quarta-feira, 17 de maio de 2023

DIAMANTE DE 50 ANOS NA VANGUARDA DO ENSINO DA ENFERMAGEM

DIAMANTE DE 50 ANOS NA VANGUARDA DO ENSINO DA ENFERMAGEM


A Escola Superior de Saúde, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (anteriormente chamada de Escola Superior de Enfermagem ou Escola de Enfermagem de Viana do Castelo) comemorou 50 anos, no passado dia 16 de Março/2023, numa cerimónia pública recheada de lembranças, recordações, emoções e surpresas, onde não faltaram as palmas, os risos, a alegria, as lágrimas e a união em torno desta Instituição.


Foram 50 anos na vanguarda do ensino da Enfermagem, onde tantos bons Enfermeiros aprenderam a promover a Saúde e a cuidar do Cidadão doente e do próximo. Tantos Jovens se fizeram excelentes Enfermeiros, assumiram inúmeros papeis e desafios, foram e são líderes, rasgaram fronteiras, trabalharam e viajaram pelo mundo, deixando o nome da Sua Escola e de Viana do Castelo registado no mais nobre livro de memórias e de histórias – A memória e a gratidão das Pessoas!


Foi pelo Decreto nº. 243/73 de 16 de Maio, que foi criada a Escola de Enfermagem de Viana do Castelo, tendo como Vogal da Comissão Instaladora a Enfª. Maria Adelina Bandeira Correia, sendo Directora desta Escola durante vinte e sete anos. Ainda hoje é uma referência da Enfermagem. Em Janeiro de 1974, num edifício do início do sec.XX, de linhas arquitetónicas imponentes com características solarengas que ainda hoje existe, na Av. Conde da Carreira, recebeu os primeiros alunos. Nestes longos e lindos 50 anos, teve a Escola cinco Directores, que, com as suas Equipas enobreceram o caminho cheio de obstáculos, sinuoso, cheio de dificuldades, mas também de muitas conquistas, vitórias e essencialmente, o reconhecimento da Academia como símbolo mais alto do saber, das Instituições, das entidades públicas e poder político, civil e religioso, dos Enfermeiros e dos Cidadãos. Foram estes cinco Directores: Enfª. Adelina Bandeira Correia, Enfª. Ermelinda Ribeiro Jaques, Enf. Carlos Louzada Subtil, Enfª. Mara Rocha e Enfª. Aurora Pereira, os “obreiros”, os “artífices”, os “ourives”, os “sonhadores”, os Gestores e Líderes que lapidaram este diamante e o trouxeram até ao dia de hoje, numa cerimónia comemorativa que teve como lema “50 anos… Uma História feita de futuro…”, tendo lugar uma sessão solene com uma conferência alusiva “A formação de Enfermeiros e a identidade profissional” e a apresentação de um livro comemorativo do 50º. Aniversário da Escola, com o título muito sugestivo “50 anos de trajectos e projectos”, recheado de história, de imagens, de texto e testemunhos, que comovem e emocionam o leitor mais insensível. Que bela obra! Que dimensão Social! Nesta cerimónia teve lugar a protocolar sessão de abertura com a presença de muitas autoridades, individualidades, convidados, profissionais, antigos e actuais professores, funcionários e alunos. Houve lugar a uma visita guiada a uma exposição e o respectivo bolo de aniversário.


Voltando às memórias e testemunhos deixados em vídeo e textos, disseram, que não era fácil, mas era bom, ser-se aluno da/na Escola de Enfermagem, pelo rigor, pela exigência e pelo conhecimento científico que nos era transmitido e exigido. Como alunos, sentiamos nos estágios fora de Viana do Castelo e nas visitas de estudo, uma deferência connosco, pelo facto de sermos alunos da Escola de Enfermagem desta Cidade. O distrito de Viana do Castelo possui uma Escola de referência no Ensino da Enfermagem e de responsabilidade social, também.


A Escola contava, tal como hoje, com Professores carismáticos, de um conhecimento científico enorme e de uma envergadura de humanismo, única. Uma Escola que fazia questão de ter e convidar bons Professores externos para lecionar as várias partes das matérias, mas também, preletores nacionais para seminários, reuniões científicas ou aulas semanais, muitas vezes aos sábados. Os desafios eram grandes, as alterações curriculares e estruturais dos cursos tinham que acompanhar a legislação e as normas europeias, mas a Escola de Enfermagem estava sempre lá, na primeira linha da inovação, da responsabilização na formação de bons Enfermeiros. E aqui mais uma vez a Escola de Viana era uma referência.

Nos tempos idos, nunca havia dificuldade de colocação para os Enfermeiros recém formados da Escola de Viana. E quando se era selecionado e admitido nas diferentes especialidades de Enfermagem lecionadas na “nossa” Escola, era já outro patamar de visibilidade, de responsabilidade e de valor curricular acrescido.

Da vida desta Escola contam também inúmeros intercâmbios e projectos internacionais de investigação e de mobilidade de Professores e Alunos, desde os Estados Unidos à Europa. Tem actualmente na investigação, uma moderna produção de conhecimento.

Uma outra dimensão da Escola de Enfermagem era/é, a de perceber capacidades e dimensões, visionar oportunidades e projetos, acolher desafios e realizá-los, sem nunca perder os pontos cardeais da sua localização, da sua importância e magnitude, mas também, não perder de vista e a posição, sempre, da/na linha da frente.

Há valores, recordações e memórias, que não são alienáveis. São muitos destes valores que a Instituição Escola de Enfermagem de Viana do Castelo (hoje Escola Superior de Saúde) nos ofereceu e fez guardar, uns partilhados, outros só nossos!

É esta Instituição, esta Escola, um diamante com 50 anos e com muitos quilates de valor, porque teve, sempre, docentes e não docentes que souberam lapidar com carinho, sabedoria e conhecimento, esmero e orgulho, este baluarte do Ensino de Enfermagem em Viana do Castelo e no país!

Parabéns, Escola Superior de Enfermagem/Saúde de Viana do Castelo!

Parabéns a Todos que souberam, com galhardia, honrar e perdurar no tempo, esta nobre Instituição!

Humberto Domingues
Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária
2023.05.17

UM FOTOGRAMA NUMA LONGA METRAGEM DE 50 ANOS!

UM FOTOGRAMA NUMA LONGA METRAGEM DE 50 ANOS!

O texto que a seguir se transcreve, é o meu testemunho, que consta no livro apresentado na comemoração do 50º. aniversário da Escola Superior de Saúde, no dia 16 de Maio de 2023.

 UM FOTOGRAMA NUMA LONGA METRAGEM DE 50 ANOS!

Fazer parte com este “fotograma” num filme de comemoração dos 50 anos da Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo, onde tantos Professores, Individualidades e Ex-Alunos de percursos brilhantes, que compõem este ilustre elenco, é para mim uma honra enorme. Ter sido aluno, formar-me aqui, guardar tão gratas recordações e ainda hoje, sentir-me “da casa”, é algo muito único, muito especial, que me orgulha e ao mesmo tempo me permite manifestar a minha gratidão por esta excecionalidade.

