segunda-feira, 25 de novembro de 2024

MOMENTOS - III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS
ORDEM DOS ENFERMEIROS
FÁTIMA, 21 A 23 DE NOVEMBRO 2024
MOMENTOS

























Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.23

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS - MOMENTO DE FÉ E ORAÇÃO

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS
ORDEM DOS ENFERMEIROS
FÁTIMA, 21 A 23 DE NOVEMBRO 2024
MOMENTO DE FÉ E ORAÇÃO


Estive, vivi e participei intensamente na III Convenção Internacional dos Enfermeiros, promovida pela Ordem dos Enfermeiros, que decorreu em Fátima, de 21 a 23 de Novembro.


Nesta participação e presença em Fátima, não foi só, no evento científico de muita qualidade. Fui e estive também no Santuário de Fátima, na recitação do terço, onde fiz as minhas orações e pedido de protecção à Sra. de Fátima, para mim, para a minha Família e para os meu Amigos.

A minha Fé e convicção diz-me que fui ouvido, nas minhas orações e pedidos.

Bom domingo a Todos.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.24

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS - MENÇÃO HONROSA

III CONVENÇÃO INTERNACIONAL DE ENFERMEIROS
ORDEM DOS ENFERMEIROS
FÁTIMA, 21 A 23 DE NOVEMBRO 2024
MENÇÃO HONROSA


Momentos vividos na III Convenção Internacional dos Enfermeiros, da Ordem dos Enfermeiros, a decorrer em Fátima.



Tive a honra de merecer a confiança da Sr. Directora, Professora e Enfa. Bandeira Correia e do Sr. Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Enf. Luís Filipe Barreira, para receber a Menção Honrosa, na Cerimónia Valor e Excelência, representando a Sra. Enfa. Bandeira Correia (que não pode estar presente), com que a Ordem dos Enfermeiros, a reconheceu, homenageou e agraciou. Mereceu e ouviu-se a ovação de uma sala inteira, que lhe dedicou uma larga salva de palmas.

Um momento de que me orgulho muito e, com certeza orgulhará Viana do Castelo, o Ensino e a Enfermagem, pela pessoa que foi homenageada.


Um imenso obrigado ao Sr. Bastonário Luís Filipe Barreira e à Ordem dos Enfermeiros.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.23

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

ECO-SAÚDE, UM CAMINHO PARA OS NOSSOS DIAS?

ECO-SAÚDE, UM CAMINHO PARA OS NOSSOS DIAS?

Fonte: Gentileza e generosidade de ECOSAÚDE PORTUGAL

Hoje, valorizamos muito a nossa Saúde e os recursos que temos disponíveis ou a falta deles, quando episódios de doença ou epidemia/pandemia acontecem.


É certo também que ao longo dos tempos, conceitos, respostas, financiamentos e políticas se foram alterando, nem sempre para melhor, na imediata resposta às necessidades dos Cidadãos e Comunidades, mas essencialmente, estas alterações sentiram-se na parte economicista contrapondo-se com o custo/benefício das respostas em/à Saúde, muito mais curativa e de reinserção e muito menos Preventiva e Pedagógica.


Face a novas realidades de vivência quotidiana, mobilidade geográfica, sistemas de saúde diferentes nas suas abordagens holísticas, como na modernidade, investigação científica, importância e investimento que os diferentes Estados lhe dão, será que é oportuno falar numa dimensão de Eco-Saúde? E que desafios daqui resultam ou podem colocar a Eco-Saúde à Saúde em geral e Saúde Comunitária, em particular? E como utilizar a Inteligência Artificial (IA) como charneira entre a Saúde Comunitária e a Eco-Saúde?



Parece-nos que a IA vai ser muito importante, crucial até, na avaliação, construção de algoritmos e propostas de trabalho, no tratamento de um enormíssimo volume de dados, indicadores e resultados de Saúde e Ambientais. Depois, numa leitura atenta dos resultados e indicadores, poderá acontecer uma rápida e precoce identificação de vulnerabilidades e de riscos a vários níveis, permitindo à Saúde Pública, à Política e aos decisores Políticos, a avaliação e monitorização de possíveis impactos na Saúde das Populações e no meio Ambiente, possibilitando programas de saúde e opções políticas adaptadas às reais condições das Comunidades, das Populações e necessidades locais.


