sexta-feira, 6 de maio de 2022

ENFERMEIROS E TODOS PELA SAÚDE, EM CONGRESSO!

 ENFERMEIROS E TODOS PELA SAÚDE, EM CONGRESSO!

 


A Ordem dos Enfermeiros, com um título muito feliz –“Todos pela Saúde”- vai reunir em Congresso de 5ª. feira a sábado, na linda cidade dos Arcebispos-Braga. Um Congresso que conta com 1400 inscritos/participantes, com representações, comitivas e congressistas da Europa e dos PALOPs. Também representantes das várias Ordens dos Enfermeiros destes países.

A expectativa é de que seja um Congresso fabuloso, tocando inúmeras temáticas cruciais e indispensáveis, focadas no cuidar, no tratar, na investigação e a necessidade de investimento quer em recursos humanos, quer em instrumentos, tecnologia, telemedicina, instalações e infraestruturas, face à necessidade de dar respostas certas, oportunas e com equidade e em tempo útil, ao Cidadão doente e à Comunidade. Não faltará a dimensão religiosa e o cuidado espiritual. No fundo adequar ferramentas e conhecimentos para um “Sistema de Saúde” e para a promoção da literacia em saúde.

Os Enfermeiros são parceiros insubstituíveis com o seu saber, especialização, forma de ver holisticamente o Cidadão/Família/Comunidade, na composição das equipas multidisciplinares, cada vez mais necessárias e imprescindíveis, nas decisões de intervenção, tratamento, reinserção e alta.

Falar hoje em Saúde, para a Saúde e suas “latitudes”, deixou de ser “propriedade única” de uma profissão ou classe, seja ela qual fôr! A especificidade e o sentido da palavra “SAÚDE” é hoje de tal forma amplo, abrangente, complexo e desafiador, que nenhuma classe profissional, só por si, consegue dar resposta às necessidades e exigências que se colocam aos profissionais de saúde. Se por um lado a “BIO” do indivíduo sofre “anomalias” devido a disfunções, malformações, afectação por outros agentes químicos e/ou biológicos, é bem certo também, que o ambiente, a natureza, o ADN, a origem geográfica do indivíduo, têm influência no seu estado de saúde. As equipas de saúde têm que perceber e bem, esta realidade global, “mutante” e de mobilidade, para intervir localmente e em cada comunidade, acertadamente.

No âmbito da gestão, a saúde tem recursos finitos. Estes são cada vez mais escassos e caros. Face ao aumento da esperança de vida, as comorbilidades e às exigências e necessidades do presente e, as que se adivinham para um futuro muito próximo, há que ter no horizonte a necessidade de recrutar, formar e fixar aos quadros das instituições, mais profissionais de saúde, entre os quais Enfermeiros, que hoje já são deficitários no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Há necessidade de criar e oferecer condições de carreira e remunerações atrativas para que estes não emigrem. O SNS não pode perder o seu know-how com a “sangria” de profissionais e o desinvestimento que se vem sentindo. O SNS robusto, faz falta aos Cidadãos e a Portugal. Basta pensar, com a Pandemia, se Portugal não tivesse o SNS, como seria? Na vacinação COVID, se não tivesse os Enfermeiros que tem, como alcançaria a excelente taxa de cobertura e vacinação?

Os Cidadãos têm o dever e o direito de exigir boas condições de tratamento, mas para isso, devem compreender, permitir e exigir bons e competentes profissionais que lhes prestem bons cuidados, em condições condignas.

Hoje com toda a experiência tida e vivida, sabemos da necessidade de reflectir sobre o futuro do Sistema de Saúde: O que temos, o que queremos e o que somos capazes de conseguir, construir e organizar. Que recursos terá este Sistema de Saúde e que orçamento lhe estará reservado? Os Enfermeiros não ficarão arredados desta sadia, urgente e necessária discussão, com participação activa. Têm um manancial enorme de contributos, visão e opinião fundamentada que só engrandece esta discussão. Ficará provado neste Congresso, com a partilha de muito trabalho de investigação, com evidência científica, que são contributos a acolher, para conseguirmos uma “boa Saúde para Todos”. Mas também, não pode haver, seja qual for o modelo de Sistema de Saúde, capaz, moderno, evolutivo e de resposta às necessidades em Saúde, se os seus profissionais não forem os melhores, mais motivados e remunerados.

Em Portugal precisamos de fazer, também na Saúde, uma profunda e séria reflexão sobre os seus Recursos Humanos. Não há dúvida de que os Enfermeiros têm uma profissão de risco e de desgaste rápido. A idade da reforma tem de ser repensada. Com a Pandemia podemos verificar que se acentuou o desgaste físico, psicológico e os altíssimos níveis de stress a que os Enfermeiros estiveram sujeitos e expostos! Estas questões são evidências, não são especulações! O Governo tem que seriamente abrir o debate sobre estas questões, chamar os parceiros à mesa de efectivas negociações e resolver de uma vez, alguns assuntos, que só por cegueira política e preconceitos ideológicos, ainda não foram resolvidos.

Quanto ao Congresso dos Enfermeiros – TODOS PELA SAÚDE – vai escrever-se na história da Ordem, na cidade dos Arcebispos, com partilha com a Europa e com os PALOPs, mais uma página de ouro, de riqueza científica e de dinâmica de trabalho e do conhecimento.

 

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2022.05.03

terça-feira, 3 de maio de 2022

sábado, 23 de abril de 2022

QUE LIBERDADES E VALORES DO 25 DE ABRIL, QUEREMOS?

 QUE LIBERDADES E VALORES DO 25 DE ABRIL, QUEREMOS?


Estamos perto de comemorar os 50 anos da “Revolução de Abril”. Temos até Já, mais tempo de democracia do que os anos de ditadura.Com o 25 de abril construiu-se a ideia romântica da conquista da liberdade e direitos “iguais para Todos”!

E eis que, precisamente na preparação destes 50 anos do 25 de Abril de 1974, o responsável por esta preparação e organização cerimoniosa é o que expõe uma das muitas desigualdades que a democracia nos trouxe, ao auferir um vencimento de vários milhares de euros (4.500€/mês). Este vencimento é atribuído ao “Comissário” (do PS) Executivo das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, com início destas comemorações a 24 de Março de 2022, terminando a 31 de Dezembro/2026. Entretanto, este mesmo “Comissário” é nomeado Ministro da Cultura, no XXIII Governo Constitucional.

Quantos Cidadãos auferem este vencimento mensal? Quantas pessoas têm como reforma este valor? Quantos cidadãos têm como rendimento 4.500€ anuais, até? Incompreensíveis estas “igualdades” de Abril!

Apesar da melhoria da qualidade de vida, que é indiscutível, acesso à educação, à saúde e à segurança social, hoje estamos, em certa medida e em relação a momentos já vividos, em regressão a esses valores e condições de vida, desta jovem democracia.

As condições de trabalho são medianas, os vencimentos e remunerações são baixos. Um salário mínimo baixo e o salário médio que se esbate em achatamento, na aproximação ao mínimo e não, na progressão idêntica à valorização do salário mínimo.

