Este meu projecto é mais um desafio, que inicio! Neste Blogue quero deixar a minha mensagem no âmbito da Enfermagem. Para além disso, partilhar também outros textos, indicadores, e mensagens que entenda sejam oportunas. Espero contar com muitas visitas. Da mesma forma, desejo receber as Vossas mensagens e partilhas. Assim, tenha eu engenho e arte para fazer chegar-vos a minha mensagem, pensamento e escrita, num pequeno e humilde contributo para a ENFERMAGEM! Humberto Domingues 2018.12.22 – 14h30
segunda-feira, 27 de junho de 2022
A FALTA DE RIGOR E VERDADE DA COMUNICAÇÃO SOCIAL
quinta-feira, 23 de junho de 2022
NEGOCIAÇÕES FRACASSADAS?
Os problemas no SNS só estão relacionados com a Classe Médica e neste emergente, com as urgências de Obstetrícia/Saúde Materna? E os problemas dos Enfermeiros?
Por onde andam os Sindicatos dos Enfermeiros?
Como diz a Srª. Bastonária da Ordem dos Enfermeiros: vão ser precisos mais feriados chegados ao fim-de-semana, digo eu, para agitar “as águas” do SNS, relativamente aos Enfermeiros?
Humberto Domingues
OS CONTRASTES
Humberto Domingues
Enf. Esp. Saúde Comunitária
segunda-feira, 20 de junho de 2022
O ILUSIONISTA E DEMAGOGO PRIMEIRO-MINISTRO
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.20
sexta-feira, 17 de junho de 2022
A DEGRADAÇÃO ACELERADA DO SNS. INFELIZMENTE, UMA REALIDADE!
sexta-feira, 3 de junho de 2022
DIA MUNDIAL DA BICICLETA. PELA SUA SAÚDE
Comemora-se a 3 de Junho, o “Dia Mundial da Bicicleta”. A bicicleta é uma máquina que se vem popularizando e muito na sociedade Portuguesa e Mundial. É impossível imaginar uma vila ou cidade moderna sem ciclovias.
Face aos múltiplos modelos, materiais utilizados e performances, desconhecemos a “pegada ecológica” que é deixada na sua fabricação e também qual o impacto que cria no ambiente, quando deixa de ser utilizada e se torna sucata. Sabemos que a bicicleta tradicional, com base nos materiais que compõem as suas peças (metal, borracha, plástico, couro e espuma, etc.) são recicláveis. Excluo desta afirmação os componentes das bicicletas mais actuais e eléctricas, por desconhecimento e não ter colhido das fontes, o rigor desejado, sobre a forma da reciclagem das suas baterias e componentes eléctricos.
A “nova forma de pensar a mobilidade nas cidades” em Portugal vem timidamente implementando pequenas “estações de bicicletas” espalhadas nas zonas mais urbanas, mas está ainda muito longe de ser uma forma de mobilidade concorrencial e de verdadeira impregnação nos hábitos dos Portugueses. Timidamente, algumas Câmaras Municipais e Institutos Politécnicos atribuem aos seus Autarcas, colaboradores e alunos uma bicicleta para se deslocarem, como é o caso da Câmara Municipal de Viana do Castelo e do Instituto Politécnico da mesma cidade. Outros exemplos, com certeza existirão.
Quando a engenharia trouxe até nós as bicicletas de alumínio, carbono e outras ligas, eis que, perante toda a evolução tecnológica, vieram as “trotinetes” que se multiplicam pelas cidades, com todos os maus exemplos dos seus utilizadores: mal estacionadas, abandonadas, lançadas ao rio e valetas, a circularem abusivamente pelos passeios, autênticos estorvos aos peões, idosos, crianças, invisuais e com dificuldade de locomoção.
Voltando às bicicletas. Houve uma preocupação crescente nos Autarcas, para a criação de ciclovias nas cidades/vilas e zonas limítrofes para a fruição deste meio de transporte, quer em momentos de trabalho, quer em momentos de lazer. Em muitas cidades Europeias há um aumento de bicicletas, (Barcelona, Valência, Amesterdão, Copenhaga e Estocolmo, para não falar nos países asiáticos) e para além de espaços de estacionamento para as bicicletas que os seus Cidadãos usam na mobilidade devido a variadíssimas razões, há também “estações” de aluguer e estacionamento/entrega das bicicletas, que são usadas pelos turistas nos passeios pelas ruas e avenidas das cidades. Em algumas delas, este aluguer não é barato, e às vezes um pouco burocrático, para se conseguir a sua utilização.