Na dimensão Saúde Comunitária e Eco-Saúde, este vector, vai ter uma importância vital no futuro, se daí resultar a preocupação e a construção de ambientes saudáveis e sustentáveis, com espaço obrigatório e firme na promoção de uma Saúde Pública, onde as Pessoas e Ambiente contem, efectivamente, no desenvolvimento de uma Saúde preventiva.

Para além da Saúde Comunitária e seus Profissionais, serão parceiros indispensáveis, as Autarquias Locais, sejam elas de dimensão municipal ou de freguesia e subindo até na dimensão para as Comunidades Intermunicipais, participando no diagnóstico de necessidades, no planeamento de intervenções e acções e na definição de prioridades definidas, para uma intervenção conjunta, sustentada em estratégias e políticas públicas de prevenção e preservação de um ambiente saudável, de desenvolvimento e de respostas efectivas às expectativas e necessidades das Populações. Isto porque há claramente uma interdependência entre a Saúde Humana e a qualidade ambiental (espaço social).

Esta visão e sensibilidade para os factores ambientais como influenciadores da dimensão social e econômica, terão consequências na sustentação e promoção da melhoria da qualidade de vida. Porque nunca poderemos esquecer que qualidade de produtos e hábitos alimentares, sedentarismo e meio ambiente poluído, têm uma relação directa, disso estamos convencidos, nas doenças oncológicas, doenças infeciosas, cárdio e cerebrovasculares e do foro respiratório. A Saúde Mental será com certeza a primeira e a mais afectada.

Recorrendo a uma disciplina, para muitos ignorada ou até inexistente – Geografia da Saúde – percebemos que a “interdependência entre indivíduos, organizações, grupos populacionais e os conflitos decorrentes da sua interacção com o ambiente”, são uma realidade, onde as Sociedades têm mais iliteracia em Saúde e, os valores da Saúde e do Ambiente também são baixos e diferentes, ou muitas vezes insignificantes.

Na nossa opinião e olhando para a Eco-Saúde, num pensamento sistémico, esta envolve-se no: Ser Homem, Na Natureza e na Saúde (Pública/Comunitária), que converge para o Homem, o Animal, e o Ambiente, confluindo-se e confrontando-se com o Social, a Ecologia e a Economia.

Toda esta vasta matéria não se esgota num mero artigo de opinião. A reflexão tem que ser mais ampla e profunda. A eficiência e a integração, na imensa amplitude que estes termos acomodam, no sentido de melhorar a qualidade de vida das Comunidades, criará pontos de agregação entre a Eco-Saúde, a Saúde Comunitária e a IA, criando e promovendo soluções que possam ser mais eficazes e sustentáveis na fruição e na promoção de bem-estar colectivo, na previsão e antecipação de crises na Saúde e catástrofes ambientais.

Porque todos queremos e desejamos Comunidades mais resilientes, com melhor qualidade de vida e consequentemente, menor risco de doenças, pensemos a Saúde, também, num Ecossistema com o apoio da Inteligência Artificial.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.18

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

POBREZA ENVERGONHADA

POBREZA ENVERGONHADA


Não é fácil escrever, nem fazer uma reflexão sobre este tema, sem que coloquemos a questão: E se fosse eu? E se fosse comigo?


Segundo a Srª. Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em 2023, o número de pessoas sem-abrigo em Portugal aumentou 23%. São já mais de 13 mil pessoas!

No início do 1º. Mandato do Sr. Presidente da República, foi assunto muito presente na agenda política, quando protagonizou vários “bonecos” políticos para as televisões e Sociedade, a visita aos “sem-abrigo” e a distribuição de refeições, durante a noite, ajudando brigadas de solidariedade, que o fazem todos os dias e não pontualmente.

Todos nós vimos e ouvimos histórias dramáticas, histórias de vida mal sucedidas, desencontros com a sorte e encontro com o azar. Mas estes casos não acontecem só em Lisboa, Porto, ou nas grandes cidades. Também constatamos muitas destas vivências em pequenas cidades e vilas, em Portugal, na Europa, assim como no mundo. Num olhar mais atento vemos “camas” montadas com caixas de cartão desfeitas, que servem de estrado e de colchão, para pernoitarem, noites a fio, no Verão ou no Inverno, no hall de prédios, no hall de multibancos das agências bancárias, seguradoras ou até nos bancos de jardim e vãos de escadas. Já não são só adultos de meia-idade, são também idosos e jovens, que se veem obrigados a este “estilo de vida” e “lançados” na rua, por opção própria, ou porque a vida não lhes sorriu!


