sexta-feira, 29 de julho de 2022

CONCURSO ENFERMEIRO ESPECIALISTA

CONCURSO ENFERMEIRO ESPECIALISTA

Fonte: Sindicato dos Enfermeiros



Publicado hoje, em Diário da República, a abertura de concurso para 52 postos de trabalho na categoria de Enfermeiro Especialista, para a Unidade Local de Saúde do Alto-Minho, EPE

Link do aviso:

https://bit.ly/14949_2022


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.07.29

terça-feira, 26 de julho de 2022

A DESUMANIDADE DA HUMANIDADE

A DESUMANIDADE DA HUMANIDADE


Como podemos querer e construir um Mundo melhor e mais solidário,  quando vemos atrocidades entre os Homens que se matam uns aos outros e, essencialmente,  matam inocentes?

Assim, nunca construiremos um Mundo melhor e uma Sociedade civilizada!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.07.26

segunda-feira, 25 de julho de 2022

DISCURSO VAZIO E SIMPLISTA DA MINISTRA DA SAÚDE

 DISCURSO VAZIO E SIMPLISTA DA MINISTRA DA SAÚDE



A justificação/evocação da Srª. Ministra da Saúde, face às dificuldades das urgências e outros problemas, é demasiado simplista, porque qualquer Cidadão o poderia fazer, sem ser Ministro da Saúde. 

Por aqui se vê que esta Senhora, enquanto Ministra da Saúde está esgotada e diga-se em abono da verdade, nada trouxe de bom à Saúde, durante o seu ministério. Trouxe sim, conflitualidade, desorganização, insultos aos Profissionais e aos Cidadãos.

E quanto às urgências, um problema estrutural, tal como tantos outros no SNS, quer reduzi-lo a um problema sazonal, "despejando" dinheiro para cima do momento.

De concreto, revisão das Carreiras de Enfermagem e Médicas, colmatar a falta sistemática de Enfermeiros e de Médicos nos Serviços, e criando estruturas de proximidade ao Cidadão, investindo nos Cuidados de Saúde Primários, não é para esta Srª. Ministra da Saúde, nem para este Governo Socialista, uma prioridade.

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2022.07.25

quinta-feira, 21 de julho de 2022

PETIÇÃO COM 32230 ASSINATURAS

PETIÇÃO COM 32230 ASSINATURAS
ESTATUTO DE PROFISSÃO DE ALTO RISCO E DESGASTE RÁPIDO



Fonte das fotos: Sindicato dos Enfermeiros - Facebook


Segundo informação do Sindicato dos Enfermeiros, foi entregue na Assembleia da República, uma petição com 32230 assinaturas, sendo o primeiro subscritor o Sr. Enf. Eduardo Bernardino.

"A petição é a "maior de sempre promovida na área da saúde", conta com mais de 32 mil assinaturas, exige o reconhecimento em lei da enfermagem como profissão de alto risco e de desgaste rápido.

Hoje uma delegação do Sindicato dos Enfermeiros – SE liderada pelo presidente, Pedro Costa, deu mais um importante passo na defesa e proteção dos nossos associados. A petição, cujo primeiro signatário é o nosso dirigente Eduardo Bernardino, será agora avaliada pela Comissão de Administração Pública e, cumprindo todos os requisitos, é depois debatida e votada no Parlamento.

A notícia completa no Observador:"


Pode ler-se na mensagem que acompanha as fotos no facebook, que publicamos aqui, no nosso blog:

"Hoje foi o dia... 32230 assinaturas - Enfermeiros - Pelo direito ao acesso ao estatuto de Profissão de Alto Risco e Desgaste Rápido.
Obrigado a todos"

A nós Enfermeiros, cabe-nos agradecer este enorme trabalho deste Sindicato e, esperar com optimismo, que seja desta vez que estas 32.230 assinaturas (trinta e duas mil duzentas e trinta assinaturas) possam demonstrar o que tantos sabem, sensibilizar a opinião pública, mas acima de tudo, demonstrar ao Poder Político e Legislativo, a verdadeira realidade, em torno da Profissão de Enfermagem e de ser Enfermeiro. Nós não queremos só palavras, palmas e palmadinhas nas costas, queremos actos que consubstanciem em letra de lei a dura realidade de cuidar de pessoas, essencialmente doentes, limitadas e com doenças infecciosas.

Lembrar que o número de Deputados, representam apenas 0,71% do número de assinaturas recolhidas!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.07.21

sábado, 9 de julho de 2022

ACTO DO ENFERMEIRO

ACTO DO ENFERMEIRO


No dia 2022.07.08, a Ordem dos Enfermeiros, publicou em Diário da República um importantíssimo documento que define, como pilar estrutural e estruturante da nobre Profissão, de seu nome "Ato do Enfermeiro".

É mais um momento histórico para a Profissão e para a Classe de Enfermagem.