Apesar do direito à saúde ser uma conquista importante e a existência de um Serviço Nacional de Saúde (SNS) inquestionável, o acesso aos cuidados de saúde é francamente desigual, desequilibrado e sem equidade. Faltam profissionais de saúde, nomeadamente Enfermeiros, para dar uma cabal resposta às necessidades reais de cuidados de saúde aos cidadãos doentes.

A política não actua de forma igual, na defesa e expressão livre dos cidadãos, servindo antes, interesses partidários e opções menos claras e transparentes, em favor de uma reduzida “casta”. O Estado não protege, não compensa, nem repõe como devia, o património dos Cidadãos, que cabia ao Estado proteger. Muitos partem desta vida terrena, sem verem os seus bens e direitos repostos, em tempo e com justiça: veja-se os casos dos incêndios de Pedrogão, indemnizações a bombeiros feridos e queimados, a polícias agredidos e mortos no desempenho de funções, enfermeiros, médicos e professores agredidos, quando ao serviço dos Cidadãos, etc.!

Cidadãos que trabalham uma vida, cheia de sacrifícios e pagamento de exorbitantes impostos, auferem míseras reformas, muitas delas andando nas escassas três centenas de euros, muito inferiores aos subsídios de muitos que não querem trabalhar (Rendimento Social de Inserção) ou então de imigrantes e/ou refugiados (não estou a falar nos de agora-Ucrânia) subsidiados pela UE.

Vemos estádios de futebol cheios de pessoas, de agressões e impropérios, mas “ocos” de riquezas de outra cultura ou valores!

Vemos a exigência de muitos direitos, mas o contributo para os deveres com a Sociedade, sempre adiados.

Vemos um Estado gastador e capturado pelas clientelas partidárias, onde impera na ocupação dos lugares e boas colocações, a afinidade com o cartão de militância (hoje mais do que nunca), em desfavor da competência, da capacidade de trabalho e de gestão de recursos e do serviço prestado aos Cidadãos.

Vemos uma imprensa (não toda) sem isenção, vergada ao poder político vigente, que influencia, que deturpa, com grandes lacunas de rigor e de erros ortográficos, de escrita e de informação tendenciosa, diária e permanente. Esta Imprensa, hoje, capturada por subsídios governamentais – aqueles 15 milhões, lembram-se?

Vemos uma Sociedade acomodada, pouco exigente, pouco empreendedora e manifestamente tolerante com a perda de direitos. Uma Sociedade acantonada no nada e assustada, maquiavelicamente manipulada!

Como alguns dizem, rostos e valores de Abril esquecidos ou que se tentam fazer esquecer. Desvalorização de um 25 de Novembro/75, onde verdadeiramente se estabilizou a democracia representativa em Portugal.

E precisamente, um dos grandes obreiros da estabilidade e do equilíbrio democrático, General Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República eleito, que nas comemorações dos 40 anos das Eleições Presidenciais em democracia, profere uma frase provocatória, filosófica e real: “A República de Abril oferece todas as liberdades, mas esqueceu-se que é necessário criar cidadãos, sobretudo através da educação. Pouco se fez para que a cidadania adulta, exigente e participativa existisse.” Isto foi em 2016. Hoje, em 2022, mais evidente e mais sentido faz esta frase.

Temos uma Justiça lenta, desigual, cara e que, quando julga, muitas vezes não se faz justiça, face ao lapso de tempo entre o início e a sentença transitada em julgado. Assim… não há justiça, justa!

Chegados aqui, interessa perguntar:

Que liberdades, que igualdades, que oportunidades, que pensamento crítico, que Abril nos quis trazer e quais os que ainda existem? Quais os que a Sociedade deve rejeitar, promover e fortalecer? Quais os que deve recusar, logo?

Quais os desígnios que a Sociedade Portuguesa vai querer manter, contra atropelos e complexos ideológicos?

Quais os que deve afirmar e defender num País e numa Europa pluralista?

Terá a Nossa Sociedade capacidade, sem fundamentalismos, nem preconceitos, para se insurgir contra a tentativa do apagamento de um passado glorioso, conquistador e corajoso? E que coragem lhe restará hoje, para combater as ditaduras (ainda que encapotadas), os radicalismos de esquerda ou direita, e defender o pluralismo e os direitos do Homem, com princípios e valores humanistas e de respeito pelas diferenças e minorias?

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2022.04.20

sábado, 9 de abril de 2022

VI CONGRESSO DOS ENFERMEIROS

 VI CONGRESSO DOS ENFERMEIROS


Já está disponível o programa completo do VI Congresso dos Enfermeiros, que decorre de 5 a 7 de Maio, em Braga. 

Conheça os oradores, os temas e informe-se sobre todas as sessões que vão decorrer no Grande Auditório, Pequeno Auditório e Consultórios. Contamos com todos!

Link:
https://www.congressodosenfermeiros.com/programa/programa-resumo?rooms=Grande+Audit%C3%B3rio&days=05+Maio
Fonte: Ordem dos Enfermeiros 

GOVERNO NOVO, PROBLEMAS VELHOS!

 GOVERNO NOVO, PROBLEMAS VELHOS!

 


No passado dia 30 de Março, tomou posse, perante Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o XXIII Governo Constitucional, liderado pelo Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa. Governo este suportado pela expressiva votação que lhe deu maioria absoluta.

É um Governo novo, mas com muitos Ministros e Secretários de Estado que transitaram o anterior executivo, como é o caso da Sr. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido. Para além de ser um Governo novo, trás consigo problemas velhos, que vêm de anteriores Governos do Partido Socialista e de outros, também!

Assim, com um novo Governo que mereceu a concordância do Sr. Presidente da República e com a larga maioria absoluta no respaldo do plenário da Assembleia da República, não há desculpas, nem com a “Pandemia”, nem com a “guerra” nem com falta de apoio político, para que o Governo não faça e não corrija as desigualdades, as injustiças e os erros do passado, nomeadamente no SNS e com os Profissionais de Saúde, onde sobressaem, os Enfermeiros.

Podemos dizer que chegou o momento da verdade!

Sendo certo que, com a apresentação do Programa do Governo e aprovado o Orçamento de Estado, com 6 meses do ano já decorrido, pouco haverá a fazer, mas há sempre tempo para iniciar o cumprimento de promessas eleitorais, como por exemplo a reposição dos pontos de contagem de tempo aos Enfermeiros, em 2022, como afirmou o Sr. Primeiro-Ministro, se o Governo não tivesse “caído”, o Orçamento chumbado e a Assembleia da República dissolvida.

·        Reconhecimento da Profissão de Enfermagem como de desgaste rápido e atribuição de subsídio de risco;

·        Atribuição da reforma aos 60 anos de idade;

·        Abertura de concursos para Enfermeiros Especialistas e Enfermeiros Gestores;

·        Colmatar as faltas de Enfermeiros nas diferentes Regiões do País, nos Hospitais, Centros de Saúde e Unidades Funcionais;

E será o momento da verdade também, para:

·        Posicionamento dos diferentes Grupos Parlamentares, face às propostas do Governo, nomeadamente, para o SNS e para a Carreira de Enfermagem, e contagem dos pontos de tempo de serviço;

·        Postura dos Sindicatos dos Enfermeiros, dos Médicos e da Função Pública;

·        Daqui para a frente,  o que dirá, o que fará e que autoridade usará Sua Excelência O Presidente da República, Prof Doutor Marcelo Rebelo de Sousa?