Numa outra dimensão, de pobreza envergonhada, chegam-nos relatos de muitas crianças, em que a refeição completa que tomam, é a que é servida na Escola. Os lanches são os dados pelas Escolas ou muitas vezes partilhados por coleguinhas, ou a acção social escolar que está atenta e colmata estas carências.

Na nossa actividade profissional entramos em muitos domicílios para prestar cuidados de saúde, essencialmente tratamento de feridas e reabilitação, a muitos idosos. Como se diz da gíria popular, “as telhas encobrem muita pobreza”. E é certo! Constatamos muitas e muitas vezes que as casas estão frias, húmidas, com cheiro a “mofo”, paredes escuras cheias de humidade, cobertores antigos, pesadíssimos…

“Transportados” para a nossa experiência e vivência hospitalar, somos confrontados muitas e muitas vezes, com cenários de muita pobreza efectiva. Ao ponto dos Colegas dos Serviços de Urgência, dos internamentos de Medicina, Pediatria ou Saúde Mental, pedirem-nos roupa que não usemos, ou dos nossos filhos, para poder doar e vestir as pessoas internadas, ou quando têm alta, saírem com roupa lavada ou com mais uma muda de roupa.

Esta realidade para a qual, particularmente, nós Enfermeiros estamos mais despertos, verificamos e tentamos amenizar, nunca abrem telejornais, não são falados nas televisões, não aprecem nas revistas, nem nos media, nem os Políticos imaginam ou sabem que existe!

As cantinas sociais, as “vicentinas” e outros projectos de solidariedade social, fazem, sem dúvida um trabalho importante e que colmatam ou diminuem muitas carências. O banco alimentar, faz um trabalho essencial, com muitos voluntários e dádivas de milhares de anónimos, operando uma outra das vertentes de apoio no quotidiano de luta contra a fome e pobreza. Mas há ainda, muita e muita pobreza envergonhada e encoberta. E não é só a comida que falta na mesa. É também o vestuário, o calçado, o conforto no lar, a água quente para o banho.

Precisamos de estar mais despertos, sermos mais solidários, perceber que dimensões de pobreza “cabem e são expressas” em olhares tristes, em dias de trabalho sem rendimento, em inúmeras queixas de saúde, onde os resultados analíticos ou de imagem não traduzam a pobreza que muitos concidadãos transportam, todos os dias, por entre o sombrio nascer do Sol e o amargo ocaso, onde a noite não oferece um sono repousante e reparador. E desperdiça-se tanta comida e destrói-se tanta roupa sobrante!

Será que precisamos de aprender a ser mais solidários e a perceber as diferentes dimensões e “modalidades” que a pobreza tem, no mais simples e humilde dos dias?

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.06

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

INAUGURAÇÃO UNIDADE SAÚDE DA MEADELA 2024.11.04

INAUGURAÇÃO UNIDADE SAÚDE DA MEADELA
2024.11.04


Hoje em cerimónia, que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Arqt. Luís Nobre e com o Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Alto-Minho, Dr. Porfírio Oliveira, e muitas outras individualidades, foi inaugurada a Unidade de Saúde da Meadela, onde já funcionam a Unidade de Cuidados na Comunidade de Viana do Castelo (UCCVC) e a Unidade de Saúde Familiar (USF) Tiago de Almeida.


Eu estive presente como Enfermeiro da UCC, mas essencialmente, em representação do Presidente da Secção Regional do Norte da Ordem dos Enfermeiros. Representação esta que me orgulhou bastante, pela dignidade e presença que estes momentos protocolares devem ter.


Para além da visita e discursos protocolares, seguiu-se um pequeno lanche, oferecido pela Câmara Municipal.


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.11.04

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

PREVENÇÃO É COM VACINAÇÃO!

PREVENÇÃO É COM VACINAÇÃO!


A vacinação, na nossa perspectiva, é a forma mais barata, mais simples, mais potente e com melhores resultados, no combate às doenças/infecções “clássicas”, antigas e dos nossos tempos modernos, que afectam/podem afectar o Ser Humano.




Iniciou-se já o período de vacinação sazonal contra a Gripe e associado a este período, a vacinação e reforço contra a Covid-19.