Em Portugal o uso da bicicleta foi exponencial. Apesar dos custos, podemos ver pelas nossas ruas, cidades e estradas “ciclistas” com bicicletas para todas as carteiras. Associado ao uso da bicicleta, foi também proporcional o uso de equipamento próprio e de protecção para os seus utilizadores. Um mercado que cresceu e ganhou identidade própria.
Associado ao uso de bicicleta, estão também e inequivocamente, os benefícios para a saúde. Entre uma infindável lista podemos encontrar: emagrecimento saudável e controle do peso, baixa do colesterol, controle da glicemia no sangue, bem-estar, previne más condições de saúde mental, promove momentos saudáveis de lazer e convívio entre familiares e amigos, aumenta a autoestima, reforça a capacidade de resposta do organismo a outros esforços musculares e esqueléticos, favorece a eliminação de toxinas e favorece o sono repousante e reparador. São inúmeros os seus benefícios.
Entendemos também que associado a estes benefícios descritos, deveria haver também benefícios fiscais, por forma a favorecer e ampliar a aquisição deste meio de transporte, trazendo mais-valias para a saúde do Cidadão e do ambiente saturado das cidades – poluição e trânsito.
Concluindo, este é mesmo um meio de transporte económico, amigo do ambiente, transmite sentimento de liberdade e faz bem à saúde. Repliquemos o uso da bicicleta!
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.06.03
quarta-feira, 25 de maio de 2022
NOVA ENTREVISTA A JORGE GABRIEL
NOVA ENTREVISTA A JORGE GABRIEL
Links:
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.05.25
terça-feira, 24 de maio de 2022
ENFERMEIROS JÁ ESPERAM LONGAMENTE A RECONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO
- Enfermeiros mais antigos na profissão e mais velhos sofrem de maior exaustão emocional;
- Profissionais com maior carga horária têm maiores índices de esgotamento emocional;
- Enfermeiros (mais de 26%) trabalham em média demasiadas horas por semana com casos extremos acima de 70 horas;
- A maioria dos Enfermeiros (65%), exercem a sua profissão no sector público e em contexto hospitalar;
- Têm horário rotativo (57%) e trabalho por turnos (74%), com uma percentagem elevada de trabalho nocturno (60%);
- Entre muitos indicadores ressalta um, em que um número importante de Enfermeiros (97,2%), não gozam de sete dias seguidos de férias há mais de 350 dias;
- Muitos destes valores reflectem-se no índice comparável, (inter-classes profissionais) de exaustão emocional de 3,42 pontos, bastante acima do valor de 2 pontos, considerado normal.
- Uma carga horária excessiva corresponde em média os maiores níveis de esgotamento emocional. Os Enfermeiros que trabalham mais horas têm índices mais preocupantes de burnout.
quinta-feira, 19 de maio de 2022
MENSAGEM MINISTRA DA SAÚDE - DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO
MENSAGEM MINISTRA DA SAÚDE
DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO
Link:quinta-feira, 12 de maio de 2022
EU, NA PRAÇA DA ALEGRIA NO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO
EU, NA PRAÇA DA ALEGRIA NO DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO
Link:
Hoje, no Dia Internacional do Enfermeiro, estive na RTP-1, no programa Praça da Alegria, a representar os Enfermeiros e a deixar o meu testemunho, de quem se infectou na prestação de cuidados e esteve internado em Cuidados Intensivos, onde quase morri.
Uma palavra de gratidão a tofos que cuidaram e trataram de mim, particularmente aos Enfermeiros, e a Todos os Colegas e Amigos.
Um obrigado sempre especial e muito presente à minha Esposa, Filhos, Pais e Irmão e Toda, Toda a minha Família.
Gratidão!
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.05.12
segunda-feira, 9 de maio de 2022
O QUE A SARS-COV-2 E A COVID-19 ME FIZERAM - IV
Finalização do artigo publicado em 11, 25.Set e 9.Out.
Caros Leitores, continuo hoje a escrever para falar de mim. Uma experiência vivida na primeira pessoa-Eu! No exercício de funções fui infectado com o “vírus SARS-CoV-2”, tal como tantos outros Profissionais de Saúde, quer em Portugal, quer no Mundo.
