domingo, 13 de janeiro de 2019

A CONTAGEM DECRESCENTE É UMA REALIDADE! GREVE CIRÚRGICA 2

A CONTAGEM DECRESCENTE É UMA REALIDADE!
GREVE CIRÚRGICA 2



Após longas e demoradas negociações com os ENFERMEIROS PORTUGUESES, o Governo fez-se de mouco, não negociava, empatou tempo, tentou desmotivar, dividir e manipular os Enfermeiros e a opinião pública, contra esta Classe Profissional.

Lembrar, que foi pela mão de um Governo Socialista, em 2009, com o apoio de um sindicato (SEP), que foi destruída uma Carreira de Enfermagem, que não sendo a ideal ao tempos que correm, tinha muita autonomia, hierarquia, avaliação e progressão bem definidas. Perdeu-se! E os Governos que se seguiram a 2009, continuaram nesta destruição, marginalização, desvalorização e menosprezo. Nem Sindicatos e que continuam hoje, ainda mais cristalizados, nem Ordem dos Enfermeiros de então, nem as várias Associações Profissionais de Enfermagem se manifestaram. Acomodaram-se! Nem com a agressividade e laceração perpetrada pelo então Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, num governo PSD, em que colocou os Enfermeiros a trabalharem 40 horas, pelo preço/custo de 35 horas, houve manifestação ou descontentamento das Organizações e Associações desta Classe. Em abono da verdade, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, estavam adormecidos, acomodados, anestesiados.

Mas o tempo continuou a correr, mas de forma decrescente, sempre em desfavor dos ENFERMEIROS!

Eis que este gigante agora acordou!

Este acordar, que outrora desdenharam e que agora começam a temer, deveu-se a uma Ordem dos Enfermeiros e a uma Bastonária, Enfª. Ana Rita Cavaco, e aos Movimentos de Enfermagem, que começaram a fazer ouvir a sua voz, a exigir respeito, dignidade e melhores condições de trabalho, melhores remunerações e uma carreira digna, que honre os ENFERMEIROS PORTUGUESES, sejam eles CIT’s ou CTFP. Não podemos nunca esquecer os EESMO’s, MNENF, a greve de 11 a 15 de Setembro/2017, a “Revolução dos Cravos Brancos, e a Ordem dos Enfermeiros, com todas as suas Secções, no apoio explicito e inequívoco às exigências e reivindicações dos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Esta luta extravasou fronteiras e foi amplamente noticiada no estrangeiro, particularmente na Europa.

Com todos estes movimentos, manifestações e reivindicações, os Sindicatos de outrora, de forma oportunista, aproveitaram este início do rugir de gigante e desavergonhadamente colaram-se a esta força, que dia a dia crescia. Foi de tal forma este crescimento, que se geraram energias e espaços para o aparecimento de dois novos sindicatos – ASPE e SINDEPOR.

Após a “Revolução dos Cravos Brancos” de 15 de Setembro/2017, nada mais foi igual! Perdeu-se o medo!

Tudo continuou até aos dias de hoje, com os novos Sindicatos a consolidarem o seu espaço, mas os ENFERMEIROS, autonomamente, não perderam dinâmica e continuaram organizados. Houve manifestações, encontros, pedidos de audiência a Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, mas tal como o Governo do Dr. António Costa, como Primeiro-Ministro e do Sr. Ministro da Saúde, Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, nada evoluía. Os ENFERMEIROS sofriam tentativas de serem ignorados, iludidos, insultados, subjugados e desvirtuados e de serem obrigados a perder a mais rica e nobre qualidade que possuem, a sua honra!

Eis que um grupo corajoso, líder e herói, espontaneamente, cria o movimento “GREVE CIRÚRGICA” e inicia-se a coleta entre ENFERMEIROS, para financiarem a greve nos blocos operatórios de 5 centros hospitalares e universitários. A onda de apoio entre Colegas foi gigante. Os dois novos Sindicatos, ainda sem vícios e com lucidez plena, apoiaram esta greve, decretando um inteligente e oportuno pré-aviso de greve de meados de Novembro a 31 de Dezembro/2018. A Ordem dos Enfermeiros e a sua Bastonária, estiveram sempre ao lado desta luta e dos ENFERMEIROS.

Entretanto, tinha caído o anterior Ministro da Saúde, desgastado com, entre outras matérias, as reivindicações e greves dos ENFERMEIROS PORTUGUESES.

O rugir do gigante ecoava nos gabinetes do Governo e particularmente no Ministério da Saúde!
Eis que chega uma nova Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, que de forma arrogante, sem saber ser nem estar, não escutou o movimento que se agigantava, e numa atitude pouco polida, infantil, e nada diplomática ou política, insultou os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Tentou por todos os meios desvalorizar esta Classe Profissional. Quis colocar em causa o pré-aviso de greve, mas nem o Conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República lhe veio dar razão. Viu-se obrigada a pedir desculpas aos ENFERMEIROS, face a tanta pressão política.