A minha formação académica no Curso Superior de Enfermagem, divide-se em 2 trajetos: O Curso Base no antigo edifício de linhas arquitetónicas imponentes com características solarengas, na Avenida Conde da Carreira, próximo dos “Paços do Concelho”. E depois, na Especialidade em Saúde Comunitária, no novo edifício (atual), com instalações condignas. Foram 5 anos e meio de muito estudo, sacrifícios, responsabilidade, mas também de prazer, convívio e solidariedade. Não era fácil, mas era bom, ser-se aluno da/na Escola de Enfermagem, pelo rigor, pela exigência e pelo conhecimento científico que nos era transmitido e exigido. Como aluno, senti nos estágios fora de Viana do Castelo e nas visitas de estudo, uma deferência connosco, pelo facto de sermos alunos da Escola Superior de Enfermagem desta Cidade. O distrito de Viana do Castelo possui uma Escola de referência no Ensino da Enfermagem e de responsabilidade social, também.

A Escola contava no meu tempo, tal como hoje, com Professores carismáticos, de um conhecimento científico enorme e de uma envergadura de humanismo, única. Uma Escola que fazia questão de ter e convidar bons Professores externos para lecionar as várias partes das matérias, mas também, preletores nacionais para seminários, reuniões científicas ou aulas semanais, muitas vezes aos sábados.

Os desafios eram grandes, as alterações curriculares e estruturais dos cursos tinham que acompanhar a legislação e as normas europeias, mas a Escola de Enfermagem estava sempre lá, na primeira linha da inovação, da responsabilização na formação de bons Enfermeiros que rasgaram e enfrentaram novas fronteiras e novos mundos. E aqui mais uma vez a Escola de Viana era uma referência.

Nos tempos idos, nunca havia dificuldade de colocação para os Enfermeiros recém formados da Escola de Viana. E quando se era selecionado e admitido nas diferentes especialidades de Enfermagem lecionadas na “nossa” Escola, era já outro patamar de visibilidade, de responsabilidade e de valor curricular acrescido.

Tive essa sorte de ter sido selecionado, frequentado e formado Especialista em Saúde Comunitária, aqui, e por isso perceber o quanto era importante ser aluno e formado nesta Escola. Especialidade, esta, que me daria a oportunidade de rumar aos Estados Unidos, para um estágio de 3 meses, na University of Texas, Health Sciences Center at San Antonio-School of Nursing, num projecto Europeu e Americano – EU/USA International Community Health NetWorking Project, com o Congresso final na Finlândia-Mikkeli Politechic, Savonlinna School of Health Care, onde apresentamos um poster.

Ter representado a Enfermagem Comunitária e a Escola Superior de Enfermagem de VC em tão grande desafio e realização, foi um momento único, enorme. Deixar assinado no “Livro de Honra” da Câmara Municipal de San António do Texas, nesta qualidade, foi também uma honra e um orgulho.

E esta era/é a outra dimensão da Escola Superior de Enfermagem de VC: Perceber capacidades e dimensões, visionar oportunidades e projetos, acolher desafios e realizá-los, sem nunca perder os pontos cardeais da sua localização, da sua importância e magnitude, mas também, não perder de vista e a posição, sempre da linha da frente.

Há valores, recordações e memórias, que não são alienáveis. São muitos destes valores que a Instituição Escola Superior de Enfermagem de Viana do Castelo (hoje Escola Superior de Saúde) me ofereceu e me fez guardar, uns partilhados, outros só meus. E a Instituição Escola é um diamante com 50 anos e com muitos quilates de valor, porque teve, sempre, docentes e não docentes que souberam lapidar com carinho, sabedoria e conhecimento, esmero e orgulho, este baluarte do Ensino de Enfermagem em Viana do Castelo!

Parabéns, Escola Superior de Enfermagem/Saúde de Viana do Castelo!

Parabéns a Todos que souberam, com galhardia, honrar e perdurar no tempo, esta nobre Instituição!

 

Humberto Domingues

Ex-Aluno

Enfermeiro Especialista em Saúde Comunitária

segunda-feira, 8 de maio de 2023

CONVENÇAO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS

 CONVENÇAO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS


Nos próximos dias 10 e 11 de Maio, na Figueira da Foz, os Enfermeiros vão reunir-se na IIª. Convenção Internacional dos Enfermeiros, promovida pela Ordem dos Enfermeiros, cujo tema de fundo é, “O Futuro e a Saúde”.



É uma feliz escolha este lema “O Futuro e a Saúde”, porque vai muito para além da actuação, das limitações e dos problemas que hoje se vivem na Saúde e, particularmente pelos Enfermeiros, servidores diários e permanentes na prestação de cuidados de saúde ao Cidadão, à Família, a Grupos e à Comunidade.

Esta é também uma data feliz, uma vez que, a 12 de Maio se assinala e comemora o “Dia Internacional do Enfermeiro”.

O programa é soberbo, interessante e muito rico, uma vez que se propõe a uma profunda reflexão e partilha que vai desde a “Cobertura Universal em Saúde, a: Desafios em Enfermagem, Liderança estratégica na política e na saúde, Inteligência Artificial e novas tecnologias, valor económico da Enfermagem e Planeamento estratégico em Saúde”, entre outros grandes temas. Mas acima de tudo, é a necessária reflexão, profunda, que exige medidas imediatas sobre a valorização dos Recursos Humanos. Aqui, estarão sempre, os Enfermeiros.

Link Programa completo:

https://www.convencaointernacionalenfermeiros.com/programa/programa-completo

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.05.08

sábado, 6 de maio de 2023

ENFERMEIROS REUNEM-SE EM CONVENÇÃO INTERNACIONAL

ENFERMEIROS REUNEM-SE EM CONVENÇÃO INTERNACIONAL



Nos próximos dias 10 e 11 de Maio, na Figueira da Foz, os Enfermeiros vão reunir-se na IIª. Convenção Internacional dos Enfermeiros, promovida pela Ordem dos Enfermeiros, cujo tema de fundo é, “O Futuro e a Saúde”.


É uma feliz escolha este lema “O Futuro e a Saúde”, porque vai muito para além da actuação, das limitações e dos problemas que hoje se vivem na Saúde e, particularmente pelos Enfermeiros, servidores diários e permanentes na prestação de cuidados de saúde ao Cidadão, à Família, a Grupos e à Comunidade.



Esta é também uma data feliz, uma vez que, a 12 de Maio se assinala e comemora o “Dia Internacional do Enfermeiro”.

O programa é soberbo, interessante e muito rico, uma vez que se propõe a uma profunda reflexão e partilha que vai desde a “Cobertura Universal em Saúde, a: Desafios em Enfermagem, Liderança estratégica na política e na saúde, Inteligência Artificial e novas tecnologias, valor económico da Enfermagem e Planeamento estratégico em Saúde”, entre outros grandes temas. Mas acima de tudo, é a necessária reflexão, profunda, que exige medidas imediatas sobre a valorização dos Recursos Humanos. Aqui, estarão sempre, os Enfermeiros.