Após a alta hospitalar, no aconchego do lar, o carinho, o afago da esposa, dos filhos e dos meus pais e todos os familiares, nunca faltou. Permanecem na memória várias imagens: Os meus Pais e a minha Esposa, vivendo à distância momentos dolorosos. Apesar da distância física que nos separava, os poucos momentos que foram permitidos à minha Esposa estar fisicamente ao meu lado na cama dos Cuidados Intensivos, foram de num miminho extremo, com aquele doce olhar que poderia ter sido o último, na despedida… até à eternidade... Estes momentos de afago e carinho, quase sem palavras… foram muito bons… mas ao mesmo tempo dolorosos. Com toda a certeza, esta presença, contribuiu para me fazer agarrar à vida.
Ver os meus Pais, estar com os meus Pais com a distância necessária e preventiva e, não os poder abraçar…. As saudades apenas foram saciadas com o olhar, com a voz e a presença ao portão da casa.
Ver os meus Filhos com todo o semblante de tristeza, limitados todos nós na expressão de afecto familiar e privados de abraços, convívio e refeições conjuntas, etc… era tudo muito estranho. Até porque no nosso lar, a minha Esposa (também Profissional de Saúde) estava isolada e em confinamento, por estar infectada. O carinho e amor dos Filhos tiveram uma expressão máxima, porque eram eles que cozinhavam, me ajudavam a tomar banho, faziam a lide e a gestão da casa, devido às limitações, nosso isolamento e incapacidade física para o fazer. O contacto tão desejado com o meu Irmão, Cunhados, Sogros e Sobrinhos resumia-se ao contacto telefónico e pelas novas tecnologias de comunicação.
Tudo muito cruel e distante!
Coisas que hoje voltaram a ter um valor incalculável: Voltar a sentir a partilha e o convívio com a Esposa, o abraço dos Pais, dos Filhos e outros Familiares. Voltar a entrar em casa. Voltar a ver o mar. Voltar a sentir, “saborear” o cheiro do meu quotidiano… Começar a cruzar com os Amigos e conhecidos… Um mundo infindável de coisas!
Depois, dia-a-dia, havia que se trabalhar a recuperação. Comecei logo com fisioterapia e cinesiterapia, que ainda permanece, com várias sessões semanais, o que tem ajudado na recuperação funcional dos pulmões e nas saturações de oxigénio. E ao longo destes já 8 meses, havia que subir degrau a degrau, de um calvário que parece interminável, mas que tem que se enfrentar.
A doença COVID-19 não afecta só os pulmões desencadeando pneumonia. A doença COVID-19 é muito mais “agressiva” e deixa limitações e sequelas, e provavelmente algumas que ainda não conhecemos, que só o tempo e a investigação nos vão desvendar. Outras, infelizmente, já conhecemos e sentimos: Dores músculo-esqueléticas, perturbações psicológicas, neurológicas e psiquiátricas, etc… O doente COVD-19 , na sua fase de recuperação não é só um doente das especialidades de pneumologia e fisiatria, mas sim, de outras especialidades. Foi o padrão do sono que se alterou, e que ainda hoje não está regularizado, e por isso dificulta a vida diária, a concentração e a energia necessária a um sadio dia. O humor, o raciocínio, a memória e a capacidade e velocidade de correlacionar o raciocínio com o verbal, na rapidez e elasticidade que o cérebro possuía. A fadiga permanente!
Hoje já se fala na questão do doente “long covid”. E isso é uma realidade. Não se pode olhar só para este doente na perspectiva e especialidade da pneumologia, mas sim, numa visão holística do doente/paciente. Este doente/paciente vai apresentar queixas e disfunções orgânicas por muito tempo. A Medicina Familiar tem um papel importante e insubstituível no acompanhamento destes doentes. Precisa e continuará a precisar dos cuidados de várias especialidades médicas. Aguardemos os estudos que se estão a fazer e toda a evolução desta doença, com a implicação das novas variantes e a atenuação das complicações graças às vacinas (devo dizer que eu, no início, estava muito cético à vacinação), mas também ao comportamento preventivo de cada um.
Entre outras queixas, sabemos que os doentes que sofreram doença Covid-19, referem:
· Cansaço;
· Dispneia acentuada em caminhar em pisos com declive ou subida de escadas;
· Dispneia ao esforço (pegar em pesos, actividades repetidas);
· Dores articulares e musculares;
· Enjoo e náuseas;
· Perda de visão, que entretanto se vai recuperando alguma coisa;
· Perda de acuidade auditiva;
· Queda acentuada de cabelo;
· Aumento do intervalo interdentário;
· Dificuldade de concentração;
· Raciocínio lento e lenta transição do raciocínio para a oralidade e escrita;
· Etc.