O grande referencial de vacinação em Portugal é o Plano Nacional de Vacinação (PNV) implementado em 1965 e chegou até aos dias de hoje, com as alterações e correções normais de um mecanismo que precisa de actualizações com base na investigação científica, no tipo de bactérias e vírus que circulam e infectam o Ser Humano e na própria mutação destes micro-organismos. Paralelamente à mutação vírica, a investigação e as novas moléculas que potenciam o efeito preventivo das vacinas tentam prevenir ou amenizar os efeitos nefastos destas infecções. Assenta este Plano em 5 princípios básicos, mas de uma consistência bem estruturada, até aos dias de hoje: “Universalidade, destinando-se a todas as pessoas que em Portugal tenham indicação para vacinação; Gratuitidade, para o utilizador; Acessibilidade; Equidade; Aproveitamento de todas as oportunidades de vacinação.”


Portugal é um dos países do mundo, onde as taxas de cobertura por vacinação são mais elevadas, em consequência da dedicação, experiência e trabalho desenvolvido pelos Enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e dos Médicos de Saúde Pública. Lembrar aqui as brigadas de vacinação, em que os Enfermeiros percorriam as escolas a vacinar os alunos, iam aos domicílios vacinar os adultos e até administrar medicação/tuberclostáticos no combate à tuberculose pulmonar. Hoje, nos Centros de Saúde, a vacinação acontece integrada nas consultas de Enfermagem de Saúde Familiar e na Saúde Pública, nas consultas do viajante. Todo um vasto e complexo trabalho, desde a logística de armazenar e transportar as vacinas (sejam elas mortas ou vivas) numa rede de frio adequada às características de cada vacina, os excipientes próprios, que se desenvolve muito eficiente e eficazmente, onde a disciplina major deste sucesso, inquestionavelmente, é a Enfermagem de Saúde Comunitária, servindo nos locais próprios e adequados a tal magnitude de serviço público. Associam-se a este trabalho os Enfermeiros das Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), que administram na Comunidade, nos domicílios e em “Estrutura Residencial para Pessoas Idosas” (ERPI), um grande número de doses, evitando assim deslocações desnecessárias dos Utentes, às Unidades de Saúde.


Neste novo mundo global, com longínquas distâncias entre localidades, ainda que geograficamente recônditas, tudo se torna próximo, perante uma mobilidade tão rápida e acentuada, onde vírus e bactérias podem ser transportados no hospedeiro e que pode trazer efeitos e consequências epidemiológicas gravosas para as diferentes Sociedades/Comunidades que não estejam imunizadas. Perante tão evidente realidade, é inequívoca a importância da vacinação, no combate a estes contágios e infecções, por muito que haja a “nova filosofia anti-vacinas”.


Sabemos que os CSP, a Enfermagem Comunitária e a Saúde Pública, são eficientíssimos mas missões e campanhas de vacinação que levam a cabo. Se outros exemplos não forem tão visíveis e mediáticos, vejam o quão foi eficiente, de dimensões nunca vista, a vacinação contra COVID-19. Porque acreditamos na capacidade e competência dos Enfermeiros Portugueses e na mais-valia dos CSP, tivemos a oportunidade de dizer pessoalmente à Srª. Ministra da Saúde, que não concordávamos com a vacinação nas Farmácias.

Voltando aos princípios básicos em que assenta o PNV. Há um princípio inequívoco e, provavelmente, o grande pilar do sucesso das altas taxas de cobertura vacinal, que é o aproveitamento de todas as oportunidades para vacinar. Não temos dúvidas, o sucesso está aqui! Sempre que o Cidadão utente se dirige ao Centro de Saúde ou Unidade Funcional e tem consulta de Enfermagem, ou faz algum tipo de contacto com o Enfermeiro de Família, este consulta o seu processo clínico, avalia o “seu estado vacinal registado” e em caso de alguma falta de vacina, propõe ao utente vaciná-lo, naquele momento, mesmo que este contacto aconteça até, no seu domicílio. Este procedimento responsável, esta proximidade e esta atitude profissional, possibilita uns cuidados de saúde de prevenção e de economia de meios e recursos, extraordinário. Por outro lado, o utente está em segurança, porque a vacina é-lhe administrada por um Profissional altamente qualificado, e em caso de acontecer alguma intercorrência, o Enfermeiro sabe como actuar. Por outro lado, proporciona ao Utente, comodidade, ao evitar a vinda desnecessária à Unidade de Saúde, só para vacinação, com a economia de tempo que isso possibilita.