Com a “Pandemia”, tivemos um exemplo claro, que apesar da alta tecnologia, da química dos medicamentos e vacinas, sem Recursos Humanos, nada era possível.

Podemos evoluir muito para as tecnologias, para os robôs fazerem cirurgias, para a “Inteligência Artificial” dar respostas às inúmeras perguntas, projectos e documentos, mas nada será jamais comparável, aos momentos em que o Enfermeiro se acerca de um doente e lhe segura nas mãos transmitindo-lhe presença, segurança, afecto e momento de escuta às suas dúvidas e inquietações. Às confissões, desabafos e mensagens do último minuto de vida. Ao momento em que o Enfermeiro traz ao mundo e o recebe nos braços, o bébé que acaba de nascer e o coloca no peito da Mãe, ou o deixa no colo do Pai. Nos momentos difíceis, quando tem que olhar nos olhos dos Familiares, ou usa o telefone, para comunicar um óbito! Por muito que a tecnologia possa ser apurada, faltará sempre o calor do toque, do afecto. do humanismo e das emoções. Mas os Enfermeiros estarão lá, sempre!

Discutir remunerações e carreiras dos Profissionais de Saúde, é necessário, urgente e incontornável!

Os Enfermeiros trabalham a todo momento com Pessoas que, na sua maioria, estão doentes, estão em sofrimento, têm imensas dores, muitas delas até, em final do seu ciclo vital. Todo este trabalho, anos após anos, provoca desgaste físico, psíquico e emocional, acelerado. Esta realidade não pode ser ignorada. Por isso, a revisão de carreiras e remunerações, é urgente. A classificação da Profissão de Enfermagem, como de desgaste rápido, é uma necessidade e de elementar justiça, que se atribua.

Cabe aqui lembrar que, em 2020 proposto pela OMS, comemorou-se o “Ano Internacional do Enfermeiro”. Por ironia do destino, foram os Enfermeiros que mais sofreram, precisamente com a “Pandemia”, que nos assolou nos anos seguintes. Foram os Enfermeiros – e também os outros Profissionais – que estiveram na primeira linha na luta contra o Sars-Cov-2, pagando até, alguns Enfermeiros, com a própria vida, ou ficando com sequelas até hoje. Foi bem marcante e visível a entrega, o altruísmo, o espírito de missão e o profissionalismo, que os Enfermeiros dedicaram a esta causa e combate. Infelizmente, o reconhecimento que foi feito pelo Governo, para a resolução de velhos problemas, foi nulo. Não faltaram palmas às janelas, mas estas não pagam contas nem restabelecem injustiças de há muitos anos. O Governo Socialista é assim. Destruiu a “Carreira de Enfermagem”, perseguiu e caluniou os Enfermeiros, num enxovalho sem precedentes. Não esquecemos!

A necessidade de recentrar a discussão do SNS relativamente aos RH, ao financiamento, à exclusividade dos seus Profissionais, à revisão de carreiras e ao tipo de gestão que deva ser aplicada aos hospitais, aos Cuidados de Saúde Primários e a filosofia das “Unidades Locais de Saúde”, são uma necessidade urgente e do presente. Os Cidadãos, pagadores de altos impostos, que muitos revertem para os orçamentos da Saúde, merecem melhores cuidados, menor tempo de espera por consultas ou cirurgias das diferentes especialidades. Mas também, estes mesmos Cidadãos contribuintes, devem ser mais exigentes, mais informados e reivindicativos. Isto para dizer também que não pode ser tolerada a falta de educação, nem a violência sobre os Profissionais de Saúde. Isso jamais!

Assim, parece-nos que estão reunidas boas condições de reflexão, de partilha e comunicação, nesta Convenção, com painéis e palestrantes de renome, alguns até, ex-governantes. Assim, o Sr. Ministro da Saúde e o Governo, queiram ouvir!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.05.02


sexta-feira, 28 de abril de 2023

50 ANOS DA ESCOLA SUPERIOR SAÚDE DE VIANA DO CASTELO

50 ANOS DA ESCOLA SUPERIOR SAÚDE DE VIANA DO CASTELO


No próximo dia 16 de Maio de 2023, a Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo, antigamente denominada de Escola Superior de Enfermagem, e mais atrás do tempo de Escola de Enfermagem, comemora 50 anos de existência, na vanguarda do ensino de Enfermagem.

50 anos de história, repletos de sucesso e de ambições, onde o tema para estas comemorações foi, "Uma História feita de futuro..." Que LINDO!

Agradeço o convite! Farei questão de estar presente!

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2023.04.28

segunda-feira, 24 de abril de 2023

POSTAL 25 ANOS ORDEM DOS ENFERMEIROS

 POSTAL 25 ANOS ORDEM DOS ENFERMEIROS

25 anos de muita dedicação!




Fui um, dos muitos Enfermeiros Portugueses, que recebi o postal comemorativo e que assinala o 25º. Aniversário - 1998-2023 - da Ordem dos Enfermeiros. Efectivamente foram 25 anos de muito dedicação, tal como foram os anteriores e os que se vão suceder!

Um gesto simples, mas muito simpático, que não deixa esquecer esta data, nem os Enfermeiros.

Muito obrigado Srª. Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco e Ordem dos Enfermeiros

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.04.24

terça-feira, 18 de abril de 2023

DL 26-A/2023 DECRETANDO O USO OBRIGATÓRIO DE MÁSCARA

DECRETO-LEI Nº. 26-A/2023 DE 17 DE ABRIL
DECRETANDO O USO OBRIGATÓRIO DE MÁSCARA

Decreto-Lei da Presidência do Conselho de Ministros, decretando o fim do uso obrigatório da máscara, decorrente da Pandemia


Link do Diário da República:

https://dre.pt/dre/detalhe/decreto-lei/26-a-2023-211928286


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.04.18

quinta-feira, 13 de abril de 2023

A TAP QUE (N)OS DESTAPA

A TAP QUE (N)OS DESTAPA


É com um sentimento de tristeza e com um asco e repúdio que vejo toda esta triste novela, mas real, da TAP. A TAP que se desTAPa na falta de credibilidade e seriedade. Na alta política é assim que se trabalha? E vejo com preocupação, esta distração em torno da TAP, para outros problemas mais profundos, na Justiça, na Educação e na Saúde.


Uma companhia aérea de bandeira, com milhões, atrás de milhões, de prejuízo. Uma gestão/gestões sucessivas de dinheiros públicos mal-parados. Com o contribuinte todos os anos, através do Orçamento de Estado, a injectar milhões de euros e em contrapartida, indemnizações chorudas, aos seus gestores quando abandonam a TAP. Até lá, cheios de direitos e mordomias.

Estes dias com a “Comissão Parlamentar de Inquérito-CPI”, tem-se visto e ouvido coisas muito estranhas, abuso de poder, intervenções politizadas na gestão, etc. Coisas de arrepiar qualquer Cidadão sério, que faz um esforço tremendo para pagar a tempo e horas os altíssimos impostos que recaem sobre si e, outro esforço para gerir a sua vida, casa e Família, do que sobra dos seus magros salários.

