segunda-feira, 25 de novembro de 2024

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS - MENÇÃO HONROSA

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS
ORDEM DOS ENFERMEIROS
FÁTIMA, 21 A 23 DE NOVEMBRO 2024
MENÇÃO HONROSA


Momentos vividos na III Convenção Internacional dos Enfermeiros, da Ordem dos Enfermeiros, a decorrer em Fátima.



Tive a honra de merecer a confiança da Sr. Directora, Professora e Enfa. Bandeira Correia e do Sr. Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Luís Filipe Barreira, para receber a Menção Honrosa, na Cerimónia Valor e Excelência, representando a Sra. Enfa. Bandeira Correia (que não pode estar presente), com que a Ordem dos Enfermeiros, a reconheceu, homenageou e agraciou. Mereceu e ouviu-se a ovação de uma sala inteira, que lhe dedicou uma larga salva de palmas.

Um momento de que me orgulho muito e, com certeza orgulhará Viana do Castelo, o Ensino e a Enfermagem, pela pessoa que foi homenageada.


Um imenso obrigado ao Sr. Bastonário Luís Filipe Barreira e à Ordem dos Enfermeiros.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.23

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

ECO-SAÚDE, UM CAMINHO PARA OS NOSSOS DIAS?

ECO-SAÚDE, UM CAMINHO PARA OS NOSSOS DIAS?

Fonte: Gentileza e generosidade de ECOSAÚDE PORTUGAL

Hoje, valorizamos muito a nossa Saúde e os recursos que temos disponíveis ou a falta deles, quando episódios de doença ou epidemia/pandemia acontecem.


É certo também que ao longo dos tempos, conceitos, respostas, financiamentos e políticas se foram alterando, nem sempre para melhor, na imediata resposta às necessidades dos Cidadãos e Comunidades, mas essencialmente, estas alterações sentiram-se na parte economicista contrapondo-se com o custo/benefício das respostas em/à Saúde, muito mais curativa e de reinserção e muito menos Preventiva e Pedagógica.


Face a novas realidades de vivência quotidiana, mobilidade geográfica, sistemas de saúde diferentes nas suas abordagens holísticas, como na modernidade, investigação científica, importância e investimento que os diferentes Estados lhe dão, será que é oportuno falar numa dimensão de Eco-Saúde? E que desafios daqui resultam ou podem colocar a Eco-Saúde à Saúde em geral e Saúde Comunitária, em particular? E como utilizar a Inteligência Artificial (IA) como charneira entre a Saúde Comunitária e a Eco-Saúde?



Parece-nos que a IA vai ser muito importante, crucial até, na avaliação, construção de algoritmos e propostas de trabalho, no tratamento de um enormíssimo volume de dados, indicadores e resultados de Saúde e Ambientais. Depois, numa leitura atenta dos resultados e indicadores, poderá acontecer uma rápida e precoce identificação de vulnerabilidades e de riscos a vários níveis, permitindo à Saúde Pública, à Política e aos decisores Políticos, a avaliação e monitorização de possíveis impactos na Saúde das Populações e no meio Ambiente, possibilitando programas de saúde e opções políticas adaptadas às reais condições das Comunidades, das Populações e necessidades locais.


Na dimensão Saúde Comunitária e Eco-Saúde, este vector, vai ter uma importância vital no futuro, se daí resultar a preocupação e a construção de ambientes saudáveis e sustentáveis, com espaço obrigatório e firme na promoção de uma Saúde Pública, onde as Pessoas e Ambiente contem, efectivamente, no desenvolvimento de uma Saúde preventiva.

Para além da Saúde Comunitária e seus Profissionais, serão parceiros indispensáveis, as Autarquias Locais, sejam elas de dimensão municipal ou de freguesia e subindo até na dimensão para as Comunidades Intermunicipais, participando no diagnóstico de necessidades, no planeamento de intervenções e acções e na definição de prioridades definidas, para uma intervenção conjunta, sustentada em estratégias e políticas públicas de prevenção e preservação de um ambiente saudável, de desenvolvimento e de respostas efectivas às expectativas e necessidades das Populações. Isto porque há claramente uma interdependência entre a Saúde Humana e a qualidade ambiental (espaço social).

Esta visão e sensibilidade para os factores ambientais como influenciadores da dimensão social e econômica, terão consequências na sustentação e promoção da melhoria da qualidade de vida. Porque nunca poderemos esquecer que qualidade de produtos e hábitos alimentares, sedentarismo e meio ambiente poluído, têm uma relação directa, disso estamos convencidos, nas doenças oncológicas, doenças infeciosas, cárdio e cerebrovasculares e do foro respiratório. A Saúde Mental será com certeza a primeira e a mais afectada.

Recorrendo a uma disciplina, para muitos ignorada ou até inexistente – Geografia da Saúde – percebemos que a “interdependência entre indivíduos, organizações, grupos populacionais e os conflitos decorrentes da sua interacção com o ambiente”, são uma realidade, onde as Sociedades têm mais iliteracia em Saúde e, os valores da Saúde e do Ambiente também são baixos e diferentes, ou muitas vezes insignificantes.

Na nossa opinião e olhando para a Eco-Saúde, num pensamento sistémico, esta envolve-se no: Ser Homem, Na Natureza e na Saúde (Pública/Comunitária), que converge para o Homem, o Animal, e o Ambiente, confluindo-se e confrontando-se com o Social, a Ecologia e a Economia.

Toda esta vasta matéria não se esgota num mero artigo de opinião. A reflexão tem que ser mais ampla e profunda. A eficiência e a integração, na imensa amplitude que estes termos acomodam, no sentido de melhorar a qualidade de vida das Comunidades, criará pontos de agregação entre a Eco-Saúde, a Saúde Comunitária e a IA, criando e promovendo soluções que possam ser mais eficazes e sustentáveis na fruição e na promoção de bem-estar colectivo, na previsão e antecipação de crises na Saúde e catástrofes ambientais.