Obrigado, Srª. Bastonária, Enfa Ana Rita Cavaco e Sr. Vice-Presidente, Enf. Luis Filipe Barreira.

Link:

https://dre.pt/dre/detalhe/regulamento/613-2022-185836226

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária 
2022.07.09

sexta-feira, 1 de julho de 2022

EU ELEITOR ME CONFESSO!

EU ELEITOR ME CONFESSO!


Temos vindo a assistir a vários episódios degradantes do Governo do Partido Socialista, a quem o Povo deu maioria absoluta, e que não dão credibilidade e leva a que muitos, dentro e fora das fronteiras, chamem a Portugal a “República das bananas”.

Depois temos o Sr. Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, na figura de Presidente da República, a delapidar toda uma imagem superior e de elevação, credibilidade e respeito, que a Presidência da República deve/tem que ter!

Eu eleitor me confesso, que quando votei no Sr. Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, foi na convicção de que mantinha a Presidência da República num patamar cimeiro, longe da politiquice baixa e barata, vulgar e insultuosa. Enganei-me!

Afinal o Sr. Presidente da República comenta tudo e todos e não tem autoridade nem se dá ao respeito! Lamento Profundamente!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.07.01

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Ui! Ui.... Não quero acreditar...

Ui! Ui....

Não quero acreditar...


Então nos Centros de Saúde/Cuidados de Saúde Primários, que é por excelência o Serviço de Saúde Familiar e de atendimento personalizado e a porta de entrada no SNS, vai ter "Médicos sem especialidade"?

O que terá a Ordem dos Médicos e a Associação de Medicina Geral e Familiar? Ou mais perverso ainda, será que para atender Utentes/Cidadãos nos Centros de Saúde não é preciso especialidade?

Ai que confusão vai para aí Sra. Ministra Marta Temido..

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.30

PERGUNTA SIMPLES

PERGUNTA SIMPLES

Pode e deve uma Ministra da Saúde fazer uma declaração destas?

Penso, claramente, que não!


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.30

terça-feira, 28 de junho de 2022

ALTERAÇÕES ÀS ORDENS PROFISSIONAIS - INGERÊNCIA DO PARTIDO SOCIALISTA

ALTERAÇÕES ÀS ORDENS PROFISSIONAIS - INGERÊNCIA DO PARTIDO SOCIALISTA 

Perceberam agora a grande vontade do Partido Socialista em "mexer" e alterar o ordenamento jurídico das Ordens Profissionais?

Pois é...

Continuem adormecidos e anestesiados...


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária 
2022.06.28

segunda-feira, 27 de junho de 2022

A FALTA DE RIGOR E VERDADE DA COMUNICAÇÃO SOCIAL

A FALTA DE RIGOR E VERDADE DA 
COMUNICAÇÃO SOCIAL



Estou indignado!

Sempre que há em curso um processo negocial para a Carreira e remuneração dos Enfermeiros, é já habitual virem comentadores e notícias enviesadas, destorcidas e mentirosas, ocuparem momentos nobres da informação diária. Lamento esta desinformação e notícias de pacotilha. Enfim...

Depois vemos alguns comentadores (como é o caso do Dr. Marques Mendes e outros) e já não é a primeira vez deste comentador, a analisarem sobre o que não sabem, não estudaram, não investigaram, não ouviram as partes interessadas e, por isso, a credibilidade e isenção destes comentadores sobre estes assuntos, vão pela “rua da amargura”, porque navegam na mentira e falta de rigor, e por isso, são um logro!

Estes “analfabetos da televisão” e alguns departamentos oficiais e públicos, se fizessem devidamente o trabalho de casa e estudassem seriamente os assuntos, não afirmavam tamanhas alarvidades, nem eram injustos com algumas Profissões, como é o caso dos Enfermeiros, que muito já deram ao País e aos Cidadãos, mas que continuam a ser mal remunerados e vítimas da má informação da Comunicação Social e Comentadores.

Entendo que os Sindicatos dos Enfermeiros devem manifestar-se veementemente, corrigir estas inverdades. A deturpação da verdade e das notícias não podem nem devem servir para desinformar os Cidadãos/População. Se não vierem corrigir estas declarações, são coniventes com o que foi noticiado!

Exige-se um pedido de desculpas e retificação das declarações!

Para quando a seriedade e rigor na informação e Comunicação Social isenta? Para quando?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.27

quinta-feira, 23 de junho de 2022

NEGOCIAÇÕES FRACASSADAS?

NEGOCIAÇÕES FRACASSADAS?


Ontem houve nova ronda de negociações do Ministério da Saúde com os Sindicatos Médicos. Não houve acordo! Mas o Governo avança com o pagamento de 50€ à hora!!!

Os problemas no SNS só estão relacionados com a Classe Médica e neste emergente, com as urgências de Obstetrícia/Saúde Materna? E os problemas dos Enfermeiros?

