domingo, 27 de fevereiro de 2022

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO DOENTE – 11 DE FEVEREIRO

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO DOENTE – 11 DE FEVEREIRO


Comemorou-se no passado dia 11 de Fevereiro, o “Dia Mundial do Doente”. Comemoração, esta, mais que justificada, porque nos toca a todos e, todos nós, alguma vez na vida ao longo do nosso ciclo vital, viveremos momentos de doença, nesta vida terrena.

Por todo mundo, foram feitos discursos e comemorado este dia que foi instituído em 1992, pelo Papa João Paulo II.

Este ano o Papa Francisco, deixou uma interessante mensagem classificando como “vírus” o individualismo e a indiferença, a saber: “O individualismo e a indiferença pelo outro são formas de egoísmo que, infelizmente, se amplificam na sociedade do bem-estar consumista e do liberalismo económico; as consequentes desigualdades também se encontram no campo da saúde, onde alguns gozam da chamada excelência e muitos outros têm dificuldade de acesso aos cuidados básicos” (Papa Francisco 2022.02.11).

Em Portugal, apesar de uma enorme evolução no “Sistema de Saúde” (SS) e particularmente no “Serviço Nacional de Saúde” (SNS), muito há ainda para melhorar, sendo certo que às vezes, algo se regrediu no que ao cuidar e tratar diz respeito. Convictamente e perante as regressões, afirmamos que a Pandemia não pode ser desculpa para tudo!

Comemorar o “Dia Mundial do Doente” não pode ser no dia marcado no calendário, mas muito mais que isso. A comemoração desta data passa por facilitar o acesso a cuidados de saúde a todos os Cidadãos doentes, com equidade. Estar inscrito em listas de espera, quer para cirurgias ou consultas da especialidade, vários anos à espera e não respeitar o cidadão doente, que em tempo útil não dispõe nem lhe é facultado o tratamento e cuidados de saúde, por forma a dar resposta às suas comorbilidades e por isso, melhorar ou curar o seu estado, no que à saúde diz respeito, é não comemorar o “Dia Mundial do Doente”. De igual forma, cuidar de doentes em serviços onde não se cumprem as dotações seguras com os Profissionais de Saúde, nomeadamente Enfermeiros em falta, é estar a pôr em risco, quer na ocorrência de acidentes, quer de vida, Profissionais e Doentes.

Comemorar o “Dia Mundial do Doente” é também dar condições aos serviços para que Enfermeiros e Médicos não apresentem escusas de responsabilidade, face a todas as carências e circunstâncias decadentes existentes. Estas carências, desinvestimento, cativações, desmantelamento de serviços e unidades, inação e falta responsabilidade, não podem ser direcionadas aos Profissionais e muito menos aos Cidadãos Doentes, mas sim ao poder político, Governo e Assembleia da República, que fazem a gestão e opções políticas, elaboram e ditam leis para a “Saúde” e cativam orçamentos. Se muitos dos problemas e dificuldades que se vivem no SNS têm já algumas décadas, nestes últimos 6 anos, foi uma gestão desastrosa do Governo do Partido Socialista e do Ministério da Saúde que se pautou por uma postura arrogante, não dialogante, fechado sobre si, preconceituoso e cheio de complexos ideológicos, não possibilitando a resolução de muitos destes problemas.

Há números que assustam e preocupam. São números credíveis com base em estudos e registos divulgados pela Ordem dos Enfermeiros, em que, devido às condições de trabalho e à incapacidade de prestação em segurança e em segurança dos cuidados de saúde, com a qualidade necessária e exigível, 4475 Enfermeiros apresentaram o respectivo pedido de escusa de responsabilidade. Outro alarmante indicador é a mortalidade que dispara para 7%, por cada doente a mais que fica a cargo de cada Enfermeiro. São os directores de serviço que se demitem, por esses hospitais ao longo do país, devido a carências infindáveis. São os doentes “amontoados” nas urgências e corredores, sem o mínimo de dignidade humana. Isto não é comemorar o “Dia Mundial do Doente”, nos dias de hoje do nosso século.

Convém lembrar que tanto os Enfermeiros como os Médicos, pelo menos estas duas Classes Profissionais, têm rigorosíssimos “Códigos Deontológicos” que penalizam os seus Profissionais, se na obrigação de tratar e cuidar com ética e deontologia, algo falhar, na alçada da sua responsabilidade. E é precisamente isso que estes Profissionais querem evitar que algo falhe, para bem de todos e pela excelência do cuidar da Pessoa Humana, para que, condignamente, o “Dia Mundial do Doente” se comemore efectivamente!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.21

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A AGRESSÃO EM FAMALICÃO AOS ENFERMEIROS

 A AGRESSÃO EM FAMALICÃO AOS ENFERMEIROS

 



A tristeza invade-me completamente, com estes acontecimentos!