Porque todos queremos e desejamos Comunidades mais resilientes, com melhor qualidade de vida e consequentemente, menor risco de doenças, pensemos a Saúde, também, num Ecossistema com o apoio da Inteligência Artificial.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.18

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

POBREZA ENVERGONHADA

POBREZA ENVERGONHADA


Não é fácil escrever, nem fazer uma reflexão sobre este tema, sem que coloquemos a questão: E se fosse eu? E se fosse comigo?


Segundo a Srª. Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em 2023, o número de pessoas sem-abrigo em Portugal aumentou 23%. São já mais de 13 mil pessoas!

No início do 1º. Mandato do Sr. Presidente da República, foi assunto muito presente na agenda política, quando protagonizou vários “bonecos” políticos para as televisões e Sociedade, a visita aos “sem-abrigo” e a distribuição de refeições, durante a noite, ajudando brigadas de solidariedade, que o fazem todos os dias e não pontualmente.

Todos nós vimos e ouvimos histórias dramáticas, histórias de vida mal sucedidas, desencontros com a sorte e encontro com o azar. Mas estes casos não acontecem só em Lisboa, Porto, ou nas grandes cidades. Também constatamos muitas destas vivências em pequenas cidades e vilas, em Portugal, na Europa, assim como no mundo. Num olhar mais atento vemos “camas” montadas com caixas de cartão desfeitas, que servem de estrado e de colchão, para pernoitarem, noites a fio, no Verão ou no Inverno, no hall de prédios, no hall de multibancos das agências bancárias, seguradoras ou até nos bancos de jardim e vãos de escadas. Já não são só adultos de meia-idade, são também idosos e jovens, que se veem obrigados a este “estilo de vida” e “lançados” na rua, por opção própria, ou porque a vida não lhes sorriu!


Numa outra dimensão, de pobreza envergonhada, chegam-nos relatos de muitas crianças, em que a refeição completa que tomam, é a que é servida na Escola. Os lanches são os dados pelas Escolas ou muitas vezes partilhados por coleguinhas, ou a acção social escolar que está atenta e colmata estas carências.

Na nossa actividade profissional entramos em muitos domicílios para prestar cuidados de saúde, essencialmente tratamento de feridas e reabilitação, a muitos idosos. Como se diz da gíria popular, “as telhas encobrem muita pobreza”. E é certo! Constatamos muitas e muitas vezes que as casas estão frias, húmidas, com cheiro a “mofo”, paredes escuras cheias de humidade, cobertores antigos, pesadíssimos…

“Transportados” para a nossa experiência e vivência hospitalar, somos confrontados muitas e muitas vezes, com cenários de muita pobreza efectiva. Ao ponto dos Colegas dos Serviços de Urgência, dos internamentos de Medicina, Pediatria ou Saúde Mental, pedirem-nos roupa que não usemos, ou dos nossos filhos, para poder doar e vestir as pessoas internadas, ou quando têm alta, saírem com roupa lavada ou com mais uma muda de roupa.

Esta realidade para a qual, particularmente, nós Enfermeiros estamos mais despertos, verificamos e tentamos amenizar, nunca abrem telejornais, não são falados nas televisões, não aprecem nas revistas, nem nos media, nem os Políticos imaginam ou sabem que existe!

As cantinas sociais, as “vicentinas” e outros projectos de solidariedade social, fazem, sem dúvida um trabalho importante e que colmatam ou diminuem muitas carências. O banco alimentar, faz um trabalho essencial, com muitos voluntários e dádivas de milhares de anónimos, operando uma outra das vertentes de apoio no quotidiano de luta contra a fome e pobreza. Mas há ainda, muita e muita pobreza envergonhada e encoberta. E não é só a comida que falta na mesa. É também o vestuário, o calçado, o conforto no lar, a água quente para o banho.

Precisamos de estar mais despertos, sermos mais solidários, perceber que dimensões de pobreza “cabem e são expressas” em olhares tristes, em dias de trabalho sem rendimento, em inúmeras queixas de saúde, onde os resultados analíticos ou de imagem não traduzam a pobreza que muitos concidadãos transportam, todos os dias, por entre o sombrio nascer do Sol e o amargo ocaso, onde a noite não oferece um sono repousante e reparador. E desperdiça-se tanta comida e destrói-se tanta roupa sobrante!

Será que precisamos de aprender a ser mais solidários e a perceber as diferentes dimensões e “modalidades” que a pobreza tem, no mais simples e humilde dos dias?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.06

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

INAUGURAÇÃO UNIDADE SAÚDE DA MEADELA 2024.11.04

INAUGURAÇÃO UNIDADE SAÚDE DA MEADELA
2024.11.04


Hoje em cerimónia, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Arqt. Luís Nobre e com o Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto-Minho, Dr. Porfírio Oliveira, e muitas outras individualidades, foi inaugurada a Unidade de Saúde da Meadela, onde já funcionam a Unidade de Cuidados na Comunidade de Viana do Castelo (UCCVC) e a Unidade de Saúde Familiar (USF) Tiago de Almeida.


Eu estive presente como Enfermeiro da UCC, mas essencialmente, em representação do Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros. Representação esta que me orgulhou bastante, pela dignidade e presença que estes momentos protocolares devem ter.


Para além da visita e discursos protocolares, seguiu-se um pequeno lanche, oferecido pela Câmara Municipal.


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.04

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

PREVENÇÃO É COM VACINAÇÃO!

PREVENÇÃO É COM VACINAÇÃO!


A vacinação, na nossa perspectiva, é a forma mais barata, mais simples, mais potente e com melhores resultados, no combate às doenças/infecções “clássicas”, antigas e dos nossos tempos modernos, que afectam/podem afectar o Ser Humano.




Iniciou-se já o período de vacinação sazonal contra a Gripe e associado a este período, a vacinação e reforço contra a Covid-19.

O grande referencial de vacinação em Portugal é o Plano Nacional de Vacinação (PNV) implementado em 1965 e chegou até aos dias de hoje, com as alterações e correções normais de um mecanismo que precisa de actualizações com base na investigação científica, no tipo de bactérias e vírus que circulam e infectam o Ser Humano e na própria mutação destes micro-organismos. Paralelamente à mutação vírica, a investigação e as novas moléculas que potenciam o efeito preventivo das vacinas tentam prevenir ou amenizar os efeitos nefastos destas infecções. Assenta este Plano em 5 princípios básicos, mas de uma consistência bem estruturada, até aos dias de hoje: “Universalidade, destinando-se a todas as pessoas que em Portugal tenham indicação para vacinação; Gratuitidade, para o utilizador; Acessibilidade; Equidade; Aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.”