Por onde andam os Sindicatos dos Enfermeiros?


Perante a afirmação do Sr. Ministro das Finanças, Dr. Fernando Medina, em que diz que o mal do SNS não é por falta de dinheiro, então porque é que não valorizam os vencimentos dos Enfermeiros? Será que o custo do trabalho dos Enfermeiros vão ser revistos e actualizados?

Como diz a Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros: vão ser precisos mais feriados chegados ao fim-de-semana, digo eu, para agitar “as águas” do SNS, relativamente aos Enfermeiros?

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.23

OS CONTRASTES

OS CONTRASTES

Acreditem, não consigo entender o contraste entre o que diz a Sra. Directora-Geral da Saúde, Dra. Graça Freitas e o que afirma o Sr. Primeiro-Ministro Dr António Costa...






Humberto Domingues
Enf. Esp. Saúde Comunitária
2022.06.22

segunda-feira, 20 de junho de 2022

O ILUSIONISTA E DEMAGOGO PRIMEIRO-MINISTRO

O ILUSIONISTA E DEMAGOGO PRIMEIRO-MINISTRO

Acreditem, com o que conheço e o que se tem ouvido falar do SNS, estou ansioso por 2a. Feira, para ver o Sr. Primeiro-Ministro a resolver os problemas e a Sra. Ministra da Saúde ser desmentida e contrariada.

A realidade é que no PS já pedem a sua remodelação.... A ser verdade...



Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.20

sexta-feira, 17 de junho de 2022

A DEGRADAÇÃO ACELERADA DO SNS. INFELIZMENTE, UMA REALIDADE!

A DEGRADAÇÃO ACELERADA DO SNS. INFELIZMENTE, UMA REALIDADE!


As notícias dos últimos dias vieram trazer ao presente e à espuma destes dias, “velhos” problemas com as escalas de médicos nos Serviços de Urgência e o encerramento das urgências de algumas especialidades, neste caso concreto, as urgências de obstetrícia.

“Velhos problemas” porque se relacionam com a degradação acelerada que o Serviço Nacional de Saúde (SNS), às mãos de Governos Socialistas, tem sofrido. E ainda mais triste e degradante é, que o seu “fundador” de seu nome António Arnaut, Socialista, tenha pedido pouco antes de falecer, ao actual Primeiro-Ministro Socialista, Dr. António Costa, para preservar e salvar o SNS. E o que tem acontecido, é precisamente o contrário!

Hoje são as urgências de Obstetrícia encerradas com o alarme, infelizmente, motivado pela Mãe/Casal que perdeu o seu bebé, no Hospital das Caldas da Rainha!

Este caso ocorre por, alegadamente, faltarem obstetras no Hospital das Caldas da Rainha! Mas desde já colocamos uma questão: E é só no Hospital das Caldas da Rainha? E só faltam Obstetras? Não faltam “Enfermeiras Parteiras”/Enfermeiras Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica? As dotações seguras estão correctas e preenchidas por forma a não pôr em causa os cuidados prestados às grávidas e Cidadãos? E nos outros hospitais como é? É certo que este caso, de triste dimensão, mas que já não é o único, fez tocar os alarmes e campainhas.

Mas numa outra leitura, mais fria, sem juízos de valor, temos hoje na agenda do dia e de intervenção política, o problema das urgências de obstétricia. E a falta de anestesistas? E as listas de espera de cirurgia geral, especialidades como oftalmologia e otorrino? E as cirurgias oncológicas? E as consultas de especialidades, como por exemplo Saúde Mental e Psiquiatria, Psicologia, etc? E a par de todos estes problemas e questões, perguntar: E os rácios de Enfermagem? E as dotações seguras dos serviços? Os serviços estão “presos por arames!”

Numa reflexão mais profunda: os planos de férias foram planeados? Houve repartição das férias, por forma a ser assegurado o Serviço de Urgência pelos respectivos Médicos? Foram acauteladas as escalas de serviço e de fins-de-semana? E porque é que no público, chega-se ao Verão e começam a faltar Médicos nas escalas de serviço e de urgência, no entanto no privado, não há faltas, nem carências, nem encerramento de urgências ou serviços? Por onde param os administradores hospitalares e gestores destes Hospitais públicos? O Presidente da Associação de Administradores Hospitalares Dr. Alexandre Lourenço, que tanto se insurgiu com a “Greve Cirúrgica” e outras greves dos Enfermeiros, nada tem a dizer sobre estes planeamentos ou falta deles? Ou então os recursos humanos estão mesmo em falta! Importa dizer também, que a Gestão em Saúde é muito complexa. A existência de lóbis fortes dificulta toda esta gestão. Mas também sabemos que nos Hospitais e Cuidados de Saúdes Primários há gestores de muita fraca qualidade, que muitas vezes chegam/estão na Saúde, sem nunca perceberem nada de saúde, dos seus serviços e departamentos!

