domingo, 10 de fevereiro de 2019

A REALIDADE DAS MÁSCARAS, ÀS MASCARAS DA REALIDADE... ELAS VÃO CAINDO!

A REALIDADE DAS MÁSCARAS, ÀS MÁSCARAS DA REALIDADE…

ELAS VÃO CAINDO!


“Uma longa caminhada começa com o primeiro passo” (Lao Tsé).

Já assim pensaram e disseram filósofos, pensadores e sociólogos. Os ENFERMEIROS PORTUGUESES também já iniciaram esta caminhada, há algum tempo.


Hoje, olhamos para trás e confirmamos que percorremos alguns caminhos, de piso duro, que se mostraram errôneos e que afinal eram em círculo, e não nos levavam a lado nenhum. Houve sindicatos que se afirmaram com o poder que a Classe de Enfermagem lhes dava. Atrás deles tiveram um número enorme de ENFERMEIROS, que acreditaram que efectivamente defendiam os seus interesses. Foram dias de greves e manifestações que não levaram a nada. Antes pelo contrário, levaram à destruição de uma carreira, a um nivelamento por baixo da Classe de Enfermagem, com baixas remunerações e ausência de progressões e valorização profissional. Foi um “polvo” que se instalou na Ordem dos Enfermeiros, na nomeação de Enfermeiros Directores, chefias intermédias e outras “ocupações”. Levaram ao definhamento de uma ENFERMAGEM que tinha progredido e se tinha valorizado e que, em poucos anos, ombreava em termos de formação, com outras Classes Profissionais.

Mas o tempo, esse calmo e sereno sábio, começou a demonstrar que afinal se acentuava o definhamento da Classe: continuava a não progredir, as remunerações continuavam baixas e a valorização desvanecia-se rapidamente. A desilusão era grande!

Eis que as “águas se agitam” em 2015. É eleita uma nova Ordem dos Enfermeiros, que até então era “detida” por um Conselho Directivo de militantes e simpatizantes de Esquerda, nomeadamente do PCP. Acontece então, um rude golpe na esquerda manipuladora.

Em 2017 a ENFERMAGEM começa a ganhar novo folego. O Primeiro sinal de insatisfação, de luta, de indignação e de afirmação, surge com os Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (ESSMO’s). Com estes Colegas foi dado o primeiro sinal de que os ENFERMEIROS começariam uma luta responsável mas incômoda para o Governo e poder político. “Iniciaram-se” algumas negociações com o Governo. Mas o vazio era grande. E nos meses que se seguiram os ENFERMEIROS foram manifestando a sua insatisfação, entregando as suas cédulas de Especialistas e limitando-se ao desempenho de generalistas. Os Hospitais, através dos Blocos de Partos, foram os primeiros a perceber, graças aos “EESMO’s”, que se os ENFERMEIROS levassem para a frente a sua luta e reivindicação, as coisas não seriam fáceis para os Médicos, que num primeiro momento se acharam capazes de tudo fazerem, havendo até declarações do Sr. Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Miguel Guimarães, dizendo que os Médicos assegurariam todo o trabalho. Mas foi sol de pouca dura, porque logo a seguir declarou que os serviços entrariam em rotura se não houvesse acordo com os ENFERMEIROS, nomeadamente os “EESMO’s”. Caiu uma máscara! As Administrações tremeram, retaliaram e tentaram obrigar por diferentes vias, a que os ENFERMEIROS assumissem o serviço como especialistas. O Ministério da Saúde começou a sentir-se sem capacidade de gestão e resposta a estas iniciais formas de luta dos ENFERMEIROS. Foram meses difíceis para estes Profissionais, mas também para a tutela. O Verão estava à porta. Era assustador. Começaram as promessas e os Sindicatos, de forma oportunista, começam-se a colar-se a este movimento.

Chegou Setembro/2017 e aí a independência dos ENFERMEIROS afirmou-se. Surgiu o Movimento Nacional de Enfermeiros-MNENF, foram marcadas vigílias, programação de uma greve de 5 dias e uma mega manifestação em Lisboa. E a célebre “REVOLUÇÃO DOS CRAVOS BRANCOS”. Para “legalizar” a greve de 5 dias o Sindicato dos Enfermeiros-SE, de forma oportuna mas a reboque, “decretou” esta greve. O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses-SEP, como já vinha sendo hábito, parecia não estar com os ENFERMEIROS e tentava o seu “quinhão” nos bastidores e entre gabinetes do Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde, do então Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, tal como o Governo, estremeceu. Negociações obscuras e o SE acaba por vender todo o entusiasmo dos ENFERMEIROS por 150€ por um suplemento para Especialistas e, com isso, esvazia o balão e espiral de força dos ENFERMEIROS. Caiu mais uma máscara! O SEP continuava no contra e a boicotar tudo que fosse a favor dos ENFERMEIROS.

Neste vazio, com estes Sindicatos cristalizados, fora de prazo, vivendo ainda deslumbramentos da guerra fria ou da revolução/manifestação de 1976, surgem dois novos Sindicatos ASPE e SINDEPOR. Têm dificuldade em se afirmar, mas o tempo e os ventos sopram-lhes a favor.