Como cidadão e como Enfermeiro, que acredito plenamente no SNS e nas suas virtudes, desejo à Srª. Ministra, as melhores felicidades e um bom mandato do seu ministério, ao serviço da Nação. Desejar as melhores felicidades à Srª. Ministra da Saúde é desejar que passe a escutar, respeitar e dialogar com os Enfermeiros, como Classe mais numerosa do SNS e resolva as injustiças que perpetrou até agora, numa luta política nunca antes vista. É desejar que sejam cumpridas as dotações seguras nos serviços, para bem dos Cidadãos doentes e dos profissionais, também. É desejar que deixe de haver urgências e serviços de Pediatria encerrados por falta de médicos. É desejar que as grávidas possam dar à luz nas suas regiões e não tenham que fazer 200 e mais quilómetros, para os hospitais de Lisboa, por falta de Equipas nos seus hospitais de referência. É desejar que as listas de espera de cirurgias e primeiras consultas de especialidades não sejam adulteradas e efectivamente se reduza o tempo de espera.

Permita-me Srª. Ministra lembrar-lhe que, os políticos passam e o seu poder é efémero, mas as instituições ficam. O SNS é uma instituição, já com mais de 40 anos, que merece todo o respeito, assim como os Enfermeiros e todos os outros Profissionais de Saúde, porque estes serão sempre técnicos, e são eles, que asseguram a qualidade dos cuidados prestados ao Cidadão e, por isso mesmo, merecem o seu maior respeito. É tempo de abrir o diálogo, conversações, negociações e trabalho conjunto profícuo, deixando para trás as desconfianças, os insultos, a perseguição e as difamações. Este seria o momento certo de pacificação e diálogo que aconteceria, com a responsabilidade política aumentada da Srª. Ministra da Saúde, sendo certo que esta responsabilidade política é também repartida em grande medida, para o bem e para o mal, com o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa.

Assim, sem sofismas nem cinismo, desejo que a Srª. Ministra da Saúde possa (re)entrar, agora, com o “pé direito” no seu Ministério, e que o período de campanha eleitoral e eleições lhe tenham dado um pouco de humildade, aumentado a capacidade de ouvir e escutar os Enfermeiros e respeitar as diferenças, para uma sadia convivência democrática, em favor do cidadão que merece ser cuidado, tratado e atendido na sua dimensão holística, com um SNS à altura dos seus desígnios constitucionais. E também, porque a 7 de Março se comemora o “Dia Internacional da Saúde”.

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária

2022.04.07

quinta-feira, 7 de abril de 2022

DIA MUNDIAL DA SAÚDE-7 DE ABRIL

 DIA MUNDIAL DA SAÚDE-7 DE ABRIL

“Nosso planeta, nossa saúde” é o tema deste ano do Dia Mundial da Saúde, que se assinala a 7 de Abril desde 1950. Todos os dias os Enfermeiros ajudam a construir um mundo mais saudável! Este dia também é vosso #ordemenfermeiros #ninguemestasozinho #oms #worldhealthyday

Fonte Ordem dos Enfermeiros 

Humberto Domingues 

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.04.07

quinta-feira, 31 de março de 2022

O MOMENTO DA VERDADE

 O MOMENTO DA VERDADE


Agora sim, chegou um dos momentos da verdade:

• Apresentação do Programa do Governo Socialista,  de maioria absoluta;

• Apresentação do Orçamento de Estado para 2022, deste mesmo Governo Socialista;

• Cumprimento de algumas promessas eleitorais;

• Posicionamento dos diferentes Grupos Parlamentares, face às propostas do Governo, nomeadamente, para o SNS e para a Carreira de Enfermagem, e contagem dos pontos de tempo de serviço;

• Postura dos Sindicatos dos Enfermeiros, dos Médicos e da Função Pública;

• Daqui para a frente,  o que dirá, o que fará e que autoridade usará Sua Excelência O Presidente da República, Prof Doutor Marcelo Rebelo de Sousa?

Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.03.31

domingo, 27 de março de 2022

MEDALHAS E COMENDAS DE OURO OU PECHISBEQUE?

 MEDALHAS E COMENDAS DE OURO OU PECHISBEQUE?



Através de Despacho da Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, de 17 de Fevereiro/2022 e publicado em DR de 11 de Março/2022, através do Despacho nº. 3055/2022, foram condecoradas várias individualidades, personalidades e instituições que se distinguiram “no contexto da resposta à pandemia de covid-19”, que a todos afectou, já sacrificados com a crise que se fazia sentir.

Os Profissionais de Saúde – Enfermeiros, Médicos, as diferentes classes de Técnicos Superiores e Operacionais – não escaparam de forma alguma à “pandemia”. Viveram-na de duas formas: Primeiro: a assegurar o funcionamento dos serviços em turnos imensamente intensos, esgotantes, longos e trabalhosos. Segundo: Muitos destes Profissionais infectaram-se no local de trabalho e passaram a viver dias e semanas angustiantes do “outro lado”, agora na condição de doentes. Alguns faleceram! Mas todos foram esquecidos neste Despacho!

No desempenho de funções, como todos os Cidadãos viram e sentiram, muitos destes Profissionais, nomeadamente Enfermeiros, deixaram de ir para casa, deixaram a Família, passaram a pernoitar e a viver noutros espaços, quartos e apartamentos, alguns deles cedidos gratuitamente, durante alguns meses.

Fizeram turnos longos, desgastantes e sofridos, dentro de fatos blindados e calafetados, com mascara, viseira e todo o desconforto daí decorrente. Asseguraram turnos e serviços em exaustão e burnout, evitando a rotura de serviços e instituições de Saúde.

Programaram, asseguraram e escalaram todo o período vacinal contra a covid-19, com galhardia, altruísmo, dedicação e profissionalismo, sem gozo de folgas, nem férias e com horários longos, prolongados e esgotantes.

Portugal alcançou uma alta taxa de vacinação o que veio a ser muito positivo nas vagas covid que se sucederam, diminuindo as taxas de mortalidade e novas infecções. Todos os indicadores desta “pandemia” começaram a melhorar em consequência desta entrega e trabalho abnegado de Enfermeiros Médicos, Assistentes Operacionais e todos os outros Profissionais.

Eis que, perante tudo o vivido em condições muito dolorosas e de falta de recursos, Sua Excelência o Presidente da República, decide atribuir a mais alta condecoração ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) “como Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito”. De seguida a Srª. Ministra da Saúde, por despacho acima referido, decide conceder a “medalha de serviços distintos do Ministério da Saúde, grau ouro” a várias entidades, personalidades e serviços. Até aqui tudo bem. Mas… que estranho… não estarem em evidência e também condecorados Enfermeiros, Médicos e Todos os outros Profissionais de Saúde, que foram essencialmente os grandes pilares da sustentação de todos os serviços durante esta longa jornada – a “Pandemia Covid”?