Portugal é um dos países do mundo, onde as taxas de cobertura por vacinação são mais elevadas, em consequência da dedicação, experiência e trabalho desenvolvido pelos Enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e dos Médicos de Saúde Pública. Lembrar aqui as brigadas de vacinação, em que os Enfermeiros percorriam as escolas a vacinar os alunos, iam aos domicílios vacinar os adultos e até administrar medicação/tuberclostáticos no combate à tuberculose pulmonar. Hoje, nos Centros de Saúde, a vacinação acontece integrada nas consultas de Enfermagem de Saúde Familiar e na Saúde Pública, nas consultas do viajante. Todo um vasto e complexo trabalho, desde a logística de armazenar e transportar as vacinas (sejam elas mortas ou vivas) numa rede de frio adequada às características de cada vacina, os excipientes próprios, que se desenvolve muito eficiente e eficazmente, onde a disciplina major deste sucesso, inquestionavelmente, é a Enfermagem de Saúde Comunitária, servindo nos locais próprios e adequados a tal magnitude de serviço público. Associam-se a este trabalho os Enfermeiros das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), que administram na Comunidade, nos domicílios e em “Estrutura Residencial para Pessoas Idosas” (ERPI), um grande número de doses, evitando assim deslocações desnecessárias dos Utentes, às Unidades de Saúde.


Neste novo mundo global, com longínquas distâncias entre localidades, ainda que geograficamente recônditas, tudo se torna próximo, perante uma mobilidade tão rápida e acentuada, onde vírus e bactérias podem ser transportados no hospedeiro e que pode trazer efeitos e consequências epidemiológicas gravosas para as diferentes Sociedades/Comunidades que não estejam imunizadas. Perante tão evidente realidade, é inequívoca a importância da vacinação, no combate a estes contágios e infecções, por muito que haja a “nova filosofia anti-vacinas”.


Sabemos que os CSP, a Enfermagem Comunitária e a Saúde Pública, são eficientíssimos mas missões e campanhas de vacinação que levam a cabo. Se outros exemplos não forem tão visíveis e mediáticos, vejam o quão foi eficiente, de dimensões nunca vista, a vacinação contra COVID-19. Porque acreditamos na capacidade e competência dos Enfermeiros Portugueses e na mais-valia dos CSP, tivemos a oportunidade de dizer pessoalmente à Srª. Ministra da Saúde, que não concordávamos com a vacinação nas Farmácias.

Voltando aos princípios básicos em que assenta o PNV. Há um princípio inequívoco e, provavelmente, o grande pilar do sucesso das altas taxas de cobertura vacinal, que é o aproveitamento de todas as oportunidades para vacinar. Não temos dúvidas, o sucesso está aqui! Sempre que o Cidadão utente se dirige ao Centro de Saúde ou Unidade Funcional e tem consulta de Enfermagem, ou faz algum tipo de contacto com o Enfermeiro de Família, este consulta o seu processo clínico, avalia o “seu estado vacinal registado” e em caso de alguma falta de vacina, propõe ao utente vaciná-lo, naquele momento, mesmo que este contacto aconteça até, no seu domicílio. Este procedimento responsável, esta proximidade e esta atitude profissional, possibilita uns cuidados de saúde de prevenção e de economia de meios e recursos, extraordinário. Por outro lado, o utente está em segurança, porque a vacina é-lhe administrada por um Profissional altamente qualificado, e em caso de acontecer alguma intercorrência, o Enfermeiro sabe como actuar. Por outro lado, proporciona ao Utente, comodidade, ao evitar a vinda desnecessária à Unidade de Saúde, só para vacinação, com a economia de tempo que isso possibilita.

Não duvidamos, acreditamos e reafirmamos nesta mais-valia deste serviço público, prestado pelos Enfermeiros dos CSP, no bem-estar, prevenir e cuidar das suas Populações e Comunidades, através dos Centros de Saúde e Unidades Funcionais, num verdadeiro serviço de proximidade e orientado pelas “guide lines” da Saúde Pública e não pressionados ou desvirtuados, por lóbis, interesses económicos mais claros ou obscuros e de riquezas/fortunas que não servem os verdadeiros interesses do Cidadão Utente, Grupos e Comunidades.

Vacine-se em segurança e atempadamente. Vacine-se com um Enfermeiro.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.23

terça-feira, 22 de outubro de 2024

INTERVENÇÃO 42º. CONGRESSO DO PSD - BRAGA - 19 E 20.10.2024

INTERVENÇÃO 42º. CONGRESSO DO PSD

BRAGA - 19 E 20.10.2024

Na qualidade de Congressista, e afirmando-me, sempre, como Enfermeiro, fiz a seguinte intervenção nesta reunião magna do PSD, partido do qual sou militante.


"Exmº. Senhor Presidente do Congresso
Exmº. Senhor Presidente do PSD e Primeiro Ministro de Portugal
Senhores Congressistas e Senhores Observadores

Sou Humberto Domingues, Enfermeiro de Profissão de Viana do Castelo.
A razão de me dirigir a Todos Vós é para reconhecer:
  • O esforço
  • A dedicação política
  • A existência de diálogo político
  • A disponibilidade de agenda
concretizando-se numa diferença política:
  • De respeito;
  • De ouvir e de escutar;
  • De decidir;
De resolver problemas da Classe de Enfermagem e o acordo com os 5 Sindicatos. Uma realidade.
  • Das cirurgias oncológicas e consultas da Especialidade já realizadas;
  • Das indicações e normas para mais cedo se iniciar o rastreio do cancro da Mama. Flagelo que nos atormenta, particularmente nas Mulheres e que se está a registar em faixas etárias cada vez mais baixas;
Uma dedicação de registar e louvar da Srª. Ministra da Saúde, Profª. Ana Paula Martins.