Mas igual tristeza me causa a ausência solidária e o silêncio cínico dos políticos e do Estado.

É deplorável, insano, desprezível e vergonhoso, todo este silêncio ensurdecedor, de órgãos de soberania, governo, partidos políticos e a mais alta cúpula do Estado Português, Sua Excelência o Presidente da República, em não reprovar com veemência esta agressão gratuita, abjecta e ignóbil, aos Profissionais de Saúde, nomeadamente Enfermeiros, no Serviço de Urgência do Hospital de Famalicão. Por onde anda a responsabilidade e representação do Estado? Que falta de solidariedade! Que vazio institucional!

Nem no nosso local de trabalho estamos seguros, perante tais vândalos!

Que mais dúvidas restam, para considerar a Profissão de Enfermagem, uma profissão de risco, não só pelo facto de se trabalhar num ambiente infectado e perigoso, mas também pela exposição que tem a este tipo de agressões. O que faz falta acontecer mais?

Pede-se mão dura e pesada à justiça. Não à impunidade! Urge a consideração em moldura penal, de “crime público” com penas severas e exemplares.

Pede-se ao Governo, e aos Ministérios da Saúde, Justiça e Administração Interna, um olhar atento e responsável na defesa dos Profissionais de Saúde, nomeadamente, Enfermeiros e das instituições de saúde - centros de saúde e hospitais - para que não aconteçam actos de violência gratuita e criminal, junto de GENTE QUE CUIDA DE GENTE.

Um abraço de solidariedade aos Colegas agredidos!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.23

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ESCUSA DOS ENFERMEIROS COM RESPONSABILIDADE

"ESCUSA DOS ENFERMEIROS COM RESPONSABILIDADE"

Transcrevo na íntegra o excelente e oportuno artigo do Sr. Presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Sérgio Branco, publicado hoje no Jornal Diário de Notícias, com o título "Escusa dos Enfermeiros com Responsabilidade"


Fonte: DN de 2022.02.15
As pessoas com doença, sobretudo as que se encontram em unidades hospitalares, têm-nos feito chegar algumas preocupações com o crescente aumento de pedidos de escusa de responsabilidade dos enfermeiros. Os ecos parecem relacionar tais pedidos com um eventual menor empenho na prestação dos cuidados, suscetível de pôr em causa o dever de exercerem a profissão com os adequados conhecimentos científicos e técnicos, com o respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e bem-estar de cada pessoa a seu cargo.

Ora, convém esclarecer que os pedidos de escusa de responsabilidade nada têm que ver com o zelo e dedicação com que cada enfermeiro deve encarnar o exercício profissional. Todos temos a noção de que, no dia-a-dia da profissão, lidando nós com a vulnerabilidade do ser humano e com as incertezas da ciência, embora sempre orientados por uma prática baseada na evidência, há o risco de incidentes e de eventos adversos. Infelizmente, nem tudo corre sempre bem, embora, felizmente, a enfermagem praticada em Portugal seja reconhecidamente de excelência e, por isso, os nossos enfermeiros serem tão requisitados por instituições de saúde estrangeiras.

Assim, uma coisa é a ocorrência de adversidades devido à complexidade de cada situação particular, com consequências que podem ser inesperadas, e que, por isso, os enfermeiros subscrevem um seguro de responsabilidade civil suportado pela Ordem; outra coisa bem diferente é verificarem-se eventos adversos porque os enfermeiros, não obstante o seu empenho e brios profissionais, e o cumprimento escrupuloso do seu código deontológico, carecerem das condições mínimas para exercerem o seu trabalho com qualidade e segurança para a pessoa doente e para si próprios. Estas carências refletem-se quer ao nível de recursos humanos quer ao nível de recursos materiais.

Recordamos que os enfermeiros em Portugal têm como princípio para o seu exercício profissional "o respeito pelos direitos humanos na relação com os clientes" - de acordo com o código deontológico do enfermeiro, constante do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros (EOE) - Decreto-Lei n.º 104/98 de 21 de abril republicado pela Lei n.º 111/2009 de 16 de setembro.

Na região sul, de que sou responsável enquanto dirigente da Ordem dos Enfermeiros, foram apresentadas um total de 1224 declarações de escusa, nomeadamente nos hospitais de Setúbal, Algarve e Amadora-Sintra que enfrentam as situações mais graves, além de Santa Maria, onde, recentemente, 101 enfermeiros da urgência fizeram o mesmo, assim como 31 enfermeiros do bloco operatório do hospital de Vila Franca de Xira. A nível nacional foram apresentados 4475 pedidos de escusa de responsabilidade.