Durante o tempo adequado e com antecedência, não se preparam intervenções e não se fazem planeamentos, nem se escutam as contribuições das Ordens e Sindicatos dos Enfermeiros e Médicos. Depois, perante os acontecimentos e o tempo perdido, à boa maneira socialista, são os “Planos de Contingência” a resposta para tudo! É deficitária esta gestão!

Não pode haver desculpa com a “pandemia”! A “pandemia” só veio encobrir e atrasar o que poderia e poderá acontecer no SNS. A degradação é evidente e está num plano inclinado e acelerado. Não há medidas de fundo, planeamento estruturado, uma gestão criteriosa de utilização de blocos operatórios e consultas externas ao longo dos turnos da manhã e da tarde. Tudo está concentrado nas manhãs dos Hospitais. Não há estímulos aos profissionais, não há carreiras dignas, não há preenchimento de vagas dos quadros, não há remunerações adequadas às funções e responsabilidade face às exigentes profissões que cuidam de pessoas.

Acresce perguntar: E os “quadros de pessoal/mapas” das instituições estão actualizados com os necessários recursos humanos e especialidades cuja área geográfica servem? E se não estão, os Conselhos de Administração não fazem/propõem as correcções e actualizações necessárias? E o Governo não autoriza?


Numa outra dimensão: os Cidadãos de aldeias, vilas e cidades e áreas metropolitanas estão a ser mal servidos, atendidos e cuidados nos cuidados de saúde e na resposta que as instituições têm que dar e por ao seu serviço. As Juntas de Freguesia e Assembleias Municipais não se manifestam? Os Presidentes de Câmara respectivos não se manifestam? As Comunidades Inter-Municipais não se manifestam? A Associação de Freguesias e a Associação de Municípios não se manifestam? A Associação de utentes e Cidadãos não se manifestam?


Toda esta grave situação de há vários anos para cá, atravessando vários governos socialistas, tem sido e é um problema político. E perante tal desmantelamento, decadência, lacunas e carências que o SNS apresenta, temos um Presidente da República que se transforma num porta-voz do Governo, com toda a subserviência, parecendo-me, eventualmente, que não defende nem o Cidadão, nem faz cumprir a Constituição! Enfim… levanta-te POVO, que o rei vai nu!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.17

sexta-feira, 3 de junho de 2022

DIA MUNDIAL DA BICICLETA. PELA SUA SAÚDE

DIA MUNDIAL DA BICICLETA. PELA SUA SAÚDE





Comemora-se a 3 de Junho, o “Dia Mundial da Bicicleta”. A bicicleta é uma máquina que se vem popularizando e muito na sociedade Portuguesa e Mundial. É impossível imaginar uma vila ou cidade moderna sem ciclovias.

Não pretendo neste artigo abordar questões jurídicas de direitos dos ciclistas, ou dos peões cidadãos, nem tão pouco fazer juízo de valor sobre o que quer que seja, que se viva ou sinta na via pública, sejam ruas, avenidas ou estradas. Vamos à História. Há quem afirme e descreva que a “primeira bicicleta” foi concebida num projecto “muito parecido” com as bicicletas de hoje, onde seriam autores deste projecto Leonardo da Vinci e/ou os seus discípulos. Eventualmente, é atribuído a Lu Ban, na China a invenção da bicicleta. Mas é ao Barão Alemão Karl Von Drais que pode ser considerado o inventor da bicicleta, em 1817. Deixando a dificuldade de definição correcta sobre o verdadeiro inventor, a bicicleta é um velocípede de 2 rodas, considerado o meio de transporte mais utilizado do mundo e com a vantagem de ser um veículo com zero emissões.

Face aos múltiplos modelos, materiais utilizados e performances, desconhecemos a “pegada ecológica” que é deixada na sua fabricação e também qual o impacto que cria no ambiente, quando deixa de ser utilizada e se torna sucata. Sabemos que a bicicleta tradicional, com base nos materiais que compõem as suas peças (metal, borracha, plástico, couro e espuma, etc.) são recicláveis. Excluo desta afirmação os componentes das bicicletas mais actuais e eléctricas, por desconhecimento e não ter colhido das fontes, o rigor desejado, sobre a forma da reciclagem das suas baterias e componentes eléctricos.

A “nova forma de pensar a mobilidade nas cidades” em Portugal vem timidamente implementando pequenas “estações de bicicletas” espalhadas nas zonas mais urbanas, mas está ainda muito longe de ser uma forma de mobilidade concorrencial e de verdadeira impregnação nos hábitos dos Portugueses. Timidamente, algumas Câmaras Municipais e Institutos Politécnicos atribuem aos seus Autarcas, colaboradores e alunos uma bicicleta para se deslocarem, como é o caso da Câmara Municipal de Viana do Castelo e do Instituto Politécnico da mesma cidade. Outros exemplos, com certeza existirão.