Muito do que não foi feito em 8 anos, e Vocês srs. Congressistas e Observadores sabem que é uma realidade, em parcos 6 meses, são já uma realidade na resposta e valorização do SNS - Um pilar, um baluarte da nossa democracia.


Mas há ainda muito para fazer e melhorar, Srª. Ministra da Saúde, Sr. Pimeiro-Ministro, e sei que estão imbuídos desta preocupação, nomeadamente:
  • Na valorização, reconhecimento e investimento nos CSP, que é a porta de entrada no SNS;
  • Na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Curta, média e longa duração;
  • Resolução de Problemas decorrentes da dimensão das recentes ULS, e pensar numa perspectiva menos hospitalocentrica, mais direccionada para os CSP;
  • Na valorização das Especialidades de Enfermagem, nomeadamente, na Saúde Materna e Obstetrícia. E aqui, sim, uma mudança de paradigma;
  • Consagrar às UCC, Unidades Funcionais dos CSP, um Decreto-Lei em vez da Portaria vigente há longos e longos anos, cria uma descriminação gritante e negativa.
O futuro será risonho, mas trabalhoso, Sr. Primeiro-Ministro.
  • Os Enfermeiros agradecem a valorização de carreiras e vínculos;
  • O empenho a dedicação e a visão política para o nosso reconhecimento;
E agradeço, se me permite, no fundo este atrevimento, a elevação e o sentido de estado da Srª. Ministra da Saúde e do Sr. Primeiro-Ministro, em tratar dos assuntos da Saúde.

Viva a Social Democracia.
Viva Portugal.
Viva Todos nós, que damos azo, corpo e vida ao PSD e às preocupações da nossa Sociedade.
Muito Obrigado!"

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.22

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Dia Mundial da Saude Mental -10 de Outubro

DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

10 de Outubro


Não facilitemos nesta área importantíssima da nossa Saúde, Equilíbrio e Vida.


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.10

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

AS INCONGRUÊNCIAS DA OPOSIÇÃO

AS INCONGRUÊNCIAS DA OPOSIÇÃO


Temos assistido a um discurso a toda a força, incongruente, das oposições de esquerda, dirigido ao actual Governo, em funções desde Abril/2024 – negociação, discussão e votação do Orçamento de Estado.


Problemas há-os, com certeza! Mas muitos dos problemas e dificuldades que o Governo e a Sociedade Portuguesa estão a sentir e a viver, são uma consequência de anos e anos a fio, da governação do PS e Esquerdas em geringonça em quase 9 anos, desde 2015 a 2024.

Todos se lembram das cativações, da falta de investimento, da falta de estímulo e remunerações adequadas na Administração Pública. Foi um desbaratar de dinheiro público, decorrente de uma carga brutal de impostos, sem respostas efectivas e mudanças estruturais do País, que eram urgentes e necessárias.

Na Educação são as dificuldades sistémicas de início de anos lectivos e mobilidade de Professores, com alunos sem aulas. É um problema de hoje? NÃO! Felizmente tem o Governo um Ministro da Educação à altura da resolução dos reais problemas do sector.

Na Justiça são as lacunas decorrentes da falta de Oficiais de Justiça que dificultam todo um processamento de documentos, processos e julgamentos, onde Juízes e Procuradores estão afundados em mega-processos. O problema das penitenciárias e prisões tornou-se agora mais visível, com as 5 fugas em Vale de Judeus, que levanta questões preocupantes sobre os reais problemas, desinvestimentos e lotação das penitenciárias. É um problema de hoje? NÃO!

Na Saúde são as dificuldades do encerramento de urgências, porque são mais mediáticas. Mas as dificuldades e problemas são estruturais! E não conjunturais, como querem fazer parecer. Há aqui associada a questão de gestão, que por cascata ou bola de neve, agrava as dificuldades e falta de resposta às necessidades do Cidadão. Poderíamos, sem conta, desfiar aqui as “reais imagens” de um filme interminável. Num esforço titânico, vemos a Ministra da Saúde a dar resposta a inúmeros problemas e a mobilizar recursos para a resolução de tantos outros.

A muitos interessa e constroem um discurso miserabilista, para que o actual Governo, em funções desde Abril de 2024, seja o culpado de anos e anos a fio de falta de investimento e de não se preocupar na resolução de carências existentes. Interessou aos Governos das Esquerdas e das Geringonças renacionalizar a TAP, tornando-a num poço sem fundo, onde os contribuintes colocaram 3,2 mil milhões de euros, sem retorno. Na operação EFACEC com Isabel dos Santos e Acionistas, onde a operação já vai em 500 milhões de euros de prejuízos, com possibilidade de chegar aos 600 milhões. A CP que não larga as linhas e os carris vermelhos, em prejuízos avultados, são outro exemplo.

Perante um cenário, que o actual Governo encontrou e em que Portugal ficou, com muitos dos serviços da Administração Pública em escombros, tenta num curto espaço de tempo atalhar e resolver graves problemas e lacunas. Mas em muitos dos casos, não vai ser possível dar resposta. Os recursos são escassos, as verbas e o orçamento é curto e estes problemas de recursos humanos, de carreiras e de remunerações tem décadas de desvalorização e deficit e não se resolvem em meses.

Mas as oposições de esquerda e alguma direita descontextualizada, continua triunfante nos seus discursos onde tudo parece mau e, ocos na substância, sem assumir culpas e responsabilidades, não contribuindo com propostas válidas, credíveis e construtivas e com isso, diminuindo o ruído, que mais não é do que “soundbite” populista e eleitoralista. Ouvimos também, agora, discursos acalorados, de consumo interno, na tentativa de afirmar lideranças, as mais diversas afirmações sobre o Orçamento de Estado. As exigências são algumas com a pressão do “cedes ou voto contra o OE”! Mas a quem interessa eleições antecipadas, agora? A nossa Sociedade, penalizada com uma carga fiscal brutal e maus serviços públicos “perdoaria” e toleraria aos Partidos e Presidente da República, outra dissolução da Assembleia da República e eleições? Será que a oposição quer governar sem ganhar eleições? Por onde andava Pedro Nuno Santos, o PS e as Esquerdas durante quase 9 anos de governação, nos problemas da Saúde, da Habitação, da Segurança Social, da Justiça e Educação? Estarão a pensar, mesmo, em Portugal e nos Portugueses?