O Governo apavorado com este gigante, usou as suas instituições de variadas formas, para tentar controlar os meios de comunicação social, debitando informação imprecisa e errónea, manipulando informação e verdades para confundir e dividir os ENFERMEIROS e a opinião pública.

Até A Associação de Administradores Hospitalares, pela voz do seu Presidente Dr. Alexandre Lourenço, políticos, comentadores, jornalistas, etc. , todos se pronunciaram de forma desfavorável, com o intuito de desmobilizar os ENFERMEIROS PORTUGUESES, pondo em causa a “GREVE CIRÚRGICA”, usando cinicamente argumentos que facilmente foram desmontados, inverdades e nada consolidados.

A Ordem dos Médicos, através do seu Bastonário, Dr. Miguel Guimarães, andou dividido e a dar “uma no cravo, outra na ferradura”, para ver de que forma se aproveitava melhor do momento para tirar dividendos próprios.

Eis que chegamos em pleno à GREVE CIRÚRGICA, e com as consequências em crescendo e em onda de choque, não só no Ministério da Saúde, mas também no Governo da Geringonça (PS, BE e PCP) e na Sede do PS do largo do Rato, começam estes políticos, vendidos às bancas rotas da banca, a considerar a negociação com os ENFERMEIROS PORTUGUESES.

Nada tendo evoluído, o Movimento “GREVE CIRÚRGICA” inicia a coleta para um novo fundo, com vista a uma nova GREVE CIRÚRGICA, agora a II, a iniciar em Janeiro até Fevereiro, alargando os Hospitais envolvidos. Dentro do prazo, foram angariados 400.000€. Os Sindicatos ASPE E SINDEPOR emitem novo pré-aviso de greve. A Ordem dos Enfermeiros mantém o seu apoio público e firme.

Janeiro 2019 começa com negociações entre Sindicatos e Ministério da Saúde, sempre com o entrave do Ministério das Finanças e do Sr. Ministro Mário Centeno.

Ao longo deste tempo, foram escritas páginas únicas de muito valor, coragem, honra e dignidade, por inúmeros ENFERMEIROS PORTUGUESES, não cedendo a pressões, injúrias, insídias e malvadezas.

O momento é de união! Este gigante está a rugir, está com força. Nada nos calará!

Desejamos e apelamos aos nossos dignos representantes, neste momento, ASPE E SINDEPOR, na mesa de negociações, que não cedam à demagogia, à falsa verdade, à desonestidade e às “lágrimas de crocodilo”. A contagem decrescente é uma realidade. O Governo não tem muito tempo, mas tem meios para satisfazer as reivindicações justas destes Profissionais. Os ENFERMEIROS PORTUGUESES já esperaram década e meia. Continuam a assegurar o SNS depauperado, sem investimento, desorganizado e carente de recursos humanos, nomeadamente ENFERMEIROS.

A nossa honra e dignidade não podem ser vendidas a qualquer preço, em torno de uma “mesa de vícios”, com alçapões e fundos falsos, por onde outros já passaram e deixaram marcas de perfídia a Toda Uma Classe Profissional, chamada ENFERMAGEM!

Por tudo isto, sem medos, o momento e a hora são de muita serenidade e de união inequívoca, dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, perante a passividade do poder político e governamental do presente e do passado. A nossa demonstração de insatisfação tem uma dimensão que o Governo está a desvalorizar! Talvez se arrependam.
GREVE CIRÚRGICA 2 a nossa arma! Porque o tempo corre em contagem decrescente.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.12 – 21h00

sábado, 12 de janeiro de 2019

MANIFESTAÇÃO ENFERMEIROS PORTUGUESES COM A SUA BASTONÁRIA

Esta imagem é:
  • Icônica!
  • Deslumbrante!
  • Marcante! 
  • Ímpar!
É a força de uma Nova Enfermagem, liderada pela voz da Ordem dos Enfermeiros e pela Sua Bastonária, Enfa. Ana Rita Cavaco.





"Esta imagem foi captada no momento em que vos cumprimentava, tem uma força incrível. A vossa força. A força que nunca duvidei que tivessem mas que precisavam conhecer. Aprenderam a andar de bicicleta sem rodinhas e eu, eu estou orgulhosa de vós e cumpri a minha missão. No dia em que atingimos o objectivo dos 400 mil euros para a greve cirúrgica preciso dizer-vos que ainda é preciso persistir, resistir e, às vezes, desobedecer. Ainda não está tudo feito e é preciso não perder o foco. Quero dizer-vos que hoje, os Enfermeiros Portugueses, são admirados e respeitados internacionalmente e são um exemplo de coragem e determinação para outros países. É chegada a hora, num país onde há dinheiro para todas as trafulhices menos para a vida de cada um de nós. Não nos resignemos, não baixemos a guarda, estamos quase a cortar a meta mas ainda não chegámos lá. "Meus" queridos Enfermeiros, por nós e pelas pessoas, para trás nunca mais!"
Ana Rita Cavaco - Bastonária da Ordem dos Enfermeiros

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

REPUBLICAÇÃO DE CARTA ABERTA DIRIGIDA A SUA EXCELÊNCIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

REPUBLICAÇÃO DE CARTA ABERTA DIRIGIDA A
SUA EXCELÊNCIA, O PRESIDENTE DA REPÚBLICA



A 7 de Janeiro de 2019, Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à imprensa,  desejou que a negociação entre Governo e Enfermeiros terminasse bem.

