quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

POEMA - HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

 HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES


POEMA AOS ENFERMEIROS

O CANTO DA ENFERMAGEM

Onde a dor se faz mais densa
E o medo é mais real,
Brilha a vossa presença,
Farol de afecto no hospital.

Não sois só o uniforme,
A técnica e o saber,
Sois o abraço que conforta,
A força imensa de viver.

No corredor silente,
A vossa voz é calma,
Um bálsamo que desce
E apazigua a alma.

Mãos que são de ciência,
Mas também de ternura,
Que medem a febre
E curam a amargura.

Vistes o cansaço,
A dor que não se diz,
O peso do mundo
Em cada imensa cicatriz.

E mesmo na exaustão,
O passo não vacila,
Pois a chama do cuidado
Em vós sempre cintila.

Mas vós, que vedes a alma nua,
E o fardo que ninguém imagina,
Quantas lágrimas na noite escura,
Travastes, com a face divina.

O sorriso sereno que acalma,
É a máscara que a dor esconde,
A força que sustenta a alma,
Onde a esperança responde.

Vestistes o manto da coragem,
O EPI… a nova armadura,
E a Missão se fez Obrigação,
Em cada acto de salvação pura.

Ouvistes o grito mais temido,
"Não me deixe morrer só", a prece,
E fostes o afago prometido,
A mão que a solidão esquece.

Continuais por entre corredores,
Desafiando o incómodo e o tentador,
Gerindo emoções, aliviando dores,
Com a ciência e o vosso valor.

Sois mensageiros da esperança,
Para o idoso e o recém-nascido,
A vida que em vós se balança,
O toque que jamais é esquecido.

Foram turnos sem fim,
Nos Centros de Vacinação,
Mesmo com noite mal dormidas
Foi presença, trabalho e dedicação.

Obrigado por serem assim,
No nascer em cada novo dia,
A mais pura essência
Da Vossa humanidade e valia.

Enfermeiros de Portugal,
De um Povo inteiro, a gratidão,
Pela vossa coragem e entrega,
Pela vossa dedicação.

Obrigado por tudo o que sois,
Por cada madrugada em claro,
A saúde deste país respira em vós,
O nosso mais sincero e eterno OBRIGADO.

Humberto Domingues
2026.02.05

HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

 HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

Aos Enfermeiros Portugueses,

Há uma força silenciosa que percorre os hospitais e centros de saúde de Portugal. Não se vê, mas sente-se. No toque que acalma, na palavra que orienta, no olhar que entende quando tudo parece perdido. Essa força, sois VÓS, ENFERMEIROS. Homens e Mulheres da ciência, do humanismo, da entrega e da dádiva. DO ALTRUISMO!

VÓS, que sois muitas vezes os primeiros a chegar e os últimos a sair. VÓS, que recebeis a vida no primeiro choro. Que ensinastes os bebés a nascer e os Pais a serem Papás. Que segurais a mão no último suspiro. Que guardais a última confissão feita. VÓS, que não deixais ninguém morrer sozinho, mesmo quando o pedido vem em lágrimas: “não me deixe morrer só”. E quantas lágrimas vossas ficaram escondidas atrás de uma máscara, de um EPI, de um silêncio carregado de dor…

VÓS, que vedes o que ninguém vê, que carregais o que ninguém imagina, que transformastes a missão em obrigação, e a obrigação em actos heróicos de salvação.

Ser Enfermeiro não é apenas uma profissão. É uma entrega total. É dar quando já não há forças. É sorrir quando a alma está cansada. É ser esperança quando tudo dói. Mesmo magoados, mesmo feridos por dentro, continuais a acalmar, a cuidar, a salvar.

Em cada turno deixais um pouco de VÓS. Deixais humanidade. Deixais dignidade. Deixais cuidado, aquele cuidado que cura, aquele afago que ninguém faz, que salva e que faz renascer a esperança, seja no hospital, na comunidade ou na casa de cada doente.

Quantas horas dadas nos Centros de Vacinação. Quantos milhares e milhares de vacinas administradas, turno atrás de turno, horas seguidas em pé, cansaço imenso de noites mal dormidas. Mas a Missão obrigava a dizer presente! A dedicação e o brio Profissional não deixavam ninguém desistir. O Vosso exemplo é digno de homenagem!

Portugal deve-vos muito mais do que palavras. Mas saibam isto: há um POVO INTEIRO que vos admira, mesmo que às vezes em silêncio. Há famílias que nunca esquecerão o vosso nome. Há vidas que só existem porque um Enfermeiro esteve lá.

Obrigado! Obrigado por cada madrugada em claro. Por cada preocupação que levam para casa em silêncio. Por cada vida que tocaram sem sequer perceber. Por tudo o que fazem e por tudo o que são.

Passados cinco anos, em que o COVID me levou ao limite da vida onde “toquei a morte” com um dedo, posso dizê-lo com o coração cheio: sobrevivi pela ciência, pelo saber dos Homens, pela força divina que me protegeu… e pelo cuidado dos Enfermeiros (e de outros Profissionais que não esqueço). Fui doente grave. Fui cuidado por Colegas. Fui salvo por VÓS.

Por isso, permitam-me esta homenagem simples, mas sentida: OBRIGADO!

ENFERMEIROS PORTUGUESES, COLEGAS DA MINHA UNIDADE E DA ULSAM,
DE CORAÇÃO…
MUITO OBRIGADO.

Humberto Domingues
2026.02.05

POEMA - HOMENAGEM PESSOAL AOS ENFERMEIROS PORTUGUESES

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