Chegados aqui, registamos mais uma vez a ingratidão da Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, e do Governo, para com os Enfermeiros!

Tenho para mim, que as condecorações e comendas não devem ser banalizadas e servem para agradecer, realçar e valorizar, servindo como exemplo, actos de galhardia, altruísmo e valor, reconhecendo-se perante a Sociedade, esses mesmo actos e valores. Assim sendo, ou todo o trabalho desenvolvido pelos Profissionais de Saúde, tem um valor altíssimo, que nenhuma comenda ou condecoração poderão agradecer e por isso a Srª. Ministra da Saúde não está ao nível de a poder decidir, atribuir e condecorar, ou o seu inflamado ego impediu-a de avaliar com clarividência, justiça, bom senso e isenção, o valor dos Profissionais que tem sob sua tutela, o que é um viés grande para um membro do governo de qualquer país e sobretudo com a pasta da Saúde.

Se por um lado, os Enfermeiros não estão à espera e não querem palmadinhas nas costas, nem condecorações ou comendas forçadas com cheiro a bafio e cínicas, por outro lado, como qualquer Humano ou Classe Profissional, gosta de ser reconhecido por todo o valor, entrega, altruísmo e profissionalismo que oferecem no desempenho das suas funções, particularmente durante tão agreste, esgotante e demolidor período que foi a “Pandemia”.

De forma tendenciosa e com uma enorme falta de isenção e cheia de preconceitos e estados de alma, como a Srª. Ministra da Saúde atribuiu a condecoração de “Medalha-Grau Ouro”, motiva com certeza, indignação aos Enfermeiros e Médicos. Mas sendo assim, com esta decisão da Srª. Ministra, retirou uns bons quilates de valor a este ouro, desta medalha, correndo-se o risco de se transformar esta medalha em latão ou pechisbeque, retirando com isso mérito merecido a quem foi condecorado. E quem foi condecorado, com este “pechisbeque”, como se sentirá? Não estranharam a falta de reconhecimento de Enfermeiros e Médicos?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.26

quinta-feira, 24 de março de 2022

PACIÊNCIA NOS DIAS DE HOJE

PACIÊNCIA NOS DIAS DE HOJE


Apesar dos factos do presente e a incerteza  perspectivada para o futuro...

O momento exige serenidade.

Um olhar com atenção para os tempos que aí vem.

Construção de uma estratégia inteligente.

Saber utilizar bem as "pedras no tabuleiro".

Não se distrair com provocações ou factos artificiais.

O tempo é sábio. E ter paciência, uma qualidade.


Humberto Domingues

Enf. Espec. Saúde Comunitária 

2022.03.23

terça-feira, 15 de março de 2022

MEDALHAS E COMENDAS DE OURO OU PECHISBEQUE?

MEDALHAS E COMENDAS DE OURO OU PECHISBEQUE?


Através de Despacho da Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, de 17 de Fevereiro/2022 e publicado em DR de 11 de Março/2022, através do Despacho nº. 3055/2022, foram condecoradas várias individualidades, personalidades e instituições que se distinguiram “no contexto da resposta à pandemia de covid-19”, que a todos afectou, já sacrificados com a crise que se fazia sentir.

Os Profissionais de Saúde – Enfermeiros, Médicos, as diferentes classes de Técnicos Superiores e Operacionais – não escaparam de forma alguma à “pandemia”. Viveram-na de duas formas: Primeiro: a assegurar o funcionamento dos serviços em turnos imensamente intensos, esgotantes, longos e trabalhosos. Segundo: Muitos destes Profissionais infectaram-se no local de trabalho e passaram a viver dias e semanas angustiantes do “outro lado”, agora na condição de doentes. Alguns faleceram! Mas todos foram esquecidos neste Despacho!

No desempenho de funções, como todos os Cidadãos viram e sentiram, muitos destes Profissionais, nomeadamente Enfermeiros, deixaram de ir para casa, deixaram a Família, passaram a pernoitar e a viver noutros espaços, quartos e apartamentos, alguns deles cedidos gratuitamente, durante alguns meses.

Fizeram turnos longos, desgastantes e sofridos, dentro de fatos blindados e calafetados, com mascara, viseira e todo o desconforto daí decorrente. Asseguraram turnos e serviços em exaustão e burnout, evitando a rotura de serviços e instituições de Saúde.

Programaram, asseguraram e escalaram todo o período vacinal contra a covid-19, com galhardia, altruísmo, dedicação e profissionalismo, sem gozo de folgas, nem férias e com horários longos, prolongados e esgotantes.

Portugal alcançou uma alta taxa de vacinação o que veio a ser muito positivo nas vagas covid que se sucederam, diminuindo as taxas de mortalidade e novas infecções. Todos os indicadores desta “pandemia” começaram a melhorar em consequência desta entrega e trabalho abnegado de Enfermeiros Médicos, Assistentes Operacionais e todos os outros Profissionais.

Eis que, perante tudo o vivido em condições muito dolorosas e de falta de recursos, Sua Excelência o Presidente da República, decide atribuir a mais alta condecoração ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) “como Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito”. De seguida a Srª. Ministra da Saúde, por despacho acima referido, decide conceder a “medalha de serviços distintos do Ministério da Saúde, grau ouro” a várias entidades, personalidades e serviços. Até aqui tudo bem. Mas… que estranho… não estarem em evidência e também condecorados Enfermeiros, Médicos e Todos os outros Profissionais de Saúde, que foram essencialmente os grandes pilares da sustentação de todos os serviços durante esta longa jornada – a “Pandemia Covid”?

Chegados aqui, registamos mais uma vez a ingratidão da Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, e do Governo, para com os Enfermeiros!

Tenho para mim, que as condecorações e comendas não devem ser banalizadas e servem para agradecer, realçar e valorizar, servindo como exemplo, actos de galhardia, altruísmo e valor, reconhecendo-se perante a Sociedade, esses mesmo actos e valores. Assim sendo, ou todo o trabalho desenvolvido pelos Profissionais de Saúde, tem um valor altíssimo, que nenhuma comenda ou condecoração poderão agradecer e por isso a Srª. Ministra da Saúde não está ao nível de a poder decidir, atribuir e condecorar, ou o seu inflamado ego impediu-a de avaliar com clarividência, justiça, bom senso e isenção, o valor dos Profissionais que tem sob sua tutela, o que é um viés grande para um membro do governo de qualquer país e sobretudo com a pasta da Saúde.

Se por um lado, os Enfermeiros não estão à espera e não querem palmadinhas nas costas, nem condecorações ou comendas forçadas com cheiro a bafio e cínicas, por outro lado, como qualquer Humano ou Classe Profissional, gosta de ser reconhecido por todo o valor, entrega, altruísmo e profissionalismo que oferecem no desempenho das suas funções, particularmente durante tão agreste, esgotante e demolidor período que foi a “Pandemia”.

