Enfermagem nas Letras
Este meu projecto é mais um desafio, que inicio! Neste Blogue quero deixar a minha mensagem no âmbito da Enfermagem. Para além disso, partilhar também outros textos, indicadores, e mensagens que entenda sejam oportunas. Espero contar com muitas visitas. Da mesma forma, desejo receber as Vossas mensagens e partilhas. Assim, tenha eu engenho e arte para fazer chegar-vos a minha mensagem, pensamento e escrita, num pequeno e humilde contributo para a ENFERMAGEM! Humberto Domingues 2018.12.22 – 14h30
domingo, 29 de março de 2026
A PONTE DIGITAL: COMO A IA PODE TRANSFORMAR OS GANHOS EM SAÚDE
domingo, 22 de março de 2026
QUEM ENTRA NA ESCOLA?
QUEM ENTRA NA ESCOLA?
Conhecimento, interesses e responsabilidade pública
no espaço educativo
A Escola ocupa um lugar singular na arquitectura social de qualquer democracia. Não é apenas um espaço de transmissão de conteúdos curriculares. É uma instituição de socialização cívica, cultural e ética, onde se formam hábitos de pensamento, critérios de decisão e uma determinada relação com o conhecimento e com a autoridade. Por isso, as escolhas que se fazem dentro da Escola, mesmo quando parecem meramente organizativas, têm implicações profundas na formação dos alunos enquanto cidadãos.
Uma dessas escolhas cruciais diz respeito à entrada de entidades externas para realizar formações, palestras ou actividades educativas. A abertura da Escola à comunidade é, sem dúvida, valiosa. Permite aproximar os alunos da realidade social, científica, cultural e profissional que existe para além dos seus “muros”. Contudo, essa abertura exige critérios rigorosos e inegociáveis. Quando a Escola convida ou permite a intervenção de pessoas e organizações, está implicitamente a reconhecer legitimidade ao seu discurso e ao seu conhecimento. Se o percurso, a idoneidade institucional ou a base científica dessas intervenções forem frágeis ou discutíveis, o risco não se limita à transmissão de informação de qualidade duvidosa. Pode estar em causa a erosão da autoridade do conhecimento fundamentado, um dos pilares da Escola pública.
Simultaneamente, a Escola tem uma responsabilidade mais ampla: formar cidadãos de forma integral, de “corpo inteiro”. A educação contemporânea não pode limitar-se à acumulação de saberes técnicos. A investigação em sociologia da educação e em saúde pública demonstra que as competências críticas, a literacia científica e a capacidade de tomar decisões informadas são determinantes para a autonomia dos indivíduos ao longo da vida. Formar jovens capazes de avaliar informação, reconhecer interesses em presença e dizer “não” quando necessário é uma dimensão essencial da educação democrática. Essa capacidade constrói-se através de conhecimento sólido, reflexão crítica e contacto com referências credíveis.
Neste contexto, surge uma questão particularmente sensível: a realização de rastreios ou serviços de saúde em contexto escolar por entidades com interesses comerciais directos, como clínicas, ópticas ou empresas da área da saúde. Os rastreios de saúde são instrumentos importantes de prevenção e detecção precoce de problemas, habitualmente realizados em consultas de saúde infantil e no âmbito da saúde familiar do SNS. Contudo, quando promovidos por entidades cuja actividade económica depende da “identificação de potenciais clientes”, emerge um conflito de interesses que não pode ser ignorado. A escola não pode transformar-se, mesmo involuntariamente, num espaço de promoção ou captação de mercado. A protecção da neutralidade institucional exige que estas iniciativas sejam enquadradas por critérios técnicos claros e integradas em programas estruturados de saúde pública.
Uma reflexão semelhante aplica-se às actividades promovidas por associações de estudantes ou outras estruturas juvenis dentro da Escola. Estas organizações constituem importantes espaços de participação democrática e aprendizagem cívica, permitindo que os jovens experimentem responsabilidades colectivas, organização e representação. No entanto, a programação cultural ou recreativa dentro do espaço escolar deve ser pensada à luz da missão educativa da instituição e das idades dos alunos envolvidos. A presença de figuras mediáticas, influenciadores ou artistas pode gerar interesse, mas o conteúdo das intervenções e o tipo de mensagens transmitidas devem ser compatíveis com o contexto pedagógico e institucional da Escola.