Daí até aos dias de hoje, foi preciso muito trabalho, muita união, nervos de ferro e muita cabeça fria. Houve provocações, estratégias, e de tudo um pouco para desintegrar a união que se estava a conseguir entre os ENFERMEIROS. Coisas raríssimas aconteceram! Contudo isso, quem se desintegrou foi um Ministro da Saúde, que não passava mais de um Secretário de Estado da Saúde dentro de um Ministério da Saúde capturado pelo Ministro das Finanças.

O Ministério da Saúde, movido por agendas políticas e olhando a desunião entre os quatro principais sindicatos, que não foram capazes de levar para a frente uma agenda comum de alguns pontos e reivindicações em favor da Classe de Enfermagem, geriu a agenda a seu belo prazer! O SEP e o SE davam, permanentemente, facadas uns nos outros e nas costas dos novos sindicatos e tentavam dilacerar ainda mais a ENFERMAGEM. Neste pântano e percurso de pessoas menores e egos inflamados, de dispares agendas e interesses, diferenciou-se a Ordem dos Enfermeiros, num nível superior.

A grande surpresa e afirmação nasce de um grupo espontâneo de ENFERMEIROS, que iniciam a angariação de fundos em crowdfunding, constroem a “Greve Cirúrgica 1” e depois a “2”. Inteligentemente, e, numa postura de verdadeira defesa dos ENFERMEIROS, os Sindicatos ASPE e SINDEPOR tomam a defesa da Classe e assumem os pré-avisos das duas “Greves Cirúrgicas”. Entram nas negociações com o Ministério da Saúde e demarcam firmemente o terreno. “Alma nova” surgia no seio da Classe de Enfermagem. A “Greve Cirúrgica 1” deixa sem resposta administrações hospitalares, Ministério da Saúde e atormenta os gabinetes do Governo, da Sede do PS no largo do Rato e desconcerta os outros sindicatos SE e SEP. O movimento e independência dos ENFERMEIROS rompem amarras e foge do controle de comités centrais e outras constelações partidárias e sindicais.

A luta está brava e acesa. A contrainformação é muita. Manipulação da verdade e das notícias, tentando descredibilizar os ENFERMEIROS, os Sindicatos ASPE e SINDEPOR e porque a Ordem dos Enfermeiros e a sua Bastonária tornaram-se o alvo a abater, foram orquestradas campanhas a todos os níveis: Jornais, comentadores, políticos, televisão. A coação por algumas chefias e administrações fez-se sentir. Mas os ENFERMEIROS dos Blocos Operatórios aguentaram estoicamente. Voltaram a cair muitas máscaras a estes actores.

Veio o Natal, Ano Novo e Reis e com isso, os Sindicatos, movimentos e os ENFERMEIROS deram uma trégua ao Governo, no sentido de levar a bom porto as negociações. O Governo e a Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, numa posição narcisista, prepotente e autoritária, recorreram a pedidos de pareceres da PGR, ao insulto e à má-criação, onde o Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, foi o grande responsável e interveniente. Caíram-lhes as máscaras. As negociações romperam-se. A “Greve–Cirúrgica 2” instalou-se. As Administrações Hospitalares instrumentalizadas, recorrendo a expedientes e estratagemas alegam o não cumprimento de serviços mínimos. O Governo decreta a “Requisição Civil”, dizem os Advogados, de forma ilegal. Questiona-se o crowdfunding e a sua legalidade, questiona-se tudo, menos o mais importante, que é o porquê da razão dos ENFERMEIROS PORTUGUESES chegarem a este extremo?

Acresce a todo este desfilar de acontecimentos e demonstrando-se incapaz de controlar o que quer que seja, e tendo perdido o “comboio” que tentou fazer “descarrilar”, o SEP, vem em declarações, completamente “encostado às cordas”, dizendo que nunca financiou greves nestes termos, muito menos as dos ENFERMEIROS! É o descrédito total para este Sindicato!

Portanto, este sábio tempo, fez cair as máscaras do SEP, do PCP, do BE, do PS, do PSD, do CDS e de muitos outros políticos, comentadores, jornalistas e criadores de “fake news”.

Até o Sr. Presidente da República vendido ao mediatismo bacoco de selfies efêmeras, de uma agenda política da esquerda e de uma sobrevivência à sua própria forma demagoga de “investigue-se primeiro e conclua-se depois”, toma partido e trai a isenção que deve ter, em favor da conjuntura partidária e do governo. Não soube ser um Presidente de todos os Portugueses, que alguns também são ENFERMEIROS. Caiu mais uma máscara!

O tempo dará mais respostas e, fará cair, mais mascaras!

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02.09 – 20h30

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

PRESIDENTE DA REPUBLICA TRAIU DEVER DE ISENÇÃO


PRESIDENTE DA REPUBLICA TRAIU DEVER DE ISENÇÃO
NA SUA APRECIAÇÃO PUBLICA, SOBRE GREVE CIRÚRGICA
DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

ENFERMEIROS PORTUGUESES colocaram a Saúde e o SNS no centro do furacão.


Fica demonstrado que o trabalho e a existência dos ENFERMEIROS PORTUGUESES no Sistema de Saúde é imprescindível e pode parar qualquer hospital.

O Governo continua emaranhado nas teias da dificuldade de ter afrontado os ENFERMEIROS PORTUGUESES. E tenta a todo o custo virar os Portugueses contra portugueses, que alguns deles, são ENFERMEIROS. Não mediu bem as consequências da requisição civil, e as ondas de choque já se fazem sentir. Julgou que isto era decretar e está resolvido, mas enganou-se.