Esta anormalidade, contudo, não escusa o enfermeiro de cumprir o seu juramento, feito no início da profissão, de a "exercer com respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e o bem-estar da população, adotando todas as medidas que visem melhorar a qualidade dos cuidados e serviços de enfermagem (texto do juramento). Por outro lado, também o conselho diretivo da secção sul da OE não se pode eximir do seu dever estatutário (OEO art. 46.º, n.º 2) de zelar pela dignidade do exercício profissional e assegurar o respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos enfermeiros; e zelar pela qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população e promover as medidas que considere pertinentes.

Acresce a isto, ainda no âmbito dos deveres deontológicos (EOE art. 109.º) que o enfermeiro deve assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados.

Concluindo, os enfermeiros estão a apresentar escusas de responsabilidade, não para se escusarem dos seus deveres deontológicos, mas para chamar à atenção das entidades dirigentes da saúde, nomeadamente do Ministério da Saúde e da Entidade Reguladora da Saúde, para a carência de meios, nomeadamente de recursos humanos, que impedem a prestação de cuidados seguros e de qualidade aos doentes, estando provado que por cada doente a mais a cargo de um enfermeiro a mortalidade sobe 7% nos hospitais.

Os enfermeiros apresentam escusas de responsabilidade no estrito cumprimento do seu código deontológico, em defesa dos doentes. E nós, dirigentes da Ordem, estamos obrigados estatutariamente a promover as medidas que se considerem pertinentes para que os enfermeiros cumpram com dignidade o seu juramento. Mas não os podemos obrigar a dar de si tudo o que podem e sabem se carecerem dos meios básicos para o fazerem. Resta-nos apelar a toda a sociedade, e aos responsáveis políticos em particular, para que reflitam sobre isto e tomem as medidas tidas por mais convenientes.

Presidente do conselho diretivo da secção sul da Ordem dos Enfermeiros"
Fonte: DN de 2022.02.15

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.15

sábado, 12 de fevereiro de 2022

A DECISÃO DO POVO EXPRESSA NO VOTO

A DECISÃO DO POVO EXPRESSA NO VOTO

As “Eleições Legislativas 2022”, já se realizaram, mas os problemas permanecem!

Apesar de este ano ter havido um dia de votação antecipada/mobilidade, como medida preventiva face à ameaça da “Pandemia e Contágios” e também por forma a diminuir a abstenção, foi no dia 30 de Janeiro, que se efectivaram ditas eleições.

Os Portugueses tiveram, este ano, uma responsabilidade acrescida ao serem chamados a votar, por várias razões:

1- A necessidade de afirmar, neste acto eleitoral, a democracia e a liberdade de escolha;

2- De quem quiseram para Primeiro-Ministro e na composição do Parlamento/Casa da Democracia, atribuindo mandatos aos seus representantes

3- E, a questão mais importante neste contexto de Sociedade em que vivemos actualmente, sem medo das limitações e condicionalismos que a “Pandemia” nos impõe: Umas vezes, por razões efectivas, de agressividade do vírus, da ciência e da investigação, outras, menos claras, ordens e razões políticas e gestões duvidosas (de calendários) que não estão ao alcance da maior parte dos Cidadãos.

A Sociedade, na forma abstracta e, os Cidadãos substantivamente, foram chamados a votar e fazer opções perante aquilo que os políticos e partidos lhes ofereceram. Uns durante 6 anos e com afirmação de continuidade das políticas até agora vividas. Outros em alternativa ao actual governo e com políticas diferentes, ou forma de governar e implementar políticas com opções distintas, que respondam melhor às necessidades, limitações e desejos de uma Sociedade que carrega uma excessiva carga fiscal.

Os Cidadãos eleitores tiveram a oportunidade de, votando, dar continuidade ou não, às políticas que limitam o acesso à saúde, com listas de espera intermináveis, que à boca da pistola de abastecimento de combustíveis deixam uma grande parte do seu rendimento líquido (como esta semana se sentiu mais uma subida de preços), perante o custo exacerbado dos combustíveis, que na iluminação e aquecimento dos seus lares pagam uma energia cara e cheia de taxas que oneram a factura final e que, infelizmente, vai ficando muito pouco para a alimentação, para cuidar e educar os filhos e para cuidar dos dependentes, e na Justiça esperam anos por uma decisão judicial, com custos elevadíssimos, só ao alcance de alguns. Também os idosos, com reformas muito reduzidas e com uma vida de árduo trabalho, “pagam mais em impostos” do que, o que lhes sobra, para levarem uma vida mais desafogada, e que muitas vezes, em consequência das várias doenças e comorbilidades, muito das suas parcas reformas fica na farmácia. Muitas vezes a opção é entre alimentação ou medicamentos. Comer ou não comer!

As eleições do dia 30, foram umas eleições que irão permitir a afirmação desta nossa querida Nação, como um Portugal que vai olhar mais além, sem hipotecar as gerações futuras, que de alguma forma já estão implicadas com muitos compromissos, ou se os Cidadãos preferiram um Portugal da ilusão, da governação à vista, do empurrar as grandes decisões com a barriga, adiando-as sempre, para que outros mais tarde, com coragem e abnegação assumam o leme e nessa altura, sejam obrigados a mais uma vez sacrificar o seu povo, já mártir de tantos impostos?