Não duvidamos, acreditamos e reafirmamos nesta mais-valia deste serviço público, prestado pelos Enfermeiros dos CSP, no bem-estar, prevenir e cuidar das suas Populações e Comunidades, através dos Centros de Saúde e Unidades Funcionais, num verdadeiro serviço de proximidade e orientado pelas “guide lines” da Saúde Pública e não pressionados ou desvirtuados, por lóbis, interesses económicos mais claros ou obscuros e de riquezas/fortunas que não servem os verdadeiros interesses do Cidadão Utente, Grupos e Comunidades.

Vacine-se em segurança e atempadamente. Vacine-se com um Enfermeiro.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.23

terça-feira, 22 de outubro de 2024

INTERVENÇÃO 42º. CONGRESSO DO PSD - BRAGA - 19 E 20.10.2024

INTERVENÇÃO 42º. CONGRESSO DO PSD

BRAGA - 19 E 20.10.2024

Na qualidade de Congressista, e afirmando-me, sempre, como Enfermeiro, fiz a seguinte intervenção nesta reunião magna do PSD, partido do qual sou militante.


"Exmº. Senhor Presidente do Congresso
Exmº. Senhor Presidente do PSD e Primeiro Ministro de Portugal
Senhores Congressistas e Senhores Observadores

Sou Humberto Domingues, Enfermeiro de Profissão de Viana do Castelo.
A razão de me dirigir a Todos Vós é para reconhecer:
  • O esforço
  • A dedicação política
  • A existência de diálogo político
  • A disponibilidade de agenda
concretizando-se numa diferença política:
  • De respeito;
  • De ouvir e de escutar;
  • De decidir;
De resolver problemas da Classe de Enfermagem e o acordo com os 5 Sindicatos. Uma realidade.
  • Das cirurgias oncológicas e consultas da Especialidade já realizadas;
  • Das indicações e normas para mais cedo se iniciar o rastreio do cancro da Mama. Flagelo que nos atormenta, particularmente nas Mulheres e que se está a registar em faixas etárias cada vez mais baixas;
Uma dedicação de registar e louvar da Srª. Ministra da Saúde, Profª. Ana Paula Martins.


Muito do que não foi feito em 8 anos, e Vocês srs. Congressistas e Observadores sabem que é uma realidade, em parcos 6 meses, são já uma realidade na resposta e valorização do SNS - Um pilar, um baluarte da nossa democracia.


Mas há ainda muito para fazer e melhorar, Srª. Ministra da Saúde, Sr. Pimeiro-Ministro, e sei que estão imbuídos desta preocupação, nomeadamente:
  • Na valorização, reconhecimento e investimento nos CSP, que é a porta de entrada no SNS;
  • Na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados - Curta, média e longa duração;
  • Resolução de Problemas decorrentes da dimensão das recentes ULS, e pensar numa perspectiva menos hospitalocentrica, mais direccionada para os CSP;
  • Na valorização das Especialidades de Enfermagem, nomeadamente, na Saúde Materna e Obstetrícia. E aqui, sim, uma mudança de paradigma;
  • Consagrar às UCC, Unidades Funcionais dos CSP, um Decreto-Lei em vez da Portaria vigente há longos e longos anos, cria uma descriminação gritante e negativa.
O futuro será risonho, mas trabalhoso, Sr. Primeiro-Ministro.
  • Os Enfermeiros agradecem a valorização de carreiras e vínculos;
  • O empenho a dedicação e a visão política para o nosso reconhecimento;
E agradeço, se me permite, no fundo este atrevimento, a elevação e o sentido de estado da Srª. Ministra da Saúde e do Sr. Primeiro-Ministro, em tratar dos assuntos da Saúde.

Viva a Social Democracia.
Viva Portugal.
Viva Todos nós, que damos azo, corpo e vida ao PSD e às preocupações da nossa Sociedade.
Muito Obrigado!"

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.22

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Dia Mundial da Saude Mental -10 de Outubro

DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL

10 de Outubro


Não facilitemos nesta área importantíssima da nossa Saúde, Equilíbrio e Vida.


Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.10

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

AS INCONGRUÊNCIAS DA OPOSIÇÃO

AS INCONGRUÊNCIAS DA OPOSIÇÃO


Temos assistido a um discurso a toda a força, incongruente, das oposições de esquerda, dirigido ao actual Governo, em funções desde Abril/2024 – negociação, discussão e votação do Orçamento de Estado.