O Prof. Doutor Garcia Pereira acusa o Governo de manipulação contra os ENFERMEIROS.

Não bastava esta incapacidade do Governo, vertida em atitudes e medidas autoritárias, prepotência, rompimento de negociações e inoperância, para vir depois Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, com um “afecto extremoso” para com o Governo, demonstrar que não é o Presidente de todos os Portugueses. Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, tomou partido por uma das partes. Deixou de ser isento!

Sua Excelência o Presidente da República, extravasou na equidistância que deveria ter, ao pronunciar-se, da forma que o fez, traindo o dever da isenção, num programa de televisão, qualificando algumas questões profundas, com um discurso pobre, superficial, tendencioso, daninho e danoso, que ainda é mais negativo, vindo de um Professor Catedrático de Direito, que ocupa o lugar mais alto da Magistratura Nacional.

Lamento, não só como ENFERMEIRO, mas como cidadão, porque entendo que o Presidente da República deve ser mais recatado, principalmente em casos sensíveis e de fundo como estas questões da Saúde, mas mais do que isso, do Sistema de Saúde, que é mais que o Sistema Nacional de Saúde. Lamento, por tudo o que disse, mas também porque entendo que o Presidente da República deve fazer pontes, fazer aproximações, gerir silêncios, ser diplomata nos bastidores, não se expor, muito menos de forma tendenciosa e pública como o fez.

A Sociedade Portuguesa não está distraída. Pode não gostar da “Greve Cirúrgica” dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, mas também não está a gostar das fantochadas do Sr. Presidente da República Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, porque as sondagens estão a dar um nível de popularidade em queda acentuada.

Se me permite Sr. Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, receba em audiência os ENFERMEIROS, que lhe formularam este pedido há cerca de 2 anos e que ainda não respondeu. Ouça as suas reivindicações. Seja mais isento nas funções que desempenha, nomeadamente nesta protecção tendenciosa que está a dar ao Governo. E se me permite dizer-lhe, essa protecção vai custar-lhe caro.

Uma palavra de desalento com sabor a traição, que dirijo à nossa Sociedade. Tantas e tantas vezes, nós ENFERMEIROS, como que advogados de defesa dos direitos dos doentes, somos mediadores, defensores, influenciadores e cuidadores. Mas agora, num momento crucial da nossa luta que vai muito mais além do que a reivindicação e exigência da nossa Carreira, da nossa remuneração, mas também em defesa de um bom SNS, exigindo mais ENFERMEIROS, para ter-mos mais tempo para ouvir, tratar e cuidar dos Cidadãos doentes, são estes mesmos Cidadãos que se colocam contra esta Classe Profissional – ENFERMAGEM E ENFERMEIROS – em favor de um Governo que gasta dinheiro na banca falida, que retira dinheiro à Saúde, à Educação, à Segurança Social e à Justiça para pagar empréstimos de bancos sem segurança, falidos, que mantém clientelas, que “desfalca” esta País à custa de tantos sacrifícios.

Merecíamos melhor deste Povo que muito precisa de nós, mas que se torna mal-agradecido!

Caros Colegas não esqueçam nunca:
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02.08 – 19h30

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

GOVERNO PREPOTENTE, AUTORITÁRIO E DITATORIAL DECRETOU REQUISIÇÃO CIVIL


ENFERMEIROS PORTUGUESES FORÇAM GOVERNO PREPOTENTE, AUTORITÁRIO E DITATORIAL A DECRETAR REQUISIÇÃO CIVIL

A HORA CHEGOU!

Hoje escrevo só para Vós Colegas ENFERMEIROS PORTUGUESES!



Os ENFERMEIROS PORTUGUESES, particularmente os Colegas dos Blocos Operatórios escreveram mais uma página na História da ENFERMAGEM. Ditará a história, que estes ENFERMEIROS, forçaram o Governo, em Conselho de Ministros, a decretar a “requisição civil” para amordaçar a GREVE CIRÚRGICA 2”. Impotente e incapaz de negociar, e chegar a algum acordo com os ENFERMEIROS PORTUGUESES, o Governo viu-se forçado a tomar uma medida “ditatorial”, autoritária e prepotente para interromper a GREVE!

Caros Colegas, Todos vós, representaram o orgulho de uma Classe, que contra tudo e todos, aguentaram estoicamente, as pressões, as mentiras, as armadilhas, as coações, ingratidões, injúrias e toda uma pressão psicológica. Mas aguentaram!

Quanto Orgulho em TODOS VÓS! OBRIGADO!

Daqui também o meu abraço de solidariedade à nossa Digníssima Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco, por dar a cara, sem vergar, sem ter medo, sem perder a postura e sem mudar a “cor da pele”. Muito obrigado por este exemplo e lição de dignidade e de elevação, sem medo!

Mas agora, a HORA CHEGOU!

A hora chegou a Todos nós, por toda esta selvajaria que nos fizeram e estão a tentar fazer ainda mais, mas não vamos virar a cara à luta!

A hora chegou também a Todos nós, e principalmente aos COLEGAS ENFERMEIROS DOS BLOCOS OPERATÓRIOS, que mais uma vez, a esperança de Toda uma Classe está nas vossas mãos: Digam não aos SIGIC’s.

A hora chegou a Todos nós e principalmente, a Todos os Colegas em Serviços nevrálgicos. Digam não às horas extraordinárias, para assegurar o funcionamento de serviços.