A resposta a estas e a tantas outras perguntas, está no momento de decisão que os Cidadãos tiveram, no acto cívico de votar. E esse, sempre com sabedoria, é o veredicto, que todos e em democracia têm de respeitar. E o Povo votou e deu maioria absoluta ao PS.

A democracia constrói-se sempre, com a participação livre e expressão genuína de um Povo e, não, nunca, manipulada por mentiras vendidas pelos tabloides e primeiras páginas sensacionalistas de jornais ou espaços de comentário, com “actores” avençados, envergando reluzentes fatos azul-marinho com gravatas da mais fina seda, (mas que “comem da mesa abastada do orçamento”), para tentar dar um ar de seriedade e sobriedade nos seus comentários, para o mais humilde e anónimo Cidadão, íntegro, que tem o seus impostos em dia, contribuindo de forma honesta, na maior parte das vezes sem o saber, para a tal “mesa abastada” de dito orçamento.

O futuro será o que a “nova” maioria absoluta quiser e que eventualmente, no seu espaço imaginário, Sua Excelência o Presidente da República, agora mais limitado “no espaço” político deixar acontecer.

O certo e o presente, é que os Portugueses têm baixos salários, estão na cauda da Europa como agora o Primeiro-Ministro reconheceu, pagam a gasolina 17 cêntimos/litro mais cara que a média da EU e na Saúde, Enfermeiros e Médicos, pedem escusa de responsabilidade no tratar e cuidar dos Cidadãos doentes, face ao estado em que o PS colocou o SNS.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.09

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

DIA MUNDIAL DO DOENTE

 DIA MUNDIAL DO DOENTE

 

Fonte: O E Madeira

"O Dia Mundial do Doente é comemorado anualmente a 11 de fevereiro. A data foi instituída em 1992, pelo Papa João Paulo II, sendo este dia um momento de sensibilização da sociedade civil, para as necessidades e direitos da pessoa doente.

Esta efeméride revela-se de grande importância, em particular para os Enfermeiros, isto porque, a pessoa doente é um dos seus focos de atenção.

O Enfermeiro cuida de todos os que acorrem aos serviços de saúde, numa perspetiva holista e multicultural, incluindo nesse cuidado, a família e a comunidade em que estão inseridos, traçando planos individualizados, que dão resposta às necessidades da pessoa, família ou comunidade.

A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Enfermeiros assinala esta data, de particular relevância nesta pandemia que atravessamos, enfatizando, que apesar das adversidades, os Enfermeiros estiveram sempre ao lado das pessoas doentes, suas famílias e comunidade, não deixando ninguém sozinho."
Fonte: O E Madeira

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.11

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

AGRADECIMENTO PÓS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2022

AGRADECIMENTO PÓS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2022


Integrei a lista de Candidatos a Deputados do PSD pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo. 

Por este Círculo Eleitoral mantivemos os 3 mandatos (3 Deputados para o PSD e 3 Deputados pelo PS).

A nível nacional o PSD teve uma grande derrota. Não foram atingidos e conseguidos os objectivos propostos e desejados.

Como Enfermeiro, tentei dar visibilidade à minha Classe Profissional e alertar e sensibilizar para algumas situações menos boas e alarmantes no SNS, e na Saúde no seu geral.

Assim, com muita humildade e afirmação felicitar os dirigentes do PS, quer a nível Concelhio, Distrital e Nacional, pela vitória alcançada. Foi, realmente, uma grande vitória. E acima de tudo, sem sofismas nem hipocrisias, desejar aos vencedores muitas felicidades e uma boa legislatura, com resposta às necessidades da Sociedade e Povo Português.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2021.01.31

sábado, 29 de janeiro de 2022

ASSEMBLEIA DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE DE ENFERMAGEM COMUNITÁRIA

ASSEMBLEIA DO COLÉGIO DA ESPECIALIDADE 
DE ENFERMAGEM COMUNITÁRIA


No âmbito da Assembleia do Colégio da Especialidade de Saúde Comunitária da Ordem dos Enfermeiros, realizada hoje 29 de Janeiro, propus à Mesa da Assembleia a aprovação de um VOTO DE LOUVOR, para os Enfermeiros Especialista de Saúde Comunitária, extensivo também a Todos os Senhores Enfermeiros, que asseguraram e dedicaram todo o seu profissionalismo, disponibilidade e altruísmo, para que a vacinação contra a COVID-19, fosse o sucesso e a taxa de cobertura que alcançou.

