúde, nunca soube estar, desconhecendo etiqueta, com os Ministros da Saúde do PS que a antecederam;

- O conflito entre Ministério da Saúde/ADSE e os Grupos de Saúde Privados;

- Num desespero final e ao que a “Comunicação Social” relatou, viu-se a própria Ministra a telefonar a vários directores de serviço de obstetrícia para cancelar as férias a alguns médicos. Ao que a Ministra chega!

Escrevi várias vezes que a Srª. Doutora Marta Temido não tinha nem “estofo” nem património nem estatuto político, para gerir tão importante pasta ministerial como a da Saúde. E a verdade está aí! Sai do Ministério pela porta pequena e deixa este, em “escombros”. Arruinou a gestão, quebrou pontes de diálogo e de trabalho e queixou-se sempre dos outros. Até atribuiu culpas das falhas actuais do SNS, às decisões dos anos 80!

Lembrar que já no passado, a sua Presidência da ACSS tinha sido envolvida em polémica com a “gestão e manipulação” das várias listas de espera para consultas e cirurgias das diferentes especialidades.

Convém ser justo e lembrar que durante a “Pandemia” quem se entregou ao trabalho, vestiu por completo a camisola do SNS e não abandonou nem os doentes, nem os Serviços, foram os seus Profissionais. Estes sim, estiveram sempre ao serviço e com espírito de missão, dedicação e sacrifício, com dedicação “exclusiva” aos doentes e seus familiares.

A Doutora Marta Temido deixa de ser Ministra. Já tardava a sua saída, não deixando saudades nenhumas e fica em “escombros e uma casa a arder” o Ministério que ocupou desde 2018!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.08.30

A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO

  A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO Quando a tecnologia se torna inteligente, precisamos de comunidades capazes de produzir saúde Fonte i...