A hora chegou, também aos Srs. ENFERMEIROS DIRECTORES, para mostrarem de que fibra, são feitos.

A hora também chegou para dizer: Obrigado ASPE, obrigado SINDEPOR, Obrigado Ordem dos Enfermeiros!

OS ENFERMEIROS PORTUGUESES têm dignidade, sabem respeitar as “regras de jogo”, são leais, cumpridores dos preceitos legais, éticos e deontológicos. Por nós, nunca faltarão cuidados de Enfermagem aos doentes, às Famílias, à população e à Sociedade, embora raramente nos reconheçam essa dedicação. Mas somos muito superiores a isso! Estamos ao serviço da vida e não ao serviço de interesses obscuros, monetários ou outros.

Obrigado Colegas pelo esforço até agora demonstrado, para e por Todos nós! Todos nós estaremos muito agradecidos pela Vossa galhardia.

A luta continua, com mais união, mais estratégia, mais afirmação, mas sempre de cabeça levantada.

Nunca esqueçam: Quem não luta ao seu lado durante a batalha, não merece estar ao seu lado após a vitória.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02 – 19h30

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

A FREQUENTE HIPOCRISIA DO SR. PRIMEIRO-MINISTRO, DR. ANTÓNIO COSTA


A FREQUENTE HIPOCRISIA DO Sr. PRIMEIRO-MINISTRO, 
Dr. ANTÓNIO COSTA

Ontem (2019.01.05), na televisão, quem ouviu, apreciou mais uma vez, a hipocrisia e a desonestidade intelectual, com que o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa trata os Portugueses, todos aqueles que se lhe opõem e neste caso, os ENFERMEIROS PORTUGUESES.

O SNS está em estado calamitoso. Mas a culpa não é dos ENFERMEIROS! Perante a “Greve Cirúrgica 2”, estando a cumprir-se os serviços mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral, vem o Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa, com o papão da “requisição civil”. Em boa verdade, penso que foi uma alegoria lançada ainda na “Greve Cirúrgica 1” e que a Comunicação Social e outros comentadores muito gostaram e que agora estão a empolar e lhes serve de bandeira.

Concerteza que esta requisição civil não vai incomodar os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Incomodados devemos de nos sentir se a Justiça for instrumentalizada num estado de direito e democrático, onde o poder judicial deve ser independente e totalmente separado do poder político. Incomodados deveremos de nos sentir, se esta mesma Justiça estiver ao serviço das vontades políticas do momento, em desfavor dos Cidadãos e da Sociedade.



Interessa é avaliar a incapacidade que o Governo e o Ministério da Saúde tiveram, ao não conseguir ter uma atitude negociadora, pedagógica, séria e de agregação, que levou a Classe de Enfermagem a este extremo de manifestação, perante o impasse de resposta às reivindicações. Mas mais grave é o estado em que está o SNS, por causa do Governo ser incapaz de o capacitar com condições materiais e recursos humanos para melhor receber, cuidar, tratar e reintegrar os Cidadãos doentes que recorrem ao mesmo. A falta de dignidade, de insulto e completamente desumano é o serviço, que na maior parte das vezes com dezenas de meses de espera para consultas e cirurgias, coloca à disposição dos cidadãos. E isso não são os ENFERMEIROS que decidem.

Mais grave ainda é quando, um Secretário de Estado da Saúde, secundado agora pela Srª. Ministra da Saúde, rompe relações com uma Ordem Profissional, neste caso a Ordem dos Enfermeiros, alegando o apoio desta, à “Greve Cirúrgica”, não concretizando essa acusação. Curioso, não tomou igual medida, quando até estava no governo de então, quando a Ordem dos Médicos, pelo seu Bastonário, prestou declarações e apoiou a greve dos Médicos. Para situações iguais, atitudes diferentes! Já conhecemos o figurino.

Depois, vem o Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa, vitimizando-se, argumentando que vai apresentar queixa na justiça contra a Ordem dos Enfermeiros por violação da lei que proíbe participação em actividade sindical. Óh Sr. Primeiro-Ministro, chega de hipocrisia. Importa-se, já agora, de concretizar em que momentos a Ordem dos Enfermeiros cometeu tal ilegalidade? Já conhecemos as suas insinuações, os seus fantasmas, as suas formas de vitimização e orquestrações. E repetiu-as hoje, na Assembleia da República. E os Deputados, delirantes e embasbacados, aplaudiram!

Tudo isto, tem três questões de fundo:
·         A Ordem dos Enfermeiros, pela voz da sua Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco, tornou-se mais mediática, interventiva e colocando-se ao mesmo nível de outras Ordens Profissionais, provocando dissabores ao Governo e a essas Ordens Profissionais que até então se julgavam apenas elas, detentoras do espaço mediático, de opinião e do pleno e único saber.
·         A tentativa do Governo em provocar o desgaste da Bastonária Enfª. Ana Rita Cavaco, porque vão ocorrer neste final de ano de 2019 eleições para os Orgãos Sociais da Ordem dos Enfermeiros;
·         O Governo desbaratou o dinheiro em salvar bancos falidos a custo das cativações na Saúde, Justiça, Educação e Segurança Social, e agora não consegue dar resposta aos compromissos que anteriormente propalou. Veja-se por exemplo a mensagem do então candidato a Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, que fez dirigida aos ENFERMEIROS PORTUGUESES;