Problemas há-os, com certeza! Mas muitos dos problemas e dificuldades que o Governo e a Sociedade Portuguesa estão a sentir e a viver, são uma consequência de anos e anos a fio, da governação do PS e Esquerdas em geringonça em quase 9 anos, desde 2015 a 2024.

Todos se lembram das cativações, da falta de investimento, da falta de estímulo e remunerações adequadas na Administração Pública. Foi um desbaratar de dinheiro público, decorrente de uma carga brutal de impostos, sem respostas efectivas e mudanças estruturais do País, que eram urgentes e necessárias.

Na Educação são as dificuldades sistémicas de início de anos lectivos e mobilidade de Professores, com alunos sem aulas. É um problema de hoje? NÃO! Felizmente tem o Governo um Ministro da Educação à altura da resolução dos reais problemas do sector.

Na Justiça são as lacunas decorrentes da falta de Oficiais de Justiça que dificultam todo um processamento de documentos, processos e julgamentos, onde Juízes e Procuradores estão afundados em mega-processos. O problema das penitenciárias e prisões tornou-se agora mais visível, com as 5 fugas em Vale de Judeus, que levanta questões preocupantes sobre os reais problemas, desinvestimentos e lotação das penitenciárias. É um problema de hoje? NÃO!

Na Saúde são as dificuldades do encerramento de urgências, porque são mais mediáticas. Mas as dificuldades e problemas são estruturais! E não conjunturais, como querem fazer parecer. Há aqui associada a questão de gestão, que por cascata ou bola de neve, agrava as dificuldades e falta de resposta às necessidades do Cidadão. Poderíamos, sem conta, desfiar aqui as “reais imagens” de um filme interminável. Num esforço titânico, vemos a Ministra da Saúde a dar resposta a inúmeros problemas e a mobilizar recursos para a resolução de tantos outros.

A muitos interessa e constroem um discurso miserabilista, para que o actual Governo, em funções desde Abril de 2024, seja o culpado de anos e anos a fio de falta de investimento e de não se preocupar na resolução de carências existentes. Interessou aos Governos das Esquerdas e das Geringonças renacionalizar a TAP, tornando-a num poço sem fundo, onde os contribuintes colocaram 3,2 mil milhões de euros, sem retorno. Na operação EFACEC com Isabel dos Santos e Acionistas, onde a operação já vai em 500 milhões de euros de prejuízos, com possibilidade de chegar aos 600 milhões. A CP que não larga as linhas e os carris vermelhos, em prejuízos avultados, são outro exemplo.

Perante um cenário, que o actual Governo encontrou e em que Portugal ficou, com muitos dos serviços da Administração Pública em escombros, tenta num curto espaço de tempo atalhar e resolver graves problemas e lacunas. Mas em muitos dos casos, não vai ser possível dar resposta. Os recursos são escassos, as verbas e o orçamento é curto e estes problemas de recursos humanos, de carreiras e de remunerações tem décadas de desvalorização e deficit e não se resolvem em meses.

Mas as oposições de esquerda e alguma direita descontextualizada, continua triunfante nos seus discursos onde tudo parece mau e, ocos na substância, sem assumir culpas e responsabilidades, não contribuindo com propostas válidas, credíveis e construtivas e com isso, diminuindo o ruído, que mais não é do que “soundbite” populista e eleitoralista. Ouvimos também, agora, discursos acalorados, de consumo interno, na tentativa de afirmar lideranças, as mais diversas afirmações sobre o Orçamento de Estado. As exigências são algumas com a pressão do “cedes ou voto contra o OE”! Mas a quem interessa eleições antecipadas, agora? A nossa Sociedade, penalizada com uma carga fiscal brutal e maus serviços públicos “perdoaria” e toleraria aos Partidos e Presidente da República, outra dissolução da Assembleia da República e eleições? Será que a oposição quer governar sem ganhar eleições? Por onde andava Pedro Nuno Santos, o PS e as Esquerdas durante quase 9 anos de governação, nos problemas da Saúde, da Habitação, da Segurança Social, da Justiça e Educação? Estarão a pensar, mesmo, em Portugal e nos Portugueses?