Quando a engenharia trouxe até nós as bicicletas de alumínio, carbono e outras ligas, eis que, perante toda a evolução tecnológica, vieram as “trotinetes” que se multiplicam pelas cidades, com todos os maus exemplos dos seus utilizadores: mal estacionadas, abandonadas, lançadas ao rio e valetas, a circularem abusivamente pelos passeios, autênticos estorvos aos peões, idosos, crianças, invisuais e com dificuldade de locomoção.

Voltando às bicicletas. Houve uma preocupação crescente nos Autarcas, para a criação de ciclovias nas cidades/vilas e zonas limítrofes para a fruição deste meio de transporte, quer em momentos de trabalho, quer em momentos de lazer. Em muitas cidades Europeias há um aumento de bicicletas, (Barcelona, Valência, Amesterdão, Copenhaga e Estocolmo, para não falar nos países asiáticos) e para além de espaços de estacionamento para as bicicletas que os seus Cidadãos usam na mobilidade devido a variadíssimas razões, há também “estações” de aluguer e estacionamento/entrega das bicicletas, que são usadas pelos turistas nos passeios pelas ruas e avenidas das cidades. Em algumas delas, este aluguer não é barato, e às vezes um pouco burocrático, para se conseguir a sua utilização.

Em Portugal o uso da bicicleta foi exponencial. Apesar dos custos, podemos ver pelas nossas ruas, cidades e estradas “ciclistas” com bicicletas para todas as carteiras. Associado ao uso da bicicleta, foi também proporcional o uso de equipamento próprio e de protecção para os seus utilizadores. Um mercado que cresceu e ganhou identidade própria.

Associado ao uso de bicicleta, estão também e inequivocamente, os benefícios para a saúde. Entre uma infindável lista podemos encontrar: emagrecimento saudável e controle do peso, baixa do colesterol, controle da glicemia no sangue, bem-estar, previne más condições de saúde mental, promove momentos saudáveis de lazer e convívio entre familiares e amigos, aumenta a autoestima, reforça a capacidade de resposta do organismo a outros esforços musculares e esqueléticos, favorece a eliminação de toxinas e favorece o sono repousante e reparador. São inúmeros os seus benefícios.

Entendemos também que associado a estes benefícios descritos, deveria haver também benefícios fiscais, por forma a favorecer e ampliar a aquisição deste meio de transporte, trazendo mais-valias para a saúde do Cidadão e do ambiente saturado das cidades – poluição e trânsito.

Concluindo, este é mesmo um meio de transporte económico, amigo do ambiente, transmite sentimento de liberdade e faz bem à saúde. Repliquemos o uso da bicicleta!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.03

terça-feira, 24 de maio de 2022

ENFERMEIROS JÁ ESPERAM LONGAMENTE A RECONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO

ENFERMEIROS JÁ ESPERAM LONGAMENTE 
A RECONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO


Na cerimónia de abertura e de encerramento do Congresso dos Enfermeiros que decorreu em Braga nos dias 5 a 7 de Maio, estiveram presentes os Srs. Secretários de Estado da Saúde, Drª. Maria Fátima Fonseca e Dr. Lacerda Sales, respectivamente. Ambos, nos seus discursos, se comprometeram publicamente perante as autoridades e todos os presentes, na reposição dos pontos tirados aos Enfermeiros e na contagem do tempo, quando era Ministra da Saúde a Drª. Ana Jorge, do “famigerado” governo de José Sócrates.

No Dia Internacional do Enfermeiro, a Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, voltou ao assunto e comprometeu-se nesta reposição e valorização da Carreira de Enfermagem, até ao final do presente ano.

Estamos admirados com esta mudança de atitude e vontade de diálogo da Srª. Ministra e do Governo Socialista, que até agora perseguiu os Enfermeiros, insultou-os, não os recebeu em audiência, e retirou pontos da contagem de tempo, “congelou a carreira” e não repôs o que o próprio Governo Socialista de outros tempos retirou! Mas qual será a razão desta mudança tão repentina de atitude? Parece-nos simples! Começa a haver sentenças dos Tribunais, dando razão aos Enfermeiros, sobre a contagem de tempo e os pontos indevidamente retirados. Ora bem, parece-nos que o Governo, perante estas sentenças que não lhe são favoráveis, quer-se antecipar e por isso pretende negociar e atribuir os pontos e normalizar a contagem de tempo. Ao fazê-lo “na secretaria”, cria um facto político, repõe aquilo que a Justiça lhe iria obrigar a fazer, e depois, pode dizer que foi o Governo que decidiu! Usa uma estratégia para os mais distraídos, para tentar ficar bem na “fotografia”.