Pelo que temos visto, ouvido e sabido, está-se a desTAPar o buraco sem fundo. DesTAP-se o “conluio” os acordos e as mentiras e jogadas de bastidores e de gabinetes num tráfico de influências nunca visto, no mundo da política e dos negócios. DesTAPa-se o desaparecimento dos 3,2 mil milhões de euros e muitos mais, que se injectaram na TAP. DesTAPa-se a pouca vergonha, a falta de lisura e a responsabilidade na gestão dos bens públicos. DesTAPa-se a falta de seriedade na preparação de perguntas e respostas, promovida pelos Deputados do PS, para no dia seguinte serem colocadas à CEO, com a conivência desta e dos governantes! DesTAPa-se a luta dentro do PS. DesTAPa-se toda esta vergonhosa gestão perante a Europa e o Mundo. DesTAPa-se a nova forma de fazer política do “não sei, não conhecia, não tinha conhecimento, não me foi comunicado”, quando na verdade, foi!

DesTAPa-se a falta de firmeza, de capacidade de gestão e de autoridade do Dr. António Costa, dentro do seu Governo. Penso que o Sr. Presidente da República está a gerir a sua agenda e a desgastar o Dr. António Costa com todos estes casos e a fazê-lo beber do seu próprio veneno!

Mais se desTAPa a falta de formação, de formalismo, de competência do ex-Secretário de Estado e de outros. DesTAPa-se a “massa de farinha amparo” de que são feitos os políticos de hoje, sem experiência de trabalho e sem curriculum, apenas carreirismos nas “jotas”. Isto hoje está assim, uma promiscuidade, uma falta de estatura política para representar o Governo e as Instituições Públicas. Uma falta de formalismo e de etiqueta, que a isso se é obrigado. É tudo nosso (deles, claro), num “tu cá, tu lá”! Não há respeito pelas instituições, pelas obrigações públicas, pelo POVO.

Mas que todos estes casos que a TAP está a desTAPar, não sirva para distrações e prescrições, no que diz respeito à Justiça, e ao processo de Sócrates, do BES, etc!

Citando Camões:
“O fraco rei faz fraca a forte gente.”

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.04.13

sexta-feira, 7 de abril de 2023

A IMPORTÂNCIA DAS UCC NOS CSP

A IMPORTÂNCIA DAS UCC NOS CSP


Aprendemos nos cursos de saúde, nos bancos das universidades e escolas superiores, que os Cuidados de Saúde Primários (CSP) são a porta de entrada do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Nada mais certo! Mas este princípio está pervertido pela falta de resposta nos CSP e pelo recurso aos “serviços de urgência”.



Há muitos anos já, que os CSP carecem de uma reforma/reorganização a sério e profunda, de forma que valorize os seus recursos, potencialidades e essencialmente, os seus Profissionais, das diferentes classes. A modernização e apetrechamento adequado dos CSP são uma necessidade e uma emergência, dentro do SNS. Muitas das suas unidades funcionais têm condições para responder a todas as necessidades nos diferentes estadios, do ciclo vital do Homem.


Entre os grandes desígnios do SNS, estão a promoção da saúde e a prevenção da doença. A doença hoje tem outras dimensões, causando também muita dor e sofrimento prolongado, a que é preciso dar resposta com todas as armas que temos ao dispor e ao nosso alcance: profissionais altamente qualificados, conhecimento científico, técnicas muito evoluídas e medicamentos/química de última geração.

Com a “reforma” anterior dos CSP foram criadas as Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), com um plano de acção definido num plano de actividades onde a prestação de cuidados de saúde são de forma personalizada, domiciliária e comunitária. Este compromisso assistencial das UCC, foram e são uma mais-valia, na resposta dos CSP ao Cidadão utente, à Família e à Comunidade, numa carteira de serviços elaborada e contratualizada, tendo presente o “Plano Nacional de Saúde” e também o plano de acção do Agrupamento de Centros de Saúde ou ULS onde está inserida e o próprio “Plano Local de Saúde”.

A relevância das UCC tem maior importância na resposta às necessidades de saúde, por conter na sua organização a “Equipa de Cuidados Continuados Integrados (ECCI) decorrente da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), onde são prestados cuidados de saúde curativa, reabilitadora e de acções e acompanhamento paliativas. Numa outra dimensão, as UCC são os “intérpretes e os actores perfeitos” em representação da Saúde e nas parcerias que se desenvolvem na Comunidade/terreno, em inúmeros vectores de orientação, como é no caso: Rede Social Local/Municipal (CLAS); Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ); Núcleo Local de Inserção (NLI/RSI); Equipa Local de Intervenção (ELI); Protocolos com as Câmara Municipais no âmbito dos pelouros da Saúde e Acção Social, Juntas de Freguesia e Agrupamentos de Escolas e Escolas Profissionais, através da Saúde Escolar. Começa também a ganhar relevo a intervenção a nível da intervenção da Saúde Mental e Psiquiatria, entre muitos projectos e parcerias.

Sendo já as UCC protagonistas de um amplo, vasto e profundo trabalho na Comunidade, são também excelentes campos de estágio e formação, quer básica, quer de especialização, para os novos Profissionais, decorrente da Equipa Multiprofissional, que as compõem, o que se torna numa mais-valia e no “sentir” de múltiplas experiências no processo formativo que todos os dias surgem, que vão desde a gestão, aos cuidados de saúde prestados.

Perante esta realidade, no IV Congresso da Associação de Unidade de Cuidados na Comunidade( AUCC), que decorreu a 30 e 31 de Março na Figueira-da-Foz, foram divulgadas e partilhadas informações importantes, quer do número de UCC existentes, num maior número no Norte na ordem dos 45%, aos deficits de recursos humanos, nomeadamente Enfermeiros, para uma resposta capaz às reais necessidades de cuidados de saúde a prestar. Há carência de viaturas e de motoristas para a realização do serviço domiciliário, fracas condições das instalações para o atendimento dos utentes, equipamento informático em falta e algum dele obsoleto ou de fraca qualidade, falta de telemóveis para comunicação do terreno para as unidades e utentes, muitas vezes em situações geográficas dispersas e distantes das unidades, tendo que se utilizar/recorrer aos telemóveis pessoais, para estes contactos. Estas são algumas, das múltiplas carências e questões levantadas no Congresso e registadas no estudo efectuado.

No plano jurídico, há uma boa notícia, onde a AUCC divulgou a realização de uma reunião com a Direcção Executiva do SNS, onde entregou uma proposta de Decreto-Lei, considerando a transição do Despacho 10143/2009 para Decreto-Lei, por forma a robustecer o modelo organizativo e jurídico das UCC. A outra questão de fundo, é a urgente e necessária revisão da “Portaria 212/2017” de forma a possibilitar os incentivos institucionais e remuneratórios, passando a contemplar não só as USF e UCSP, mas agora também, as UCC.

Esperamos todos que, com as verbas do PRR na ordem dos 1,3 mil milhões de euros para o SNS, esse investimento seja efectivo no incentivo e na criação e ampliação de melhores condições e mais recursos humanos para as UCC/ECCI. Estamos certos da importância dos CSP e nestes, as UCC com os seus recursos humanos especializados, na rentabilização das respostas à Comunidade e na real importância das UCC no cumprimento da missão e dos desígnios do SNS.

