VII CONGRESSO DOS ENFERMEIROS DA VISIBILIDADE À INFLUÊNCIA
UM MOMENTO ESTRUTURANTE PARA A ENFERMAGEM
O VII Congresso dos Enfermeiros representou um momento de inequívoca afirmação política, institucional e pública da Enfermagem Portuguesa. A presença do Primeiro-Ministro, acompanhado pela Ministra da Saúde, bem como o encerramento pela Secretária de Estado da Saúde, conferiram ao Congresso uma centralidade política raramente alcançada pela Profissão. Atribuir a “Medalha de Ouro” da Ordem dos Enfermeiros ao Primeiro-Ministro é um acto de coragem, de uma fina e rara estratégia, ao alcance de poucos.
Importa igualmente sublinhar o compromisso público assumido por PSD, PS, CHEGA e IL relativamente a matérias estruturantes para o futuro da Enfermagem, nomeadamente a prescrição por Enfermeiros e a discussão em torno das Competências Avançadas. Estes sinais políticos não são acessórios, traduzem reconhecimento, maturidade institucional e a entrada definitiva da Enfermagem na agenda estratégica da Saúde em Portugal.
É de inteira justiça reconhecer o trabalho do Bastonário dos Enfermeiros, na sua magistratura de influência, firmeza, objectividade e capacidade de afirmação institucional, bem como o labor coeso e consequente do Conselho Directivo da Ordem dos Enfermeiros. Esta visibilidade pública e mediática deve agora ser inteligentemente capitalizada, tanto na afirmação externa da Profissão perante a Sociedade, como na reflexão interna sobre o posicionamento, responsabilidade e ambição colectiva da Enfermagem Portuguesa.
Nos momentos em que a Profissão conquista espaço político, mediático e institucional, importa discernimento estratégico e sentido de prioridade. O ruído desajustado de alguns não pode obscurecer a relevância histórica do caminho que está a ser consolidado.
Permanece agora a expectativa legítima de que os compromissos publicamente assumidos encontrem concretização política efectiva, com tradução legislativa, organizacional e funcional. A Enfermagem Portuguesa reclama, com inteira legitimidade, não apenas reconhecimento simbólico, mas participação consequente nos processos de decisão.
Pensar estrategicamente a Saúde em Portugal exige pensar a Enfermagem como parceiro político, técnico e institucional indispensável, com lugar próprio à mesa das decisões nacionais sobre o SNS, o Sector Privado e o Sector Social. A maturidade dos sistemas de saúde mede-se, também, pela capacidade de integrar os Enfermeiros na construção das respostas estruturais do País.
Um agradecimento final ao Presidente da Secção do Norte, onde este evento se realizou, pelo que, com certeza deu e o Conselho Directo proporcionou. A Todos os Orgãos Nacionais e Regionais o meu muito, muito obrigado!
Humberto Domingues
Enf. Espec. Saúde Comunitária
Mestre em Sociologia da Saúde
2026.05.16

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