Há uma realidade que não podemos esconder nem tolerar. Um ataque à Ordem dos Enfermeiros e à sua Bastonária, é um ataque a todos os ENFERMEIROS. Venha este ataque de onde vier! Não podemos tolerar nem ficar calados perante tamanha agressão que este Governo está a fazer aos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Não podemos tolerar os insultos que lhes são dirigidos. Não podemos tolerar a falta de respeito que é usada e instrumentalizada para atingir os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Diz o Povo que, “quem não se sente, não é filho de boa gente”. Nós entendemos que os ENFERMEIROS são filhos de gente boa, séria, honrada e trabalhadora, portanto…

Mas também, uma coisa é certa, perante todas as atoardas, demagogias e insultos que o Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa dirige, ficamos a saber e a conhecer muito mais sobre o seu caracter e forma de estar, do que a quem ele quer atingir ou diminuir. Atitudes que são de uma personagem menor e nunca de um estadista que Portugal está a necessitar.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02.06 – 18h00

IIªs JORNADAS DA UCC DE VIANA DO CASTELO

IIªS JORNADAS DA UCC DE VIANA DO CASTELO




A Unidade de Cuidados na Comunidade de Viana do Castelo tem a honra e o orgulho de apresentar as II Jornadas de Cuidados de Saúde na Comunidade, a terem lugar nos próximos dias 12 e 13 de Abril no Auditório da Escola Superior de Saúde de Viana do Castelo.

A temática deste evento científico será “Parentalidade: Desafio ou Oportunidade” e constituirá, certamente, um momento muito nobre de reflexão sobre um assunto tão em voga na atualidade.



Mais novidades brevemente, nomeadamente com a divulgação do programa, que promete ser incrível!!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

ENFERMEIROS PORTUGUESES NÃO PODEM FICAR CALADOS FACE AOS INSULTOS QUE LHES SÃO DIRECCIONADOS


ENFERMEIROS PORTUGUESES NÃO PODEM FICAR CALADOS
FACE AOS INSULTOS QUE LHES SÃO DIRECCIONADOS

ESTRANHAMOS ALGUMAS POSSÍVEIS CORRELAÇÕES DE ACONTECIMENTOS!



Desde que os ENFERMEIROS PORTUGUESES tomaram em suas mãos a defesa da Classe e se emanciparam dos tradicionais Sindicatos, gerou-se uma revolução silenciosa, que lhes provocou a “perda de medos”, as negociações com os Sindicatos deixaram de ser tabus, como qualquer coisa intocável. Os movimentos de ENFERMEIROS afirmaram-se, a união entre a classe foi-se afiançando. A Ordem dos Enfermeiros, com a Bastonária Ana Rita Cavaco, colocou-se sempre ao lado dos ENFERMEIROS. Tornou-se mais mediática, interventiva e colocando-se ao mesmo nível que outras Ordens Profissionais, provocando dissabores a essas Ordens Profissionais que até então se julgavam apenas elas detentoras do espaço mediático, de opinião e do pleno e único saber. Já aí começaram os ataques.

Com toda esta movimentação, afirmação, visibilidade e clarificação, os Sindicatos cristalizados no tempo e no espaço, ficaram sem espaço, sem sindicalizados, com a sua credibilidade a diminuir aos olhos da sua Classe Profissional. A insatisfação era tanta, e o espaço do vazio tornou-se ainda maior, que possibilitou o surgimento de dois novos Sindicatos, com outro protagonismo e afirmação. Uma lufada de ar fresco.

O gigante adormecido começou a acordar, a movimentar-se, a suspirar e a estremecer alicerces daqueles que se julgavam seguros e cimentados em cima e à custa de uma Classe Profissional trabalhadora, dedicada, responsável e insubstituível no seio de todas as Instituições de Saúde e do próprio Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Passaram-se das greves suaves de um dia ou dois, para uma semana, entrega de cédulas por parte dos ENFERMEIROS especialistas, megamanifestações e “revolução de cravos brancos”. Muitas negociações a fazer de conta, outras um pouco mais sérias. O que é certo, é que o Governo estremeceu e este estado de coisas, levou à queda de um Ministro da Saúde.

Face à inoperância do Ministério da Saúde, cativações do Ministério das Finanças, adiamentos e mais adiamentos de compromissos já assumidos, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, de forma espontânea, organizam-se e criam a angariação de um fundo (crowdfunding) para a “Greve Cirúrgica 1” com mais de 300.000€. Em 2019 continuam com a iniciativa para financiar a “Greve Cirúrgica 2” e juntam mais de 420.000€. A iniciativa surpreende tudo e todos. O Gigante tomou proporções nunca antes imaginadas. Os ENFERMEIROS dos Blocos Operatórios de vários Centros Hospitalares e dois Sindicatos – ASPE e SINDEPOR – tornam possível o que nunca antes a Classe de ENFERMAGEM tinha conseguido. Escreveram novas e nobres páginas na rica história da ENFERMAGEM. Os ENFERMEIROS começaram a perceber a dimensão do seu puder.

Chegados aqui, a nova Ministra da Saúde e o Governo “encostados completamente às cordas”, recorrem a todas as armas, apesar de algumas enferrujadas e impensáveis num Governo de esquerda. Nem o parecer da PGR lhe foi favorável. Os insultos vêm pela própria boca de uma Senhora, Ministra da Saúde, de nome Profª. Doutora Marta Temido. Como se não bastasse, o Sr Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, usa a sua linguagem doméstica e apelida a GREVE CIRÚRGICA de “Selvagem e Totalmente ilegal”.