E a atitude é tão diferente, que até a Srª. Ministra da Saúde dedica uma mensagem no Dia Internacional do Enfermeiro, contrariamente ao que fez no passado, “reconhecendo o papel de relevo dos Enfermeiros na melhoria dos cuidados de saúde que o SNS presta às populações”. Reconhece que os Enfermeiros são uma “peça fundamental de uma resposta maior, o nosso SNS”. Assume a “criação de pontes”, a reposição dos pontos perdidos e afirma que está “comprometida com os Enfermeiros em particular”!

Ao longo da sua mensagem dedica palavras de reconhecimento, do sacrifício pessoal e dedicação que os Enfermeiros deram ao SNS. No passado nem pronunciava a palavra “Enfermeiro(s)”! Que estranho este reconhecimento! Que mudança de estratégia e de atitude! Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. O que aí virá?

Para efectivamente demonstrar o quanto os Enfermeiros dedicam o seu esforço, prestação e sacrifício, apesar de mau remunerados e não reconhecidos, deixo alguns resultados alarmantes e assustadores de um estudo realizado e divulgado no Congresso dos Enfermeiros, pela Profª. Doutora Raquel Varela e outros Professores/Colaboradores do Observatório para as Condições de Vida e Trabalho/Nova FCSH:

  • Enfermeiros mais antigos na profissão e mais velhos sofrem de maior exaustão emocional;
  • Profissionais com maior carga horária têm maiores índices de esgotamento emocional;
  • Enfermeiros (mais de 26%) trabalham em média demasiadas horas por semana com casos extremos acima de 70 horas;
  • A maioria dos Enfermeiros (65%), exercem a sua profissão no sector público e em contexto hospitalar;
  • Têm horário rotativo (57%) e trabalho por turnos (74%), com uma percentagem elevada de trabalho nocturno (60%);
  • Entre muitos indicadores ressalta um, em que um número importante de Enfermeiros (97,2%), não gozam de sete dias seguidos de férias há mais de 350 dias;
  • Muitos destes valores reflectem-se no índice comparável, (inter-classes profissionais) de exaustão emocional de 3,42 pontos, bastante acima do valor de 2 pontos, considerado normal.
  • Uma carga horária excessiva corresponde em média os maiores níveis de esgotamento emocional. Os Enfermeiros que trabalham mais horas têm índices mais preocupantes de burnout.
Perante estes indicadores, resultados e conclusões do presente estudo, é deveras assustador o desgaste físico, emocional e psicológico que os Enfermeiros sofrem.

Este estudo veio trazer ao conhecimento público aquilo que a Ordem dos Enfermeiros suspeitavam e que a Srª. Bastonária vem há muito tempo, dizendo. Há efectivamente necessidade de reavaliar a Carreira de Enfermagem, reconhecer a Profissão de Enfermeiro como uma profissão de risco e desgaste rápido e por isso antecipar a idade da reforma, atribuindo também o subsídio de risco, como acontece em outras profissões e atribuído recentemente.

De promessas políticas e boas intenções, estão já os Enfermeiros cheios. Os Governantes e políticos têm trilhado um caminho da descrença, com discursos e atitudes descredibilizadas e de fundamentalismo, sem (re)conhecer a realidade e com isso, infelizmente, é o comum e pobre Cidadão, que se vê afastado de melhores cuidados de saúde. Aguardemos agora, o que estes “vendedores de promessas” recentes, vão fazer!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.05.18

quinta-feira, 19 de maio de 2022

MENSAGEM MINISTRA DA SAÚDE - DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO

MENSAGEM MINISTRA DA SAÚDE

DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO

Link:

No Dia Internacional do Enfermeiro, a Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, comprometeu-se nesta reposição e valorização da Carreira de Enfermagem, até ao final do presente ano.

Estamos admirados com esta mudança de atitude e vontade de diálogo da Srª. Ministra e do Governo Socialista, que até agora perseguiu os Enfermeiros, insultou-os, não os recebeu em audiência, e retirou pontos da contagem de tempo, “congelou a carreira” e não repôs o que o próprio Governo Socialista de outros tempos retirou! Mas qual será a razão desta mudança tão repentina de atitude? Parece-nos simples! Começam a haver sentenças dos Tribunais, dando razão aos Enfermeiros, sobre a contagem de tempo e os pontos indevidamente retirados. Ora bem, parece-nos que o Governo, perante estas sentenças que não lhe são favoráveis, quer-se antecipar e por isso pretende negociar e atribuir os pontos e normalizar a contagem de tempo. Ao fazê-lo “na secretaria”, cria um facto político, repõe aquilo que a Justiça lhe iria obrigar a fazer, e depois, pode dizer que foi o Governo que decidiu! Usa uma estratégia para os mais distraídos, para tentar ficar bem na “fotografia”.

E a atitude é tão diferente, que até a Srª. Ministra da Saúde dedica uma mensagem no Dia Internacional do Enfermeiro, contrariamente ao que fez no passado, “reconhecendo o papel de relevo dos Enfermeiros na melhoria dos cuidados de saúde que o SNS presta às populações”. Reconhece que os Enfermeiros são uma “peça fundamental de uma resposta maior, o nosso SNS”. Assume a “criação de pontes”, a reposição dos pontos perdidos e afirma que está “comprometida com os Enfermeiros em particular”!