De forma tendenciosa e com uma enorme falta de isenção e cheia de preconceitos e estados de alma, como a Srª. Ministra da Saúde atribuiu a condecoração de “Medalha-Grau Ouro”, motiva com certeza, indignação aos Enfermeiros e Médicos. Mas sendo assim, com esta decisão da Srª. Ministra, retirou uns bons quilates de valor a este ouro, desta medalha, correndo-se o risco de se transformar esta medalha em latão ou pechisbeque, retirando com isso mérito merecido a quem foi condecorado. E quem foi condecorado, com este “pechisbeque”, como se sentirá? Não estranharam a falta de reconhecimento de Enfermeiros e Médicos?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.13

sexta-feira, 11 de março de 2022

O DINHEIRO DA TAP

O DINHEIRO DA TAP

 


Texto retitado da página do Facebbok da Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, Enfª. Ana Rita Cavaco.

Transcrevi para aqui este texto, porque está com uma assertividade extraordinária e retrata com fiabilidade o que são as prioridades e a gestão que se faz dos bens e dinheiros públicos.

"O Dinheiro para TAP

Decolou há minutos da Polónia um avião da TAP que transporta uma doente politraumatizada, Ucraniana, para o Hospital de São João. Até aqui tudo maravilhoso. A acompanhá-la vêm os nossos queridos Lara Marcelo, Médica e Márcio Silva, Enfermeiro dos órgãos da SR Norte da OE. Foram, de forma abnegada, buscar esta doente através dos Médicos do Mundo.

O problema é que deviam ter decolado há 24h atrás. O avião tinha uma avaria no motor e ficaram em terra com todos os riscos associados a isto para a doente e para eles. Honra seja feita ao Secretário de Estado, António Sales, e à tripulação, que preocupado tentou que outro avião fosse a caminho, mas não foi. Há quem se irrite porque gosto dele e lhe agradeço sempre, os invejosos do costume.

É o mesmo princípio que nos faz estar à espera de ser mobilizados após termos oferecido ajuda pro bono e até agora nada em termos oficiais. Todos os dias a embaixada da Ucrânia nos envia pedidos e nós à espera do dito plano para estas situações.

Calhou, neste caso, ser uma equipa que conhecemos com um elemento nosso, passando a vergonha da TAP de os ter deixado à espera 24h com uma doente politraumatizada quando outro avião está a 5h de distância.

Depois à hora do almoço vi uma misenscene com o PR, uma ministra e um avião da TAP com refugiados. Até o Pop fica nervoso quando se fala da TAP.

Foi para isto que enterrámos milhões numa companhia de bandeira? Precisamos é desses milhões na Saúde ou pelo menos que funcionem quando preciso.

Depois, lembrei-me do triste episódio com a TAP, recente, que deixou em terra o Presidente da Eslováquia. E voltei a lembrar-me que nos oferecemos pro bono.

Esperamos mais uns dias e vamos oferecer-nos aos Médicos do Mundo. É feio fazer show com a doente que vem para o Hospital de São João quando se lida com as situações com a boa vontade de ONG's e desta forma.

Sim, sim, já sei que é por dizer as coisas assim que não gostam de mim mas é o que é e estou velha para mudar. Também não vejo vantagem em fazer diferente, até ver, ser assim resolve muita coisa para os outros e é isso que me move. Obrigada a todos os envolvidos..."

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.11

O HORROR DA GUERRA NA UCRANIA - MATERNIDADE BOMBARDEADA

O HORROR DA GUERRA NA UCRANIA - MATERNIDADE BOMBARDEADA


Que horror!

Guerra é guerra, mas mesmo assim, há regras!

Mas quando falta o humanismo e o respeito por mulheres e crianças, estamos falados quanto aos princípios e valores dos "senhores desta guerra" ou de outra qualquer.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.10

CONDECORAÇÃO DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE

 "Condecoração do Serviço Nacional de Saúde"



"Presidente da República condecorou o SNS | Fotos: Cortesia Presidência da República"

"O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou o Serviço Nacional de Saúde (SNS), como Membro Honorário da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, tendo recebido as insígnias a Ministra da Saúde, Marta Temido.

Marcelo Rebelo de Sousa considera que o SNS foi “exemplar ao serviço de Portugal” destacando os “atos e serviços excecionais prestados, em particular durante a pandemia a Portugal, aos portugueses e a outros cidadãos” pelo SNS e a “abnegação e sacrifício” dos seus profissionais de saúde.

O SNS recebeu a condecoração no dia 2 de março, data que se assinalou o primeiro caso de Covid-19 registado em Portugal.

Após a cerimónia, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa jantou com especialistas que contribuíram para a análise da “Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal” nas reuniões do Infarmed.

Créditos fotografias: Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República"

Nota Pessoal:
Como Enfermeiro, não me sinto representado pela Srª. Ministra da Saúde, Doutora Marta Temido, no recebimento desta distinção e comenda de Sua Excelência o Presidente da República.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.11

quinta-feira, 10 de março de 2022

VIOLÊNCIA SOBRE OS ENFERMEIROS E SEGURANÇA – QUEM NÃO SE INDIGNOU?

VIOLÊNCIA SOBRE OS ENFERMEIROS E SEGURANÇA – QUEM NÃO SE INDIGNOU?

Link:




Foi notícia nacional a agressão que 2 Enfermeiros e um Segurança sofreram na madrugada do dia 22 de Fevereiro passado, no Serviço de Urgência do Hospital de Famalicão.

A tristeza invade-me completamente, com estes acontecimentos! Quem não se indignou com estas agressões? Isto foi bárbaro! Põe em causa o estado de direito, do nosso País! Como é possível, num serviço público, particularmente de saúde e de serviço de urgência, os seus Enfermeiros, com bastante idade até (62 anos), serem agredidos barbaramente? Nem no nosso local de trabalho estamos seguros, perante tais vândalos!

Mas igual tristeza me causa a ausência solidária e o silêncio cínico dos políticos e do Estado. É deplorável, insano, desprezível e vergonhoso, todo este silêncio ensurdecedor, de órgãos de soberania, governo, partidos políticos e a mais alta cúpula do Estado Português, Sua Excelência o Presidente da República, em não reprovar com veemência esta agressão gratuita, abjecta e ignóbil, aos Profissionais de Saúde, nomeadamente Enfermeiros, no Serviço de Urgência do Hospital de Famalicão (que foi o último caso, mas há tantos outros onde já aconteceu). Por onde anda a responsabilidade e representação do Estado? Que falta de solidariedade! Que vazio institucional!

A agressão a Profissionais de Saúde, particularmente Enfermeiros e a Médicos, vem-se acentuando. Nos primeiros 10 meses de 2021, foram reportados 752 ocorrências de violência contra Profissionais de Saúde. Estes acontecimentos são indignos, estas agressões são inqualificáveis, animalescas e que introduzem uma realidade de insegurança a todos e em toda a linha.