Apesar do vasto trabalho no terreno e na Comunidade, envolvendo complexidade, vulnerabilidade e risco, as UCC têm dado e continuarão a dar resposta com qualidade, assim os investimentos, as prioridades e a responsabilidade política de quem decide, permita a potencialização de todo um vasto conhecimento científico e capacidade instalada das UCC, que vai desde a prevenção, aos cuidados de saúde para a cura reinserção/reabilitação e paliativos. Assim o poder político queira, permita e conheça, porque os Profissionais de Saúde estão disponíveis, sempre, para os desígnios do SNS.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.04.05

quarta-feira, 22 de março de 2023

AS VACAS NÃO VOAM E NAVIOS SEM MOTORES NÃO NAVEGAM!

AS VACAS NÃO VOAM E NAVIOS SEM MOTORES NÃO NAVEGAM!


O actual Governo e o Dr. António Costa têm sido muito generosos com os Cidadãos Portugueses. A generosidade vai desde a oferta de vacas voadoras a barcos sem baterias e sem motores. Mas as ofertas vão em maior número noutras dimensões: carga fiscal altíssima, falta de resposta às necessidades de saúde, do SNS e dos seus Profissionais, a calamidade e descontentamento na Educação, os atrasos, custos e insatisfação na Justiça, os problemas na Defesa e particularmente na Marinha, com barcos inoperacionais.

O desinvestimento nos vários sectores da Administração Pública, na Defesa, as enormes cativações do Orçamento de Estado e a intervenção demasiada do Estado, tem levado ao desmantelamento de serviços essenciais. A compra de comboios da sucata espanhola, o NRP Mondego vindo da Dinamarca, o desbaratar de dinheiros públicos na CP e na TAP e a renacionalização da TAP, com o “queimar de 3,2 mil milhões de euros. É esta a gestão desastrosa deste Governo!


Na saúde, apesar da mudança de Ministro, os problemas permanecem ao nível do encerramento de algumas especialidades e falta de resposta nas urgências. A falta de Enfermeiros e Médicos é gritante. Há serviços por abrir e uma grande maioria, abaixo das dotações seguras, preconizadas pelas Ordens Profissionais. Os pedidos de escusa de responsabilidade e demissões dos Enfermeiros e Médicos, acontecem em larga escala, em inúmeros serviços e hospitais do país.


Nas Forças Aramadas, particularmente na Marinha, constatamos que a inoperacionalidade dos meios, é uma realidade. Quando antigamente eramos um País de navegadores e de descobrimentos, rasgando mares e o mundo, hoje, com as embarcações no estado em que estão, limitadas pelo seu estado, somos um país de “navegadores de doca”! Mas para além dos navios da Armada inoperacionais, também temos os novos navios da travessia do Tejo, que não têm baterias! Já vimos que as vacas do Dr. António Costa não voam e agora, os barcos sem motores e sem baterias, também não navegam!

Queremos aproveitar para convidar os leitores a fazer uma reflexão. Desde há inúmeros anos a esta parte que as pessoas que trabalham, contribuem para o Estado com os seus impostos ao longo do ano – imensa e agreste carga fiscal – que corresponde a 6 ou 7 meses do que se ganha, para encher os cofres do estado, só se libertando desta carga, nos restantes meses do ano dos proveitos/proventos do seu trabalho, para sí próprio. Trabalhar meio ano para sustentar o Estado, já é clássico! Contudo, o que verificamos, é que os serviços públicos, o património, a Saúde, a Justiça, a Educação, a Segurança Social e as Forças Aramadas, estão cada vez piores, em decadência e em escombros e material velho e inoperacional! Mas então, para onde vão tantos milhões de euros de descontos e contribuições para o Estado? Onde está investido? Acresce a tudo isto, a permanente ameaça de que não haverá reformas num futuro próximo!!! Onde pára o dinheiro?

E os maus exemplos sucedem-se. Na comemoração dos 30 anos do PER – Programa Especial de Realojamento – ouvimos o Ex-Presidente da República, Prof. Cavaco Silva, fazer duras críticas ao “Programa da Habitação” do Governo e nesta cerimónia, quando discursava e desferia as críticas ao Governo Socialista, assistimos em directo à falta de tolerância democrática, de saber estar e falta de estatuto democrático, da Srª. Presidente da Associação Nacional de Municípios e também Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Drª. Luísa Salgueiro e do Presidente da Câmara de Loures Ricardo Leão, que se levantaram e saíram da cerimônia. Claramente estes dois autarcas e principalmente, a Drª. Luísa Salgueiro, demonstraram uma falta de estatuto e dimensão política, ainda mais, na representação de todos os Autarcas Municipais. Se tudo isto acontecesse com o Dr. Mário Soares, ou Dr. Jorge Sampaio, como ex-Presidentes da República a discursarem e os Autarcas do PSD se levantassem e fossem embora, que diriam e como classificavam este comportamento? Que diria a Imprensa? Perante o que aconteceu, a Srª. Presidente da Associação de Municípios, Drª. Luísa Salgueiro, ainda tem condições para continuar neste cargo, representando os Municípios Portugueses?

A degradação dos “actores da Política” está acelerada e em plano inclinado, acentuado! Urge novos protagonistas, com tolerância democrática, com saber estar e ser. Urge representantes dignos das Instituições Públicas. Urge medidas efectivas de resposta às reais necessidades e carências dos Cidadãos, pagadores de muitos impostos, taxas e “taxinhas”. Urge o uso da diplomacia, do protocolo, da etiqueta, da tolerância, da democracia responsável e do respeito e representativa dos valores deste POVO Secular de bons costumes.

Hoje, infelizmente, vivemos asfixiados pela carga fiscal, ignorados pela mordaça política e socialmente silenciados pelo comodismo instalado da subsidiodependência! Portugal a empobrecer, todos os dias!

Citando Camões: “O fraco rei faz fraca a forte gente”!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.03.22

domingo, 12 de março de 2023

POEMA AO ENFERMEIRO

POEMA AO ENFERMEIRO


Em qualquer Unidade de Saúde vemos sempre um profissional que não escapa ao olhar mais distraído e desatento:

O Enfermeiro

Ele atende o telefone;
Ele advoga os utentes/doentes;
Ele escuta e aconselha;
Ele atende, Ele consulta e prescreve;
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Ele avalia sinais vitais;
Ele prepara e administra injecções, vacinas e medicação;
Ele vigia os efeitos da medicação administrada;
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Ele faz turnos;
Ele faz consultas e prescrições de Enfermagem;
Ele colabora com outros profissionais e nas Equipas multidisciplinares;
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Ele percorre permanentemente as enfermarias;
Ele atende e informa os Familiares dos doentes;
Ele está presente sempre: de manhã, à tarde e à noite;
Ele está na sala de pensos ou à cabeceira dos doentes;
Ele está no bloco operatório, na sala de partos ou na reanimação;
Ele tripula a VMER ou a ambulância;
Ele vai de helicóptero ou de avião acompanhar ou salvar vidas;
Ele voluntaria-se e está presente nas catástrofes;
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Ele está nos cuidados paliativos e na Comunidade;
Ele está e participa nas inúmeras Comissões Institucionais, formais e informais;
Ele está nas parcerias institucionais e na saúde escolar;
Ele está nas redes sociais e de solidariedade;
Ele lidera equipas de voluntários e de dádivas e intervenção na Comunidade;
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Ele está no cuidar, no escutar e no ajudar a tratar;
Ele previne, cuida e acompanha todo o ciclo vital;
Ele investiga, escreve, ensina e publica;
Ele participa em congressos, jornadas e nos diversos fóruns;
Por isto tudo, Nós estamos, somos e queremos continuar a ser
“Enfermeiros”
Estes Somos Nós – Enfermeiros!