Todas estas situações remetem para uma questão central: a necessidade de decisões criteriosas e transparentes por parte das direcções escolares e das entidades públicas responsáveis. A Escola é um espaço de confiança social. Pais, alunos e comunidade partem do princípio de que aquilo que acontece dentro da Escola é orientado pelo interesse educativo e pelo bem comum. Manter essa confiança exige rigor na selecção de intervenções externas, clareza nos enquadramentos institucionais e uma articulação consistente entre educação e saúde, nomeadamente através dos programas formais de saúde escolar promovidos pelo serviço público.
Proteger o espaço escolar é, em última análise, proteger a qualidade da formação cívica e da saúde das futuras gerações. Num contexto social onde múltiplos interesses procuram legitimidade e visibilidade, a Escola deve permanecer um território de confiança pública, orientado por critérios científicos, pedagógicos e éticos claros. É nesse equilíbrio entre abertura à comunidade e rigor institucional que se constrói uma educação verdadeiramente comprometida com o bem comum. Proteger esse princípio é uma responsabilidade colectiva que diz respeito à Escola, às Famílias, aos profissionais e às instituições públicas.
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
Mestre em Sociologia da Saúde
22 de março de 2026
O autor escreve de acordo com o antigo acordo ortográfico
quarta-feira, 18 de março de 2026
A ILUSÃO DO LÍDER SOLITÁRIO QUANDO A LIDERANÇA DEIXA DE REUNIR
A ILUSÃO DO LÍDER SOLITÁRIO QUANDO A LIDERANÇA DEIXA DE REUNIR
Peter Drucker foi claro ao afirmar que “a melhor forma de prever o futuro é criá-lo”, mas nunca sozinho. Para Drucker, a liderança é inseparável da responsabilidade de desenvolver pessoas e alinhar propósitos. O líder que não reúne, que não cria espaços de partilha e decisão, abdica precisamente desse papel criador e transforma-se num mero gestor de tarefas, isolado na sua própria autoridade.
A incapacidade de aglutinar raramente decorre de falta de competência técnica. Surge, quase sempre, de insegurança relacional. O líder solitário evita reuniões porque teme o contraditório. Não junta porque receia perder controlo. Não reconhece porque confunde valorização do outro com diminuição do seu próprio estatuto. Decide em circuito fechado e depois exige compromisso a quem nunca participou no processo. O resultado é previsível: obediência formal, envolvimento mínimo.
John C. Maxwell sintetizou esta fragilidade numa ideia simples: “Se ninguém o está a seguir, você não é um líder.” O líder que caminha só pode até estar em movimento, mas não está a liderar. Falta-lhe aquilo que dá substância à liderança, seguidores por convicção, não por obrigação hierárquica.
A ausência de reconhecimento aprofunda esta solidão. A lealdade não nasce de ordens nem de discursos inspiradores ocasionalmente ensaiados. Constrói-se no reconhecimento justo, na visibilidade do contributo individual e no respeito consistente. Quando um líder se apropria dos sucessos e distribui culpas nos fracassos, envia uma mensagem inequívoca à equipa: “vocês são dispensáveis”. A resposta surge em silêncio, afastamento e, muitas vezes, abandono.
A história oferece exemplos claros do contraste. Nelson Mandela compreendeu que liderar era incluir até os adversários, transformar a escuta em instrumento político e o reconhecimento em base da reconciliação. No extremo oposto, muitos líderes organizacionais (e não apenas políticos) fracassaram precisamente por se encerrarem numa liderança personalista, incapaz de partilhar poder e construir confiança duradoura.
Mesmo em contextos empresariais, frequentemente se invoca Steve Jobs como exemplo de liderança forte e centralizada. Mas a leitura séria do seu percurso revela algo diferente: Jobs cercava-se de equipas altamente qualificadas, promovia debate intenso e reconhecia talento excepcional, ainda que com exigência extrema. Não liderava sozinho, liderava com quem aceitava o desafio.
A liderança exercida em isolamento pode produzir resultados de curto prazo, mas cobra um preço elevado a médio e longo prazo, que são a desmotivação, perda de talento, erosão da confiança e empobrecimento das decisões. Pessoas não se desligam apenas de organizações, desligam-se de lideranças que não as vêem, não as escutam e não as reconhecem.
No fim, liderar sozinho é um paradoxo autodestrutivo. Quem não reúne, não constrói, quem não reconhece, não fideliza, quem não confia, acaba isolado. Liderar é, essencialmente, um acto colectivo, criar sentido comum, transformar diferenças em força e fazer da lealdade um vínculo vivo, sustentado pelo respeito e pela coragem de partilhar o poder. Tudo o resto é apenas solidão com título.