Quando acontecem estas agressões, não basta à Srª. Ministra da Saúde repudiar as mesmas, nem falar em colocação de botões de pânico ou coisa semelhante, como foi dito no passado. Não! São precisas medidas concretas, de protecção dos Profissionais de Saúde, perante tais actos inaceitáveis, seja qual for a forma, física ou psicológica. É preciso, é urgente traduzir estas palavras de repúdio em letra de lei e atribuir a estas agressões uma moldura penal “classificando-o” crime público. É urgente fazê-lo! O que vinha, para além de tudo, facilitar o processo, que implicava deixar de estar dependente que a vítima apresentasse queixa. Por outro lado, deveria ser a instituição onde tal agressões acontecessem, a participar ao Ministério Público.

É preciso e urgente voltar a colocar a Polícia, em presença física nos hospitais e serviços de urgência. É preciso dar condições aos Profissionais para que estejam protegidos nos seus locais e postos de trabalho.

Aos agressores, agitadores, atacantes e ofensores dos Profissionais de Saúde e da ordem pública é preciso castigá-los severamente! Haja leis e coragem para tal. Pede-se mão dura e pesada à justiça. Não à impunidade! Urge a consideração em moldura penal, de “crime público” com penas severas e exemplares. Pede-se ao Governo, e aos Ministérios da Saúde, Justiça e Administração Interna, um olhar atento e responsável na defesa dos Profissionais de Saúde, nomeadamente, Enfermeiros e das instituições de saúde - centros de saúde e hospitais no público, porque no privado e social também há agressões, daí a necessidade em tornar em crime público este tipo de agressões - para que não aconteçam actos de violência gratuita e criminal, junto de GENTE QUE CUIDA DE GENTE.

Numa outra vertente do problema, que mais dúvidas restam, para considerar a Profissão de Enfermagem, uma profissão de risco e desgaste, não só pelo facto de se trabalhar num ambiente infectado, de contágio e perigoso, mas também pela exposição a momentos altíssimos de stresse, de mutilações, traumatismo e de morte, e também, a este tipo de agressões, tão simplesmente por estarem no desempenho da sua profissão, na primeira linha quer no atendimento, quer no tratamento e prestação de cuidados de saúde, mas também na triagem nos SU. O que faz falta acontecer mais? Que mais evidências ou constatações são precisas?

Enquanto esperamos pela lenta decisão do poder político e do Governo, resta aqui, deixar um abraço de solidariedade aos Colegas e outros Profissionais agredidos!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.03.10

domingo, 27 de fevereiro de 2022

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO DOENTE – 11 DE FEVEREIRO

COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO DOENTE – 11 DE FEVEREIRO


Comemorou-se no passado dia 11 de Fevereiro, o “Dia Mundial do Doente”. Comemoração, esta, mais que justificada, porque nos toca a todos e, todos nós, alguma vez na vida ao longo do nosso ciclo vital, viveremos momentos de doença, nesta vida terrena.

Por todo mundo, foram feitos discursos e comemorado este dia que foi instituído em 1992, pelo Papa João Paulo II.

Este ano o Papa Francisco, deixou uma interessante mensagem classificando como “vírus” o individualismo e a indiferença, a saber: “O individualismo e a indiferença pelo outro são formas de egoísmo que, infelizmente, se amplificam na sociedade do bem-estar consumista e do liberalismo económico; as consequentes desigualdades também se encontram no campo da saúde, onde alguns gozam da chamada excelência e muitos outros têm dificuldade de acesso aos cuidados básicos” (Papa Francisco 2022.02.11).

Em Portugal, apesar de uma enorme evolução no “Sistema de Saúde” (SS) e particularmente no “Serviço Nacional de Saúde” (SNS), muito há ainda para melhorar, sendo certo que às vezes, algo se regrediu no que ao cuidar e tratar diz respeito. Convictamente e perante as regressões, afirmamos que a Pandemia não pode ser desculpa para tudo!

Comemorar o “Dia Mundial do Doente” não pode ser no dia marcado no calendário, mas muito mais que isso. A comemoração desta data passa por facilitar o acesso a cuidados de saúde a todos os Cidadãos doentes, com equidade. Estar inscrito em listas de espera, quer para cirurgias ou consultas da especialidade, vários anos à espera e não respeitar o cidadão doente, que em tempo útil não dispõe nem lhe é facultado o tratamento e cuidados de saúde, por forma a dar resposta às suas comorbilidades e por isso, melhorar ou curar o seu estado, no que à saúde diz respeito, é não comemorar o “Dia Mundial do Doente”. De igual forma, cuidar de doentes em serviços onde não se cumprem as dotações seguras com os Profissionais de Saúde, nomeadamente Enfermeiros em falta, é estar a pôr em risco, quer na ocorrência de acidentes, quer de vida, Profissionais e Doentes.

Comemorar o “Dia Mundial do Doente” é também dar condições aos serviços para que Enfermeiros e Médicos não apresentem escusas de responsabilidade, face a todas as carências e circunstâncias decadentes existentes. Estas carências, desinvestimento, cativações, desmantelamento de serviços e unidades, inação e falta responsabilidade, não podem ser direcionadas aos Profissionais e muito menos aos Cidadãos Doentes, mas sim ao poder político, Governo e Assembleia da República, que fazem a gestão e opções políticas, elaboram e ditam leis para a “Saúde” e cativam orçamentos. Se muitos dos problemas e dificuldades que se vivem no SNS têm já algumas décadas, nestes últimos 6 anos, foi uma gestão desastrosa do Governo do Partido Socialista e do Ministério da Saúde que se pautou por uma postura arrogante, não dialogante, fechado sobre si, preconceituoso e cheio de complexos ideológicos, não possibilitando a resolução de muitos destes problemas.

Há números que assustam e preocupam. São números credíveis com base em estudos e registos divulgados pela Ordem dos Enfermeiros, em que, devido às condições de trabalho e à incapacidade de prestação em segurança e em segurança dos cuidados de saúde, com a qualidade necessária e exigível, 4475 Enfermeiros apresentaram o respectivo pedido de escusa de responsabilidade. Outro alarmante indicador é a mortalidade que dispara para 7%, por cada doente a mais que fica a cargo de cada Enfermeiro. São os directores de serviço que se demitem, por esses hospitais ao longo do país, devido a carências infindáveis. São os doentes “amontoados” nas urgências e corredores, sem o mínimo de dignidade humana. Isto não é comemorar o “Dia Mundial do Doente”, nos dias de hoje do nosso século.

Convém lembrar que tanto os Enfermeiros como os Médicos, pelo menos estas duas Classes Profissionais, têm rigorosíssimos “Códigos Deontológicos” que penalizam os seus Profissionais, se na obrigação de tratar e cuidar com ética e deontologia, algo falhar, na alçada da sua responsabilidade. E é precisamente isso que estes Profissionais querem evitar que algo falhe, para bem de todos e pela excelência do cuidar da Pessoa Humana, para que, condignamente, o “Dia Mundial do Doente” se comemore efectivamente!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.21

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

A AGRESSÃO EM FAMALICÃO AOS ENFERMEIROS

 A AGRESSÃO EM FAMALICÃO AOS ENFERMEIROS

 



A tristeza invade-me completamente, com estes acontecimentos!

