HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES
Aos Enfermeiros Portugueses,
Há uma força silenciosa que percorre os hospitais e centros de saúde de Portugal. Não se vê, mas sente-se. No toque que acalma, na palavra que orienta, no olhar que entende quando tudo parece perdido. Essa força, sois VÓS, ENFERMEIROS. Homens e Mulheres da ciência, do humanismo, da entrega e da dádiva. DO ALTRUISMO!
VÓS, que sois muitas vezes os primeiros a chegar e os últimos a sair. VÓS, que recebeis a vida no primeiro choro. Que ensinastes os bebés a nascer e os Pais a serem Papás. Que segurais a mão no último suspiro. Que guardais a última confissão feita. VÓS, que não deixais ninguém morrer sozinho, mesmo quando o pedido vem em lágrimas: “não me deixe morrer só”. E quantas lágrimas vossas ficaram escondidas atrás de uma máscara, de um EPI, de um silêncio carregado de dor…
VÓS, que vedes o que ninguém vê, que carregais o que ninguém imagina, que transformastes a missão em obrigação, e a obrigação em actos heróicos de salvação.
Ser Enfermeiro não é apenas uma profissão. É uma entrega total. É dar quando já não há forças. É sorrir quando a alma está cansada. É ser esperança quando tudo dói. Mesmo magoados, mesmo feridos por dentro, continuais a acalmar, a cuidar, a salvar.
Em cada turno deixais um pouco de VÓS. Deixais humanidade. Deixais dignidade. Deixais cuidado, aquele cuidado que cura, aquele afago que ninguém faz, que salva e que faz renascer a esperança, seja no hospital, na comunidade ou na casa de cada doente.
Quantas horas dadas nos Centros de Vacinação. Quantos milhares e milhares de vacinas administradas, turno atrás de turno, horas seguidas em pé, cansaço imenso de noites mal dormidas. Mas a Missão obrigava a dizer presente! A dedicação e o brio Profissional não deixavam ninguém desistir. O Vosso exemplo é digno de homenagem!
Portugal deve-vos muito mais do que palavras. Mas saibam isto: há um POVO INTEIRO que vos admira, mesmo que às vezes em silêncio. Há famílias que nunca esquecerão o vosso nome. Há vidas que só existem porque um Enfermeiro esteve lá.
Obrigado! Obrigado por cada madrugada em claro. Por cada preocupação que levam para casa em silêncio. Por cada vida que tocaram sem sequer perceber. Por tudo o que fazem e por tudo o que são.
Passados cinco anos, em que o COVID me levou ao limite da vida onde “toquei a morte” com um dedo, posso dizê-lo com o coração cheio: sobrevivi pela ciência, pelo saber dos Homens, pela força divina que me protegeu… e pelo cuidado dos Enfermeiros (e de outros Profissionais que não esqueço). Fui doente grave. Fui cuidado por Colegas. Fui salvo por VÓS.
Por isso, permitam-me esta homenagem simples, mas sentida: OBRIGADO!
ENFERMEIROS PORTUGUESES, COLEGAS DA MINHA UNIDADE E DA ULSAM,
DE CORAÇÃO…
MUITO OBRIGADO.
Humberto Domingues
2026.02.05
Sem comentários:
Enviar um comentário