Enfim… É a espuma dos dias, para quem tenta sobreviver e manter-se à tona de números e sondagens duvidosas.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.10.07

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

CARTA DA MINISTRA DA SAÚDE AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

CARTA DA MINISTRA DA SAÚDE
AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

A Srª. Ministra da Saúde dirigiu uma carta aos Enfermeiros Portugueses, num acto de reconhecimento, de apreço e proximidade com esta Classe Profissional, a maior do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Esta carta vem na sequência das negociações e do acordo conseguido e estabelecido entre 5 Sindicatos de Enfermagem, SE-Sindicato dos Enfermeiros, SITEU-Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos, SNE-Sindicato Nacional de Enfermeiros, SIPENF-Sindicato Independente de Profissionais de Enfermagem, SINDEPOR-Sindicato Democrático Enfermeiros de Portugal, onde mais uma vez se autoexcluíram o SEP e ASPE.

Uns dirão que é uma atitude política e só isso. Outros a classificarão de outra forma. O certo é que, e isso é inequívoco, nunca tal aconteceu. Enquanto que nos anteriores Governos Socialista, das Esquerdas e da Geringonça, houve sempre o desprezo, o insulto, a marginalização e o desrespeito por esta Classe, eis que um Governo da Direita, Aliança Democrática, reune, respeita, cria acordos, valoriza a Classe e a Srª. Ministra da Saúde, dirige pessoalmente, uma carta a Todos os Enfermeiros Portugueses. Que diferença!

Porque sou Enfermeiro, sou de direita e militante de um partido que forma esta Aliança Democrática, não posso ser indiferente a este gesto, que contrasta, como atrás referi, com atitudes de outros Ministros da Saúde anteriores, onde a indiferença e o insulto, acompanhados de cinismo, era uma constante diária.

Por este gesto, pela tentativa de aproximação, pela valorização da Carreira e dos Enfermeiros, muito obrigado Srª. Ministra da Saúde, Profª. Doutora Ana Paula Martins.

Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
2024.09.27

terça-feira, 24 de setembro de 2024

ACORDO ENTRE SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO

ACORDO ENTRE SINDICATOS DE ENFERMAGEM E GOVERNO



Ontem ficamos mais felizes, porque foi encontrado um acordo entre OS 5 Sindicatos de Enfermagem: SE-Sindicato dos Enfermeiros, SITEU-Sindicato de Todos os Enfermeiros Unidos, SNE-Sindicato Nacional de Enfermeiros, SIPENF-Sindicato Independente de Profissionais de Enfermagem, SINDEPOR-Sindicato Democrático Enfermeiros de Portugal, (porque o SEP e ASPE se autoexcluíram) e Governo, para a melhoria das condições de valorização remuneratória dos Enfermeiros e a amplitude de outras matérias acordadas.

Confesso, e perdoem a minha ignorância, ainda não consegui ver o alcance total do acordo obtido.

De uma coisa tenho a certeza:

- Valeu a União dos 5 Sindicatos e dos Seus Presidentes, num trabalho exemplar, neste acordo encontrado. Um exemplo para o presente, mas essencialmente, para o futuro – juntos somos mais fortes;

- Valeu a vontade política do Governo, em não enganar os Enfermeiros, nem adiar sucessivamente as reuniões e os assuntos com os Sindicatos;

- Mas acima de Tudo, perceber e estou convicto, de um grande trabalho, diligências e firmeza nas posições, com uma grande elevação, umas vezes mais visível, outras vezes e muitas vezes, nos bastidores, do Sr. Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, que conseguiu agregar esforços e objectivos para este primeiro resultado positivo.

Claro que falta ainda dar resposta a outras dimensões e reivindicações. Mas o caminho faz-se caminhando, desde que a confiança, a vontade política, a lealdade e a exequibilidade das exigências sejam reias e viáveis. Neste espírito de união e do exemplo agora conseguido e demonstrado, com certeza, o caminho do futuro será mais fácil. Assim o esperamos.

Um obrigado a Todos por todo o esforço e dedicação, no encontro de objectivos e interesses comuns.

Humberto Domingues
Enf. Espc. Saúde Comunitária
2024.09.24

terça-feira, 17 de setembro de 2024

45 ANOS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - SNS

45 ANOS DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE - SNS

Cortesia OE


45 anos de SNS.

Sou um defensor do SNS, conhecendo todas as virtudes, potencialidades e limitações que nele encerram.

É um bem, uma Instituição que nasceu com a Democracia e que tem excelentes e competentíssimos profissionais de um elevado conhecimento científico com postura e atitude humanista.

Humberto 
Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária 
2024.09.15

HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES   POEMA AOS ENFERMEIROS  O CANTO DA ENFERMAGEM Onde a dor se faz mais densa E o medo é mais re...