O CALOR EXCESSIVO CAUSA DANOS
Portugal atravessa um período de temperaturas muito elevadas, com impactos significativos na saúde da população. Apesar dos sucessivos alertas emitidos pelas autoridades de saúde, importa recordar que a prevenção continua a ser a medida mais eficaz para reduzir os riscos associados ao calor extremo.
As temperaturas elevadas podem provocar desidratação, exaustão pelo calor, insolação, queimaduras solares e agravar doenças cardiovasculares, respiratórias, renais e outras patologias crónicas, sobretudo nas pessoas mais vulneráveis.
Crianças, idosos, grávidas, pessoas com doença crónica, trabalhadores expostos ao exterior e cidadãos em situação de maior fragilidade devem adoptar medidas de protecção acrescidas.
Beba água regularmente, mesmo sem sentir sede. Evite bebidas alcoólicas e o consumo excessivo de bebidas açucaradas. Procure permanecer em locais frescos e bem ventilados, evitando a exposição solar entre as horas de maior calor. Utilize roupa leve e clara, chapéu, óculos de sol e protector solar adequado. Privilegie refeições ligeiras, ricas em fruta e legumes frescos.
Se possível, realize caminhadas, pratique actividade física ou frequente espaços ao ar livre apenas nas primeiras horas da manhã ou ao final da tarde, quando a temperatura é mais amena.
A prevenção também se faz com solidariedade. Contacte familiares, vizinhos ou amigos idosos que vivam sozinhos ou pessoas particularmente vulneráveis, certificando-se de que se encontram bem hidratados e protegidos do calor.
O calor extremo pode ser perigoso, mas muitos dos seus efeitos são evitáveis. Pequenos gestos de prevenção podem fazer uma grande diferença na protecção da saúde e, em muitas situações, salvar vidas.
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária e Saúde Pública
Mestre em Sociologia da Saúde
2026.07.02
O Autor escreve de acordo com o antigo acordo ortográfico.