Enfim… É a espuma dos dias, para quem tenta sobreviver e manter-se à tona de números e sondagens duvidosas.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.07

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

CARTA DA MINISTRA DA SAÚDE AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

CARTA DA MINISTRA DA SAÚDE
AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

A Srª. Ministra da Saúde dirigiu uma carta aos Enfermeiros Portugueses, num acto de reconhecimento, de apreço e proximidade com esta Classe Profissional, a maior do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Esta carta vem na sequência das negociações e do acordo conseguido e estabelecido entre 5 Sindicatos de Enfermagem, SE-Sindicato dos Enfermeiros, SITEU-Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos, SNE-Sindicato Nacional de Enfermeiros, SIPENF-Sindicato Independente de Profissionais de Enfermagem, SINDEPOR-Sindicato Democrático Enfermeiros de Portugal, onde mais uma vez se autoexcluíram o SEP e ASPE.

Uns dirão que é uma atitude política e só isso. Outros a classificarão de outra forma. O certo é que, e isso é inequívoco, nunca tal aconteceu. Enquanto que nos anteriores Governos Socialista, das Esquerdas e da Geringonça, houve sempre o desprezo, o insulto, a marginalização e o desrespeito por esta Classe, eis que um Governo da Direita, Aliança Democrática, reune, respeita, cria acordos, valoriza a Classe e a Srª. Ministra da Saúde, dirige pessoalmente, uma carta a Todos os Enfermeiros Portugueses. Que diferença!

Porque sou Enfermeiro, sou de direita e militante de um partido que forma esta Aliança Democrática, não posso ser indiferente a este gesto, que contrasta, como atrás referi, com atitudes de outros Ministros da Saúde anteriores, onde a indiferença e o insulto, acompanhados de cinismo, era uma constante diária.

Por este gesto, pela tentativa de aproximação, pela valorização da Carreira e dos Enfermeiros, muito obrigado Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Ana Paula Martins.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.09.27

terça-feira, 24 de setembro de 2024

ACORDO ENTRE SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO

ACORDO ENTRE SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO



Ontem ficamos mais felizes, porque foi encontrado um acordo entre OS 5 Sindicatos de Enfermagem: SE-Sindicato dos Enfermeiros, SITEU-Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos, SNE-Sindicato Nacional de Enfermeiros, SIPENF-Sindicato Independente de Profissionais de Enfermagem, SINDEPOR-Sindicato Democrático Enfermeiros de Portugal, (porque o SEP e ASPE se autoexcluíram) e Governo, para a melhoria das condições de valorização remuneratória dos Enfermeiros e a amplitude de outras matérias acordadas.

Confesso, e perdoem a minha ignorância, ainda não consegui ver o alcance total do acordo obtido.

De uma coisa tenho a certeza:

- Valeu a União dos 5 Sindicatos e dos Seus Presidentes, num trabalho exemplar, neste acordo encontrado. Um exemplo para o presente, mas essencialmente, para o futuro – juntos somos mais fortes;

- Valeu a vontade política do Governo, em não enganar os Enfermeiros, nem adiar sucessivamente as reuniões e os assuntos com os Sindicatos;

- Mas acima de Tudo, perceber e estou convicto, de um grande trabalho, diligências e firmeza nas posições, com uma grande elevação, umas vezes mais visível, outras vezes e muitas vezes, nos bastidores, do Sr. Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, que conseguiu agregar esforços e objectivos para este primeiro resultado positivo.

Claro que falta ainda dar resposta a outras dimensões e reivindicações. Mas o caminho faz-se caminhando, desde que a confiança, a vontade política, a lealdade e a exequibilidade das exigências sejam reias e viáveis. Neste espírito de união e do exemplo agora conseguido e demonstrado, com certeza, o caminho do futuro será mais fácil. Assim o esperamos.

Um obrigado a Todos por todo o esforço e dedicação, no encontro de objectivos e interesses comuns.

Humberto Domingues
Enf. Espc. Saúde Comunitária
2024.09.24

terça-feira, 17 de setembro de 2024

45 ANOS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - SNS

45 ANOS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - SNS

Cortesia OE


45 anos de SNS.

Sou um defensor do SNS, conhecendo todas as virtudes, potencialidades e limitações que nele encerram.

É um bem, uma Instituição que nasceu com a Democracia e que tem excelentes e competentíssimos profissionais de um elevado conhecimento científico com postura e atitude humanista.

Humberto 
Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária 
2024.09.15

sexta-feira, 26 de julho de 2024

PREVENÇÃO DE QUEIMADURAS SOLARES

PREVENÇÃO DE QUEIMADURAS SOLARES


O Verão já chegou e com ele, temperaturas muito altas. Esta vaga de calor, levou em alguns casos, as pessoas a exporem-se demasiado e abruptamente ao sol, na praia e esplanadas, provavelmente sem prévia preparação e a horas inapropriadas aos intensos e agressivos raios solares.

Todos nós nos expomos em demasia ao “Rei Sol”, correndo o risco de sofrermos uma queimadura dérmica. Assim, numa prespectiva de prevenção, pretendemos deixar neste artigo de opinião, alguns ensinamentos sobre prevenção e protecção de “queimaduras solares”.

A nossa pele é o maior órgão do corpo humano. Este órgão é constituído por 3 camadas: a “Epiderme” de média espessura (face externa), a “Derme” de maior espessura, é a camada intermédia e a “Hipoderme”, é a camada de menor espessura e a mais profunda.