Na impotência de chegarem a acordo com os ENFERMEIROS PORTUGUESES, através dos Sindicatos, o Ministério da Saúde e o Governo encerram as negociações unilateralmente e rompem compromissos já anteriormente assumidos.

Mas ao longo destas “Greves Cirúrgicas” a comunicação social é manipulada, as inverdades foram e são mais que muitas em todos os telejornais, em espaços públicos de notícias, em editoriais e artigos. Painéis de comentadores nos vários formatos, ou a solo, todos sabem falar de ENFERMEIROS, mas não falam de ENFERMAGEM. Falam do que não sabem e afirmam as maiores barbaridades. Confundem Serviço de Saúde com Serviço Nacional de Saúde. São produzidas ferozes afirmações em torno dos ENFERMEIROS, como se tudo e todo o serviço, programação, escalonamento de doentes e cirurgias fossem da responsabilidade destes profissionais. Veio ao de cima toda uma ignorância embalada em belos fatos, gravatas e outros adornos, de actores e vendidos sabe-se lá a quê e a que favores, e de raciocínios esvaziados de conteúdos e saberes, sobre a verdadeira razão das reivindicações dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Houve vozes responsáveis que souberam perceber o que estava em causa e com honestidade assumiram e afirmaram, que não sabiam como lidar com esta nova realidade. E face a todos os prejuízos que estavam a somar-se e que se vislumbravam no futuro, era importante o Ministério da Saúde e o Governo chegar a acordo com os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Não foi o que aconteceu. A factura vai ser elevada, concerteza!     

Com todos estes acontecimentos, desde o mais mediáticos e visíveis aos mais sórdidos e encobertos e de aproveitamento político e de fragilidades, há algumas correlações que vislumbramos:

  • Conferência de Imprensa da Ordem dos Médicos, versus a rotura de relações institucionais do Sr. Secretário de Estado Francisco Ramos com a Ordem dos Enfermeiros;
  • Sr. Secretário de Estado da Saúde Dr. Francisco Ramos, faz declarações e lança suspeições, sem concretizar as mesmas, versus, à moda do Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa, não concretiza as acusações;
  • Acusações e cancelamentos de reuniões com a Ordem dos Enfermeiros por parte do Governo tentando provocar o desgaste da Bastonária Enfª. Ana Rita Cavaco, versus, as Eleições para os Orgãos Sociais da Ordem dos Enfermeiros, que vão ocorrer neste final de ano de 2019;

A realidade, quer se queira, ou não, é que os Governo está completamente perdido, face à onda de agitação que aí vem, num ano de eleições Europeias e Legislativas. São os Professores, são os Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica, são os Assistentes Operacionais da Saúde, são os Enfermeiros, vão ser, concerteza os Médicos e os Funcionário Públicos no seu todo. Enfim, muita agitação social!
Será à espera desta agitação social, que o PCP e o Bloco de Esquerda, vão tentar ir buscar algum eleitorado e contestar o Governo? Porque agora, com o Governo a por em causa a “Greve Cirúrgica” nem se ouviram estes “defensores paladinos” dos trabalhadores. Nem da “toca” saíram!

ENFERMEIROS PORTUGUESES constatamos que o nervosismo é de tal forma, que até afirmam que o corte de relações com a Ordem dos Enfermeiros, até é só do Secretário de Estado e não do Governo! Como se o Secretário de Estado da Saúde, não fosse deste Ministério da Saúde e deste Governo!

Bom, aguardemos mais episódios de algum humor, desconcerto e falta de elevação e estatuto destes governantes. O que pensarão ex-responsáveis do PS e da nação, como Jorge Sampaio e António Guterres, Cavaco Silva e General Ramalho Eanes, sobre este governo e estas “habilidades toscas” de fazer política.

Constatamos que, por todas as vias, responsáveis governamentais estão a tentar descredibilizar, dividir, insultar os ENFERMEIROS PORTUGUESES e as suas Organizações, manipular a opinião pública. Mas não podemos admitir, tolerar ou condescender este comportamento de pessoas, governantes e responsáveis, que hoje ocupam os lugares do governo e amanhã estarão novamente na rua a pedir o voto e a fazer promessas vãs, ocas e oportunistas. Somos uma Classe Profissional com dignidade, com História, e merecemos respeito. Não toleramos indignidades, venham elas de onde vierem!

Urge uma conferência de Imprensa colectiva, com todas as Organizações representativas dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, no registo de seriedade que temos vivido e lutado, para esclarecer a Sociedade Portuguesa e o País, sobre os atropelos que estão a ser levados a cabo e a manipulação da verdade.

Aguardemos pelo futuro próximo, que talvez nos surpreenda a todos.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o saibamos e queiramos sê-lo.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02.05 – 21h30

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

EXERCÍCIO DE DIREITOS DE LIBERDADE - CARTA ABERTA À ERC


EXERCÍCIO DE DIREITOS DE LIBERDADE

No exercício de direitos, da consciente liberdade, que esta me atribui, mas também das responsabilidades que com ela confina o meu caminho em Sociedade, não posso ficar quieto e calado, quando como cidadão, e como, no exercício da minha profissão – ENFERMEIRO – e pertencente a uma Classe Profissional - ENFERMAGEM - vejo e sinto atropelos aos direitos conquistados por outros, que lhes custou muito sangue, suor e lágrimas, que hoje pode facilmente ser delapidado por caprichos, interesses, comportamentos e posturas eticamente questionáveis.