Ao longo da sua mensagem dedica palavras de reconhecimento, do sacrifício pessoal e dedicação que os Enfermeiros deram ao SNS. No passado nem pronunciava a palavra “Enfermeiro(s)”! Que estranho este reconhecimento! Que mudança de estratégia e de atitude! Quando a esmola é grande, o pobre desconfia. O que aí virá?

De promessas políticas e boas intenções, estão já os Enfermeiros cheios. Os Governantes e políticos têm trilhado um caminho da descrença, com discursos e atitudes descredibilizadas e do fundamentalismo, sem (re)conhecer a realidade e com isso, infelizmente, é o comum e pobre Cidadão, que se vê afastado de melhores cuidados de saúde. Aguardemos agora, o que estes “vendedores de promessas” recentes vão fazer!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.05.19

quinta-feira, 12 de maio de 2022

EU, NA PRAÇA DA ALEGRIA NO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO

EU, NA PRAÇA DA ALEGRIA NO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO 

Link:

https://fb.watch/cZMxBu_jK5/

https://fb.watch/cZMmYdYp7S/

Hoje, no Dia Internacional do Enfermeiro, estive na RTP-1, no programa Praça da Alegria, a representar os Enfermeiros e a deixar o meu testemunho, de quem se infectou na prestação de cuidados e esteve internado em Cuidados Intensivos, onde quase morri.

Uma palavra de gratidão a tofos que cuidaram e trataram de mim, particularmente aos Enfermeiros, e a Todos os Colegas e Amigos.

Um obrigado sempre especial e muito presente à minha Esposa, Filhos, Pais e Irmão e Toda, Toda a minha Família. 

Gratidão!







Humberto Domingues 

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.05.12

segunda-feira, 9 de maio de 2022

O QUE A SARS-COV-2 E A COVID-19 ME FIZERAM - IV

Em virtude de vários acontecimentos e vários pedidos, republico de forma sequencial, os meus artigos/crónicas descritivas, já publicadas,
sobre a minha vivência e experiência com o SARS-COV 2.

O QUE O SARS-COV-2 E A COVID-19 ME FIZERAM! - IV


Finalização do artigo publicado em 11, 25.Set e 9.Out.

Caros Leitores, continuo hoje a escrever para falar de mim. Uma experiência vivida na primeira pessoa-Eu! No exercício de funções fui infectado com o “vírus SARS-CoV-2”, tal como tantos outros Profissionais de Saúde, quer em Portugal, quer no Mundo.

Após a alta hospitalar, no aconchego do lar, o carinho, o afago da esposa, dos filhos e dos meus pais e todos os familiares, nunca faltou. Permanecem na memória várias imagens: Os meus Pais e a minha Esposa, vivendo à distância momentos dolorosos. Apesar da distância física que nos separava, os poucos momentos que foram permitidos à minha Esposa estar fisicamente ao meu lado na cama dos Cuidados Intensivos, foram de num miminho extremo, com aquele doce olhar que poderia ter sido o último, na despedida… até à eternidade... Estes momentos de afago e carinho, quase sem palavras… foram muito bons… mas ao mesmo tempo dolorosos. Com toda a certeza, esta presença, contribuiu para me fazer agarrar à vida.

Ver os meus Pais, estar com os meus Pais com a distância necessária e preventiva e, não os poder abraçar…. As saudades apenas foram saciadas com o olhar, com a voz e a presença ao portão da casa.

Ver os meus Filhos com todo o semblante de tristeza, limitados todos nós na expressão de afecto familiar e privados de abraços, convívio e refeições conjuntas, etc… era tudo muito estranho. Até porque no nosso lar, a minha Esposa (também Profissional de Saúde) estava isolada e em confinamento, por estar infectada. O carinho e amor dos Filhos tiveram uma expressão máxima, porque eram eles que cozinhavam, me ajudavam a tomar banho, faziam a lide e a gestão da casa, devido às limitações, nosso isolamento e incapacidade física para o fazer. O contacto tão desejado com o meu Irmão, Cunhados, Sogros e Sobrinhos resumia-se ao contacto telefónico e pelas novas tecnologias de comunicação.

Tudo muito cruel e distante!

Coisas que hoje voltaram a ter um valor incalculável: Voltar a sentir a partilha e o convívio com a Esposa, o abraço dos Pais, dos Filhos e outros Familiares. Voltar a entrar em casa. Voltar a ver o mar. Voltar a sentir, “saborear” o cheiro do meu quotidiano… Começar a cruzar com os Amigos e conhecidos… Um mundo infindável de coisas!