Lembrar que continuam a ser relatados problemas com doentes em condições indesejáveis e indignas, nas urgências, tempos de espera e demora brutais.

A título destas declarações, republico a carta aberta que em 2018.04.02, dirigi a Sua Excelência o Presidente da República, bem como a resposta me me dirigiu.

"
CARTA ABERTA A SUA EXCELÊNCIA O PRESIDENTE DA REPUBLICA,
PROFESSOR DOUTOR MARCELO REBELO DE SOUSA

Excelentíssimo Senhor
Presidente da República Portuguesa
Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa

Excelência,

Sou Humberto José Pereira Domingues, Enfermeiro de profissão, com a Especialidade em Saúde Comunitária.
Sou um defensor do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Permita-me Vossa Excelência, Senhor Presidente, que me dirija em carta aberta, a fim de, para além de dar conhecimento da minha preocupação sedimentada em anos de trabalho e auscultação da sensibilidade de inúmeros colegas e apelar à atenção de Vossa Excelência para o que vou descrever, que estou convicto ser acompanhado senão por Todos os ENFERMEIROS PORTUGUESES, pelo menos pela grande maioria, nesta minha humilde mas sentida carta.

Os ENFERMEIROS PORTUGUESES estão exaustos, esgotados na sua actividade profissional e sentem-se marginalizados e mal tratados por todo um Estado e poder Político, de todo o espectro partidário e de movimentos políticos, da direita à esquerda, com ou sem representação parlamentar.

Senhor Presidente da República Portuguesa, hoje os ENFERMEIROS PORTUGUESES não têm uma carreira digna e não progridem na sua vida profissional há dez, doze, quinze e mais anos. Não são remunerados condignamente, face às habilitações literárias, especializações e responsabilidades que têm no âmbito das suas actividades profissionais, sejam elas de âmbito público ou privado, face ao desgaste físico, psíquico e emocional que a nossa profissão provoca. Uma larga maioria dos ENFERMEIROS PORTUGUESES possui habilitações literárias que vão muito para além das profissionais básicas, obtidas a expensas próprias, com sacrifícios pessoais e familiares enormes (sem equivalências duvidosas ou certificadas ao domingo), que as põem ao serviço do seu desempenho, sem serem gratificados pelas mesmas.

É hoje sabido que os ENFERMEIROS PORTUGUESES são dos mais qualificados do mundo. É uma verdade inquestionável! E a qualidade que na maioria dos serviços de saúde têm, e dos indicadores de saúde que se obtém, devem-se também inequivocamente, à gestão e prestação de cuidados de saúde dos Enfermeiros.

Com base na Constituição Portuguesa, no seu artigo 13º.Princípio da Igualdade (“Todos os Cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei”) e no artigo 64º. (alínea b) do nº. 3 “garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde), ora, efectivamente o Estado não possibilita os mesmos cuidados de saúde para todos os cidadãos, com os mesmos recursos humanos, nomeadamente ENFERMEIROS. Afirmo com base no seguinte:
·         Pode um cidadão Português dizer que é igualmente bem tratado quando num internamento tem apenas 2 enfermeiros por turno da noite para tratar de 25, 30 a 35 doentes?
·         Pode um cidadão português dizer que é bem tratado, quando os Enfermeiros não têm tempo, face às inferiores dotações dos serviços, para ouvir e escutar os seus doentes, nas inúmeras necessidades de escutar e atender, para depois tratar condignamente este cidadão doente que está diminuído na sua mais importante vitalidade? Relação esta (relação de confiança), inequivocamente importante, que tem que ser estabelecida entre utente/doente e Enfermeiro e vice-versa;
·         Pode um ENFERMEIRO PORTUGUÊS estar satisfeito com o seu desempenho de prestar cuidados de Enfermagem ao Utente/Doente/Família, quando não tem tempo, espaço físico para ouvir o doente e familiares, num âmbito de plena privacidade, ao direito de cada um, de não ser exposto nem escutado por terceiros, que nada têm a ver com aquele momento de vida privada e intima que está diminuída, por estar doente?
·         A relação de confiança, nestas circunstâncias, entre o utente/doente e Enfermeiro ou outro Profissional de saúde, pode ser conseguida e garantida?
·         Como é possível qualificar o tipo de tratamento e cuidados de Enfermagem, dirigidos ao doente/utente/Família, quando não é personalizado, devido à falta de recursos humanos, falta de dotações seguras nos serviços e falta de inúmeros materiais quer de consumo clínico, quer de nível hoteleiro e de rouparia? (Relatos largamente difundidos pela Comunicação Social)
·         Pode um cidadão Português dizer que é bem tratado quando está horas e dias deitado numa maca, de colchão já estafado, sentindo-se os ferros da mesma, que magoam o corpo, sem dar outra oportunidade aos Enfermeiros de turno para acomodar este doente/paciente em melhores condições? (Relatos difundidos pela Comunicação Social)
·         Pode um cidadão português dizer que é bem tratado, quando não tem privacidade nos cuidados de saúde que recebe, quando fica exposto a outros doentes, por impossibilidade física dos serviços e não por incompetência dos Enfermeiros ou por “descuido” dos seus mais basilares procedimentos?
·         Como pode um idoso dizer que é tratado com dignidade, ao fim de uma vida difícil, de sacrifícios, de longos anos de descontos e contribuições para a segurança social e, depois nem uma cama digna têm para repousar e ser tratado, quando recorre aos serviços de urgência e os Enfermeiros sentem-se impotentes, porque não têm alternativa à acomodação destes doentes? (Relatos que a Comunicação Social também difundiu)
·         Que dignidade têm os serviços de saúde, quando oferecem aos seus concidadãos, nas urgências e serviços de internamento, cadeirões esburacados, molas danificadas, estofos e colchões estafados, e os Enfermeiros não têm outro material para acomodar os seus doentes? (Relatos que a Comunicação Social difundiu)