Por isso, no exercício pleno desta liberdade, de cumprimento das minhas obrigações, mas de exigência do mesmo princípio, para com os outros, publico esta carta aberta, dirigida à Entidade Reguladora da Comunicação Social.

As razões estão expressas no documento. O Julgamento das mesmas, fica também ao Vosso dispor.

Humberto Domingues
2019.02.04 – 21h00





"CARTA ABERTA AO SR. PRESENTE DA ENTIDADE REGULADORA
 PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL – ERC


Exmº. Senhor
Presidente da Entidade Reguladora para
A Comunicação Social – ERC
Dr. Sebastião José Coutinho Póvoas


Venho por este meio e junto de Vª. Exª. manifestar o meu desconforto e desagrado, face à forma como vem sendo tratado o assunto da “Greve Cirúrgica” dos Enfermeiros nos Blocos Operatórios dos Centros Hospitalares aderentes à mesma.

Consubstancio este desconforto e descontentamento, baseado nos meus pressupostos, que exponho:

·         A abordagem à “Greve Cirúrgica” nos espaços noticiosos, não tem o mesmo alinhamento, quando é ouvido/entrevistado o membro do Governo e posteriormente os membros dos Sindicatos, ou Enfermeiros em greve ou em manifestação;
·         O contraditório não é feito;
·         Parece-me ser dado mais “tempo de antena” a outros Bastonários e directores de serviços, em detrimento dos Enfermeiros, Sindicatos de Enfermagem e Bastonária da Ordem dos Enfermeiros;
·         Quando é entrevistado um membro dos Sindicatos de Enfermagem ou outros Enfermeiros, há um tom altivo e condicionante, com permanentes interrupções sem deixar terminar um raciocínio, por parte do Jornalista, quer na rádio e, principalmente, com maior visibilidade na Televisão, indiferentemente dos canais de televisão – RTP; SIC ou TVI;
·         Dou como exemplo a entrevista na RTP 3, no dia 2019.02.01, a partir das 18h42, quando a Presidente do Sindicato ASPE, estava a ser entrevistada. Mas há vários exemplos, que acontecem nos espaços noticiosos, nos vários canais;
·         Para além desta tentativa de condicionamento do entrevistado, por parte do Senhor Jornalista, há claramente uma impreparação sobre o tema, sobre as reais razões que levam à “Greve Cirúrgica” e as condições em que os ENFERMEIROS PORTUGUESES exercem a sua actividade profissional, carreira e os motivos que os levaram a esta forma de luta;
·         Esclarecer que não é aos Enfermeiros que compete a programação de tempos cirúrgicos e definição da prioridade das cirurgias;
·         Não há, claramente, isenção no tratamento noticioso desta Greve Cirúrgica, levada a efeito pelos Enfermeiros;

Assim, Sr. Presidente da ERC, Dr. Sebastião Póvoas, como cidadão e como Enfermeiro, no direito que me assiste de ser isentamente informado e tal não estar a acontecer, e por isso assistir ao condicionamento do tratamento noticioso, pela forma que carrega alguma ignorância e a forma tendenciosa como são tratadas as notícias em torno da Enfermagem, em geral, e da “Greve Cirúrgica” em particular, apelo a Vª. Exª., para que seja corrigida esta forma de fazer notícias, de tratar a informação e não deturpar princípios éticos e deontológicos, que os Enfermeiros e os Sindicatos têm sido escrupulosos no seu cumprimento.

Para além disso, a má e tendenciosa veiculação das notícias, estão a influenciar negativamente a população e a Sociedade, criando alarmismos, que não devem nem podem ser, carreados para os Enfermeiros, mas sim, para o Ministério da Saúde e para o Governo.

Grato pela atenção

O Cidadão e Enfermeiro

Humberto José Pereira Domingues
2019.02.02"

domingo, 3 de fevereiro de 2019

A OUVIR COM ATENÇÃO

 







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DR. ANTÓNIO COSTA TAMBÉM RECORREU AO CROWDFUNDING

DR. ANTÓNIO COSTA TAMBÉM RECORREU AO CROWDFUNDING

Afinal o SR. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, na sua campanha para a Câmara de Lisboa, também usou o financiamento da PPL. Será que para fins politicos e campanhas eleitorais o crowdfunding é legal e possível, ainda que, o financiamento seja por anónimos. Mas para a "Greve Cirúrgica" dos Enfermeiros, já é ilegal?

Como é incoerente Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

DESNORTE DE MINISTRA DA SAÚDE INFECTOU PRIMEIRO-MINISTRO, DR. ANTÓNIO COSTA


DESNORTE DE MINISTRA DA SAÚDE INFECTOU PRIMEIRO-MINISTRO DR. ANTÓNIO COSTA

Iniciou-se e bem, a “GREVE CIRÚRGICA 2” por parte dos ENFERMEIROS dos Blocos Operatórios em alguns Hospitais do Norte e para a semana se estenderão a Coimbra, Lisboa e Setúbal.

Esta GREVE acontece porque o Ministério da Saúde e o Governo empurraram os ENFERMEIROS PORTUGUESES para a Greve. O governo não atendeu às reivindicações dos ENFERMEIROS, não negociou e encerrou unilateralmente as negociações.