Mas igual tristeza me causa a ausência solidária e o silêncio cínico dos políticos e do Estado.

É deplorável, insano, desprezível e vergonhoso, todo este silêncio ensurdecedor, de órgãos de soberania, governo, partidos políticos e a mais alta cúpula do Estado Português, Sua Excelência o Presidente da República, em não reprovar com veemência esta agressão gratuita, abjecta e ignóbil, aos Profissionais de Saúde, nomeadamente Enfermeiros, no Serviço de Urgência do Hospital de Famalicão. Por onde anda a responsabilidade e representação do Estado? Que falta de solidariedade! Que vazio institucional!

Nem no nosso local de trabalho estamos seguros, perante tais vândalos!

Que mais dúvidas restam, para considerar a Profissão de Enfermagem, uma profissão de risco, não só pelo facto de se trabalhar num ambiente infectado e perigoso, mas também pela exposição que tem a este tipo de agressões. O que faz falta acontecer mais?

Pede-se mão dura e pesada à justiça. Não à impunidade! Urge a consideração em moldura penal, de “crime público” com penas severas e exemplares.

Pede-se ao Governo, e aos Ministérios da Saúde, Justiça e Administração Interna, um olhar atento e responsável na defesa dos Profissionais de Saúde, nomeadamente, Enfermeiros e das instituições de saúde - centros de saúde e hospitais - para que não aconteçam actos de violência gratuita e criminal, junto de GENTE QUE CUIDA DE GENTE.

Um abraço de solidariedade aos Colegas agredidos!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.23

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ESCUSA DOS ENFERMEIROS COM RESPONSABILIDADE

"ESCUSA DOS ENFERMEIROS COM RESPONSABILIDADE"

Transcrevo na íntegra o excelente e oportuno artigo do Sr. Presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Sérgio Branco, publicado hoje no Jornal Diário de Notícias, com o título "Escusa dos Enfermeiros com Responsabilidade"


Fonte: DN de 2022.02.15
As pessoas com doença, sobretudo as que se encontram em unidades hospitalares, têm-nos feito chegar algumas preocupações com o crescente aumento de pedidos de escusa de responsabilidade dos enfermeiros. Os ecos parecem relacionar tais pedidos com um eventual menor empenho na prestação dos cuidados, suscetível de pôr em causa o dever de exercerem a profissão com os adequados conhecimentos científicos e técnicos, com o respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e bem-estar de cada pessoa a seu cargo.

Ora, convém esclarecer que os pedidos de escusa de responsabilidade nada têm que ver com o zelo e dedicação com que cada enfermeiro deve encarnar o exercício profissional. Todos temos a noção de que, no dia-a-dia da profissão, lidando nós com a vulnerabilidade do ser humano e com as incertezas da ciência, embora sempre orientados por uma prática baseada na evidência, há o risco de incidentes e de eventos adversos. Infelizmente, nem tudo corre sempre bem, embora, felizmente, a enfermagem praticada em Portugal seja reconhecidamente de excelência e, por isso, os nossos enfermeiros serem tão requisitados por instituições de saúde estrangeiras.

Assim, uma coisa é a ocorrência de adversidades devido à complexidade de cada situação particular, com consequências que podem ser inesperadas, e que, por isso, os enfermeiros subscrevem um seguro de responsabilidade civil suportado pela Ordem; outra coisa bem diferente é verificarem-se eventos adversos porque os enfermeiros, não obstante o seu empenho e brios profissionais, e o cumprimento escrupuloso do seu código deontológico, carecerem das condições mínimas para exercerem o seu trabalho com qualidade e segurança para a pessoa doente e para si próprios. Estas carências refletem-se quer ao nível de recursos humanos quer ao nível de recursos materiais.

Recordamos que os enfermeiros em Portugal têm como princípio para o seu exercício profissional "o respeito pelos direitos humanos na relação com os clientes" - de acordo com o código deontológico do enfermeiro, constante do Estatuto da Ordem dos Enfermeiros (EOE) - Decreto-Lei n.º 104/98 de 21 de abril republicado pela Lei n.º 111/2009 de 16 de setembro.

Na região sul, de que sou responsável enquanto dirigente da Ordem dos Enfermeiros, foram apresentadas um total de 1224 declarações de escusa, nomeadamente nos hospitais de Setúbal, Algarve e Amadora-Sintra que enfrentam as situações mais graves, além de Santa Maria, onde, recentemente, 101 enfermeiros da urgência fizeram o mesmo, assim como 31 enfermeiros do bloco operatório do hospital de Vila Franca de Xira. A nível nacional foram apresentados 4475 pedidos de escusa de responsabilidade.

Esta anormalidade, contudo, não escusa o enfermeiro de cumprir o seu juramento, feito no início da profissão, de a "exercer com respeito pela vida, pela dignidade humana e pela saúde e o bem-estar da população, adotando todas as medidas que visem melhorar a qualidade dos cuidados e serviços de enfermagem (texto do juramento). Por outro lado, também o conselho diretivo da secção sul da OE não se pode eximir do seu dever estatutário (OEO art. 46.º, n.º 2) de zelar pela dignidade do exercício profissional e assegurar o respeito pelos direitos, liberdades e garantias dos enfermeiros; e zelar pela qualidade dos cuidados de enfermagem prestados à população e promover as medidas que considere pertinentes.

Acresce a isto, ainda no âmbito dos deveres deontológicos (EOE art. 109.º) que o enfermeiro deve assegurar, por todos os meios ao seu alcance, as condições de trabalho que permitam exercer a profissão com dignidade e autonomia, comunicando, através das vias competentes, as deficiências que prejudiquem a qualidade de cuidados.

Concluindo, os enfermeiros estão a apresentar escusas de responsabilidade, não para se escusarem dos seus deveres deontológicos, mas para chamar à atenção das entidades dirigentes da saúde, nomeadamente do Ministério da Saúde e da Entidade Reguladora da Saúde, para a carência de meios, nomeadamente de recursos humanos, que impedem a prestação de cuidados seguros e de qualidade aos doentes, estando provado que por cada doente a mais a cargo de um enfermeiro a mortalidade sobe 7% nos hospitais.

Os enfermeiros apresentam escusas de responsabilidade no estrito cumprimento do seu código deontológico, em defesa dos doentes. E nós, dirigentes da Ordem, estamos obrigados estatutariamente a promover as medidas que se considerem pertinentes para que os enfermeiros cumpram com dignidade o seu juramento. Mas não os podemos obrigar a dar de si tudo o que podem e sabem se carecerem dos meios básicos para o fazerem. Resta-nos apelar a toda a sociedade, e aos responsáveis políticos em particular, para que reflitam sobre isto e tomem as medidas tidas por mais convenientes.

Presidente do conselho diretivo da secção sul da Ordem dos Enfermeiros"
Fonte: DN de 2022.02.15

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.15

sábado, 12 de fevereiro de 2022

A DECISÃO DO POVO EXPRESSA NO VOTO

A DECISÃO DO POVO EXPRESSA NO VOTO

As “Eleições Legislativas 2022”, já se realizaram, mas os problemas permanecem!