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
Mestre em Sociologia da Saúde
2026.03.18
domingo, 15 de março de 2026
ENTRE A PESSOA E A INSTITUIÇÃO
ENTRE A PESSOA E A INSTITUIÇÃO
Num regime democrático, a tomada de posse de um Presidente da República ultrapassa o plano do simples acto formal de transmissão de funções. É um momento de reafirmação institucional e tem algum “glamour”. Nesse instante, a pessoa que assume o cargo encontra-se simbolicamente com a instituição que passa a representar. Perante o país, a biografia individual recua e emerge a responsabilidade institucional. É nesse ponto que muitas vezes se mede a maturidade da vida democrática e a força das instituições.
quinta-feira, 12 de março de 2026
ONDE FALTA CORAGEM SOBRA SILÊNCIO - REFLEXÃO
quarta-feira, 4 de março de 2026
LITERACIA EM SAÚDE: ESTAMOS A COMUNICAR OU APENAS A INFORMAR?
sábado, 28 de fevereiro de 2026
MOÇÃO APRESENTADA NA ASSEMBLEIA REGIONAL DA SECÇÃO DO NORTE DA ORDEM DOS ENFERMEIROS
MOÇÃO APRESENTADA NA ASSEMBLEIA REGIONAL
DA SECÇÃO DO NORTE DA ORDEM DOS ENFERMEIROS
MOÇÃO DE CONGRATULAÇÃO
"Reconhecimento e Valorização do Trabalho da Secção
Regional do Norte
Um Ano de Excelência, Liderança e Compromisso
Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Regional do Norte, Enf. Vítor Machado
Senhor Vice-Presidente da Ordem dos Enfermeiros,
Enf. João Paulo
Sr. Presidente da Secção Regional do Norte, Enf.
Miguel Vasconcelos
Caros Colegas!
É com genuína emoção e profundo reconhecimento que me dirijo a Vós nesta Assembleia Regional, em Braga, momento próprio para nos dirigirmos aos Colegas Enfermeiros do Norte. E faço-o numa Moção, para memória futura, porque para além dos “Relatórios de Actividades e Orçamentos” votados nesta Assembleia, solicito que este documento fique apenso à acta desta Assembleia.
Encerrou-se
mais um ano repleto de realizações significativas e é com muita satisfação e
reconhecimento que me dirijo à Ordem dos Enfermeiros, em particular à sua
Secção Regional do Norte, para expressar e registar o trabalho notável
desenvolvido em prol da valorização, da coesão e do fortalecimento da profissão
de Enfermagem.
Ao longo deste período, (dois anos de Dedicação e Empenho Exemplar) a Nossa Ordem demonstrou, uma vez mais, o seu papel insubstituível como guardiã dos valores éticos e, essencialmente deontológicos, e profissionais que definem a Enfermagem Portuguesa. A Secção Regional do Norte, em particular, revelou-se com uma dinâmica de excelência, canalizando esforços contínuos para a defesa dos direitos dos Enfermeiros, a proximidade, a promoção da qualidade dos cuidados e o reconhecimento merecido da profissão na Sociedade a Norte.
Este compromisso com a missão institucional não seria possível sem a liderança exemplar, o empenho e a dedicação notável que caracterizam a atuação do seu Presidente, Enf. Miguel Vasconcelos e todo o Conselho Directivo. A Vossa visão estratégica, a capacidade de mobilização e o espírito de serviço demonstraram-se fundamentais na representação digna e eficaz da região, elevando o perfil institucional e reforçando a voz dos Enfermeiros do Norte em todos os fóruns relevantes. Aprendemos muito nos webinares e nos contributos de todos os Dirigentes dos Orgãos Regionais. A nossa Secção demonstrou uma vez mais, ser muito mais do que uma instituição: é um farol que orienta, um escudo que protege, e uma voz que fala por todos nós.
Este ano que terminou foi marcado por um trabalho notável, por um empenho incontestável e por uma dedicação que honra, verdadeiramente, a profissão que todos aqui representamos. Poderia falar-vos de inúmeros eventos, desde o “Encontro Científico de Investigação”, “Pelo Norte da Enfermagem” ou “Enfermagem às Quintas”, mas vou deter-me apenas em dois grandes eventos.