Humberto Domingues 2017.09.12®
Enf. Espec. Saúde Comunitária

 

quinta-feira, 9 de março de 2023

A DEGRADAÇÃO DA VIDA NOS LARES

A DEGRADAÇÃO DA VIDA NOS LARES


Nos últimos tempos/anos tem sido uma constante, notícias e acontecimentos a vir a público, sobre situações de vida degradante, em lares, uns clandestinos, outros oficiais/legais, mas onde a suprema forma de tratar e do cuidar, falham em toda a linha. Como em tudo, há excepções.

Esta semana foi na Lourinhã, com a divulgação de imagens e testemunhos assustadores e impróprios para um lar, onde supostamente, se deveria cuidar com toda a dignidade a Pessoa Humana e neste caso, Idosos.

Sabemos há muito tempo que faltam respostas dignas de retaguarda para acolher pessoas idosas que não têm condições para viver nas suas casas, nem dos familiares. Com esta realidade vão-se “arranjando soluções” transitórias, ilegais, que se tornam definitivas. Depois vem a realidade, que são a falta de recursos técnicos, de habitabilidade das instalações e recursos humanos que possam dar resposta às carências e necessidades dos utentes idosos.

Muitos destes lares, não têm em permanência Enfermeiros para a prestação de cuidados de saúde e de enfermagem, no acompanhamento dos idosos e principalmente dos doentes e acamados.

Se ao longo de todo o ciclo vital do ser humano, há a necessidade de vigilância e adequação da alimentação, conforme as necessidades e o consumo energético/calorias, esta vigilância deve ser aumentada em idosos, muitos deles acamados, com comorbilidades. Nos idosos acamados a vigilância e os cuidados devem ser redobrados, desde a qualidade da cama e colchão, ao peso das roupas/cobertores, aquecimento/temperatura do quarto, posicionamentos no leito e com particular relevo, a alimentação e a conjugação com suplementos proteicos e vitamínicos, para não surgirem e retardar ao máximo o aparecimento de úlceras de pressão, que degradam a qualidade de vida destes Cidadãos Idosos.

Por tudo isto, a “diária” nos lares e ERPIs não são baratas. Por isso, tem que haver um corpo técnico capaz da gestão e da prestação de cuidados de saúde, entre outros, à altura das exigências.

Sempre que estes casos chegam à Comunicação Social, é um alvoroço! A triste realidade tornou-se mais visível, aquando da “pandemia Covid”. Mas depois, pareceu que nada mais se passou, até ao surgimento de novos casos.

Interessa lembrar que para os Enfermeiros esta realidade não é nova nem cria surpresa, uma vez que, desde 2016, a Ordem dos Enfermeiros vem alertando as autoridades e tomando posição, por forma de alerta e preventiva sobre tantos lares e a própria tipologia e classificação dos mesmos. Inúmeros documentos foram elaborados em tempo e enviados aos Ministérios da Saúde e do Trabalho e Segurança Social. Que atenções mereceram do Governo estes relatórios e documentos?

Portugal está num processo de pirâmide etária, invertida (população envelhecida). Uma preocupação de hoje, mas muito maior amanhã. É importante, necessário e urgente, criar políticas direcionadas à resolução dos problemas dos idosos. Requer estudo, trabalho, mas essencialmente, respostas adequadas e avaliação, se os lares têm condições para acolher todos os idosos com as diferentes patologias, limitações, comorbilidades e estadios que apresentam. Parece-nos importante repensar bem a rede de “Cuidados Continuados” e as integrações necessárias de alguns lares nesta rede.

Noutra dimensão, muitos idosos estão doentes e precisam de cuidados de saúde, principalmente de Enfermagem e nos lares onde estão internados, não têm capacidade de resposta a este nível, nem presença 24/24 horas. Urge intervir!

Os Idosos merecem ser tratados com dignidade, com respeito e não pode haver lugar à falta de carinho, conforto e de amor.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.03.09

segunda-feira, 6 de março de 2023

A QUEM TENTA ENGANAR MARTA TEMIDO?

A QUEM TENTA ENGANAR MARTA TEMIDO?


Passados cerca de 8 meses após a sua demissão de Ministra da Saúde, a Drª. Marta Temido, deu uma entrevista na televisão, na tentativa, digo eu, de lavar a sua imagem e propor-se/experimentar uma possível candidatura à Câmara de Lisboa.

Marta Temido apresentou-se novamente vestida com “pele de cordeiro”, quando sabemos que está ali um “lobo” com falta de estatura e seriedade política. Interessa lembrar que saiu, pela porta pequena, depois de tantos e tantos conflitos e deixou o Ministério da Saúde em “escombros”.

Esta Senhora, em nossa opinião, porque já o demonstrou, não tem capacidade de ser frontal e verdadeira, assumindo as suas incapacidades, “inconseguimentos” e todo um percurso insultuoso que protagonizou na perseguição aos Enfermeiros e mal tratando os Profissionais de Saúde.

Não poderemos esquecer os insultos aos Enfermeiros, começando precisamente, num dia trágico, quando uma Equipa do INEM morre num acidente de helicóptero. Não podemos esquecer nunca, a sindicância à Ordem dos Enfermeiros. Não poderemos esquecer nunca, a falta de diálogo com os Enfermeiros, faltando-lhe a coragem de pronunciar o nome desta nobre Classe, chamando-lhes apenas “Profissionais de Saúde”.

A Drª. Marta Temido desta entrevista, é a mesma pessoa, com um cinismo tremendo, com o mesmo íntimo, da Drª. Marta Temido enquanto Ministra da Saúde. É a mesma personagem, a quem o PS e o Dr. António Costa deixaram isolada, face ao desconcerto de medidas e posições do Ministério da Saúde e que levou à sua demissão.

A quem tenta enganar a Drª. Marta Temido? A travessia do deserto terminou? E agora tenta encetar outra caminhada, na tentativa de ganhar a Câmara de Lisboa? A ver vamos!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.03.06

domingo, 26 de fevereiro de 2023

A IGREJA CATÓLICA E OS ABUSOS SEXUAIS

A IGREJA CATÓLICA E OS ABUSOS SEXUAIS


A Sociedade Portuguesa voltou a sofrer novo “tsunami” com a divulgação do relatório e testemunhos dos abusos sexuais praticados pelos padres da Igreja Católica. Indecência praticada por servidores de uma Instituição secular!