Com isso, a GREVE CIRÚRGICA, que estava suspensa, num ato nobre, numa atitude de boa vontade, boa-fé e de abertura para a negociação, que os Sindicatos ASPE e SINDEPOR propuseram, mas a Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido não soube, não quis e não teve capacidade de aproveitar. Assim se impôs a GREVE CIRÚRGICA!

O que se seguiu por parte da Governante, foi mau, mas muito mau, mesmo! Demonstrou falta de capacidade, saber estar, saber ser e diplomacia, para quem ocupa um lugar governativo. A coação, o insulto, a afronta, a inverdade e outros impropérios saíram da boca desta descontextualizada governante. Só quem está desnorteada, perdida, sem recursos, competências e qualidades próprias, reage, como reagiu a Srª. Ministra da Saúde. O que é grave! O que efectivamente demonstra a incapacidade para ocupar um lugar de governante da República Portuguesa, país honrado e de uma democracia jovem.


Mas o mais grave de tudo isto aconteceu, o que seria impensável, quando ao segundo dia da “GREVE CIRÚRGICA 2“, o Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, apelida a GREVE dos ENFERMEIROS, de “selvagem e absolutamente ilegal”. Aqui outros considerandos têm que se avaliar e aplicar. O Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa anda nervoso e aflito. Não sei se é da “cor da pele”? As coisas não lhe andam a sair bem. Assim, Sr. Primeiro-Ministro Dr. António Costa:
  • Se a GREVE é ilegal, faça cumprir a Lei. Não lance a dúvida e o odioso, como é seu hábito;
  • Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, não se faça de vítima, porque esse seu ar, fingindo-se de vítima, já o desqualificou quanto baste, e nós sabemos;
  • Censurável, um Primeiro-Ministro, como o Dr. António Costa, defendendo a democracia e os princípios constitucionais da República, do Direito, das liberdades e dos trabalhadores, põe em causa, esse mesmo direito Constitucional, que é a GREVE, e que agora a acha ilegal; Bipolar?
  • Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, já estamos habituados às suas ausências, em momentos de crise, deixando os seus membros do Governo a arder em lume brando ou em fogueiras bem acesas, como é o caso da Srª. Ministra da Saúde, e depois aparece o Senhor Primeiro-Ministro, lançando insinuações, atitudes intimidatórias e persecutórias. Já estamos habituados a ver isso, mas os ENFERMEIROS PORTUGUESES não têm medo;
  • Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, selvagem, é o comportamento dos seus correligionários que, ao que vemos nas notícias e nos julgamentos, desviam milhões, sabe-se lá em que proveito, mas não é concerteza em proveito do SNS, nem dos ENFERMEIROS PORTUGUESES;
  • Selvagem e a injecção de milhares de milhões de euros numa banca falida, à custa dos impostos dos cidadãos Portugueses, e em detrimento do orçamento da Educação, Saúde, Segurança Social e reformas dos Cidadãos;
  • Quanto a ilegalidade, faça Vª. Exª. cumprir a Lei. E fale dessa ilegalidade às Centrais Sindicais UGT e CGTP, e aos Partidos da Geringonça, BE e PCP. Até porque Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, se fosse ilegal, Vª. Exª. e o Governo já tinham corrigido essa ilegalidade e não andavam de forma demagógica, a lançar atoardas na rádio e na televisão;


Tenha Vª. Exª. Sr. Primeiro-Ministro, Dr. António Costa, a certeza que os ENFERMEIROS PORTUGESES são cumpridores dos princípios éticos, deontológicos e legais. Porque quem está a ser selvagem é Vª. Exª. pelo anátema que de forma capciosa esta a tentar lançar contra os ENFERMEIROS, enganando a Sociedade Portuguesa!

Por onde param os paladinos da defesa dos trabalhadores e das leis laborais e da Greve, concretamente o BE-Catarina Martins  e o PCP-Jerónimo de Sousa? Por onda anda a oposição, PSD-Rui Rio e CDS-Assunção Cristas, perante esta afronta e insulto ao direito e às Leis constitucionais, desencadeado pelo Primeiro-Ministro e o seu governo?

E o Sr. Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, o que tem a dizer sobre esta coação e afronta aos direitos dos cidadãos e dos trabalhadores, no uso previsto na Constituição (Direito à Greve)? Vª. Exª. não jurou perante a Constituição e a Assembleia da República cumprir e fazer cumprir a Constituição Portuguesa? E o que tem a dizer é apenas “que se pese o custo social das paralisações”? E a parte do Governo, não avalia? O “mal” só está do lado dos ENFERMEIROS? Sinceramente, esperava mais, do mais alto magistrado da Nação.

Colegas ENFERMEIROS PORTUGUESES, Sindicatos que apoiam esta luta, nomeadamente ASPE e SINDEPOR, sabemos que só podemos contar connosco. Cerremos fileiras, em união e na defesa intransigente da nossa Classe e das nossas reivindicações, de forma clara, honesta, verdadeira, legal e cumprindo os princípios da ética e da deontologia, porque outros, com objectivos que não conhecemos, farão precisamente o contrário a isso, para toldar a verdade e tentarem lançar o odioso para a nossa Classe Profissional, para depois tirarem dividendos próprios.

“Juntos venceremos, divididos cairemos”(Esopo).

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES. Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.02.01 – 23h00

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