A Convenção de Enfermeiros em Fátima: Um Encontro de Significado Profundo
Na
Convenção Internacional de Enfermeiros
em Fátima, a participação da Secção Regional do Norte constituiu um momento
de grande relevância simbólica e estratégica. Afirmou-se como protagonista activa,
contribuindo de forma substancial para o diálogo profissional, a partilha de
boas práticas e o reforço da identidade coletiva da Enfermagem Portuguesa. O
contributo institucional e profissional apresentado nesta Convenção não apenas
reflectiu o trabalho desenvolvido ao longo do ano, mas também projectou uma
visão inspiradora para o futuro da profissão. Foi um testemunho vivo do
compromisso com a excelência, a inovação e a responsabilidade social que
caracterizam os Enfermeiros da região. Apresentaram trabalho, partilharam
visões, e reafirmaram, perante toda a Comunidade de Enfermagem Portuguesa, que
o Norte não acompanha apenas, mas lidera! Fátima tornou-se, assim, um
testemunho vivo do nosso compromisso com a excelência e com a inovação.
"Norte Reconhece, Norte Valoriza": Uma Cerimónia de Impacto Transformador
A
cerimónia "Norte Reconhece, Norte
Valoriza" emergiu como uma iniciativa de importância simbólica e
estratégica incontestável. Mais do que um evento protocolar, constitui um
momento de profunda reafirmação dos valores que sustentam a profissão: o reconhecimento
do mérito, a valorização do trabalho árduo e dedicado, e a celebração coletiva
da excelência em Enfermagem, não esquecendo os seus protagonistas de hoje, mas
essencialmente, os de ontem.
Esta cerimónia representa um passo significativo na mudança de narrativa sobre a profissão, contribuindo para elevar o prestígio social dos Enfermeiros e para reforçar a coesão institucional. O impacto positivo desta iniciativa estende-se muito além do momento da celebração: estabeleceu um precedente de valorização que inspira e motiva, reafirmando que o trabalho dos Enfermeiros é visto, reconhecido e verdadeiramente apreciado. É uma vocação, é um compromisso com a vida, é um ato de amor ao próximo.
Olhar para o Futuro com Esperança e Determinação
Ao
reconhecer o trabalho notável realizado, não podemos deixar de reafirmar a
nossa convicção “positiva” de que o melhor ainda está para vir. A Ordem dos Enfermeiros,
sob a liderança dedicada que os caracteriza, do nosso Digníssimo Bastonário e
do Presidente da Secção Regional, continua a ser um farol de esperança e um
instrumento de transformação positiva para a profissão.
A Secção Regional do Norte, em particular, demonstrou estar à altura dos desafios contemporâneos, respondendo com criatividade, determinação e um profundo sentido de responsabilidade. O caminho traçado é claro: continuar a defender, a valorizar e a elevar a Enfermagem portuguesa.
Valores que Nos Unem, Força que Nos Impulsiona
Ao
olhar para o ano encerrado, olhamos para o futuro com esperança e determinação.
Os desafios que nos aguardam são significativos — sabemos disso. Mas também
sabemos que temos uma instituição forte, uma liderança dedicada, e, acima de
tudo, temo-nos uns aos outros.
O trabalho desenvolvido pela Secção Regional do Norte ao longo deste ano e, meio mandato já decorrido, reafirma valores fundamentais que transcendem o âmbito meramente profissional:
- O Reconhecimento;
- A Coesão Institucional;
- O Orgulho na Enfermagem;
- A Responsabilidade Social.
Na Liderança, Rigor e Compromisso Democrático - O Coração da Instituição
A
moderação das mesas de trabalho e, particularmente, a Presidência da Mesa da
Assembleia Regional foram desempenhadas com uma competência e um rigor
exemplares. A capacidade de conduzir debates complexos com equilíbrio, de
garantir que todas as vozes sejam ouvidas e respeitadas, e de manter o foco nos
objetivos coletivos revelou um profundo espírito democrático e um compromisso
inabalável com o fortalecimento institucional. E isto importa porque a nossa
força reside na nossa coesão, na nossa capacidade de debater com respeito, de
discordar com dignidade, e de caminhar juntos em direção aos mesmos objetivos.
As lideranças dos diferentes Órgãos Regionais não se limitaram a questões de procedimentos, traduziram-se numa verdadeira mobilização em torno de causas que importam: a defesa da dignidade profissional, a promoção de condições de trabalho dignas, a valorização da formação contínua e o reconhecimento do papel central dos Enfermeiros no Sistema de Saúde através das Instituições onde trabalham.