Excelência, os Hospitais, Centros de Saúde e Unidades de Saúde do SNS, praticam e oferecem às comunidades e cidadãos Portugueses cuidados de Enfermagem e de outras classes profissionais, de altíssima qualidade, numa entrega, de espírito de missão e de valores, diariamente praticados. São estes ENFERMEIROS PORTUGUESES, que são o sustentáculo do SNS e que tão mal têm sido tratados pelo Estado e poder politico instalado no Terreiro do Paço, em S. Bento e na Casa da Democracia e Representação do POVO, Assembleia da República. É também meu entendimento, que pela Presidência da República não sinto nem tenho visto o apoio que, julgo, que se merecia e merece, para esta classe Profissional- ENFERMEIROS PORTUGUESES.

São estes mesmos ENFERMEIROS PORTUGUESES que aguardam que lhes sejam pagas inúmeras horas extraordinárias e de penosidade que já deram nas suas instituições de saúde, há largos meses, em favor dos doentes, para que os serviços não entrassem em rotura.
São estes mesmos ENFERMEIROS PORTUGUESES, que vêm promessas de governantes não cumpridas, sistematicamente adiadas e uma carreira digna e com reconhecimento e remunerações condignas, sempre protraída.

Senhor Presidente da República, como pode haver dignidade da profissão, quando Enfermeiros competentes, com 15 e 20 anos de serviço, com dedicação total e exclusiva, ao serviço da saúde e da vida, têm no seu recibo de vencimento pouco mais do que 900€ ao final do mês? E não haja qualquer dúvida sobre o desgaste rápido que esta profissão provoca. E que valor de reforma vão ter estes profissionais, mais tarde?

Senhor Presidente da República Portuguesa, como pode haver esta dualidade de tratamento pelo Estado e poder político, quando:
·         Possibilita que a EDP com um lucro de 1520 milhões de euros em 2017, só pague 10 milhões de euros em imposto efectivo, ao estado; (Amplamente relatado pela Comunicação Social);
·         Possibilita que as receitas das portagens da ponte 25 de Abril vão para a Lusoponte e o Estado Português (através dos impostos de todos os contribuintes) é que paga as obras de reparação e manutenção desta ponte; (Amplamente relatado pela Comunicação Social)
No entanto, este mesmo Estado e poder político;
·         Não paga 18.500 horas em dívida aos Enfermeiros no Hospital de Coimbra; (Relatado pela Comunicação Social);
·         Tantos outros milhares de horas por pagar aos Enfermeiros Portugueses, por esses Centros de Saúde e centros hospitalares de todo o Portugal;
·         Injecta milhares de milhões numa banca falida (BES, BPN, BCP e CGD), desproporcionada e sorvedora dos dinheiros públicos e dos contribuintes;
·         Não actualiza remunerações e não cria nova carreira condigna, aos Enfermeiros Portugueses;

Para além de tudo o descrito, não cria nenhum tipo de compensação ao desgaste rápido dos Enfermeiros e às doenças daí advindas – Ansiedade, depressão e insónias (segundo um estudo recente e publicado).

Dá que pensar, Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, dá que pensar!

Senhor Presidente da República Portuguesa, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, tal como o nosso POVO, são pessoas de bem. Para além disso, e porque são profissionais altamente qualificados, responsáveis e gente que cuida de gente, conhecem o valor da vida humana e por isso estão ao serviço da vida, esforçando-se 24 horas por dia e 365 dias por ano, para estar sempre junto dos seus utentes/clientes/famílias/comunidades e territórios.
Mas também, porque os ENFERMEIROS PORTUGUESES são responsáveis, altamente qualificados e sabem a importância e responsabilidade que têm no SNS Português, chegou a hora de dizer basta e exigir a dignificação da sua classe, da sua carreira e do trabalho que desenvolvem, como parceiros independentes, activos e insubstituíveis no seio nas Equipas Multidisciplinares no âmbito da Saúde.

Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, permita-me pedir, que não considere deselegante esta carta aberta dirigida a Vossa Excelência. Apenas mais uma forma de deixar um pedido. Um pedido sentido e verdadeiro, dirigido ao mais alto Magistrado da República Portuguesa, para que não deixe “sofrer” mais o SNS e, para que, no uso na mais leal e verdadeira diplomacia, através dos canais e vias de influência que possui, ajude a ENFERMAGEM E OS ENFERMEIROS PORTUGUESES a merecerem o devido respeito e reposição de dignidade por esta nobre profissão, pelo Estado e poder político desta nossa nobre Nação. E como gostaria de ver, com o alto patrocínio de Vossa Excelência, um grande debate nacional e reflexão em torno do papel da ENFERMAGEM e DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES, nas conquistas dos bons indicadores de saúde, que hoje o nosso País exibe e nas condições de trabalho, carreira e remunerações, que os mesmos são alcançados.

Humberto José Pereira Domingues
Enfermeiro Especialista Saúde Comunitária
2018.04.02


Post scriptum- A Presente carta, 2 dias após o envio a Vª. Exª., vai ser publicada nas redes sociais e imprensa escrita"

PRESIDENTE DA REPUBLICA DESEJA BOAS NEGOCIAÇÕES ENTRE GOVERNO E ENFERMEIROS




Muito obrigado Sr. Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa!

Fico muito grato a Sua Excelência, por manifestar essa preocupação. Quem diria?
Já agora, permita-me uma pergunta, face a essa preocupação demonstrada: Vossa. Excelência, Sr. Presidente da República, já conseguiu algum tempo na apertada agenda, a fim de dar resposta a um pedido de audiência com cerca de 2 anos?

Muito grato

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.10 - 14h00

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

DEMISSÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO HOSPITAL S. JOÃO

Caros Colegas ENFERMEIROS PORTUGUESES, não é tempo de desistir!
É tempo de nos afirmarmos!
Junto venceremos. Separados cairemos!
Humberto Domingues 
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.09 - 20h
45


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019



A VULGARIDADE A QUE CHEGOU A FUNÇÃO DE 
PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE PORTUGAL!


Devo dizer que sou a favor de comportamentos recatados, quando se está investido em funções de estado, de relevo e de magistratura, ao serviço de uma nação. Sou, portanto, muito institucionalista!

Também dizer que, no cumprimento dos meus direitos cívicos votei para a Presidência da República, no Sr. Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa.

Dito isto, e face ao que eu qualifico de “incidente triste", de hoje, de Sua Excelência o Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, interrompendo uma reunião, ligar em directo para um programa generalista da SIC, onde se estreava a Dª. Cristina Ferreira, permito-me dizer que:


  • A que vulgaridade consagrou, a Presidência da República, o Sr. Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa;
  • Temos um Presidente da República que não é de todos! Não trata todos da mesma forma;
  • É contra o populismo, afirmou isto na sua mensagem de ano novo, no entanto é o maior populista do Portugal contemporâneo;
  • Liga para programas generalistas de televisão-Cristina Ferreira (SIC), dizendo que é um tratamento de igualdade, porque deu uma entrevista ao Sr. Goucha (TVI);
  • Mas não ligou à Ordem dos Enfermeiros, a felicitar a escolha da palavra do ano 2018, “ENFERMEIRO”, escolhida por toda a Sociedade. Classe esta que tem vivido o maior alheamento e distanciamento do poder instituído do nosso País, e à qual Sua Excelência o Presidente da República ainda não se dignou atender a um pedido de audiência com dois anos de atraso, já!
  • Prometeu muito, nos incêndios de verão de 2017 e 2018. Abraçou idosos que ficaram sem nada, mas “deixou” morrer Cidadãos, sem verem as suas casas reconstruídas dos Fogos!

Com muita tristeza digo, que vulgaridade na função de Presidente da República, Sr. Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa! Que vulgaridade!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.07 - 21h00

domingo, 6 de janeiro de 2019


ENFERMEIRO

PALAVRA DO ANO 2018



Numa cerimônia pública muito concorrida na Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto, foi no dia 5 de Janeiro desvendada a palavra do ano 2018.

ENFERMEIRO é a palavra do ano 2018, tendo alcançado esta distinção com uma votação de 37,8% (85.428 votos) dos 226 mil votos validados, anunciou a "Porto Editora".


Como Enfermeiro, estou feliz por esta escolha da Sociedade Portuguesa.

Para a Enfermagem Portuguesa é mais uma nobre data, escrita a ouro, num ano em que os ENFERMEIROS PORTUGUESES foram mal tratados e desconsiderados em toda a linha por todo o poder político e até, pela Presidência da República. Mas a Sociedade, nos momentos de lucidez e utilização profícua, não se deixou iludir e votou expressivamente ENFERMEIRO.

Um obrigado a toda a Sociedade, que sabe e valoriza os ENFERMEIROS, sabendo que estes Profissionais tratam Todos os CIDADÃOS, quer individualmente, quer em Comunidade.