Sustentei a minha proposta, para este VOTO DE LOUVOR, nos seguintes dados objectivos:

· Dedicação permanente;
· Férias adiadas;
· Férias e Folgas por gozar;
· Enfermeiros que se infectaram no desempenho de funções profissionais;
· Extensas e longas horas extraordinárias, para assegurar a abertura e o funcionamento dos inúmeros “Centros de Vacinação”;

Desta forma foi assegurada a vacinação e o alcance da alta taxa de cobertura de vacinação, de todas as faixas etárias em Portugal, indicador este, que já estamos habituados a obter, em todo o Plano Nacional de Vacinação e outras, fruto do trabalho e dedicação dos Enfermeiros. Daqui decorre o bom exemplo deste indicador de taxa de cobertura vacinal em Portugal, para a Europa e para o Mundo.

A presente proposta de VOTO DE LOUVOR, foi aprovada por unanimidade.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.29

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

A MENTIRA DA CHAMPIONS DO DR. ANTÓNIO COSTA

A MENTIRA DA CHAMPIONS DO DR. ANTÓNIO COSTA



--> A falta de verdade do Dr. António Costa chega até ao ponto em que prometeu que a final da "Champions" era dedicada aos profissionais de saúde.

--> Mas quem vimos na bancada foi o próprio Dr. António Costa e membros do seu governo a tirar selfies, e não os Profissionais de Saúde;

--> Porque os Profissionais de Saúde, estavam a assegurar com turnos longos e trabalhosos, para que o SNS não entrasse em rotura, mais uma vez.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.25

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

sábado, 22 de janeiro de 2022

AS MENTIRAS SOCIALISTAS AOS ENFERMEIROS!

AS MENTIRAS SOCIALISTAS AOS ENFERMEIROS!





O Dr. António Costa enquanto Secretário-Geral do PS e candidato a Primeiro-Ministro já mentiu aos Enfermeiros por duas vezes e vem pela 3ª. vez tentar iludir os Enfermeiros novamente.

O que não fez em 6 anos – são factos indesmentíveis – vem agora tentar dizer à moda socialista: agora é que é! Pura ilusão!

O PS faltou aos Enfermeiros, sempre!

Mas os Enfermeiros nunca faltaram, nem faltarão, nem ao país, nem ao Governo de Portugal, nem aos Cidadãos, com a sua dedicação, responsabilidade e altruísmo.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.22

O QUE OS ENFERMEIROS RECEBERAM DO GOVERNO DO DR. ANTÓNIO COSTA

O QUE OS ENFERMEIROS RECEBERAM DO GOVERNO DO DR. ANTÓNIO COSTA





Chegados ao final desta Legislatura, é tempo de avaliar algumas coisas que o Dr. António Costa, enquanto Primeiro-Ministro de um Governo Socialista, deixou aos Enfermeiros:

Os Enfermeiros precisam e merecem condições dignas de trabalho:

--> Não são contratos frágeis de trabalho e de 4 meses que servem os interesses dos Enfermeiros;

--> Não são os baixos salários que os fazem ficar em Portugal;

--> Não são os obstáculos permanentes à progressão na carreira que nos cativam;

--> Não é o nivelamento, sempre por baixo, à boa maneira socialista e do Dr. António Costa que faz ficar em Portugal os jovens Enfermeiros;

--> Mas foi sempre – nivelar por baixo – o que os governos do Partido Socialista e das esquerdas fizeram aos Enfermeiros destruindo um boa carreira existente;

Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.22

sábado, 15 de janeiro de 2022

HOMENAGEM PERANTE A MORTE DO DR. FRANCISCO SAMPAIO

HOMENAGEM PERANTE A MORTE DO DR. FRANCISCO SAMPAIO


A minha humilde, mas sentida homenagem ao nosso Querido Dr. Francisco Sampaio, num artigo de opinião, publicado hoje no Jornal Correio do Minho, de Braga.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.15

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

POR PORTUGAL, PELA ENFERMAGEM E PARA UM CONTRIBUTO PARA A SAÚDE E SNS

 POR PORTUGAL, PELA ENFERMAGEM E PARA UM CONTRIBUTO 

PARA A SAÚDE E SNS




Integro a candidatura do PSD, pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo, na Lista de Candidatos a Deputados.

É certo que estou em lugar não ilegível. Mas aceitei este convite baseado em 3 pontos:

  • Pelo convite e pelo projecto do PSD, para o Distrito de Viana do Castelo e para Portugal;
  • Pela confiança depositada para esta candidatura, na representação do Concelho de Caminha, onde resido;
  • Pelos contributos que possa aportar para a Saúde, para o SNS e para a visibilidade, partilha e participação como Enfermeiro, bem como noutras dimensões, pela experiência de vida acumulada;
Encaro esta envolvência e contributos na política e neste projecto, com humildade, dedicação, trabalho e desprendido de qualquer interesse económico ou material. Quem me conhece, sabe muito bem que é verdade!

