HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES
POEMA AOS ENFERMEIROS
O CANTO DA ENFERMAGEM
Onde a dor se faz mais densa
E o medo é mais real,
Brilha a vossa presença,
Farol de afecto no hospital.
Não sois só o uniforme,
A técnica e o saber,
Sois o abraço que conforta,
A força imensa de viver.
No corredor silente,
A vossa voz é calma,
Um bálsamo que desce
E apazigua a alma.
Mãos que são de ciência,
Mas também de ternura,
Que medem a febre
E curam a amargura.
Vistes o cansaço,
A dor que não se diz,
O peso do mundo
Em cada imensa cicatriz.
E mesmo na exaustão,
O passo não vacila,
Pois a chama do cuidado
Em vós sempre cintila.
Mas vós, que vedes a alma nua,
E o fardo que ninguém imagina,
Quantas lágrimas na noite escura,
Travastes, com a face divina.
O sorriso sereno que acalma,
É a máscara que a dor esconde,
A força que sustenta a alma,
Onde a esperança responde.
Vestistes o manto da coragem,
O EPI… a nova armadura,
E a Missão se fez Obrigação,
Em cada acto de salvação pura.
Ouvistes o grito mais temido,
"Não me deixe morrer só", a prece,
E fostes o afago prometido,
A mão que a solidão esquece.
Continuais por entre corredores,
Desafiando o incómodo e o tentador,
Gerindo emoções, aliviando dores,
Com a ciência e o vosso valor.
Sois mensageiros da esperança,
Para o idoso e o recém-nascido,
A vida que em vós se balança,
O toque que jamais é esquecido.
Foram turnos sem fim,
Nos Centros de Vacinação,
Mesmo com noite mal dormidas
Foi presença, trabalho e dedicação.
Obrigado por serem assim,
No nascer em cada novo dia,
A mais pura essência
Da Vossa humanidade e valia.
Enfermeiros de Portugal,
De um Povo inteiro, a gratidão,
Pela vossa coragem e entrega,
Pela vossa dedicação.
Obrigado por tudo o que sois,
Por cada madrugada em claro,
A saúde deste país respira em vós,
O nosso mais sincero e eterno OBRIGADO.
Humberto Domingues
2026.02.05