A nossa pele é um órgão sensível, protector e a primeira barreira às agressividades que sofremos, quer sejam através de radiações ambientais, químicas ou outras, nomeadamente, pela agressividade e traumatismo que as roupas, que diariamente usamos, nos provocam (costuras duras, roupas apertadas, muitos fios e fibras sintéticas), os detergentes e sabões que usamos quer na lavagem das roupas, quer na nossa higiene pessoal e por exposição ao Sol e poluentes. A pele é elástica, tem um brilho próprio e tem várias tonalidades, conforme a raça, a matriz genética, a geografia onde vivemos ou somos oriundos e a quantidade de melanina que cada indivíduo possui na sua constituição orgânica. Em média a pele mede +/- 2 m2 e pesa entre 4 e 9 Kg (claro está que, um bebé não possui tanta área corporal e por isso também mede e pesa menos. No inverso, uma pessoa obesa e com grande área corporal alcança limites superiores destes valores).

A pele precisa de ser bem hidratada para manter todas as suas características saudáveis e de protecção. Esta hidratação pode ser de forma “mecânica” por aplicação manual de cremes e líquidos hidratantes, ou de forma sistémica, com a ingestão de líquidos, principalmente de água e sumos naturais e o consumo de frutas e legumes variados.

Relativamente às radiações solares, estas são, em simultâneo, através de radiações de raios UV (ultravioletas), que se dividem em 3 tipos: A,B e C, conforme o seu comprimento de onda. Ora vejamos:

UVA – É o mais nocivo. Afecta a “Derme”. Penetra mais profundamente na pele, causa envelhecimento e pode provocar cancro da pele, alergias e manchas. Incide na nossa pele mesmo com chuva, névoa ou neve. 95% das radiações solares têm composição dos raios UVA.

UVB – Afecta a “Epiderme”. É o responsável pelos “vermelhões”, ardência e queimaduras solares. É mais intenso entre as 9 e as 16 horas. Penetra facilmente na pele e contribuem com 5% na composição das radiações.

UVC – São bloqueados pela camada de ozono e filtrados pela atmosfera terrestre.

Quanto ao Sol, sabemos sobejamente que é muito importante para a Saúde. Ele, “Rei Sol”, contribui para a síntese da vitamina D, fortalece os ossos e articulações, melhora o humor, cria condições e aumenta o bem-estar das pessoas e ajuda a regular os ciclos do sono. Contudo, há algumas regras simples, mas importantes para nos prevenirmos da exposição solar, para que esta não seja nefasta, nomeadamente na praia. Quando a sombra é pequena, é sinal que o Sol está no seu ponto mais alto (a “pique”), por isso sinal de muita intensidade – Perigo. Quando a sombra é maior, sinal que o Sol já mudou a sua orientação, os raios solares já são oblíquos e por isso, menos perigoso. Há um “relógio solar” que deve ser utilizado: horas perigosas entre as 12 e as 16 horas; Perigo intermédio, entre as 11 e 12 horas e 16 e 17 horas. Horas apropriadas/ideais: antes das 11 horas e depois das 17 horas.

Nestes dias de praia e exposição solar, devemos considerar sempre o uso e aplicação de protector solar. Mesmo em dias nublados, deve ser aplicado, como atrás verificamos pela penetração dos raios solares. O protector solar deverá ser aplicado cerca de 30 minutos antes de sair de casa, aplicado no corpo todo e reaplicar de 2 em 2 horas. Reaplicar depois do banho ou de alguma actividade desenvolvida. O protector solar a aplicar, em cada pessoa, tem de ser de acordo com as características da nossa pele e das indicações do fabricante, sendo certo que para as crianças, deve ser sempre o protector com índice de protecção 50+ (cinquenta mais). Devemos ter particular atenção na aplicação no nariz e orelhas e deixar estas áreas bem protegidas. Merecem especial referência, as grávidas, quer na exposição solar, quer no uso de produtos e protectores solares. Outro factor a ter em atenção é o reflexo e a dispersão que os raios solares sofrem, quer na água, quer na areia, porque os raios UV dispersam-se desordenadamente.

Como sabemos que o SOL não tira férias, devemos apostar na protecção usando roupa simples, arejada e de preferência com o menor número possível de fibras sintéticas. O ideal é vestuário de algodão e de cores claras. Beber muitos líquidos, nomeadamente água e frutos naturais, comer fruta e legumes variados, usar óculos com protecção UV e guarda-sol, de preferência com material reflector ou de duplo tecto. Dedicar especial atenção, quer nas ondas de calor, quer nos períodos de maior intensidade, às crianças, grávidas e idosos.

A prevenção e o conhecimento são sempre armas que devemos ter à mão e fazer uso deles. Tenham umas boas férias, mas protejam-se, porque o Sol não tira férias e as lesões cutâneas são muito dolorosas e podem desenvolver problemas /doenças oncológicas.

Divirtam-se, com prevenção!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.07.25

quarta-feira, 10 de julho de 2024

MOMENTOS, SENTIMENTOS E EMOÇÕES…

MOMENTOS, SENTIMENTOS E EMOÇÕES…


Muito se tem falado e escrito sobre os momentos, as emoções, as prestações, o vedetismo, os egos, as vaidades, o maquiavelismo das opções, os protegidos, os intocáveis, os dispensados, os não utilizados e muitas outras qualificações e adjectivos, dirigidos aos jogadores e selecionador da Equipa/Selecção Portuguesa, no decorrer do Europeu 2024 de futebol, na Alemanha.

Começamos por dizer que esperávamos muito mais da prestação da Selecção de Futebol neste Europeu. Também, com satisfação, apreciamos o aparecimento de novos valores e jogadores com muita garra demonstrada dentro de campo, no mais alto nível de “combate desportivo”, entre actores deste entusiástico desporto, que o fizeram com elevado profissionalismo e dedicação.

Porque perdemos, foram questionadas as decisões e as estratégias adoptadas e aplicadas à equipa. Se ganhássemos, pelo menos no “embate” com a França, questionaríamos da mesma forma as decisões e estratégias implementadas? Não sabemos, mas provavelmente, não!

Assistimos, via televisão, a alguns momentos nos jogos, de um egoísmo brutal de alguns jogadores. Jogadas bem construídas, mas que, se passassem a bola para o companheiro de equipa no imediato, poderia, com segurança, resultar em golo. Mas não… conservou-se a bola nos pés e, quando foi passada, segundos depois, já era tarde, ou quando preferiu rematar, já a defesa estava composta e sem condições de alojar a bola no fundo das redes. É o mundo do futebol!