Mas uma coisa é certa: É hora de encontrar novos horizontes para Portugal e para a Enfermagem!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.10

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

DA HIPOCRISIA AO CINISMO DO DR. ANTÓNIO COSTA

DA HIPOCRISIA AO CINISMO DO DR. ANTÓNIO COSTA


Nesta campanha eleitoral para as “Eleições Legislativas 2002”, o Dr. António Costa e o Partido Socialista continuam a usar da mentira, da hipocrisia e do cinismo, sobre os Enfermeiros e a Classe de Enfermagem. Os ENFERMEIROS merecem todo o respeito, porque somos dignos da farda de envergamos e dos cuidados de Saúde que prestamos ao longo do ciclo vital, a todas as Pessoas!

O Governo viu-se cercado pela própria inoperância e incapacidade de tomar decisões de fundo e planeamento nestes meses que antecederam a chegada das várias vagas Covid-19/durante a pandemia, e não fosse a dedicação, o altruísmo, a missão e o sentido de responsabilidade que os Enfermeiros envergam todos os dias, acompanhados por outros Profissionais de Saúde, o SNS há muito tempo que tinha entrado em rotura, particularmente durante esta “Pandemia” que nos assolou e que o PS continua a fazer política à sua custa.

Aquilo que o Governo do Partido Socialista, o Dr. António Costa e a sua Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, não fizeram durante estes 6 anos, em favor do SNS e dos Enfermeiros, vem agora prometer e incluir no seu programa eleitoral. E é de tal forma esta falta de vergonha, hipocrisia e o cinismo com que o fazem, que até o Dr. António Costa nos debates televisivos, vem prometer a valorização das “carreiras dos enfermeiros e a reposição dos pontos perdidos”. Que hipocrisia! Até agora ignorou os Enfermeiros. Ignorou a perda de pontos. E publicou um “Carreira” castradora e limitante. Em 2015, também para a campanha eleitoral, já tinha publicado um vídeo a prometer a valorização dos Enfermeiros, e foi o que se viu! Já conhecemos esse filme!

Os Serviços estão carenciados, conforme afirmação dos responsáveis e reportagens das televisões, nomeadamente a TVI no dia 2022.01.06, mas o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, ignora esta realidade. Parece haver aqui alguma contradição e desfocagem da realidade! Promete concursos e mais concursos, mas ainda não abriu nenhum que dê dignidade à Classe de Enfermagem e estabilidade a estes recursos humanos dos Serviços de Saúde do SNS.

Finalizando e sem retirar a importância e preocupação desta vaga Covid-19 e de todas as outras doenças crónicas, oncológicas e as que estão por diagnosticar, esta postura e mensagem do Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, envolvida numa hipocrisia muito grande, aproveitando este tempo todo de televisão, para propaganda política, mas sem medidas de fundo e mais uma vez, remendos em cima de remendos, numa gestão de “navegação à vista”, deixando-nos preocupados. 

Os Enfermeiros já sabem que não podem contar nem com o Dr. António Costa, nem com o Partido Socialista! E infelizmente Portugal, cada vez fica mais pobre!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.07

 

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

PROGRAMA DO PS PARA A SAÚDE-LINHAS GERAIS-HIPOCRISIA E FALTA DE VERDADE

 PROGRAMA DO PS PARA A SAÚDE-LINHAS GERAIS-HIPOCRISIA E FALTA DE VERDADE



Claramente, um discurso à socialista. Em 6 anos não resolveram questões importantíssimas e estruturais no SNS, ostracizaram permanente e constantemente os ENFERMEIROS, e estão agora a falar na Carreira e nos pontos? Que falta de seriedade e de vergonha!
O Dr. António Costa já se esqueceu do seu vídeo mentiroso (link: https://m.youtube.com/watch?v=92CLlBhYXDE&feature=share)?
O Governo Socialista do Dr. António Costa e da Doutora Marta Temido criaram unilateralmente uma “Carreira” castradora e limitante, desvalorizaram a Carreira, dificultaram a progressão e de forma consciente retiraram e anularam pontos de contagem de tempo, para as progressões, e vêm agora falar em “valorizar as carreiras dos Enfermeiros” com a “reposição de pontos perdidos”? Haja decoro Dr. António Costa! Exige-se seriedade!
Os ENFERMEIROS, não podem esquecer, o que o Governo Socialista, o Dr. António Costa e a sua Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, nos fizeram aos longos destes 6 anos! Os ENFERMEIROS têm memória. ESQUECER NUNCA!
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.01.04

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

MENSAGEM DE AGRADECIMENTO FINAL DO ANO

MENSAGEM DE AGRADECIMENTO FINAL DO ANO



Caros Amigos e Conhecidos,

O ano de 2021 está a chegar ao fim. Para mim e para a minha Família não deixa saudades.