A escolha da palavra ENFERMEIRO no ano de 2018, para além da representatividade e visibilidade que daí decorre, tem também uma dimensão de uma profundidade e importância sociológica, muito grande.

Atribuo quatro vectores de fortíssima importância para o relevo que tem esta eleição, este “troféu” e este galardão:
·         O ENFERMEIRO, enquanto técnico de saúde altamente qualificado, presente em todos os momentos do ciclo vital do HOMEM: nascer, prevenir, cuidar, tratar, reintegrar, ouvir e acompanhar, e ajudar a partir;
·         A dimensão de visibilidade e marketing a ser conveniente e responsavelmente aproveitada na promoção da dimensão, do que é ser ENFERMEIRO;
·         O ENFERMEIRO enquanto Classe, integrado nas equipas pluridisciplinares como parceiro decisor, e, numa participação da decisão do planeamento em Saúde, da literacia em Saúde e das políticas de Saúde;
·         E por fim a dimensão INSTITUIÇÃO ENFERMEIRO, por tudo enquanto encerra nesta profissão, a História do presente e do passado, sempre junto dos que padecem, dos pobres, dos debilitados, mas também transmissor de luz de esperança, apoio, formador e, presença permanente.

Muito obrigado a Todos os que fizeram esta opção.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.06 – 19h00

sábado, 5 de janeiro de 2019

PALAVRA DO ANO 2018 - ENFERMEIRO




PALAVRA DO ANO 2018
ENFERMEIRO


Numa cerimónia pública muito concorrida na Biblioteca Municipal Almeida Garret, no Porto, foi hoje desvendada a palavra do ano 2018.

A palavra do ano 2018 é ENFERMEIRO, tendo alcançado esta distinção com uma votação de 37,8% (85.428 votos) dos 226 mil votos validados, anunciou a "Porto Editora".

Como Enfermeiro, estou feliz por esta escolha da Sociedade Portuguesa.

Para a Enfermagem Portuguesa é mais uma nobre data, assinalada a ouro, num ano em que os ENFERMEIROS PORTUGUESES foram mal tratados e desconsiderados em toda a linha pelo poder político. Mas a Sociedade não se deixou iludir e votou expressivamente ENFERMEIRO.

Muito obrigado a Todos os que fizeram esta opção.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária

2019.01.05 – 19h00

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

DESTEMIDOS E FIRMES, ENFERMEIROS PORTUGUESES INICIAM ANO A REIVINDICAR NOVA CARREIRA PARA A CLASSE



DESTEMIDOS E FIRMES, ENFERMEIROS PORTUGUESES INICIAM ANO
A REIVINDICAR NOVA CARREIRA PARA A CLASSE

De forma destemida, mas firme, OS ENFERMEIROS PORTUGUESES, iniciaram o ano reivindicando uma nova Carreira de Enfermagem e respostas concretas às suas propostas. Apesar de destemidos e firmes, estão abertos a negociações válidas, positivas e progressivas, mas não eternas ou alongadas no tempo, a propostas que a Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido queira também apresentar.

O ano de 2018 terminou com um exemplo de muita firmeza dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, protagonizada por estes Profissionais, dos cinco Blocos Operatórios de cinco centros Hospitalares, em nome de toda a Classe. O movimento GREVE CIRÚRGICA, os Sindicatos ASPE E SINDEPOR, escreveram uma nobre página na História da ENFERMAGEM. A Ordem dos Enfermeiros soube estar firme, visível, atenta e interventiva, numa grande elevação, em defesa dos ENFERMEIROS.

A Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido primeiro tentou ignorar os ENFERMEIROS PORTUGUESES, depois foi a tentativa pela via legal de os silenciar, mas não lhe foi favorável e, num acto de imaturidade e desespero, veio para o insulto. Com todas estas atitudes, saiu e ficou fragilizada de tal forma, que por pressões políticas dentro do seu partido (PS) e do seu governo (geringonça), levaram-na a ter que pedir desculpas aos ENFERMEIROS. Outros actores, marionetas e servis, vieram para os jornais, televisões e rádios tentar virar a Sociedade contra os ENFERMEIROS PORTUGUESES, mas não lhes tendo rendido o efeito que pretendiam, depressa se esfumaram da boca de cena.

Veio o novo ano de 2019 e, os ENFERMEIROS PORTUGUESES, mais firmes e destemidos do que nunca, avançaram com novos pré-avisos de GREVE CIRÚRGICA 2. Contudo, de forma responsável, os Sindicatos ASPE e SINDEPOR, abriram uma janela de oportunidade de negociação com o Ministério da Saúde.

Ainda neste dealbar de ano, apesar da grande desorganização e fragilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), e do término da GREVE CIRÚRGICA 1, Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, não teve uma palavra, na sua erudita mensagem de Ano Novo, para com este Serviço, nem para com as várias Classes Profissionais, nomeadamente os ENFERMEIROS, que seguram e sustentam o SNS depauperado, cheio de dívidas e de desinvestimento.