Depois, dia-a-dia, havia que se trabalhar a recuperação. Comecei logo com fisioterapia e cinesiterapia, que ainda permanece, com várias sessões semanais, o que tem ajudado na recuperação funcional dos pulmões e nas saturações de oxigénio. E ao longo destes já 8 meses, havia que subir degrau a degrau, de um calvário que parece interminável, mas que tem que se enfrentar.

A doença COVID-19 não afecta só os pulmões desencadeando pneumonia. A doença COVID-19 é muito mais “agressiva” e deixa limitações e sequelas, e provavelmente algumas que ainda não conhecemos, que só o tempo e a investigação nos vão desvendar. Outras, infelizmente, já conhecemos e sentimos: Dores músculo-esqueléticas, perturbações psicológicas, neurológicas e psiquiátricas, etc… O doente COVD-19 , na sua fase de recuperação não é só um doente das especialidades de pneumologia e fisiatria, mas sim, de outras especialidades. Foi o padrão do sono que se alterou, e que ainda hoje não está regularizado, e por isso dificulta a vida diária, a concentração e a energia necessária a um sadio dia. O humor, o raciocínio, a memória e a capacidade e velocidade de correlacionar o raciocínio com o verbal, na rapidez e elasticidade que o cérebro possuía. A fadiga permanente!

Hoje já se fala na questão do doente “long covid”. E isso é uma realidade. Não se pode olhar só para este doente na perspectiva e especialidade da pneumologia, mas sim, numa visão holística do doente/paciente. Este doente/paciente vai apresentar queixas e disfunções orgânicas por muito tempo. A Medicina Familiar tem um papel importante e insubstituível no acompanhamento destes doentes. Precisa e continuará a precisar dos cuidados de várias especialidades médicas. Aguardemos os estudos que se estão a fazer e toda a evolução desta doença, com a implicação das novas variantes e a atenuação das complicações graças às vacinas (devo dizer que eu, no início, estava muito cético à vacinação), mas também ao comportamento preventivo de cada um.

Entre outras queixas, sabemos que os doentes que sofreram doença Covid-19, referem:

· Cansaço;

· Dispneia acentuada em caminhar em pisos com declive ou subida de escadas;

· Dispneia ao esforço (pegar em pesos, actividades repetidas);

· Dores articulares e musculares;

· Enjoo e náuseas;

· Perda de visão, que entretanto se vai recuperando alguma coisa;

· Perda de acuidade auditiva;

· Queda acentuada de cabelo;

· Aumento do intervalo interdentário;

· Dificuldade de concentração;

· Raciocínio lento e lenta transição do raciocínio para a oralidade e escrita;

· Etc.

Palavras de gratidão, devo-as a tantos Profissionais de Saúde. A todos os serviços da ULSAM por onde passei, à Medicina do Trabalho que me acompanha mensalmente, com uma simpatia e disponibilidade permanente e sem regatear esforços no pedido de colaboração, consultas e exames de outras especialidades médicas, para a minha recuperação ser plena. Ao Médico e Enfermeiro de Família pelo apoio e disponibilidade sempre presente e manifestada. À terapeuta que ao longo destes já longos meses de recuperação, me tem ajudado com fisioterapia e cinesiterapia nas várias sessões semanais. Têm sido de uma ajuda imprescindível.

Palavras de gratidão também, aos meus Colegas da Unidade e do meu Serviço (todas as Classes Profissionais), que inúmeras vezes, logo após a alta hospitalar, passaram no meu domicílio para se disponibilizarem a tratar-me e a ajudar no que fizesse falta. Nos inúmeros telefonemas que me dedicaram, para saber do meu estado e incentivar na recuperação. Uma preocupação constante!

Às pessoas amigas que ainda hoje, pelas diversas formas, se preocupam com o meu estado de saúde, o meu obrigado.

Numa outra perspectiva, apesar de Profissional de Saúde, mas agora como cidadão doente/utente/paciente, o que vi e vivi? Já numa fase mais recuperada, vi, nesta “minha” ULSAM, Profissionais de Saúde dedicados, esgotados, cansados e com um saber científico, imenso. Uma dedicação extrema aos doentes, conforme o seu estado de saúde/doença. Os serviços superlotados. Uma pressão imensa. A rotura dos serviços era iminente! Mas a dedicação e o profissionalismo era o mesmo.

Temos efectivamente um Serviço Nacional de Saúde vivo, com capacidade de resposta, mas que precisa de ser “acarinhado”, valorizado, potenciado, financiado e reconhecido. E os seus Profissionais, também, não com palmas, mas com valorização remuneratória e de carreiras! Tudo isto leva também a perguntar: Se não tivéssemos um SNS como o que temos, como tinha sido a capacidade de resposta e a capacidade de vacinação que se verificaram?

Um imenso sentimento de gratidão a Todos.

Fim.

Humberto Domingues
Enf. Especialista Saúde Comunitária
2021.10.21

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