Quero agradecer a Todos os que comigo conviveram e partilharam momentos bons, na vida social e nesta rede social virtual. Também agradecer e muito, a Todos que se preocuparam com o meu estado de saúde e da minha Família, na dura experiência que vivi, doente com Covid.

Agradeço com especial gratidão à minha Família, a todos os Profissionais de Saúde que me trataram, aos Colegas e Amigos que direcionaram as suas orações, pedindo a minha recuperação e cura, à força divina que me protegeu, obrigado!

Espero que 2021 fique no passado, sem mais incidentes!

A Todos Vós, desejo um feliz 2022. Não deixem de ser felizes, de amar, de viverem cada momento e de partilharem com Todos os Vossos, momentos de alegria e convívio! Acreditem, é um prazer imenso viver!

Com muita gratidão, por tudo, nesta segunda oportunidade que a vida me deu, vos desejo um fantabulástico 2022!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2021.12.30

domingo, 26 de dezembro de 2021

CINISMO NAS PALAVRAS DO SR. PRIMEIRO-MINISTRO DR. ANTÓNIO COSTA

CINISMO NAS PALAVRAS DO SR. PRIMEIRO-MINISTRO DR. ANTÓNIO COSTA


O Governo viu-se cercado pela própria inoperância e incapacidade de tomar decisões de fundo e planeamento nestes meses e quase 2 anos, que antecederam as chegadas das várias vagas Covid-19. Tomou medidas avulsas, com dois pesos e duas medidas.

Ao longo desta Legislatura e meia, o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa e a sua Ministra da Saúde Doutora Marta Temido, maltrataram, insultaram, enxovalharam e ignoraram os Enfermeiros. Estes mesmos Governantes têm-se recusado sempre a reconhecer a dedicação, a entrega e o espírito de missão, agravando este comportamento cínico com a realidade de se furtarem a pronunciar a palavra ENFERMEIROS, substituindo-a por “Profissionais de Saúde”. É que estes Profissionais têm nome próprio – ENFERMEIROS!

E vem agora o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, na sua mensagem de Natal, num oportunismo e propaganda política e campanha eleitoral, “embrulhada” numa desfaçatez única, falar e agradecer aos Enfermeiros! Que falta de vergonha na cara tem o Dr. António Costa! Mas isso, já o sabíamos!

Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, os agradecimentos aos Enfermeiros são bem-vindos, mas deixe-se de cinismo, de enganar o Povo como se tivesse respondido positivamente a esta Classe Profissional, face a todos os problemas e dificuldades que têm vivido a nível da Carreira, progressão, reconhecimento remuneratório e contagem de pontos na avaliação de desempenho. Se tudo isto que nos retirou tivesse sido feito, isso sim, registávamos com agrado. Agora perante tudo o atrás descrito e vivido, dispensamos o seu obsceno agradecimento. Não queremos, nem precisamos desse agradecimento indecoroso!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2021.12.26

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

O PODER POLÍTICO CÍNICO

 O PODER POLÍTICO CÍNICO

O poder Político cínico da Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido e do Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, ainda hoje não sabem, nem fazem ideia do que foi e é a dedicação dos Enfermeiros nas diferentes fases da Pandemia e das fases da vacinação. Em que circunstâncias asseguraram todos os momentos.

Vem agora o Sr. Primeiro-Ministro, Dr António Costa, em mais um acto de cinismo puro e aproveitamento político, falar nos Enfermeiros. Até agora sempre evitaram referir-se e reconhecer os Enfermeiros, mas nesta fase, como há eleições, até diz que têm direito ao Natal e à Passagem de Ano! Não atire areia para os olhos Sr. Dr. António Costa!

Os Enfermeiros, Sr. Primeiro-Ministro, precisam é de progredir na Carreira, ter uma Carreira e vencimentos dignos e, reconhecimento pelas responsabilidades que têm, porque são "GENTE QUE CUIDA DE GENTE".

Chega de cinismo e insultos a esta Classe Profissional - OS ENFERMEIROS

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2021.12.22


sábado, 18 de dezembro de 2021

A ENFERMAGEM AFIRMOU-SE! AGUARDA-SE O RECONHECIMENTO DO GOVERNO!

A ENFERMAGEM AFIRMOU-SE! AGUARDA-SE O RECONHECIMENTO DO GOVERNO!

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https://www.correiodominho.pt/edicoes/download/140129

A Pandemia que vivemos nos últimos 2 anos, veio alterar o modo de vida, a socialização das pessoas e das Sociedades e a forma de trabalhar a todos os níveis. Emergiu o teletrabalho, com todas as consequências daí decorrentes, como recurso das Empresas e Instituições, graças também às comunicações e evolução tecnológica, para que o mundo não parasse.

As pessoas não poderam viajar. Os aviões ficaram em terra durante muitos meses do confinamento. Os comboios circularam de forma limitada. As viagens de carros tiveram controle e limitação de circulação. Chegou a não se poder circular entre Concelhos. Não se podia sair de casa. Enfim, uma série de limitações que as Sociedades Modernas viveram, de uma forma nunca antes visto, nem sentido. A economia portuguesa e mundial sofreu um grande revés!