Numa posição de força, mas medíocre na mensagem, veio o Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno, numa entrevista televisiva, dizer inverdades, contrariando as suas próprias declarações a 15 de Setembro de 2017, ao ponto de afirmar que até desconhecia as propostas em negociação referente aos ENFERMEIROS PORTUGUESES. Como é possível? Que credibilidade têm estas afirmações?

Finalizada esta primeira semana de Janeiro, os Sindicatos estão mais uma vez, em reunião de negociações com o Ministério da Saúde e das Finanças.

É minha convicção e por isso importa dizer, que as negociações desta Carreira tem de satisfazer toda a Classe de ENFERMAGEM, numa igualdade e equiparação às outras classes. Só assim, como já referiram muitos Colegas, entre os quais, o Enf, Fernando Dias, de que “… a nossa profissão só terá o seu valor reconhecido quando estiver equiparada aos demais técnicos superiores de saúde, nomeadamente Farmacêuticos, Psicólogos Clínicos e Nutricionistas.”

Entendo que, quando se está em negociações, há variáveis que se deixam cair, cedências e compensações que acontecem dos dois lados dos negociadores. Mas há um mínimo de propostas sobre as quais não se pode ceder. Nivelar por baixo é negligenciar até a própria posição do negociador, quanto mais a de uma Classe. Espero firmeza, tal como vi da ASPE e SINDEPOR, no apoio da GREVE CIRÚRGICA.

Para os negociadores Sindicais, de boa-fé, o momento é de gestão de silêncios, diplomacia de influência, discursos contidos mas assertivos. Para os ENFERMEIROS PORTUGUESES e Movimentos, o momento é de firmeza, união, contributo massivo para o fundo de apoio à GREVE CIRÚRGICA 2. Porque a força da nossa Classe reside em nós e não nos Sindicatos. Foram os ENFERMEIROS e os MOVIMENTOS espontâneos que voltaram a dar vida a uma profissão e classe que estava amordaçada e acomodada pelos interesses e desígnios de velhos sindicatos, gastos e acomodados às conveniências menos visíveis e aos movimentos de interesses de bastidores, menos claros.

Se é verdade que só aos Sindicatos, à luz da lei, lhes compete negociar com a tutela, em nome de uma Classe, não é menos verdade, que é essa mesma Classe que lhe compete pressionar, engrandecer-se e manifestar o seu descontentamento, sem amarras nem submissões ao poder instituído ou instalado.

Coloco em relevo o papel da Ordem dos Enfermeiros, que deve ter uma postura clara, acima de qualquer luta ou posição sindical, mas inequivocamente ao lado dos ENFERMEIROS, numa posição pragmática de representação, digna de uma Classe, no seu maior e mais elevado estatuto institucional. E é o que tem acontecido.

O momento é de firmeza! Convicção! Certeza, de que os nossos pressupostos e propostas são oportunas e justas. Sabemos que mesmo em período de negociação, continuarão a não faltar os desertores dos bons princípios, os ateadores de fogos artificiais e os vendilhões dos tempos. Seremos superiores a toda essa falta de valores, de ética e de deontologia. Seremos nós, orgulhosamente ENFERMEIROS!

Aos ENFERMEIROS PORTUGUESES nada mais os move que não seja, a reivindicação pelos seus direitos, por um SNS moderno, melhor apetrechado e com mais investimento. Lutamos pela admissão de mais profissionais para dispormos de mais tempo, para melhor atender, cuidar e tratar os cidadãos, utentes, doentes e Famílias, seja nos serviços, seja na comunidade ou nos seus domicílios.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.04 – 21h00
enfermagemnasletrasblogspot.com

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

AS INVERDADES DO SR. MINISTRO DAS FINANÇAS, DR. MÁRIO CENTENO



AS INVERDADES DO SR. MINISTRO DAS FINANÇAS, DR. MÁRIO CENTENO
E AS CONTRADIÇÕES DO MESMO SR. MINISTRO ENTRE SETEMBRO DE 2017 E JANEIRO 2019!



O Sr. Ministro da Finanças, Dr. Mário Centeno, em entrevista à RTP, falou de inúmeras coisas, mas no que aos ENFERMEIROS PORTUGUESES diz respeito, foram verbalizadas inúmeras inverdades.
É caso para dizer que já estamos habituados as estas inverdades, falta de verticalidade, falta de humildade e capacidade de negociação dos governantes, face à realidade que se vê e vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e particularmente, a assuntos de ENFERMAGEM.
É importante ver e avaliar o contraste, entre a entrevista de hoje do Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno, e as declarações de um passado recente, do mesmo Dr. Mário Centeno, no papel de Ministro das Finanças do mesmo Governo. Publico uma foto com declarações deste Governante, a 15 de Setembro de 2017, no dia da realização da mega-manifestação dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, em Lisboa!
O que fez mudar o discurso do Sr. Ministro das Finanças? Mudou de Governo? Claro que NÃO!