Para terminar Sr. Presidente da Mesa,
Fica-nos um
Testemunho de Gratidão e Inspiração
Traduzido nas cerimónias da entrega de Medalhas dos 25 anos, que tem acontecido com muita elevação e dignidade. À Secção Regional do Norte e ao senhor Presidente da Mesa Regional, e em Vª. Exª., Todos os Órgãos, expressamos a nossa mais sincera gratidão. O trabalho desenvolvido neste ano de 2025, não apenas honra a profissão, mas também inspira gerações futuras de Enfermeiros a abraçarem a sua vocação com o mesmo empenho, dedicação e excelência, com que nós o fizemos.
Que este reconhecimento sirva como combustível para continuar a jornada, reafirmando o compromisso com uma Enfermagem cada vez mais valorizada, respeitada e central na vida das comunidades que servimos, trilhando o caminho da lealdade com a O.E., não sendo unanimistas, nem calados em silêncios demolidores.
A Enfermagem do Norte é, verdadeiramente, motivo de orgulho nacional. Que este reconhecimento nos motive a continuar. Que nos inspire a sonhar ainda mais alto. E que nos una na convicção do que a Enfermagem representa.
Muito obrigado.
Disse
Braga, 27 de Fevereiro de 2026
Membro 10167
Enf. Espec. Enfermagem Comunitária"
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
COMUNICAÇÃO ASSERTIVA EM MOMENTOS DE CATÁSTROFE
COMUNICAÇÃO ASSERTIVA EM MOMENTOS DE CATÁSTROFE
terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
PROTECÇÃO CIVIL E MILITARES: INTEGRAÇÃO NECESSÁRIA OU COOPERAÇÃO SUFICIENTE?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
POEMA - HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES
HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES
Onde a dor se faz mais densa
E o medo é mais real,
Brilha a vossa presença,
Farol de afecto no hospital.
Não sois só o uniforme,
A técnica e o saber,
Sois o abraço que conforta,
A força imensa de viver.
No corredor silente,
A vossa voz é calma,
Um bálsamo que desce
E apazigua a alma.
Mãos que são de ciência,
Mas também de ternura,
Que medem a febre
E curam a amargura.
Vistes o cansaço,
A dor que não se diz,
O peso do mundo
Em cada imensa cicatriz.
E mesmo na exaustão,
O passo não vacila,
Pois a chama do cuidado
Em vós sempre cintila.
Mas vós, que vedes a alma nua,
E o fardo que ninguém imagina,
Quantas lágrimas na noite escura,
Travastes, com a face divina.
O sorriso sereno que acalma,
É a máscara que a dor esconde,
A força que sustenta a alma,
Onde a esperança responde.
Vestistes o manto da coragem,
O EPI… a nova armadura,
E a Missão se fez Obrigação,
Em cada acto de salvação pura.
Ouvistes o grito mais temido,
"Não me deixe morrer só", a prece,
E fostes o afago prometido,
A mão que a solidão esquece.
Continuais por entre corredores,
Desafiando o incómodo e o tentador,
Gerindo emoções, aliviando dores,
Com a ciência e o vosso valor.
Sois mensageiros da esperança,
Para o idoso e o recém-nascido,
A vida que em vós se balança,
O toque que jamais é esquecido.
Foram turnos sem fim,
Nos Centros de Vacinação,
Mesmo com noite mal dormidas
Foi presença, trabalho e dedicação.
Obrigado por serem assim,
No nascer em cada novo dia,
A mais pura essência
Da Vossa humanidade e valia.
Enfermeiros de Portugal,
De um Povo inteiro, a gratidão,
Pela vossa coragem e entrega,
Pela vossa dedicação.
Obrigado por tudo o que sois,
Por cada madrugada em claro,
A saúde deste país respira em vós,
O nosso mais sincero e eterno OBRIGADO.
HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
QUANDO A NATUREZA FALA MAIS ALTO, É PORQUE “NÃO QUISEMOS” OUVIR?
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
ASSEMBLEIA REGIONAL ORDINÁRIA DA SECÇÃO REGIONAL DO NORTE
Os documentos a submeter à aprovação e discussão estarão disponíveis para consulta no site da Ordem dos Enfermeiros em www.ordemenfermeiros.pt a partir de 19 de Fevereiro e serão fornecidos aos membros efetivos que solicitem, na Sede da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros – Rua Latino Coelho, 352 – 4000-314 Porto.
Consulte a convocatória aqui."
Humberto Domingues
Enf. Espec. Enfermagem Comunitária
Mestre em Sociologia da Saúde
2026.01.27
A PONTE DIGITAL: COMO A IA PODE TRANSFORMAR OS GANHOS EM SAÚDE
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