Nos Hospitais avolumaram-se os doentes infectados com Sars-Cov-2. Os óbitos subiram exponencialmente. Muitas populações e comunidades, por esse mundo fora, foram “dizimadas”. A vida das aldeias, vilas e cidades estagnou. Muitos entes queridos partiram, sem sequer haver a oportunidade dos seus familiares se despedirem.

Os doentes Covid levaram a que as taxas de ocupação de camas, nos Hospitais, chegasse ao limite. A resposta dos serviços para outras patologias começou a diminuir porque não havia capacidade de resposta e passou a não ser essa a prioridade, com grande prejuízo para os doentes oncológicos. Tudo se concentrou na resposta aos doentes Covid. Um drama global, afectando pessoas, famílias e economias. A Sociedade moderna não sabia o que isso era! Os serviços hospitalares, viviam dias difíceis. Em muitos casos a rotura era eminente, ou até aconteceu! Havia guerreiros e heróis, dentro de fatos bancos e atrás das mascaras apertadas que marcaram e magoaram os rostos cansados e exaustos, mas que tratavam afincadamente destes doentes. Quando não se sabia quase nada, desta infecção, não havia equipamentos disponíveis, e quando os havia, não era na quantidade necessária. Era um sufoco vestir um fato EPI, blindar o mesmo, e só ser possível tirá-lo várias horas depois, com todo o incômodo da limitação de movimentos, respiração, transpiração, necessidades fisiológicas, etc.

Muitos destes guerreiros e heróis eram/foram/são Enfermeiros! Viveram dias muito difíceis. Viveram dias e semanas, sem irem a casa, sem folgas, sem férias e a trabalhar na exaustão, com o risco acrescido de se infectarem por não haver material de protecção adequado. Em Portugal, foram infectados milhares de Enfermeiros! Eu fui um destes milhares! No mundo foram também largos milhares de Enfermeiros infectados, e óbitos registados. O Mundo estava/está apavorado!

Foram muitos dramas familiares vividos entre os Enfermeiros. Em muitos casos, o casal era de Enfermeiros e tiveram que colocar os filhos em casa dos Avós/familiares, para não correrem o risco de os infectar. Foram privações imensas de convívio e partilha familiar. Ninguém ficou igual, depois da vivência da fase aguda desta “Pandemia”.

Vieram as vacinas. Com elas renascia a esperança do combate ao vírus. Mas para que essa “guerra, com batalha atrás de batalha” fosse ganha, era preciso vacinar as populações. Quem vacinou estes milhões de Cidadãos, FORAM OS ENFERMEIROS! Planeia-se tudo, monta-se a task-force, e aí estão novamente os Enfermeiros, sem folgas, sem dias de descanso, com horas extraordinárias a assegurarem o funcionamento dos centros de vacinação. Tudo perfeito! Quase 90% de taxa de cobertura! Infelizmente, só uma individualidade, publicamente e sem filtros, reconheceu este esforço e sacrifício, foi o Vice-Almirante Gouveia e Melo, que na cerimónia dos “Globos de Ouro da SIC” proferiu: “… não posso deixar em especial destes profissionais, realçar os Enfermeiros. Fantásticos. Nós devemos muito a essa Classe”..., Infelizmente o Governo do Dr. António Costa e a Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido tem-se recusado sempre a reconhecer a dedicação, a entrega e o espírito de missão, agravando este comportamento cínico com a realidade de se furtarem a pronunciar a palavra ENFERMEIROS, substituindo-a por “Profissionais de Saúde”. A dura e efectiva realidade para alguns, é que estes Profissionais têm nome próprio – ENFERMEIROS!

Na realidade, por muito má que fosse esta “Pandemia” e infelizmente não há dúvidas nenhumas que foi, também demonstrou que qualquer sistema de saúde, seja privado ou público, nada conseguirá fazer sem os Enfermeiros, com toda a competência que lhes é reconhecida por pessoas e governantes isentos. É mais uma vez a afirmação da Enfermagem na gestão e prestação de cuidados de saúde às populações. Resta apenas ao futuro Governo e Ministro da Saúde Português, fazerem esse reconhecimento, através de uma Carreira digna e remuneração à altura das responsabilidades e exigências que os Enfermeiros têm e assumem, sempre, para bem dos Cidadãos doentes.

Por tudo o vivido e sentido anteriormente, temos a certeza que os actuais candidatos do Partido Socialista não vão merecer os votos dos Enfermeiros, no próximo dia 30 de Janeiro.

Boas Festas a Todos, com prevenção e riscos controlados. Usem, PF, a máscara! Feliz passagem de ano e Bom 2022.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2021.12.18

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