Palavras de gratidão, devo-as a tantos Profissionais de Saúde. A todos os serviços da ULSAM por onde passei, à Medicina do Trabalho que me acompanha mensalmente, com uma simpatia e disponibilidade permanente e sem regatear esforços no pedido de colaboração, consultas e exames de outras especialidades médicas, para a minha recuperação ser plena. Ao Médico e Enfermeiro de Família pelo apoio e disponibilidade sempre presente e manifestada. À terapeuta que ao longo destes já longos meses de recuperação, me tem ajudado com fisioterapia e cinesiterapia nas várias sessões semanais. Têm sido de uma ajuda imprescindível.
Palavras de gratidão também, aos meus Colegas da Unidade e do meu Serviço (todas as Classes Profissionais), que inúmeras vezes, logo após a alta hospitalar, passaram no meu domicílio para se disponibilizarem a tratar-me e a ajudar no que fizesse falta. Nos inúmeros telefonemas que me dedicaram, para saber do meu estado e incentivar na recuperação. Uma preocupação constante!
Às pessoas amigas que ainda hoje, pelas diversas formas, se preocupam com o meu estado de saúde, o meu obrigado.
Numa outra perspectiva, apesar de Profissional de Saúde, mas agora como cidadão doente/utente/paciente, o que vi e vivi? Já numa fase mais recuperada, vi, nesta “minha” ULSAM, Profissionais de Saúde dedicados, esgotados, cansados e com um saber científico, imenso. Uma dedicação extrema aos doentes, conforme o seu estado de saúde/doença. Os serviços superlotados. Uma pressão imensa. A rotura dos serviços era iminente! Mas a dedicação e o profissionalismo era o mesmo.
Temos efectivamente um Serviço Nacional de Saúde vivo, com capacidade de resposta, mas que precisa de ser “acarinhado”, valorizado, potenciado, financiado e reconhecido. E os seus Profissionais, também, não com palmas, mas com valorização remuneratória e de carreiras! Tudo isto leva também a perguntar: Se não tivéssemos um SNS como o que temos, como tinha sido a capacidade de resposta e a capacidade de vacinação que se verificaram?
Um imenso sentimento de gratidão a Todos.
Fim.
Humberto Domingues
Enf. Especialista Saúde Comunitária
2021.10.21
O QUE O SARS-COV-2 E A COVID ME FIZERAM - III
O QUE O SARS-COV-2 E A COVID-19 ME FIZERAM - II
O QUE O SARS-COV-2 E A COVID-19 ME FIZERAM - I
sexta-feira, 6 de maio de 2022
ENFERMEIROS E TODOS PELA SAÚDE, EM CONGRESSO!
ENFERMEIROS E TODOS PELA SAÚDE, EM CONGRESSO!
A Ordem dos
Enfermeiros, com um título muito feliz –“Todos pela Saúde”- vai reunir em
Congresso de 5ª. feira a sábado, na linda cidade dos Arcebispos-Braga. Um
Congresso que conta com 1400 inscritos/participantes, com representações,
comitivas e congressistas da Europa e dos PALOPs. Também representantes das
várias Ordens dos Enfermeiros destes países.
A expectativa é de
que seja um Congresso fabuloso, tocando inúmeras temáticas cruciais e indispensáveis,
focadas no cuidar, no tratar, na investigação e a necessidade de investimento
quer em recursos humanos, quer em instrumentos, tecnologia, telemedicina,
instalações e infraestruturas, face à necessidade de dar respostas certas,
oportunas e com equidade e em tempo útil, ao Cidadão doente e à Comunidade. Não
faltará a dimensão religiosa e o cuidado espiritual. No fundo adequar
ferramentas e conhecimentos para um “Sistema de Saúde” e para a promoção da
literacia em saúde.
Os Enfermeiros são
parceiros insubstituíveis com o seu saber, especialização, forma de ver
holisticamente o Cidadão/Família/Comunidade, na composição das equipas
multidisciplinares, cada vez mais necessárias e imprescindíveis, nas decisões
de intervenção, tratamento, reinserção e alta.