Como se teria visto e com que se teria confrontado, a Comissão que levou a cabo tal relatório? Que pressões teriam sofrido e como conseguiram resistir a essas pressões? Quanta coragem de quem deu a cara e deixou o seu testemunho, num reviver, com certeza, de momentos de horror, sofrimento, humilhação, fragilidade e solidão! Assistimos/ouvimos relatos assustadores, arrepiantes, num mundo sombrio, com abusadores a “pregarem a fé” e comportamentos civilizados e de humanidade, em altares de Igrejas e Templos, onde o Cidadão crente ia depositar as suas orações, confissões e reflexões e, depois, nos sombrios espaços, estes “portadores da palavra de Cristo”, abusavam de crianças indefesas, a quem os Pais confiaram os seus Filhos. Isto é abominável!

Parece-me que os Srs. Bispos estiveram curtos, e muito aquém, no respeito pelos Cidadãos, perante tão gravosa situação, em apenas pedirem “perdão”! É pouco! Um “manto” degradador, ofensivo e de descrença de uma Instituição, como a Igreja Católica. Sairá a fé abalada com este escândalo? Estará a Igreja Católica disposta a limpar esta cultura conservadora e fechada de delinquência, de ocultar estes abusos e de se refundar?

Acontece o paradoxo, de alguns servidores da Igreja em que abusaram sexualmente de crianças da forma mais atroz e repugnante, em contraponto com o próprio papel da Igreja ao não querer falar/discutir sobre sexo, sua prevenção e demais questões em torno da sexualidade que precisam ser tratadas e discutidas na Sociedade.

Muito há que reflectir, ainda, na nossa Sociedade. Terá sido este “tsunami” a ponta do iceberg?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.02.23

sábado, 25 de fevereiro de 2023

AS VACAS DO DR ANTÓNIO COSTA, NUNCA VOARAM!

AS VACAS DO DR ANTÓNIO COSTA, NUNCA VOARAM!

 



De uma forma pouco séria, com algum escárnio e gozo, em tempos, o Dr. António Costa, apresentou-nos um animal herbívoro corpulento, ruminante, a que se chamam vacas e ele queria que estas voassem. Foi uma analogia a que tudo é possível e ía correr bem, e até aconteceriam surpresas agradáveis. Mas aquilo que vivemos e que se viu ao fim destes 7 anos de Governo, é que foi uma permanente degradação da vida dos Portugueses.

Durante 7 anos de Governação Socialista do Dr. António Costa, foram muitos os casos e casinhos e muitos casos de corrupção e de, incompetência política. A falta de uma alternativa credível na oposição e um Presidente da República protetor e porta-voz de um “Governo da Geringonça”, fez com que o PS e o Dr. António Costa recebessem do Povo, uma maioria absoluta.

Decorrido este tempo, vê-se e sente-se a inoperância deste Governo em resolver muitos problemas que afectam várias classes profissionais – Professores, Enfermeiros, Médicos e Assistentes Operacionais. Hoje estas classes sofrem, por parte do Governo, de um discurso e conversações surdas, unilaterais, demagogas, sem acção e sem real vontade de resolver verdadeiras e actuais questões que prejudicam e dificultam a vida de Profissionais, Famílias e Cidadãos, tornando-os mais pobres e desmotivados.

O rendimento das Famílias é baixo. As dificuldades aumentam. O nivelamento, à boa maneira socialista, é sempre por baixo.

Têm sido Governos fartos de casos e casinhos. Um desbaratar de dinheiros públicos em empresas públicas falidas, indemnizações volumosas e chorudas, em favor de uns quantos “afilhados”. Em contraste com esta situação, tudo que seja para repor tempo de serviço aos Professores e Enfermeiros, é catalogado de “sempre muito dinheiro”, o orçamento não suporta. Nunca há vontade política de resolver estas questões.

Já escrevemos anteriormente: “Se por um lado o Governo não reconhece a contagem de tempo em efectivo trabalho, que aconteceu mesmo, então seria justo, pelo mesmo princípio, que o Governo reembolsasse os descontos efectuados, no respectivo tempo de serviço, que não reconhece, nem quer contabilizar.”

Já agora, perguntar: Não serão muitos destes Professores e Enfermeiros, Médicos e Assistentes Operacionais, que hoje se manifestam, responsáveis pela maioria socialista, porque assim votaram? Estamos plenamente convencidos que sim! Se no período da “Geringonça” e do Governo de esquerda, não foram resolvidos estes problemas dos trabalhadores, num Governo Socialista de maioria absoluta, também não o serão. De que se queixam agora, aqueles que votaram PS? Não votaram no Dr. António Costa? “Habituem-se”!

Tudo no Governo é feito em reação e em cima dos problemas e nunca antecipadamente, pensado e com planeamento. Depois dá em trapalhada e confusão. É o caso do dossiê “Habitação”. A vontade do Governo Costa intervir na “Propriedade Privada”: Será razoável? Será aceitável? Será Constitucional? Resolve o problema?

Os ventos que sopram na Sociedade Portuguesa, não são facilitadores. Os Portugueses estão mais pobres! As dificuldades aumentam, a inflação continua alta, os salários não acompanham a inflação e por isso, quebra no poder de compra. Os impostos não baixam e os rendimentos e poupança das Famílias, são cada vez menos.

A realidade é que as “vacas não voam”. São herbívoros, corpulentos e por isso têm 4 patas para suportar a sua volumosa carcaça e que, essencialmente, comem material vegetal. Mas muitos pensaram ilusoriamente, que as vacas poderiam voar! Enganaram-se a si mesmo e deixaram-se enganar pelas ilusões do Dr. António Costa, que tudo anda a fazer para uma crise política (novamente) e abandonar o Governo, numa tentativa de rumar à Europa.

Se hoje fosse possível perguntar aos mesmos, se continuavam a afiançar que as vacas voavam, acreditavam?

A IGREJA CATÓLICA E OS ABUSOS SEXUAIS

A Sociedade Portuguesa voltou a sofrer novo “tsunami” com a divulgação do relatório e testemunhos dos abusos sexuais praticados pelos padres da Igreja Católica. Indecência praticada por servidores de uma Instituição secular!

Como se teria visto e com que se teria confrontado, a Comissão que levou a cabo tal relatório? Que pressões teriam sofrido e como conseguiram resistir a essas pressões? Quanta coragem de quem deu a cara e deixou o seu testemunho, num reviver, com certeza, de momentos de horror, sofrimento, humilhação, fragilidade e solidão! Assistimos/ouvimos relatos assustadores, arrepiantes, num mundo sombrio, com abusadores a “pregarem a fé” e comportamentos civilizados e de humanidade, em altares de Igrejas e Templos, onde o Cidadão crente ia depositar as suas orações, confissões e reflexões e, depois, nos sombrios espaços, estes “portadores da palavra de Cristo”, abusavam de crianças indefesas, a quem os Pais confiaram os seus Filhos. Isto é abominável!