Assistimos também a emoções fortes, abraços intermináveis, lágrimas cheias de sentimento e de dôr. Rostos marcados com traços de frustração, de responsabilidade e de metas por atingir.

Percebemos, sobejamente, que a gestão de recursos humanos é necessária e deve assumir-se como uma disciplina parceira, nos grandes e pequenos momentos, no desporto de alta competição, ou na mais simples e humilde equipa, de um serviço ou de uma empresa. A emoção, o estatuto, o “nome” por vezes tolda-nos a clarividência e leva-nos a não tomar decisões, ainda que difíceis, ou quando as tomamos, vão em sentido contrário ao desejado, para o alcance de um maior desempenho e melhores resultados em favor do colectivo.

Falou-se e escreveu-se muito sobre o momento e a oportunidade das lágrimas de Ronaldo e da explosão de tristeza das de Pepe. Do abraço entre ambos. Dos braços caídos de Félix e da sua solidão, em campo. A dimensão galáctica de Diogo Costa, o brilho de Vitinha, Francisco Conceição, Rafael Leão e todos os outros. O futebol é mesmo isto, leva-nos a um caldo de emoções, na avaliação, muitas vezes injusta, de momentos únicos que nos apaixonam.

Na difícil gestão de uma selecção, de uma equipa, de uma empresa, com níveis de stresse e de exigência altíssima, é preciso alguém que cuide e previna a exposição desses jogadores/colaboradores, a esse stresse provocado por emoções muito fortes, na vitória ou na derrota, exaltando desgaste aos seus “intérpretes”. A lucidez e o pragmatismo da decisão, são cruciais em “momentos chave”. Provavelmente, no desempenho desta selecção deste Europeu, isso não aconteceu tão assertivamente!

Porque a emoção e a desilusão foram grandes e a memória é curta (serve para lembrar os feitos em Saúde, por exemplo, da prestação dos Enfermeiros na Pandemia, em que foram enormes e insubstituíveis e que hoje já foram esquecidos), julgamos o imediato e esquecemos o processo do caminho percorrido, o processo permanente de construção, das dificuldades do trajecto, da dimensão dos obstáculos e só avaliamos o hoje! Esquecemos o passado! Quem foi grande no passado que conseguiu trazer este “Património” para que no presente fosse valorizado, porque amanhã, será passado outra vez, fica muitas vezes olvidado.

Tanta irracionalidade na avaliação e nos comentários que se lê e escutam, por aí, que parecem não ter memória de quem os produz. A memória deveria ser uma ferramenta muito útil e ser usada por todos, a cada minuto, e depois dizer, neste caso, obrigado a quem vestiu a camisola das 5 quinas, lhe deu dignidade e grandeza, lutou com galhardia, voltou a por o nome de Portugal no Mundo, nos ecrãs da 5ª. avenida dos EUA, rompeu fronteiras e se tornou galáctico, tal como noutros tempos, sem redes sociais, sem mediatismos imediatos, heróis descobridores navegando em caravelas, colocaram padrões, cruzeiros, e marcas em pedras pelo Mundo fora, por terras que descobriram de aquém e além mar, onde fundearam, povoaram e civilizaram. Só a título de comparação de orgulho e sentido de pertença, se Espanha tivesse um Ronaldo, com certeza que o idolatrava, e nunca o destruiria, tornando-o num ícone, num ídolo, num “produto” de uma mais-valia enorme. Portugal, não o sabe fazer! Como não o soube fazer no passado, com outros ícones.

O “falhanço”, o errar, o não acertar para uns, é o acertar de outros, foi o que Diogo Costa fez e fez bem, acertou! A “experiência do falhar” é de quem fez algo e deveria ser sempre visto, como uma possibilidade de aprendizagem, para o próprio mas também, para quem gere e decide em organizações e equipas. Servir de exemplo.

Sentimentos e emoções espelham uma linguagem não-verbal de significância profunda. Estas manifestações não são só de pessoas pobres, de fora das passadeiras vermelhas ou das televisões. São também dos grandes desportistas, políticos e estadistas.

Não gostamos de ver sorrisos cínicos, de sentir abraços falsos e cumprimentos hipócritas.

Mas damos valor e sentimo-nos abraçados, por figuras públicas, que apesar de fortes, não escondem as suas emoções, as suas fraquezas e frustrações e, no estrelado como na tristeza, evocam com orgulho o suporte, a presença e apoio da Família. Não esquecem o percurso e o passado mais sombrio, que lhes forneceu oportunidades e lhes possibilitou o caminho para chegar à plenitude do “HOJE”.

Um Homem/Mulher sem emoções nem sentimentos, é um ser incompleto! E acreditem, as emoções não se compram, vivem-se!

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.07.10

quarta-feira, 26 de junho de 2024

A AGRESSIVIDADE DA SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA

A AGRESSIVIDADE DA SINISTRALIDADE RODOVIÁRIA


Entramos no Verão, onde por norma, o trânsito nas nossas estradas aumenta, por várias razões, mas essencialmente, pela chegada e circulação de turistas e emigrantes.
 

As estradas/vias de comunicação e povoações mais pacatas assistem ao aumento de trânsito, e inversamente o sossego diminuiu e o estacionamento não chega para tantos automóveis.

Se nas grandes cidades se sente uma “acalmia” no trânsito diário, devido às férias escolares e às férias dos agregados familiares, que vão para outros espaços e territórios passar férias – província, estrangeiro, etc. - o inverso sente-se no interior que “absorve” a chegada de tanta gente. Nas vilas e cidades junto à costa atlântica e que possuem afamadas praias de “bandeira azul”, sentem a “invasão” de pessoas e viaturas, alterando o seu pacato quotidiano.

No passado havia uma dificuldade de circulação, porque a infraestrutura rodoviária era limitada e limitante e oferecia inúmeros perigos. Por outro lado, os carros eram mais raros e considerados “artigos de luxo”. Paulatinamente foi-se transformando numa ferramenta de trabalho imprescindível, um “utensílio” mais social e com facilidade, veio a moda de financiamento bancário para a sua aquisição, como bem de consumo em que se tornou na Sociedade e isso, fez disparar o número de viaturas por agregado familiar. Entretanto a crise dos combustíveis e a alteração de preços, também teve implicações grandes nos orçamentos familiares e no sustento de um ou mais carros por Família.