Apesar de este ano ter havido um dia de votação antecipada/mobilidade, como medida preventiva face à ameaça da “Pandemia e Contágios” e também por forma a diminuir a abstenção, foi no dia 30 de Janeiro, que se efectivaram ditas eleições.

Os Portugueses tiveram, este ano, uma responsabilidade acrescida ao serem chamados a votar, por várias razões:

1- A necessidade de afirmar, neste acto eleitoral, a democracia e a liberdade de escolha;

2- De quem quiseram para Primeiro-Ministro e na composição do Parlamento/Casa da Democracia, atribuindo mandatos aos seus representantes

3- E, a questão mais importante neste contexto de Sociedade em que vivemos actualmente, sem medo das limitações e condicionalismos que a “Pandemia” nos impõe: Umas vezes, por razões efectivas, de agressividade do vírus, da ciência e da investigação, outras, menos claras, ordens e razões políticas e gestões duvidosas (de calendários) que não estão ao alcance da maior parte dos Cidadãos.

A Sociedade, na forma abstracta e, os Cidadãos substantivamente, foram chamados a votar e fazer opções perante aquilo que os políticos e partidos lhes ofereceram. Uns durante 6 anos e com afirmação de continuidade das políticas até agora vividas. Outros em alternativa ao actual governo e com políticas diferentes, ou forma de governar e implementar políticas com opções distintas, que respondam melhor às necessidades, limitações e desejos de uma Sociedade que carrega uma excessiva carga fiscal.

Os Cidadãos eleitores tiveram a oportunidade de, votando, dar continuidade ou não, às políticas que limitam o acesso à saúde, com listas de espera intermináveis, que à boca da pistola de abastecimento de combustíveis deixam uma grande parte do seu rendimento líquido (como esta semana se sentiu mais uma subida de preços), perante o custo exacerbado dos combustíveis, que na iluminação e aquecimento dos seus lares pagam uma energia cara e cheia de taxas que oneram a factura final e que, infelizmente, vai ficando muito pouco para a alimentação, para cuidar e educar os filhos e para cuidar dos dependentes, e na Justiça esperam anos por uma decisão judicial, com custos elevadíssimos, só ao alcance de alguns. Também os idosos, com reformas muito reduzidas e com uma vida de árduo trabalho, “pagam mais em impostos” do que, o que lhes sobra, para levarem uma vida mais desafogada, e que muitas vezes, em consequência das várias doenças e comorbilidades, muito das suas parcas reformas fica na farmácia. Muitas vezes a opção é entre alimentação ou medicamentos. Comer ou não comer!

As eleições do dia 30, foram umas eleições que irão permitir a afirmação desta nossa querida Nação, como um Portugal que vai olhar mais além, sem hipotecar as gerações futuras, que de alguma forma já estão implicadas com muitos compromissos, ou se os Cidadãos preferiram um Portugal da ilusão, da governação à vista, do empurrar as grandes decisões com a barriga, adiando-as sempre, para que outros mais tarde, com coragem e abnegação assumam o leme e nessa altura, sejam obrigados a mais uma vez sacrificar o seu povo, já mártir de tantos impostos?

A resposta a estas e a tantas outras perguntas, está no momento de decisão que os Cidadãos tiveram, no acto cívico de votar. E esse, sempre com sabedoria, é o veredicto, que todos e em democracia têm de respeitar. E o Povo votou e deu maioria absoluta ao PS.

A democracia constrói-se sempre, com a participação livre e expressão genuína de um Povo e, não, nunca, manipulada por mentiras vendidas pelos tabloides e primeiras páginas sensacionalistas de jornais ou espaços de comentário, com “actores” avençados, envergando reluzentes fatos azul-marinho com gravatas da mais fina seda, (mas que “comem da mesa abastada do orçamento”), para tentar dar um ar de seriedade e sobriedade nos seus comentários, para o mais humilde e anónimo Cidadão, íntegro, que tem o seus impostos em dia, contribuindo de forma honesta, na maior parte das vezes sem o saber, para a tal “mesa abastada” de dito orçamento.

O futuro será o que a “nova” maioria absoluta quiser e que eventualmente, no seu espaço imaginário, Sua Excelência o Presidente da República, agora mais limitado “no espaço” político deixar acontecer.

O certo e o presente, é que os Portugueses têm baixos salários, estão na cauda da Europa como agora o Primeiro-Ministro reconheceu, pagam a gasolina 17 cêntimos/litro mais cara que a média da EU e na Saúde, Enfermeiros e Médicos, pedem escusa de responsabilidade no tratar e cuidar dos Cidadãos doentes, face ao estado em que o PS colocou o SNS.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.09

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

DIA MUNDIAL DO DOENTE

 DIA MUNDIAL DO DOENTE

 

Fonte: O E Madeira

"O Dia Mundial do Doente é comemorado anualmente a 11 de fevereiro. A data foi instituída em 1992, pelo Papa João Paulo II, sendo este dia um momento de sensibilização da sociedade civil, para as necessidades e direitos da pessoa doente.

Esta efeméride revela-se de grande importância, em particular para os Enfermeiros, isto porque, a pessoa doente é um dos seus focos de atenção.

O Enfermeiro cuida de todos os que acorrem aos serviços de saúde, numa perspetiva holista e multicultural, incluindo nesse cuidado, a família e a comunidade em que estão inseridos, traçando planos individualizados, que dão resposta às necessidades da pessoa, família ou comunidade.

A Secção Regional da Madeira da Ordem dos Enfermeiros assinala esta data, de particular relevância nesta pandemia que atravessamos, enfatizando, que apesar das adversidades, os Enfermeiros estiveram sempre ao lado das pessoas doentes, suas famílias e comunidade, não deixando ninguém sozinho."
Fonte: O E Madeira

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.02.11

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

AGRADECIMENTO PÓS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2022

AGRADECIMENTO PÓS ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2022


Integrei a lista de Candidatos a Deputados do PSD pelo Círculo Eleitoral de Viana do Castelo. 

Por este Círculo Eleitoral mantivemos os 3 mandatos (3 Deputados para o PSD e 3 Deputados pelo PS).

A nível nacional o PSD teve uma grande derrota. Não foram atingidos e conseguidos os objectivos propostos e desejados.

Como Enfermeiro, tentei dar visibilidade à minha Classe Profissional e alertar e sensibilizar para algumas situações menos boas e alarmantes no SNS, e na Saúde no seu geral.

Assim, com muita humildade e afirmação felicitar os dirigentes do PS, quer a nível Concelhio, Distrital e Nacional, pela vitória alcançada. Foi, realmente, uma grande vitória. E acima de tudo, sem sofismas nem hipocrisias, desejar aos vencedores muitas felicidades e uma boa legislatura, com resposta às necessidades da Sociedade e Povo Português.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2021.01.31

A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO

  A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO Quando a tecnologia se torna inteligente, precisamos de comunidades capazes de produzir saúde Fonte i...