Parece-me que os Srs. Bispos estiveram curtos, e muito aquém, no respeito pelos Cidadãos, perante tão gravosa situação, em apenas pedirem “perdão”! É pouco! Um “manto” degradador, ofensivo e de descrença de uma Instituição, como a Igreja Católica. Sairá a fé abalada com este escândalo? Estará a Igreja Católica disposta a limpar esta cultura conservadora e fechada de delinquência, de ocultar estes abusos e de se refundar?

Acontece o paradoxo, de alguns servidores da Igreja em que abusaram sexualmente de crianças da forma mais atroz e repugnante, em contraponto com o próprio papel da Igreja ao não querer falar/discutir sobre sexo, sua prevenção e demais questões em torno da sexualidade que precisam ser tratadas e discutidas na Sociedade.

Muito há que reflectir, ainda, na nossa Sociedade. Terá sido este “tsunami” a ponta do iceberg?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.02.23

domingo, 12 de fevereiro de 2023

A PERFÍDIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA AOS ENFERMEIROS, CONTINUA!

A PERFÍDIA DA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA AOS ENFERMEIROS, CONTINUA!



Há vários anos (muitos anos, já) que os Enfermeiros têm vindo a manifestar o seu descontentamento, reivindicação e luta, pelo reconhecimento como “profissão de desgaste rápido e de risco”. Apesar desta reivindicação, têm desenvolvido várias formas de luta para uma melhor carreira e salários condignos em virtude de diariamente lidarem com ambientes perigosos e infectados, doenças e, cuidarem de Cidadãos doentes, em vários estadios dessa mesma doença. Têm encontrado sempre obstáculos no Governo Socialista e na Assembleia da República.

Na semana passada, apresentados pelo BE, Chega e PCP, foram votados na Assembleia da República, dois Projectos de Lei e um Projecto de Resolução, a saber:

- Projecto de Lei apresentado pelo BE, para a criação de um estatuto de risco e penosidade para os Profissionais de Saúde. Votaram contra: PS e IL; Abstenção do PSD, a Favor: BE, Chega, PCP, PAN, Livre.
- Projecto de Lei apresentado pelo Chega, para reconhecimento da profissão de Enfermeiro como de desgaste rápido e antecipação da idade da reforma. Votaram contra: PS e PSD; Abstenção: BE, IL, PCP e Livre; Favor: Chega e PAN;
- Projecto de Resolução apresentado pelo PCP para definição e regulamentação de um regime laboral e de aposentação específico para os Enfermeiros. Votaram contra: PS; Abstenção: PSD e IL; Favor: BE, Chega, PCP, PAN, Livre

Eis com algum espanto, ou talvez não, ver o sentido de voto de ditos projectos! Tristes sinais, que vemos e avaliamos como tais, aqueles que vêm da Assembleia da República! Depois de ouvidos, os Sindicatos e Ordem dos Enfermeiros em inúmeras audições e reuniões de trabalho, pretendia-se melhoria da Carreira de Enfermagem, quer na sua valorização e reconhecimento como Profissão de risco e desgaste rápido. Pois todos os projectos de lei foram rejeitados. Posição comum em todas as votações, foi o PS, votando contra, como aliás o vem fazendo há vários anos, sempre que algum assunto ou diploma diga respeito aos Enfermeiros. O PS, partido do Governo e da maioria absoluta votam sempre contra!

Reajo com muita indignação, como Enfermeiro, a estas votações! Ainda mais, em diplomas importantes a favor dos Enfermeiros, ver o PSD, perdido no seu percurso errático dos últimos tempos, e um Grupo Parlamentar ataviado em velhos sofismas. Também ainda não perceberam, que sem Enfermeiros não há SNS ou qualquer outro sistema de saúde, seja privado, público, ou adopte a forma que quiser. Também ainda não perceberam que os Enfermeiros são a maior Classe Profissional do SNS. Não há com certeza, melhoria da qualidade e resposta do SNS, sem Enfermeiros. E estes têm que ser reconhecidos, valorizados e respeitados. Há uma demonstração clara de ignorância, que persiste, sobre o que fazem os Enfermeiros nos serviços hospitalares, nos Cuidados Primários, no Privado ou no Social. Infelizmente, uma ignorância que atravessa todo o “espectro político”.

Chegados aqui, queremos colocar algumas questões para reflexão com os leitores/Cidadãos:

- A quem resta dúvidas de que os Enfermeiros têm uma profissão de risco e desgaste rápido?
- Com o não cumprimento das dotações seguras nos serviços, com equipas de Enfermeiros envelhecidas, cansadas e em burnout, poder-se-á estar, potencialmente, a trilhar um caminho muito perigoso, onde o erro e o acidente podem acontecer. Nós trabalhamos, tratamos e cuidamos de pessoas, não de objectos nem máquinas;
- A exigência da qualidade dos cuidados de Enfermagem implica dinâmicas próprias, equipas jovens e actuações preventivas a quem se dirigem os cuidados e para cuidadores;
- Estarão também os cidadãos a ser exigentes, o suficiente, para que no futuro, a segurança e a qualidade dos cuidados que são prestados, que merecem e precisam, se mantenham?

Não há dúvida que os vários Governos do PS têm optado por políticas de degradação da Justiça, da Educação e da Saúde. Para onde caminhamos quando cada vez mais, a Justiça é mais cara e demorada! A Educação tem Professores insatisfeitos e desmotivados e quadros de escolas por preencher! Na Saúde são carreiras desajustadas, remunerações baixas e falta de incentivos! A pobreza instala-se cada vez mais na Sociedade Portuguesa. O nivelamento é por baixo, num achatamento de remunerações, no desaparecimento da classe média e numa altíssima carga fiscal. É notória a falência da política de “contas certas” deste Governo. E o comum Cidadão é que paga os desvarios do Governo, com uma inflação tremenda, uma perda de poder de compra avassaladora e em sentido contrário, indemnizações e prémios escandalosos, a gestores de empresas públicas e bancos falidos, que só sobrevivem à custa da injecção dos dinheiros públicos vindos dos impostos do indefeso Cidadão!

Se por um lado, a Assembleia da República se comporta como um travão à justa reivindicação dos Enfermeiros e não os reconhece, por outro lado, o Governo do Dr. António Costa, tem sido o responsável pelo desmantelamento do SNS, pela política dos baixos salários no sector da Saúde e pela saída do SNS e emigração, de Enfermeiros, Médicos e Técnicos Superiores de Saúde.

Fica cada vez mais claro o desrespeito que os Srs. Deputados têm pelos Enfermeiros Portugueses, mesmo nestes momentos difíceis e tendo-se comemorado em 2020 o Ano Internacional do Enfermeiro e depois de toda uma dádiva, altruísmo e espírito de missão que os Enfermeiros deram e deixaram, durante os anos de Pandemia (2020-2021)

Algum dia chegará para dizer BASTA! O Titanic também era inafundável e…. afundou-se!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2023.02.08

QUANDO O EXEMPLO DEIXA DE GOVERNAR

QUANDO O EXEMPLO DEIXA DE GOVERNAR A autoridade política é um recurso escasso. Sempre que é consumida na justificação do passado, deixa de e...