Falar hoje em Saúde,
para a Saúde e suas “latitudes”, deixou de ser “propriedade única” de uma
profissão ou classe, seja ela qual fôr! A especificidade e o sentido da palavra
“SAÚDE” é hoje de tal forma amplo, abrangente, complexo e desafiador, que
nenhuma classe profissional, só por si, consegue dar resposta às necessidades e
exigências que se colocam aos profissionais de saúde. Se por um lado a “BIO” do
indivíduo sofre “anomalias” devido a disfunções, malformações, afectação por
outros agentes químicos e/ou biológicos, é bem certo também, que o ambiente, a
natureza, o ADN, a origem geográfica do indivíduo, têm influência no seu estado
de saúde. As equipas de saúde têm que perceber e bem, esta realidade global,
“mutante” e de mobilidade, para intervir localmente e em cada comunidade,
acertadamente.
No âmbito da
gestão, a saúde tem recursos finitos. Estes são cada vez mais escassos e caros.
Face ao aumento da esperança de vida, as comorbilidades e às exigências e
necessidades do presente e, as que se adivinham para um futuro muito próximo,
há que ter no horizonte a necessidade de recrutar, formar e fixar aos quadros
das instituições, mais profissionais de saúde, entre os quais Enfermeiros, que
hoje já são deficitários no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Há necessidade de
criar e oferecer condições de carreira e remunerações atrativas para que estes
não emigrem. O SNS não pode perder o seu know-how
com a “sangria” de profissionais e o desinvestimento que se vem sentindo. O SNS
robusto, faz falta aos Cidadãos e a Portugal. Basta pensar, com a Pandemia, se
Portugal não tivesse o SNS, como seria? Na vacinação COVID, se não tivesse os
Enfermeiros que tem, como alcançaria a excelente taxa de cobertura e vacinação?
Os Cidadãos têm o
dever e o direito de exigir boas condições de tratamento, mas para isso, devem
compreender, permitir e exigir bons e competentes profissionais que lhes
prestem bons cuidados, em condições condignas.
Hoje com toda a
experiência tida e vivida, sabemos da necessidade de reflectir sobre o futuro
do Sistema de Saúde: O que temos, o que queremos e o que somos capazes de
conseguir, construir e organizar. Que recursos terá este Sistema de Saúde e que
orçamento lhe estará reservado? Os Enfermeiros não ficarão arredados desta
sadia, urgente e necessária discussão, com participação activa. Têm um
manancial enorme de contributos, visão e opinião fundamentada que só engrandece
esta discussão. Ficará provado neste Congresso, com a partilha de muito
trabalho de investigação, com evidência científica, que são contributos a
acolher, para conseguirmos uma “boa Saúde para Todos”. Mas também, não pode
haver, seja qual for o modelo de Sistema de Saúde, capaz, moderno, evolutivo e
de resposta às necessidades em Saúde, se os seus profissionais não forem os
melhores, mais motivados e remunerados.
Em Portugal
precisamos de fazer, também na Saúde, uma profunda e séria reflexão sobre os
seus Recursos Humanos. Não há dúvida de que os Enfermeiros têm uma profissão de
risco e de desgaste rápido. A idade da reforma tem de ser repensada. Com a
Pandemia podemos verificar que se acentuou o desgaste físico, psicológico e os
altíssimos níveis de stress a que os Enfermeiros estiveram sujeitos e expostos!
Estas questões são evidências, não são especulações! O Governo tem que
seriamente abrir o debate sobre estas questões, chamar os parceiros à mesa de
efectivas negociações e resolver de uma vez, alguns assuntos, que só por
cegueira política e preconceitos ideológicos, ainda não foram resolvidos.
Quanto ao Congresso
dos Enfermeiros – TODOS PELA SAÚDE – vai
escrever-se na história da Ordem, na cidade dos Arcebispos, com partilha com a
Europa e com os PALOPs, mais uma página de ouro, de riqueza científica e de
dinâmica de trabalho e do conhecimento.
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde
Comunitária
2022.05.03
terça-feira, 3 de maio de 2022
CONGRESSO ORDEM DOS ENFERMEIROS
CONGRESSO ORDEM DOS ENFERMEIROS
TODOS PELA SAÚDE
5 a 7 de Maio - BRAGA
Link para Programa:
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2022.05.03
A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO
A SAÚDE QUE NÃO CABE NUM ALGORITMO Quando a tecnologia se torna inteligente, precisamos de comunidades capazes de produzir saúde Fonte i...
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