A indústria automóvel deu um salto colossal. Os níveis e mecanismos de segurança colocados/instalados nas viaturas são imensos, que asseguram medidas excepcionais de segurança, quer activa, quer passiva, onde a prevenção de acidentes é o objectivo major a alcançar. Toda esta evolução da engenharia, trouxe melhores combustíveis e mais velocidade aos carros, possibilitando percorrer maiores distâncias em menor espaço de tempo. As auto-estradas vieram ajudar, o que dantes era longe, a tornar-se, mais perto.

Da consulta que fizemos na página da “Prevenção Rodoviária Portuguesa” (PRP), entre os anos de 2010 e 2022, colhemos alguns dados interessantes. Fizemos algumas comparações com os dados possíveis cujo registo de sinistralidade 24 horas (“vitima mortal 24 horas - vítima cujo óbito ocorra no local do acidente ou durante o percurso até à unidade de saúde”) e sinistralidade 30 dias (“vítima mortal 30 dias – vítima cujo óbito ocorra no período de 30 dias após o acidente”), registaram-se em 2010, 937 vítimas mortais em 30 dias e 741 vítimas mortais nas 24 horas. Em 2022, 591 vítimas mortais em 30 dias e 462 vítimas nas 24 horas. Consultando a “Pordata” nestes mesmos anos, verificamos que em 2010 ocorreram 35.426 acidentes com vítimas e 46.561 feridos e, em 2022 ocorreram 32.788 acidentes com vítimas e 40.699 feridos. Num cálculo de proporção directa, registaram-se em 2022, menos 7,44% de acidentes e menos 12,58% de feridos, do que em 2010. Verificamos também que em 2010 o número de carros que circulavam eram de 584,7/1000 habitantes, enquanto que, em 2022 eram 689,3/1000 habitantes.

A sinistralidade continua, mesmo assim, a ser alta. Na verdade tem-se investido em campanhas de informação e prevenção. Mas será o suficiente? Não será de considerar uma intervenção programática e continua, obrigatória, nos ciclos de ensino?

Inúmeros indicadores e questões sociais, sociológicas ou de engenharia se poderiam aqui levantar. Mas não é a razão desta crónica. Apenas, fazer uma reflexão sobre a importância da prevenção.

Apesar de todas as normas de segurança, leis e código da estrada, medidas preventivas, radares, etc., quando acontece algum acidente e há vítimas a lamentar, são inúmeros os prejuízos daí decorrentes. As vítimas mortais partem, deixando saudade e muita dor aos familiares e amigos, que vão sentir a sua falta. Mas os feridos, que muitas vezes resistem a ferimentos graves e mutilações, passam a enfrentar um longo calvário de recuperação e eventualmente a reinserção na vida activa, quando isso é possível.

As pessoas ficam feridas, com maior ou menor gravidade, levando muitas das vezes, devido a fracturas ósseas ou de órgãos, a longos períodos de internamento. Em muitos casos, com cirurgias sucessivas, para correcção orgânica, reconstrução, reposição de tecidos, e finalmente, quando é adequado, a reconstrução estética.

As pessoas ficam dependentes de outras para ajuda nas suas actividades fisiológicas e de vida diária. Muitas ficam com lesões ósseas, de função e tecidulares, para o resto da vida. Amputações a vários níveis. Enfim, sequelas que jamais se apagarão fisicamente, para não falar nas psicológicas e emocionais. Em alguns casos, familiares directos, têm que abdicar dos seus empregos para tratar dos sinistrados.

Estamos num período do ano, onde a realização de festas, férias, concertos de verão e encontros de familiares e amigos, convidam a mais bebida alcoólica, mais euforia, muitas vezes associado o consumo de substâncias psicoativas, que vão toldando os reflexos, diminuindo a atenção e a capacidade de acção ou reacção na condução. É certo que em muitas vias, o piso está muito degradado, não há marcações no piso e a sinalética vertical está encoberta, destruída ou desajustada. Muitas vezes também, não se cumprem os limites de velocidade. A acomodação de bagagem não é feita com equilíbrio e pode estar a comprometer a visibilidade ao condutor, criando “ângulos mortos ou invisíveis”. Em potencial, há condições para acontecer acidentes! Acautelemos a prevenção!

Perante tudo o descrito e muito mais que ficou por escrever, mas que todos estamos ou passamos a estar despertos, lembrar que a prevenção é a mais simples e potente forma de evitar problemas e acidentes. Avalie com antecedência o estado dos pneus da viatura ou motocicleta. As condições de travagem. Cumpra as regras de trânsito. Não propicie nem entre em conflitos desnecessários e fúteis, relegando para segundo plano as provocações e desafios das “corridas e picardias”. Pense que o que importa é chegar ao seu destino com segurança, para poder abraçar os seus entes queridos, poder desfrutar da festa ou do concerto para onde vai, ou simplesmente, na companhia que escolheu, poder saborear esse momento sem sustos nem desgostos de acidentes, ou confrontos. A vida é bela quando vivida sem tristezas!

Um acidente causa sempre um prejuízo significativo com “custos humanos, económicos e sociais à Sociedade”. Os danos que as vítimas sofrem, são de difícil quantificação, apesar de existirem tabelas convencionadas. A perda de um familiar ou um amigo, é um vazio que será difícil de preencher. O sentimento de culpa, por um acidente ou morte de uma dessas pessoas, tem um “peso emocional”, que muitas vezes acompanha a vida inteira. Não aceite ser protagonista nem carregar esse fardo, de remorsos e de culpa.

Seja prudente. Desfrute das viagens em segurança, desfrute do convívio com familiares e amigos e não se atreva a perder ou fazer perder a vida num minuto.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.06.26

HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES   POEMA AOS ENFERMEIROS  O CANTO DA ENFERMAGEM Onde a dor se faz mais densa E o medo é mais re...