Vejamos os malabarismos do Sr. Ministro das Finanças Dr. Mário Centeno.
Não deixa de ser curioso, neste Orçamento de Estado para o ano de 2019, estão previstos 1.700 milhões de euros para a Banca (falida). 1.500 milhões de euros para as Parcerias Publico Privadas" Rodoviárias. 1.200 milhões de euros para a "Parpública". Só nestes valores desbaratados, são 4.400 milhões de euros! No entanto 200 milhões de euros para os ENFERMEIROS PORTUGUESES, não há!

Para além disso, quando questionado sobre as reivindicações dos ENFERMEIROS PORTUGUESES, declarou que desconhecia as propostas!!!!!! Como???? 

Importante, para que muitos incautos não esqueçam!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019-01-02 22h45

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

MINISTRO DA SAÚDE AUTO-APELIDOU-SE DE “BOMBO DA FESTA”, EM 2018




MINISTRO DA SAÚDE AUTO-APELIDOU-SE DE “BOMBO DA FESTA”, EM 2018

Estamos já com pleno direito no ano de 2019. O ano de 2018 foi um ano de muita convulsão social, que se vai manter e, particularmente entre o Ministério da Saúde e as várias classes profissionais (Enfermeiros, Médicos e Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica).

O ano de 2018 levou até que o “bombo da festa”, como se autoa-pelidou o ex-Ministro da Saúde, Prof. Doutor Adalberto Campos Fernandes, caísse e viesse outro “bombo” que facilmente assumiu essa figura pela forma torpe como avocou a pasta.

Com maior visibilidade, as convulsões foram inúmeras, entre as quais:
·         As negociações com os ENFERMEIROS PORTUGUESES, que já vinham de 2017, não estavam no bom caminho, nem avançaram, contrariando os compromissos assinados pelo governo;
·         Com os Médicos, a coisa não foi fácil. Demissões de vários Directores de Serviço em diferentes centros hospitalares, onde a actual Secretária de Estado da Saúde, também se demitiu, em Gaia;
·         Ala Pediátrica do Hospital de S. João, que levou à manifestação da Sociedade Civil e de Sua Excelência, o Presidente da República;
·         Falta de roupa e material de hotelaria em vários Hospitais, dado eco pela comunicação social;
·         Falta de camas e serviços de urgência superlotados, caso de Faro e Gaia;
·         Greve Cirúrgica dos ENFERMEIROS dos Blocos Operatórios de 5 centros hospitalares, apelidada de “cruel e agressiva”, levou ao adiamento de 500 cirurgias programadas, por dia;
·         Novo “bombo da festa”, a Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, sem postura e elegância que o cargo exige, apelidou os ENFERMEIROS PORTUGUESES de “infractores e criminosos”, criando mal-estar no governo, na sede do PS do Largo do Rato e, no seu próprio gabinete, o que a obrigaria a vir pedir desculpas, aos ENFERMEIROS.

Há já nova “GREVE CIRÚRGICA” anunciada e programada para um maior número de blocos operatórios de centros hospitalares. A Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Marta Temido, tem em suas mãos a chave para resolver esta greve e o descontentamento profundo, mas com razões justificadas, que existe entre os ENFERMEIROS PORTUGUESES. Esta chave, nem é a “requisição civil”, nem a afronta a esta classe profissional com os insultos, insinuações, inverdades e manipulação da comunicação social. A chave está na decisão e aplicação de medidas políticas correctas, com a implementação de uma nova Carreira Especial de Enfermagem, que contemple três categorias (Enfermeiro, Enfermeiro Especialista e Enfermeiro Gestor/Director). Falta saber é se, a Srª. Ministra tem peso político para essa implementação, ou vai estar subjugada às determinações do Sr. Ministro das Finanças, Dr. Mário Centeno? Nivelar por baixo, não incluindo estas três categorias é regredir naquilo que se pretende que seja uma classe profissional digna, que é o sustentáculo do SNS.

O SNS que todos desejamos precisa de investimento, de serenidade, de estabilidade, de colaboradores e profissionais motivados e de quem, efectivamente, faça a gestão da “coisa pública” e não, de horas pagas a 500€, de mentiras, de desautorizações, de cativações ou de ser o “bombo da festa” inconsequente com o verdadeiro diagnóstico de necessidades, há muito tempo feito e mais que conhecido e justificado.

Quanto aos ENFERMEIROS PORTUGUESES, é minha inabalável convicção que, tal como no passado, assumem as suas responsabilidades no estrito cumprimento dos princípios éticos, deontológicos e legais, mas com isso, não abdicam de responsavelmente lutar pelos seus direitos, do reconhecimento efectivo que precisam e merecem através de diplomas legais, emanados pelo Governo, no que à Carreira Especial de Enfermagem, diz respeito.

Aos ENFERMEIROS PORTUGUESES nada mais os move que não seja, a reivindicação pelos seus direitos, por um SNS moderno, melhor apetrechado e com mais investimento e atribuição de mais tempo e admissão de mais profissionais, para melhor atender e tratar os cidadãos, utentes, doentes e Famílias.

Que o novo ano de 2019 traga clarividência aos governantes e decisores políticos.

JUNTOS SOMOS MAIS FORTES! Assim o queiramos e saibamos sê-lo.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2019.01.01 – 18h00

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